Jornal Correio de Notícias

Página Inicial | Destaques

Destaques

Pokémon Go – 90% das pessoas conhecem o jogo

Nos dias 27 e 28 de julho de 2016, o PiniOn realizou uma pesquisa sobre o jogo Pokémon Go com 1770 pessoas de todo o país que compõem a base do PiniOn (usuários de smartphone com mais de 18 anos de idade). Seguem abaixo nossos principais resultados:

->  90% de todos os entrevistados já ouviram falaram sobre o aplicativo Pokémon Go.

-> 92% dos entrevistados que já ouviram falar sobre o jogo Pokémon Go acreditam que as pessoas devem se preocupar com a sua segurança jogando o jogo em celulares pelas ruas do Brasil.

-> 80% dos entrevistados não acreditam que as permissões de acesso que o aplicativo Pokémon Go realiza quando instalado em um celular (tais como agenda de contatos e localização da pessoa) podem prejudicar seu sucesso no Brasil.

->  85% dos entrevistados concordam em afirmar que as pessoas devem ficar mais atentas às permissões de acesso que os aplicativos fazem quando instalados em um smartphone.

-> Para 51% dos entrevistados que já ouviram falar do jogo Pokémon Go, o sucesso dele vem da tecnologia de realidade aumentada; para 35%, da popularidade do desenho animado e dos personagens do Pokémon; e, para 10%, da propaganda envolvida.

->  24% de todos que participaram desta pesquisa conhecem outros jogos e aplicativos que utilizam realidade aumentada e 65% destes já jogaram algum jogo deste tipo.

-> 45% dos entrevistados que já ouviram falar sobre o jogo se interessaram por baixar o aplicativo; e 39% disseram que estão ansiosos para isso.

-> Estes percentuais crescem entre aqueles que já assistiram os desenhos animados do Pokémon: 50% destes se interessaram por baixar o aplicativo e 44% estão ansiosos para baixar o aplicativo. Se considerarmos somente os entrevistados que já jogaram jogos de vídeo game do Pokémon, estes índices sobem ainda mais: 71% destes se interessaram por baixar o aplicativo; e 65% se disseram ansiosos para baixar o aplicativo.

-> Para 63% dos entrevistados que já ouviram falar sobre o jogo Pokémon Go a relativa demora para a chegada do jogo no Brasil pode fazer com que o interesse dos jogadores brasileiros diminua.

-> 34% dos entrevistados que se interessaram por baixar o aplicativo disseram que pretendem comprar itens dentro do aplicativo. Em média, eles pretendem gastar R$35,85 por mês com compras de itens dentro do aplicativo.

-> 8% dos entrevistados que se interessaram em baixar o aplicativo não entrariam em estabelecimentos comerciais para capturar Pokémons; 59% entrariam desde que não tivessem que consumir nada; e 33% entrariam mesmo que tivessem que consumir alguma coisa.

->  30% dos entrevistados não se deslocariam para eventos e lugares específicos onde o jogo disponibilizasse Pokémons raros para captura, estes só pretendem jogar nos lugares onde já se encontrem por alguma outra razão; 52% disseram que se deslocariam dentro da sua própria cidade para capturar estes Pokémons raros e participar de eventos do jogo; 12% se deslocariam dentro de seu estado; e 6% viajariam até outros estados com este objetivo.

-> 86% acham que o jogo Pokémon Go pode expor as pessoas a perigos nas cidades brasileiras mais do que o que vem acontecendo em cidades de outros países onde o jogo já chegou.


Última atualização ( Qua, 03 de Agosto de 2016 18:47 )
 

Só um chiclete não resolve: Mau hálito pode indicar outras doenças

Cerca de 75% dos casos de halitose (mau hálito) têm sua origem em um problema bucal. Outras causas do mau hálito são os distúrbios gástricos, infecções nos seios maxilares e paranasais e doença gengival grave, e pode ser causado por:

- Fatores externos – alimentos, como cebola e alho, e bebidas, como café e álcool, e o fumo;

- Má higiene bucal – quando a placa bacteriana e resíduos alimentares não são completamente removidos;

- Enfermidades bucais – gengivite e doença periodontal;

- Próteses totais – formação da placa e acúmulo de resíduos nas próteses, que precisam ser limpas diariamente;

- Amígdalas – as fendas (criptas) mais largas das amígdalas podem permitir que os resíduos se acumulem na área;

- Infecções do aparelho respiratório – garganta, seios paranasais e pulmões;

- Boca seca (xerostomia) – que pode ser causada por problemas nas glândulas salivares, medicamentos, respiração pela boca, radioterapia e quimioterapia;

- Doenças sistêmicas – diabetes, doenças renais/hepáticas, pulmonares, dos seios maxilares/paranasais e distúrbios gastrintestinais;

Segundo a especialista em odontologia, Dra. Cristina Gottlieb, o sucesso do tratamento depende da determinação de sua causa. “Assim que o dentista determina a causa, o tratamento pode começar. Portanto, caso note um mau hálito constante, procure o seu odonto.”, diz.

Além disso, pesquisas recentes sugerem que há uma relação entre doenças bucais e doenças sistêmicas (diabetes, doenças cardiovasculares, derrame cerebral, infecções respiratórias, mal de Alzheimer) e outras enfermidades.

“Quando o tecido gengival se inflama dando origem à gengivite, mediadores inflamatórios chamados citocinas, presentes no tecido gengival, podem passar para a saliva e serem aspirados para dentro dos pulmões. As bactérias responsáveis pela periodontite também podem penetrar no sistema circulatório e deslocar-se até outras partes do corpo, que causam infecções secundárias ou a inflamação de outros tecidos ou sistemas do organismo”, explica a especialista.

Segundo a Dra. Cristina, se achar que a causa de seu mau hálito é a dieta alimentar, consulte um nutricionista. Ele poderá ajudá-lo a modificar sua dieta. Se o problema for má higiene bucal e você tiver gengivite, (inflamação da gengiva) ou periodontite (perda do osso que sustenta os dentes), consulte seu dentista e peça instruções sobre como melhorar a higiene bucal. Caso o problema seja infecção das amígdalas ou uma infecção respiratória, siga as recomendações de seu clínico geral ou de um especialista em ouvido, nariz e garganta (otorrinolaringologista) ou doenças do pulmão e trato respiratório (pneumologista).

A maioria das pessoas tem a sensação de boca seca devido a medicamentos, disfunção das glândulas salivares ou ao fato de estarem passando por tratamento de câncer com rádio ou quimioterapia. Consulte seu médico-cirurgião maxilofacial ou oncologista, e siga as orientações que lhe derem sobre os produtos que podem aliviar os sintomas da boca seca. Quem tem diabetes, problemas renais, hepáticos ou distúrbios gastrintestinais, devem consultar um clínico geral, um urologista ou gastroenterologista para saber como reduzir o mau hálito.

Entre em contato com seu dentista e peça informações sobre a especialidade médica indicada para resolver seu problema de mau hálito.

 

Como reduzir minhas contas? Que tal começar pela fatura de energia elétrica?

Em momentos de aperto no orçamento familiar, como o atual, a maioria da população busca alternativas para reduzir os seus gastos para que caibam no bolso e consigam manter o padrão de vida. O que poucos sabem é que pequenas mudanças de hábitos e uma boa gestão do consumo de energia podem trazer uma boa economia na conta de luz, uma das principais despesas fixas do orçamento da família brasileira.

De acordo com o último levantamento, em maio de 2016, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo médio de uma residência brasileira é de 160 kWh/mês. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) calcula uma média brasileira de R$ 0,48 reais por quilowatt-hora (sem impostos). Assim, uma fatura de energia elétrica de uma residência brasileira, em média, pode custar R$ 76,80.

Mas, como reduzir a minha fatura de energia elétrica? É simples responder essa questão. Com a calculadora em mãos e algumas informações básicas e de fácil acesso, é possível estimar o valor da conta de luz e descobrir quais são os vilões da sua fatura. O primeiro passo é checar a potência dos eletrodomésticos e eletroeletrônicos que você tem na sua residência, o que está disponível no próprio aparelho. Lembrando que é importante se atentar às certificações de eficiência energética, como o Selo PROCEL e a Etiqueta do Inmetro, que auxiliam a identificar o equipamento que consome menos energia e é mais eficiente.

Vamos exemplificar o cálculo com um item bastante comum nos lares de milhões de brasileiros: a TV LCD de 42’’, cuja potência é de 250 watts (250 W), segundo o Inmetro. Esse valor deve ser multiplicado pelo número de horas e de dias de uso durante um mês, ou seja, quanto tempo o aparelho fica ligado ao longo do mês. Assim, se ligarmos essa TV apenas no horário de pico (entre 18h e 21h) e utilizarmos todos os dias (30 dias), chegaremos ao consumo de 22.500 W.

Para chegar à quantidade de energia consumida em kWh/mês, que é a referência da tarifa das distribuidoras de energia elétrica no país, é preciso os 22.500 W dividir por 1.000.  Portanto, uma TV LCD de 42’’, com uso diário de 3 horas, representa um consumo final de 22,5 kWh/mês. O cálculo final de quanto o aparelho representará, em média, na conta de energia elétrica, vai ser o resultado da multiplicação do consumo (já em kWh/mês) do aparelho pela tarifa de energia da distribuidora da sua cidade (para melhor resultado, convém considerar os impostos).

Por exemplo, um consumidor que reside em uma das 255 cidades do Rio Grande do Sul atendidas pela Rio Grande Energia (RGE) tem tarifa de R$ 0,41 (sem impostos) por kWh/mês. No exemplo de uma TV LCD de 42’’ com consumo de 22,5 kWh/mês, este aparelho representará R$ 9,22 na conta de luz.

Para saber a sua tarifa com impostos, basta pegar uma fatura recente e dividir o consumo de energia pelo valor da conta. No caso de um cliente com um consumo de 189 kWh em Caxias do Sul, a fatura da RGE foi de R$ 119,45. Isso significa uma tarifa de R$ 0,63 por kWh, incluindo os impostos municipais, estaduais e federais. Repetindo o exemplo anterior, a TV LCD de 42” teria custo de R$ 14,17.

Aí fica o alerta: será que é preciso ligar a TV todos os dias? Ou será que existe outro aparelho com uma potência menor e que proporcionará um consumo reduzido? De acordo com uma página sobre provedores de eletricidade da Grã-Bretanha (uSwitch), uma televisão LCD de 32 polegadas eficiente usa a metade da eletricidade de uma TV de plasma de 42 polegadas.

Abaixo, segue uma tabela com sete eletrodomésticos (mais utilizados) de acordo com um uso hipotético, baseado nos dados do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PROCEL):

Eletrodoméstico/ eletroeletrônico

Potência Aproximada (WATTS)

Horas

Dias

Medida em kWh

Tarifa da RGE*

Representa na conta de energia elétrica (média)

Geladeira simples

250

24 h

30

R$ 73,80

Forno de Micro-Ondas

2.000

20 min

30

R$ 8,19

Liquidificador

200

15 min

15

R$ 0,30

Máquina de lavar roupa

1.000

1h

12

/1000

R$ 0,41

R$ 4,92

Chuveiro elétrico

5.500

32 min

30

R$ 35,85

Computador

300

8h

30

R$ 29,52

Ferro elétrico

1.000

1 h

30

R$ 12,30

__________________________

* valor da distribuidora RGE sem os tributos e outros elementos que fazem parte de sua conta de luz, tais como ICMS, Taxa de Iluminação Pública

Veja também, o jeito mais adequado e seguro de usar a energia em sua residência, sem abrir mão do conforto que ela proporciona (vide ilustração).

Assim, ao conhecermos melhor o nosso consumo de energia, teremos mais consciência para cortar o desperdício, contribuindo com a preservação do meio ambiente sem comprometer a nossa qualidade de vida e, ainda, reduzindo o valor da nossa conta de luz, proporcionando um alívio para o orçamento familiar.

 

Cirurgias plásticas são mais procuradas no inverno

Durante a preparação para uma cirurgia plástica é comum surgir uma dúvida: quando é o melhor momento para realizar o procedimento? De acordo com o cirurgião plástico da Clínica Grafguimarães, Dr. Carlos Alberto Preto Guimarães, o melhor período para a realização de qualquer intervenção cirúrgica é o inverno.

“Esse período de temperaturas mais amenas é o mais escolhido por proporcionar maior conforto durante sua recuperação, principalmente quando a intervenção exige uso de cintas ou ataduras”, afirma o especialista. Além disso, o repouso torna-se mais cômodo pela ausência do calor excessivo; os pacientes retêm menos líquidos e, consequentemente, ficam menos inchados. “Outras vantagens estão em poder usar roupas mais largas e/ou compridas para esconder curativos, cinta ou eventuais hematomas e a exposição ao sol é quase nenhuma, o que evita manchas na pele e acentuação de cicatriz”, detalha o especialista.

Cirurgias plásticas são cada vez mais recorrentes no Brasil. Não à toa, o país ocupa a primeira posição no ranking mundial de cirurgias plásticas, com cerca de 1,5 milhão de procedimentos por ano. 88% das pessoas que enfrentam os bisturis são mulheres, geralmente em busca do corpo ideal, e para isso, os procedimentos queridinhos desse público são a lipoaspiração e as plásticas de mama.

Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica revelam que a busca por procedimentos desse tipo aumenta em até 50% durante o inverno. O período favorece o pós-operatório por diversos motivos. O principal deles, além do desconforto, é o inchaço, que nesse período tende a ser menor. “Durante o frio a dilatação de vasos e a retenção de líquido é menor. O período frio provoca uma vasoconstrição periférica, ou seja, uma contração dos vasos sanguíneos, proporcionando a redução do inchaço. Outro fator que faz com que as pessoas busquem esses procedimentos nessa época é a recuperação antes do verão, considerado o principal benefício de realizar o procedimento no inverno”, afirma Guimarães.

O período de recuperação dura em média três meses, o que ajuda o corpo a estar preparado para a estação mais quente do ano e permite ao paciente que se adapte ao novo visual antes da chegada do verão. Já os resultados dos procedimentos nada têm a ver com a estação do ano escolhida. “Os resultados geralmente estão relacionados a diversos fatores, o principal deles é que o paciente siga todas as recomendações do pós-operatório. O período de repouso, evitar esforço físico e obedecer às prescrições medicamentosas garantem o sucesso do procedimento”, conclui o especialista.

 

Etiqueta no avião

Nunca aeroportos do país estiveram tão lotados. Milhares de pessoas viajam para destinos os mais variados durante todo ano. Mas nas férias e nos feriados, o movimento aumenta com viajantes em busca de descanso e diversão. Para superar qualquer problema, é preciso manter algumas regras básicas de comportamento. Quantas vezes, por exemplo, ouvimos casos de pessoas que se excedem na bebida causando tantos inconvenientes, que as vezes se torna até necessária a retirada do passageiro do avião.

Para a consultora Silmara Leite Ribeiro Santos, coordenadora do curso de Etiqueta e Comportamento Corporativo do Centro Europeu de Curitiba, a preocupação com o comportamento em ambientes públicos, neste caso nos aeroportos e aviões, é fundamental e geram simpatia. “Falar de etiqueta no mundo de hoje pode parecer frivolidade. Muitas vezes as pessoas ligam a palavra Etiqueta à ostentação e ao luxo. Puro engano. A boa educação, as normas e regras devem ser observadas e cumpridas para vivermos dignamente em sociedade. A etiqueta é importantíssima em todas as classes sociais, no nosso dia a dia”, afirma Silmara.

Segundo ela, algumas situações tornam-se incômodas para todos os passageiros se não forem bem executadas ou, possivelmente, evitadas durante a viagem, como falar em voz alta, fazer gracinhas com os comissários de bordo e arrumar o bagageiro de mão durante o trajeto. De acordo com a profissional, outras dicas interessantes ficam por conta das roupas que devem ser utilizadas durante a viagem, valorizando peças que prezem pelo conforto. “O ideal é que as roupas sejam de tecidos que não amassem muito. Os sapatos merecem atenção especial, pois precisam ser confortáveis. Botas são desaconselháveis, uma vez que os pés podem inchar. Nem pense em andar pelos corredores descalço ou de meias. Você não está na sua casa”, aconselha.

Confira abaixo algumas dicas de etiqueta para que a sua viagem não cause transtornos:

- Respeite o horário de antecedência em sua viagem (uma hora para voos nacionais e duas horas para voos internacionais);

- Procure levar apenas uma bagagem de mão;

- É interessante deixar todos os objetos metálicos em uma única bagagem. Assim ela será facilmente conferida pelas autoridades, poupando, inclusive, o tempo de quem está atrás de você;

- Se for conversar, respeite os demais. Quanto mais tranquilo e calmo for o ambiente, melhor;

- Entre no avião calmamente procurando sua poltrona. Caso encontre alguém sentado, confira com a pessoa a numeração do seu assento. Gentilmente, diga que deve ter havido algum engano e que aquela poltrona está marcada em sua passagem;

- Quando for deitar sua poltrona, antes dê uma olhada para o passageiro que está atrás de você. Não se espreguice e evite ao máximo bocejar;

- Se por acaso você percebeu que um casal ficou separado ou um filho com os pais, não há nada de errado em se oferecer para trocar de poltrona. Será gentil e elegante de sua parte;

- Modere os movimentos dos braços ao ler jornal e revistas. As pessoas sentadas ao seu lado agradecem. Se for usar qualquer aparelho eletrônico, cuidado no volume que os coloca;

- Evite bebidas alcoólicas;

- Nada de gracinhas e respeite as orientações passadas pelos comissários de bordo;

- Algumas pessoas gostam de tirar fotos durante o voo, em especial os adolescentes. Faça isto de modo discreto;

- Aguarde o avião parar por completo para aí sim, levantar-se e pegar sua bagagem. É desagradável ver as pessoas eufóricas, pegando de qualquer jeito os pertences de mão e atrapalhando os demais e ficando de pé no corredor.

Última atualização ( Qui, 28 de Julho de 2016 16:56 )
 

Dor: Passado, Presente e Futuro

Segundo a IASP (International Association for the Study of Pain), a dor é uma experiência sensitiva e emocional desagradável, associada com lesão tecidual atual ou potencial. Ela afeta a maioria das pessoas ao longo de suas vidas, de forma aguda ou crônica, e quando contínua, de longo prazo, compromete funções laborativas e sociais dos indivíduos, com consequências muitas vezes irreversíveis, com perdas familiares e de sustento. Diante disso, a dor, que até então tem sido objeto de estudos científicos por anos para seu melhor entendimento e desenvolvimento de tratamentos que visem amenizar seus sintomas, parece agora vislumbrar outros horizontes, onde ela possa nem mesmo existir na maioria dos casos.

Como explica o neurocirurgião especialista em dor, Dr. Claudio Fernandes Corrêa, no passado, a dor era traduzida como expressão de alguma agressão ou, ainda, no contexto teológico, como fonte de sofrimento e punição que deveria ser aceita como tal. Com o passar do tempo e os devidos esclarecimentos obtidos a respeito da biologia humana, suas doenças e as suas consequências no estado físico e emocional, a dor passou a ter um foco diferenciado de atenção para a sua contenção. “Se antes ela era vista como uma consequência natural de alguma disfunção, acidente, destino, com a obtenção de novos conhecimentos médico-científicos foi possível contextualizar a sua existência como algo tão importante quanto à doença de base que a gerava e a permanente necessidade de cuidados especiais que, inclusive, ajudassem no tratamento desta”, relata dr. Claudio.

O caminho para o futuro neste campo, no entanto, prevê mais que a amenização ou cura da dor, mas fazer com que ela seja de fato, prevenida na maioria dos casos.

Tendo como parâmetro a idade média, onde predominava os procedimentos ablativos (de corte) fomos evoluindo gradativamente.

“Um exemplo de técnica rudimentar, era o uso da trepanação para o tratamento de dores de cabeça, e que consistia em abrir um buraco no crânio do paciente com uma broca neurocirúrgica. Apesar de assustador e bastante invasivo, os médicos da época acreditavam que o procedimento ajudaria a aliviar a pressão que causava o quadro doloroso. Hoje, sabendo que existem mais de 150 tipos de dores de cabeça, com gatilhos de crise bem conhecidos, percebe-se o quanto evoluímos com o desenvolvimento de medicamentos inteligentes, orais e injetáveis, bem como com o apoio de procedimentos operatórios, além das terapias mentais e físicas para o seu alívio”.

Em um processo evolutivo, desde então, temos os procedimentos cirúrgicos cada vez menos necessários e menores, conhecidos como minimamente invasivos. Do ponto de vista medicamentoso, o aprimoramento do manejo de opioides tem garantido mais qualidade de vida, com segurança, a pacientes crônicos e terminais. Neste contexto, bombas de infusão abastecidas periodicamente pelo médico responsável e administradas pelo próprio paciente têm se mostrado bastante eficientes.

Outro destaque é a neuroestimulação cerebral profunda, em que um eletrodo implantando em pontos estratégicos no cérebro do paciente consegue regular suas ondas cerebrais para o controle da dor.

Para o futuro tratamento da dor, alguns estudos apontam para linhas bastante inovadoras e promissoras, tais como:

- Scanneamento de bebês para mapeamento do seu DNA, identificando a predisposição ao desenvolvimento de doenças futuras, e cujo tratamento seria o recorte destes genes. Esta técnica também é conhecida como Photoshop Genético e também poderá ser utilizada por casais que planejam ter filhos, com mapeamento e cruzamento prévio de seus próprios genes antes de engravidarem.

- Diagnóstico Portátil: uma escova de dente, com dispositivos eletrônicos, identificará vírus e bactérias antes mesmo de eles se manifestarem no organismo, tornando a profilaxia prévia do indivíduo.

- Fonte da Juventude: doenças degenerativas típicas do envelhecimento e que são as maiores responsáveis pelas dores crônicas poderão ser contidas com terapias de rejuvenescimento celular.

“Em resumo, ainda que não seja possível prever traumas, acidentes e alguns adventos agudos que geram a dor, a medicina se prepara para cada vez mais absorver casos em que ela seja previsível no médio e longo prazo, especialmente como consequência de doenças já conhecidas, e, desta forma, poder antecipar e aperfeiçoar tratamentos antes mesmo de ela se instalar”, finaliza o especialista.

Dr. Claudio Corrêa

Com mais de 30 anos de atuação profissional, Dr. Claudio Fernandes Corrêa possui mestrado e doutorado em neurocirurgia pela Escola Paulista de Medicina/UNIFESP. Especializou-se no tratamento da dor aliado a neurocirurgia funcional – do qual se tornou uma das principais referências no Brasil e também no Exterior.

É também o idealizador e coordenador do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, serviço que reúne especialistas de diversas especialidades para o tratamento multidisciplinar e integrado aos seus pacientes.

Currículo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4734707Z5

 

 
Página 10 de 144

Publicidade

Publicidade

Blogs

Enquete

Você é favor da convocação de Eleições Gerais no Brasil
 

Twitter CN

    Newsletter

    Expediente

    EXPEDIENTE
    Rua Santos Ferreira, 50
    Canoas - RS
    CEP 92020-000
    Fone: (51) 3032-3190
    e-mail: redacao@jornal
    correiodenoticias.com.br

    Banner
    Banner
    Banner

    TurcoDesign - Agencia de Publicidade Digital