Jornal Correio de Notícias

Página Inicial | Esportes

Especiais

Recuperação do consumo deve ter início apenas no fim do primeiro semestre de 2017

Dados divulgados nesta terça-feira, 13 de dezembro, pelo IBGE mostram que as vendas no varejo seguem em queda em outubro, com uma variação de -8,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. Diante desses dados e da conjuntura econômica ainda desfavorável, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) avalia que um início de recuperação no consumo é previsto apenas para o final do primeiro semestre do ano que vem.

“Por ora, a situação do consumidor segue muito influenciada por fatores negativos, como juros altos, inflação, desemprego e queda da renda. A expectativa é de que essas variáveis mostrem alguma melhora apenas em 2017”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. “E ainda existe uma defasagem para que possamos ver efeito positivo sobre os dados de consumo. O risco a este cenário está ligado ao ajuste fiscal em curso, à instabilidade política e ao cenário externo, que podem minar a confiança de consumidores e empresários, adiando ainda mais a recuperação”, analisa.

Para Pellizzaro, os dados de atividade fraca reforçam a expectativa de queda de 0,5 ponto percentual na próxima reunião do Copom, um passo mais intenso do que os cortes de 0,25 p.p. realizados nas duas últimas reuniões.


Queda de 0,8% na comparação mensal

Na comparação entre outubro deste ano com o mês anterior, as vendas do varejo tiveram baixa de 0,8%, segundo o IBGE.  A queda nas vendas dos segmentos de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,6%) e de combustíveis e lubrificantes (-1,7%) foram as principais contribuições negativas para o resultado mensal.

 

Suplementação de cálcio e vitamina D melhora expectativa e qualidade de vida dos idosos

Uma dieta equilibrada é essencial em qualquer fase da vida, pois é através dos alimentos que o organismo obtém a energia necessária para seu bom funcionamento. Porém, com o passar do tempo, surgem alterações fisiológicas que podem afetar ou, até mesmo, limitar a capacidade do organismo de extrair e processar a quantidade adequada de nutrientes essenciais para cultivar uma boa saúde e garantir mais qualidade de vida.

Na terceira idade, fase que, por natureza, já inspira maiores cuidados, a atenção deve ser redobrada. Com o passar dos anos, o corpo apresenta alguns problemas em decorrência do envelhecimento, como enfraquecimento da força muscular, visão e audição, movimentos mais lentos e dificuldades na hora de se alimentar. Mesmo que alguns sinais sejam comuns ao avanço da idade, é fundamental ficar atento às mudanças do organismo para evitar o agravamento desses fatores e outros problemas desnecessários.

Como os idosos costumam conviver com doenças crônicas, grande parte das pessoas associam qualquer enfermidade às consequências comuns da idade, no entanto, há diversos problemas que podem ser evitados com medidas simples, como a suplementação de cálcio e vitamina D por exemplo, que tem não apenas melhorado, mas prolongado essa etapa tão importante da vida.

Idosos: grupo de maior atenção

A população de idosos no Brasil cresce mais a cada ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estamos vivendo mais, cerca de vinte milhões de pessoas já completaram ou passaram de sessenta anos de idade, e estima-se que esse número chegue a 30 milhões em 2020. Esse aumento por um lado representa um avanço na longevidade dos brasileiros que deve ser comemorado, mas por outro evidencia a necessidade de uma abordagem mais aprofundada sobre os desafios e características que compreendem essa etapa mais delicada da vida, onde todos queremos chegar com saúde.

De acordo com a nutricionista Joanna Carollo a nutrição adequada é indispensável para todas as faixas etárias, porém para os idosos especialmente, uma vez que a saúde do organismo se torna mais sensível e frágil nessa fase e, portanto, requer mais atenção. “Para se manter saudável e funcionar corretamente o organismo precisa ser abastecido diariamente com carboidratos, proteínas, gorduras, sais minerais, vitaminas e água. Esses nutrientes agem em conjunto e possuem características fundamentais e complementares, portanto a falta de algum deles pode afetar ou mesmo debilitar significativamente a saúde”.

A importância do Cálcio

Encontrado em diversos alimentos como o leite, proteínas, vegetais de folhas verde escuras, peixes entre outros, o cálcio é um mineral fundamental para a manutenção de várias funções do nosso organismo. Ele é o principal constituinte dos ossos, onde fica armazenada a maior quantidade do mineral presente no corpo, outra boa parte fica nos dentes e o resto circula no sangue. Uma dieta com baixo valor nutricional e ausência do mineral pode levar o organismo a retirar dos ossos a quantidade que precisa para equilibrar seus níveis na corrente sanguínea, o que eleva a porosidade do osso, deixando-o mais frágil e aumentando o risco de fraturas e doenças progressivas como a osteoporose, que se torna mais frequente com o envelhecimento.

Vitamina D

Conhecida também como calciferol, a vitamina D estimula a absorção do cálcio pelo organismo após a exposição solar. Sem ela o organismo não consegue absorver o cálcio de maneira adequada e os ossos se tornam frágeis. Esse nutriente é encontrado em poucos alimentos, como fígado, óleos de peixes gordurosos e gema de ovo e ainda está relacionado ao bom funcionamento do coração, cérebro e proteção contra diversas doenças, entre elas o câncer, asma, diabetes, esclerose múltipla, e, até mesmo a depressão.

Além de reduzir a imunidade, a deficiência dessa vitamina também pode provocar alterações no crescimento e no desenvolvimento dos ossos, seus baixos níveis são associados à maiores riscos de fratura de quadril em pacientes mais velhos. De acordo com a profissional da Nova Nutrii, especializada em nutrição clínica, estima-se que atualmente cerca de 50 % da população é afetada pela insuficiência de vitamina D

Falta de exposição solar

Ao contrário do que muita gente imagina, a alimentação inadequada não é a principal vilã quando se fala em carência de vitamina D. É certo que uma dieta equilibrada com alimentos ricos nesse nutriente é fundamental, mas a falta de exposição solar é o fator que mais resulta nessa deficiência. Isso acontece porque são os estímulos dos raios ultravioletas que promovem a sintetização do nutriente, feita na pele.

A exposição ao sol é responsável por 90% da vitamina D que precisamos, mas o estilo de vida moderno tem tornado esse hábito cada vez mais raro no mundo urbano. A migração do ambiente de trabalhou que, com a revolução industrial, passou dos campos e lavouras para dentro das fábricas e escritórios faz com que as pessoas se exponham cada vez menos aos raios solares, e, quando se expõem, fazem uso indiscriminado de filtros, o que prejudica o processo de sintetização e causa uma insuficiência na maior parte da população.

Além de possuir uma rotina que não favorece os banhos de sol, a nutricionista explica que a maioria das pessoas acreditam que apenas 20 minutos de exposição pela manhã cedo ou no período do fim da tarde são suficientes, mas isso não é via de regra. “Não é possível determinar exatamente quanto tempo cada um necessita, esse critério pode variar de acordo com fatores genéticos, porém, é sabido que os idosos possuem maior dificuldade em produzir essa vitamina, em comparação com os jovens, por isso precisam de mais tempo”.

Necessidade de suplementação

Carollo afirma que na terceira idade manter um cardápio balanceado é primordial, tanto para manutenção do organismo quanto para prevenção de enfermidades diversas, porém, muitos possuem uma alimentação mais restrita, seja por problemas com deglutição, falta de apetite ou a exclusão de algum alimento em decorrência de tratamentos para outros fins. “Esses fatores, além de resultarem, muitas vezes, no desinteresse pelas refeições, ainda prejudicam a ingestão de minerais importantes como o cálcio, ou vitaminas como a D, essenciais, especialmente nessa idade, e ainda podem causar desnutrição, desidratação e outras complicações de saúde".

Esse quadro não configura uma doença propriamente, mas um sinal de alerta que, se negligenciado, pode levar a complicações que interferem diretamente no estado nutricional do idoso e pode desencadear no surgimento de doenças ou no agravamento das enfermidades pré-existentes. Segundo a nutricionista: “A falta desses nutrientes pode comprometer a qualidade de vida, por isso, é preciso ficar atento aos sinais do corpo. O cálcio é um mineral que compete com outros nutrientes, determinadas combinações alimentares interferem na sua absorção, ao mesmo tempo, os níveis de vitamina D devem estar equilibrados para que isso ocorra, ou seja, diante de um grupo de pessoas com capacidade reduzida para assimilar os nutrientes, a suplementação pode ser necessária”.

Embora existam as fontes naturais para os nutrientes, eles também são sintetizados quimicamente e indicados a fim de se adequar à nova realidade das pessoas. Repor a vitamina D, por exemplo, através de suplementação é reconstituir um mecanismo natural, mas, antes de fazer alterações deliberadas na dieta, é fundamental consultar um nutricionista, pois, somente ele será capaz de avaliar o estado nutricional do paciente e orientá-lo da melhor maneira.

Fonte: Nova Nutrii

Última atualização ( Seg, 12 de Dezembro de 2016 16:14 )
 

Feirão ocorre nesta sexta e sábado e traz preços a partir de R$ 1,00

Toda a arrecadação será utilizada na compra de alimentos e medicamentos


Em dezembro, a Sociedade Porto Alegrense de Auxílio aos Necessitados (Spaan) promove seu último Feirão do ano. A feira ocorre nesta sexta e sábado, das 9 h às 12h e das 13h às 16h, sem fechar ao meio-dia durante o sábado.

A ação é aberta ao público, que pode adquirir produtos com preços simbólicos, recebidos de doações que ocorrem durante o ano inteiro. Estarão à venda roupas, calçados, acessórios, utensílios domésticos, brinquedos, livros, móveis, eletrônicos, produtos de informática e eletrodomésticos a partir de R$ 1,00.

O Feirão ocorre a cada dois meses e é organizado com a ajuda de voluntários, que fazem a triagem dos produtos colocados à venda, garantindo que todos estejam em perfeito estado de funcionamento e conservação. Toda a renda será utilizada na compra de alimentos e medicamentos para os moradores da Spaan.

A SPAAN

Atualmente, a SPAAN presta assistência para 120 idosos de Porto Alegre. É uma instituição sem fins lucrativos, fundada em 21 de agosto de 1931 pelo Rotary Clube Porto Alegre e conta com uma estrutura formada por duas gerências, uma administrativa e uma técnica; mais uma equipe de secretaria, sendo a manutenção da estrutura administrativa e operacional feita, principalmente, por meio de colaboração da comunidade, empresas parceiras e grupos de serviço.

Além da necessária ajuda financeira, a casa possui uma campanha de doações que segue até o final do ano. A campanha Sua Ajuda Vale Muito busca arrecadar alimentos e produtos de higiene e limpeza. Também é possível receber ajuda por meio do Programa Nota Fiscal Gaúcha e pelo Fundo Municipal do Idoso, que autoriza até 30 de dezembro a dedução do imposto de renda devido pelas pessoas físicas (6%) e jurídicas (1%), em benefício do idoso.

 

5 dicas para evitar incêndios domésticos

Não sobrecarregue uma tomada


Liga uma luz aqui, um trenzinho ali e o Natal se torna a época nacional da improvisação e sobrecarga das tomadas. Em ambientes como a sala ou quarto é comum usar uma tomada benjamim para conectar vários cabos, entretanto, eles consomem muita energia ao mesmo tempo em um ponto que pode não ter capacidade para aguentar alta carga elétrica.

Cuidado com as lampadinhas de Natal


Use sempre luvas durante a instalação – caso alguma lâmpada estoure você estará protegido. Além disso, se as luzinhas estiverem fora de casa evite colocá-las próxima à rede pública de energia, sem dúvida o risco de acidentes graves é maior. Evite posicionar as luzes de natal em locais inflamáveis, como móveis e objetos de decoração e nunca utilize fita crepe ou plástica na fiação, pois favorecem a passagem de corrente elétrica.

Nunca se distraia com panela de óleo quente


Ajeita a casa, recepciona amigos, cuida do forno e é inevitável esquecer algumas tarefas, nem que seja uma panela no fogão. Entretanto, todo cuidado é pouco na cozinha, pois ele é um dos cômodos em que mais ocorrem incêndios. Um dos mais perigosos envolve a panela de óleo quente que, quando superaquecida, pode pegar fogo. Dica importante: Nunca use água para tentar conter o fogo, pois o choque térmico pode ocasionar uma explosão.

Observe se há vazamento de gás na residência


A manutenção do gás deve ser realizado durante o ano inteiro, mas devido o uso acima da média nessa época é recomendável verificar se a mangueira e a braçadeira estão bem ajustadas, aliás, ambas devem ser trocadas a cada cinco anos. Se sentir cheiro de gás, ande descalço para evitar atrito, desligue a chave geral e abra portas e janelas. Nunca tente acender uma lâmpada da residência, pois a faísca produzida pode causar uma explosão. Dica importante: Sempre compre o produto em locais confiáveis e faça a instalação correta do GLP.

Nem todos os materiais devem ir para o micro-ondas


Na hora do preparo de alimentos no micro-ondas, principalmente os pré-prontos, certifique-se que retirou todo o papel alumínio ou qualquer outro tipo de metal. Esses materiais nunca devem ser colocados dentro do aparelho.

Cuidado redobrado com velas


As velas dão um charme para a decoração natalina, mas todo cuidado é bem-vindo quando se está com velas acesas em casa. Além de colocar em um lugar fixo, em que não há possibilidade da vela tombar, também é necessário mantê-la longe de materiais com fácil combustão, como papel, madeira e tecidos. Vale sempre lembrar que as velas devem ser apagadas antes dos moradores dormirem.

 

Mitos e Verdades sobre Cirurgia da Coluna Vertebral

Quem já não sofreu com dores nas costas? E quantos não têm problemas recorrentes? Principal sintoma doloroso que leva pessoas aos serviços médicos, as dores de coluna, em sua grande maioria, são facilmente tratadas com medicações e terapias de reabilitação física, como RPG e afins. No entanto, para cerca de 10% dos indivíduos que sofrem de problemas crônicos, a indicação cirúrgica se faz necessária, causando em leigos algumas incertezas sobre seus benefícios e possíveis efeitos colaterais e, consequentemente, adiamentos que podem agravar o quadro.

Para desmitificar os mitos em torno dos procedimentos cirúrgicos da coluna, o neurocirurgião especialista pela Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), Dr. Alexandre Elias, listou alguns esclarecimentos que podem ajudar os pacientes no questionamento com seus médicos e nas decisões a serem tomadas para a melhora em sua qualidade de vida.

1 - Alterações estruturais da coluna visualizadas em exames de imagem, por si só, já indicam a necessidade de procedimento cirúrgico.
MITO – A coluna sofre alterações degenerativas que acompanham o envelhecimento natural do corpo. Pessoas acima de 40 anos, normalmente, já apresentam alterações nos exames de imagem (Raio X, tomografia e ressonância magnética). Porém, estas alterações só têm valor se houver um quadro clínico correspondente. Caso não haja, são consideradas apenas como envelhecimento normal daquela pessoa.
Caso surjam sintomas relacionados às alterações dos exames, um especialista poderá dizer se a doença necessitará de tratamentos mais complexos.

2 - Toda cirurgia de coluna exige grandes cortes.
MITO – Vários procedimentos, hoje em dia, são minimamente invasivos, com inúmeras vantagens de recuperação, com redução de dor crônica, menor sangramento intra-operatório, menor de risco de infecção e alta hospitalar mais breve. 

3 - Cirurgias de coluna requerem longo período de recuperação
MITO - Na grande maioria dos casos, o paciente é liberado para andar no mesmo dia ou no dia seguinte da cirurgia. O caminhar é livre. A restrição maior é não carregar peso e não abaixar. As atividades sociais e laborais são liberadas dentro de 7 e 30 dias, em média.

4 - O processo de recuperação pós-cirúrgica é tão importante quanto o procedimento para os resultados do tratamento.
VERDADE. Devido a sensibilidade e necessidade de cicatrização, é preciso seguir as recomendações médicas com precisão, inclusive sobre os retornos de consultas, para não comprometer o procedimento realizado.

5 - Após operada, a pessoa não terá mais a autonomia de antes.
MITO – A cirurgia, quando bem indicada, realizada e bem respondida pelo paciente, tem exatamente a função de devolver ao paciente a autonomia de antes. O tipo de doença e seu estágio é quem vai determinar o maior ou menor sucesso do procedimento.


Dr. Alexandre Elias é e especialista pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), pela Sociedade Brasileira de Coluna Vertebral (SBC), mestre pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e research fellow em cirurgia da coluna vertebral na University of Arkansas for Medical Sciences (EUA). É membro do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho membro do Centro de Dor e Coluna do Hospital 9 de Julho, desde 2001
Chefiou o setor de cirurgia da coluna vertebral no Departamento de Neurocirurgia da Unifesp (2010 a 2015
).

 

Para ABIA, Boletim Epidemiológico 2016 ignora desigualdades de acesso para o enfrentamento à epidemia HIV/AIDS no Brasil

Hoje, 1} de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, a ABIA recebe com cautela o Boletim Epidemiológico HIV/AIDS 2016 divulgado nesta quarta-feira, 30 de novembro, pelo Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/AIDS e das Hepatites Virais/Ministério da Saúde.

Embora o documento se proponha a contribuir para o monitoramento do HIV e da AIDS e para subsidiar as decisões nos níveis federal, estadual e municipal, as informações não incorporam os problemas estruturantes na construção da resposta à epidemia, como as desigualdades sociais, de gênero, de raça e de acesso ao tratamento e à informação. Neste contexto, destacamos o silêncio do Ministério da Saúde sobre a ausência de políticas de enfrentamento ao estigma, a discriminação e o preconceito – a principal combinação do vírus ideológico que afeta negativamente a resposta àepidemia do HIV e da AIDS no país.

Para a ABIA, enquanto o Estado brasileiro ignorar a necessidade de campanhas de conscientização e ações educativas sobre a sexualidade e não reconhecer a importância da participação social na construção das políticas de prevenção e também no debate sobre os preços dos medicamentos será impossível realizar com êxito o enfrentamento da doença.

Confira a seguir os comentários dos especialistas da ABIA sobre os dados divulgados pelo Ministério da Saúde durante uma coletiva para a imprensa:

DADOS EPIDEMIOLÓGICOS

“O boletim epidemiológico mostra o panorama da doença no Brasil e indica que 827 mil pessoas vivem com HIV/AIDS no país”

”O principal objetivo do MS hj é cobrir o gap de 372 mil pessoas que ainda não estão em tratamento”

“De acordo com o Boletim Epidemiológico, 112 mil pessoas que vivem com HIV não sabem”

Na maioria dos Estados, o nível de informação sobre AIDS é extremamente baixo. Um exemplo emblemático é o Rio Grande do Sul, que concentra dados epidemiológicos alarmantes. No Estado mais afetado, praticamente não existem campanhas de conscientização, ações educativas, distribuição de preservativos, nada. Juan Carlos Raxach, coordenador de projetos da ABIA

VULNERABILIDADE DOS JOVENS

“A epidemia de AIDS no Brasil tem se concentrado principalmente, entre populações vulneráveis e nos mais jovens.”

“Dois motivos explicam a vulnerabilidade dos jovens: menor inserção nos serviços de saúde e menor adesão ao tratamento.”

O que vulnerabiliza os jovens é o aumento do preconceito, do conservadorismo que impede maior inserção dos temas de sexualidade e gênero nas escolas, a falta de treinamento das equipes das unidades básicas de saúde e o desmonte de um esquema de atenção integral e multidisciplinar, que resultam em parte do financiamento insuficiente do SUSVagner de Almeida, coordenador de projetos da ABIA

SOBRE O TRATAMENTO

“Desde que iniciou o tratamento para todos, o Brasil teve o incremento de 38% de pessoas em tratamento”

“Em relação ao tratamento da doença, o número subiu de 44%, em 2012, para 64%, em 2015, ou 455 mil pessoas”

“De janeiro a outubro de 2016, 34 mil novas pessoas com HIV e AIDS entraram em tratamento pelo SUS”

A compra de medicamentos consumiu em 2015 cerca de 69% do orçamento da AIDS. Os dados de 2016 tendem a apontar para um aumento desta proporção, deixando cada vez menos recursos disponíveis para ações de comunicação, prevenção, articulação da sociedade civil. Para atingir 100% de cobertura do tratamento de forma sustentável é urgente uma atuação mais estratégica para a redução constante dos preços dos medicamentos, por meio do uso de mecanismos legais de defesa da saúde e por um combate sério a abusos cometidos por empresas farmacêuticas, especialmente abusos relacionados ao patenteamento e ao bloqueio do uso de genéricos”,Veriano Terto Jr., coordenador da área de acesso ao tratamento da ABIA

OFERTA DE MEDICAMENTOS

“Ministro da saúde, @RicardoBarrosPP conseguiu redução de 70% no preço do remédio dolutegravir p/ o tratamento da AIDS”

“A substituição do efavirenz p/ pacientes que iniciam terapia antirretroviral acontecerá no 1º semestre de 2017”

Em relação ao Dolutegravir, o preço que ano passado estava em R$ 31,82 por comprimido (U$ 9,88) caiu para R$ 6,02 (U$ 1,53), após a efetiva negociação. Mas cabe lembrar que a negociação só foi iniciada intensa pressão da sociedade civil pela incorporação do medicamento como tratamento inicial.Além dissoenquanto o Brasil paga U$ 558 por paciente/ano já foram anunciadas versões genéricas que custarão U$ 44. Portanto, para manter os preços em constante queda é necessário tornar as negociações mais transparentes, com participação social, e assegurar um exame rigoroso de pedidos de patente, para evitar monopólios indevidos que podem não apenas impedir a compra de genéricos, mas também impedir a combinação deste medicamento com outros”. Pedro Villardi, coordenador de projetos da ABIA

“Em fev. de 2017 distribuiremos medicamentos p/ a pop. de homens que fazem sexo c/ homens como prevenção.”

Uma das principais barreiras para a ampla utilização no SUS de novas estratégias de prevenção, como a Prep (profilaxia pré-exposição) é aquisição do medicamentoTruvada. Apesar de ser a combinação de dois medicamentos já em domínio público, a empresa Gilead está tentando patentear o Truvada no Brasil para cobrar altos preços. O pedido de Patente do Truvada já foi rejeitado pelos órgãos examinadores, mas a Gilead está usando manobras para reverter esta decisão. Essa disputa prejudica produtores de genéricos que já estão prontos para entrar no mercado brasileiro e prejudica sobretudo à resposta à epidemia no Brasil que está passando por um momento muito alarmante. Por isso estamos combatendo este patenteamento imerecido e pedindo que a Gilead desista por meio da hashtag #TruvadaLivre”.VerianoTerto Jr., coordenador da área de acesso ao tratamento da ABIA


 
Página 4 de 218

Publicidade

Publicidade

Blogs

Enquete

Você é favor da convocação de Eleições Gerais no Brasil
 

Twitter CN

    Newsletter

    Expediente

    EXPEDIENTE
    Rua Santos Ferreira, 50
    Canoas - RS
    CEP 92020-000
    Fone: (51) 3032-3190
    e-mail: redacao@jornal
    correiodenoticias.com.br

    Banner
    Banner
    Banner

    TurcoDesign - Agencia de Publicidade Digital