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Um tragédia que se anuncia

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O Instituto Penal de Canoas - IPC esta localizado na rua Santos Ferreira,  a poucos metros da BR 116, em frente a passarela de maior movimentação de pessoas em todo o centro e próximo a uma das maiores Escolas públicas no município.

Os protocolos que permitem o funcionamento da Casa prisional no município prevêem  a ocupação por detentos do regime semi-aberto, com baixa periculosidade e preferencialmente residentes em Canoas ou municípios vizinhos.

Para cumprir suas penas no IPC, o detento deve obrigatoriamente concordar em trabalhar.

Nestes últimos tempos isto não esta mais sendo observado ou sequer avaliado pela Superintendência dos Serviços Penitenciários - Susepe, e quaisquer detentos estão sendo transferidos para o IPC, desde que consigam vaga.

Há poucos meses, no começo da manhã, um violento tiroteio assustou moradores do entorno, amedrontou trabalhadores e estudantes que, ao milhares, transitam pela frente da Casa Prisional.

Duas vidas foram ceifadas, poderiam ter sido mais. Umas das vitimas  foi  uma mulher que aguardava seu ônibus numa parada próxima.

Nesta quarta-feira, 23 de fevereiro, no meio da tarde, uma fuga no IPC colocou agentes da Susepe, armados com armas de grosso calibre, revólveres e pistolas em meio a centenas de estudantes e de outros tantos populares, na perseguição do apenado em fuga, gerando pânico e uma real possibilidade de algum inocente ser fatalmente atingido por um projétil, pois ao correr com armas engatilhadas, a qualquer momento um disparo pode ocorrer, mesmo que acidental.

Para surpresa, às 12 horas do dia 24 de março, uma viatura discreta da Susepe chega com a sirene aberta à frente do IPC, invade a calçada, imediatamente descem agentes da instituição, fortemente armados, apontando para os incautos transeuntes suas armas, como se estivéssemos vivendo num filme de "bang-bang" daqueles antigos do cinema norte-americano.

Uma servidora chegou a apontar sua arma em direção a este jornalista, exigindo que nos afastássemos do local.

A gravidade disto só não é maior pela falta de uma vitima inocente, mas um velho ditado já diz: " quem brinca com fogo, acaba se queimando".

O IPC tem espaço que deveria ser usado para a entrada e saída dos detentos, seguro e discreto, não é usado sabe-se lá por quais razões.

O IPC precisa ser urgentemente transferido de localização, antes que uma outra morte aconteça.

Alô autoridades estaduais, alô Dr. Sidney Brzuska, juiz fiscalizador dos presídios na região metropolitana, alô Dr. Gilmar Bortolotto, procurador de Justiça, alô Dr. Alberto  Kopittke, novo, velho secretário municipal de Segurança Pública e Cidadania de Canoas, está na mãos de vocês evitar uma tragédia, com a perda da vida de um inocente, pois o IPC instalado num dos locais de maior fluxo de pessoas da cidade de Canoas, convenhamos, é brincar com fogo, dentro de um barril de pólvora

Última atualização ( Qui, 24 de Março de 2016 18:49 )  

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