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A democratização do ensino básico

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Um ensino básico de qualidade é direito de todas as crianças e adolescentes e está assegurado tanto pela Constituição, quanto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Por isso, as diretrizes curriculares do ensino básico passaram por mudanças. Mas como realizar tais modificações pensando no papel e responsabilidade do professor dentro do espaço escolar?

O ambiente escolar recebe alunos de diversas culturas, relações familiares e com especificidades de sua região. E toda essa diversidade deve ser respeitada em sala de aula. Para lidar e atender esta complexidade é necessário que as instituições, por meio de seus docentes e equipe pedagógica, estruturem um currículo que tenha condições de atender a esta diversidade de maneira significativa, tanto para o professor, quanto para os alunos, pois a realização deve acontecer para ambos os lados.

Esse desenvolver implica no planejamento do professor e na atuação do aluno em sala, já que ambos têm sua própria subjetividade que influenciam nessa organização. Por isso, é tão importante que o professor planeje suas aulas e assim, possa compreender e refletir com o aluno seus valores, potencialidades, dificuldades, história de vida e aprendizagens prévias.

Hoje a educação pensa no aluno, que estabelece sua conexão com o aprender desde sua vida uterina, mas isso não basta, é importante levar em consideração todas as estruturas cognitivas, afetivas e sociais do professor. Para que assim ele tenha a oportunidade de dedicar um tempo às pesquisas, estudos e trocas de experiências direcionadas, dentro dos momentos de permanência sejam na escola ou na universidade.

Essa democratização do currículo acaba permitindo que tanto as escolas, quanto professores se organizem em uma variedade de representações. Além de se ajustar aos mais diversos interesses e visões de mundo. A organização do currículo deve acontecer independente da condição social, cognitiva ou geográfica em que se encontram professores, alunos e sociedade.  Nós como professores, devemos colocar nossos alunos no centro do diálogo sem assumir uma postura duvidosa da prática pedagógica.

Ana Regina Caminha Braga - escritora, psicopedagoga e especialista em educação especial e em gestão escolar

 

 

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