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Taxa de desemprego se mantém estável na RMPA

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Os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego da Região Metropolitana de Porto Alegre, relativos ao mês de setembro de 2017, mostram que a taxa de desemprego total permaneceu estável em 10,3% da População Economicamente Ativa (PEA). A taxa de desemprego aberto também ficou praticamente estável, ao passar de 9,2% para 9,3% da PEA, no mesmo período. As informações da PED-RMPA foram divulgadas pela FEE, DIEESE e FGTAS.

A pesquisa mostra que o número total de desempregados foi estimado em 193 mil pessoas, apresentando aumento de 5 mil em relação ao mês de agosto de 2017. De acordo com os pesquisadores, esse resultado deveu-se ao aumento da ocupação (mais 42 mil, ou 2,6%) ter sido inferior à expansão da força de trabalho (mais 47 mil pessoas, ou 2,6%). A taxa de participação elevou-se de 51,2% para 52,4%, no mesmo período.

O nível ocupacional na RMPA aumentou (2,6%), sendo estimado um contingente de 1.678 mil ocupados. Em relação aos setores de atividade econômica analisados, houve aumento na indústria de transformação (mais 18 mil ocupados, ou 6,4%), na construção (mais 9 mil, ou 7,8%) e nos serviços (mais 18 mil 2,0%), e uma redução no comércio e na reparação de veículos automotores e motocicletas (menos 3 mil ocupados, ou -0,9%).

Os dados da pesquisa demonstram que, segundo posição na ocupação, houve crescimento do total de assalariados (mais 18 mil, ou 1,6%), devido ao aumento do setor privado (mais 22 mil, ou 2,3%), e da redução no setor público (menos 4 mil, ou -2,4%). No setor privado, houve aumento do emprego com carteira de trabalho assinada (mais 16 mil, ou 1,8%) e do sem carteira (mais 6 mil, ou 7,8%). Nos demais contingentes analisados, houve aumento dos empregados domésticos (mais 11 mil, ou 11,2%), dos trabalhadores autônomos (mais 2 mil, ou 0,8%) e das demais posições (mais 11 mil, ou 6,9%).

De julho para agosto de 2017, o rendimento médio real reduziu para o total de ocupados (-2,3%) e assalariados (-5,2%), e aumentou para autônomos (1,1%). No mesmo período, a massa de rendimentos reais reduziu-se para os ocupados (-2,1%) e para os assalariados (-4,0%). Em ambos os casos, esse resultado é explicado pela redução do rendimento médio real, uma vez que o nível de ocupação permaneceu em relativa estabilidade e o nível de emprego aumentou.

Na comparação entre os meses de setembro de 2016 e setembro de 2017, a taxa de desemprego total diminuiu de 11,0% para 10,3% e a taxa de desemprego aberto decresceu de 9,9% para 9,3%. Além disso, o contingente de desempregados diminuiu nesse período (menos 18 mil pessoas, ou -8,5%).

Para a economista da FEE, Cecília Hoff, o que se percebe nos dados de setembro de 2017 é que existe uma estabilidade nas taxas de desemprego, mas aos poucos acontece uma mudança em relação à dinâmica que vinha sendo observada em 2015 e 2016. “Percebe-se uma recuperação da ocupação lado a lado com o crescimento da força de trabalho, mas ainda há redução de ambos na comparação anual. Uma parcela importante da recuperação mensal se deve ao aumento do emprego na indústria de transformação, que responde à melhora nas exportações. Há indícios de recuperação da economia, mas o processo é longo e deve levar mais alguns anos para atingirmos os patamares de produção e emprego anteriores à crise”, alerta.

Ao final da apresentação dos dados, a Diretora Executiva Nacional do DIEESE, Mara Feltes, alertou para a importância da pesquisa, que vem sendo feita há mais de 25 anos, de forma ininterrupta. “A PED é um poderoso instrumento para a gestão pública, para a tomada de decisões sobre o mercado de trabalho. A pesquisa só é desenvolvida porque existe esta parceria entre três diferentes instituições, FEE, DIEESE e FGTAS. A FEE que corre o risco de fechar. Nossa preocupação é com o futuro dessa e de outras pesquisas desenvolvidas pela Fundação e que dão subsídio para o planejamento do nosso Estado”, ressalta.

Darci Cunha, Diretor Técnico da Fundação Gaúcha do Trabalho e Assistência Social (FGTAS), também ressaltou a importância dos dados oriundos da PED-RMPA e o uso que a FGTAS faz deles no acompanhamento e na análise do mercado de trabalho. “A PED é uma ferramenta de trabalho extraordinária, que mostra através de números e estatísticas o que vemos no dia a dia do trabalho na fundação. Por isso, não podemos prescindir desta pesquisa, que só é possível graças a parceria FEE, DIEESE e FGTAS”, destaca Darci.

 

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