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Esporte contribui para novas conexões cerebrais, afirma neuropediatra

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As férias estão chegando e é o momento perfeito para incentivar as crianças a praticar esportes ou atividades físicas. O esporte beneficia o desenvolvimento infantil, contribuindo com a neuroplasticidade, ou seja, com a formação de novas conexões neuronais. A atividade física promove não só a neurogênese (formação de novos neurônios), como também a neovascularização e a reorganização neuronal, fabricando mais neurotransmissores e receptores, possibilitando o registro de novas informações, ampliando o conhecimento e o desenvolvimento global da criança.
Segundo Dra. Karina Weinamann, neuropediatra da NeuroKinder, é muito mais fácil aprender na infância. “No cérebro infantil há muito mais conexões cerebrais (sinapses) que no cérebro do adulto, o que chamamos de "exuberância sináptica", que pode continuar até o início da adolescência, possibilitando o aprendizado de novas habilidades na infância. Por isso, dizemos que o cérebro infantil em desenvolvimento é plástico, ou seja, capaz de reorganizar-se em padrões e sistemas de conexões sinápticas para melhor adequar o organismo em crescimento às novas capacidades intelectuais e comportamentais da criança”, explica Dra. Karina.
De acordo com a médica, existe uma área no cérebro chamada de núcleo acumbens, diretamente ligada ao "sistema de recompensa", responsável por nos proporcionar a sensação de prazer. Nas crianças, essa região está bastante ativa. “Estudos mostram, em modelo experimental, que até o fim da adolescência o núcleo acumbens perde até um terço do número de receptores de dopamina (psicoestimulante) que tinha na infância”, diz a médica.
7 benefícios dos esportes para crianças e adolescentes
Contribui no desenvolvimento da motricidade, aprimorando a coordenação motora, agilidade, força muscular, equilíbrio dinâmico
Ajuda no aperfeiçoamento do potencial cognitivo e da habilidade emocional
Melhora a capacidade de aprendizagem, por meio do aumento da concentração, atenção, memória e planejamento
Aumenta a autoestima
Ensina a respeitar regras, honrar responsabilidades e adquirir disciplina
Combate a fadiga, diminuindo os níveis de estresse, regulando a ansiedade e combatendo o risco de depressão infantil
Do ponto de vista sistêmico, aumenta a imunidade, combate a obesidade, aumenta a produção de massa óssea e ainda contribui para adequação da qualidade do sono
Prática esportiva na infância requer cuidados
Embora o esporte tenha muitos benefícios, é preciso alguns cuidados. Para a psicóloga Thais Quaranta, o esporte deve ser escolhido por vontade própria da criança, deve gerar experiências de sucesso, que sejam motivadoras e divertidas, sempre respeitando o limite de condicionamento físico de cada um.
“É muito importante que até os 12 anos não seja estimulada a competição, dando preferência às atividades com objetivo lúdico e recreativo, evitando esportes que levam a muita rivalidade. Isso porque pode gerar frustrações, provocar choro, sentimentos depressivos ou até agressões, já que para a criança a realidade de perdedor é pouco aceita porque as crianças são muito concretas e têm baixa capacidade de abstração”, explica Thais.
Por último, Dra. Karina recomenda que o esporte precisa sempre ser supervisionado por um educador físico, assim como até os quatro anos deve ser de curta duração e no máximo duas vezes por semana.

As férias estão chegando e é o momento perfeito para incentivar as crianças a praticar esportes ou atividades físicas. O esporte beneficia o desenvolvimento infantil, contribuindo com a neuroplasticidade, ou seja, com a formação de novas conexões neuronais. A atividade física promove não só a neurogênese (formação de novos neurônios), como também a neovascularização e a reorganização neuronal, fabricando mais neurotransmissores e receptores, possibilitando o registro de novas informações, ampliando o conhecimento e o desenvolvimento global da criança.

Segundo Dra. Karina Weinamann, neuropediatra da NeuroKinder, é muito mais fácil aprender na infância. “No cérebro infantil há muito mais conexões cerebrais (sinapses) que no cérebro do adulto, o que chamamos de "exuberância sináptica", que pode continuar até o início da adolescência, possibilitando o aprendizado de novas habilidades na infância. Por isso, dizemos que o cérebro infantil em desenvolvimento é plástico, ou seja, capaz de reorganizar-se em padrões e sistemas de conexões sinápticas para melhor adequar o organismo em crescimento às novas capacidades intelectuais e comportamentais da criança”, explica Dra. Karina.

De acordo com a médica, existe uma área no cérebro chamada de núcleo acumbens, diretamente ligada ao "sistema de recompensa", responsável por nos proporcionar a sensação de prazer. Nas crianças, essa região está bastante ativa. “Estudos mostram, em modelo experimental, que até o fim da adolescência o núcleo acumbens perde até um terço do número de receptores de dopamina (psicoestimulante) que tinha na infância”, diz a médica.

7 benefícios dos esportes para crianças e adolescentes

Contribui no desenvolvimento da motricidade, aprimorando a coordenação motora, agilidade, força muscular, equilíbrio dinâmico

Ajuda no aperfeiçoamento do potencial cognitivo e da habilidade emocional

Melhora a capacidade de aprendizagem, por meio do aumento da concentração, atenção, memória e planejamento

Aumenta a autoestima

Ensina a respeitar regras, honrar responsabilidades e adquirir disciplina

Combate a fadiga, diminuindo os níveis de estresse, regulando a ansiedade e combatendo o risco de depressão infantil

Do ponto de vista sistêmico, aumenta a imunidade, combate a obesidade, aumenta a produção de massa óssea e ainda contribui para adequação da qualidade do sono

Prática esportiva na infância requer cuidados

Embora o esporte tenha muitos benefícios, é preciso alguns cuidados. Para a psicóloga Thais Quaranta, o esporte deve ser escolhido por vontade própria da criança, deve gerar experiências de sucesso, que sejam motivadoras e divertidas, sempre respeitando o limite de condicionamento físico de cada um.

“É muito importante que até os 12 anos não seja estimulada a competição, dando preferência às atividades com objetivo lúdico e recreativo, evitando esportes que levam a muita rivalidade. Isso porque pode gerar frustrações, provocar choro, sentimentos depressivos ou até agressões, já que para a criança a realidade de perdedor é pouco aceita porque as crianças são muito concretas e têm baixa capacidade de abstração”, explica Thais.

Por último, Dra. Karina recomenda que o esporte precisa sempre ser supervisionado por um educador físico, assim como até os quatro anos deve ser de curta duração e no máximo duas vezes por semana.

 

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