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48% dos comerciantes e prestadores de serviços acreditam que o segundo semestre será melhor para a economia

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com varejistas e prestadores de serviços das 27 capitais e do interior do Brasil mostra que, em geral, o ânimo dos empresários para os próximos meses melhorou na comparação com o começo do ano. O levantamento revela que caiu de 60,2% em abril para 39,5% em agosto o percentual dos empresários que consideram a crise econômica muito grave. Para 47,9%, o segundo semestre será melhor do que o primeiro, enquanto apenas 6,8% acreditam que será pior, bem abaixo 39,5% que pensavam o mesmo no primeiro semestre.
Em meio à crise, algumas medidas foram estão sendo tomadas pelos empresários para se manterem no mercado. A principal delas é a contenção de despesas, adotada por 38,0% - percentual menor que o verificado em abril, quando era de 45,1%. Em segundo e terceiro lugar aparecem a redução dos preços (17,3%) e a demissão de funcionários (10,1%). Já o investimento em propaganda e marketing e a mudança de foco no perfil do cliente aumentaram entre abril e agosto de 2016, respectivamente de 4,8% para 7,7% e de 2,3% para 6,1%.
“É importante ter em vista que a melhora do padrão de gastos pode ser um legado positivo da crise”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. “Mesmo em períodos de bonança, o empresário deve buscar fazer o máximo com o mínimo de recursos, sem que isso prejudique a qualidade daquilo que oferta”.
“Os dados da pesquisa são consistentes com a discreta melhora dos indicadores de confiança tanto por parte dos consumidores como por parte dos empresários e as expectativas de que a economia inicie a retomada no próximo ano”, afirma. Para Pinheiro, a melhor notícia é que, tendo em vista o cenário de crise na economia, a larga maioria dos entrevistados não pretende demitir funcionários atualmente: 84,1% afastam a possibilidade de reduzir o quadro, contra 8,6% que consideram esta atitude. “A decisão de demitir em razão da crise é algo que o empresário tende a postergar, pois a recontratação posterior é custosa”.
No entanto, pela sua gravidade, a crise teve fortes impactos nas empresas. De acordo com a pesquisa, 62,9% dos entrevistados tiveram que demitir funcionários no primeiro semestre. Ainda como reflexo das dificuldades econômicas, metade dos entrevistados dizem estar com seu negócio estagnado; 12,9% dizem estar em crise e outros 13,1% no vermelho. Cerca de 20% afirmam estar em crescimento.
Na percepção dos empresários que se dizem afetados pela crise (87,3%), o maior impacto sobre os seus negócios foi a diminuição das vendas (70,0%), com percentual menor que a sondagem para o primeiro semestre (82,7%). Os demais motivos mais citados também tiveram queda na comparação: aumento do pagamento de impostos (33,8% ante 51,0%), e a inadimplência dos clientes (31,8% ante 32,8%).

Combate à corrupção, aumento dos impostos e inflação

Na percepção dos empresários, o maior impacto da crise política sobre a economia foi o aumento do desemprego (65,8%), seguido do aumento dos impostos (50,5%), e a redução das vendas (45,7%). A proporção dos que mencionaram esses dois últimos impactos caiu na comparação entre abril, quando eram de 63,6% e 59,2% respectivamente.
Para que o Brasil volte a crescer, as principais atitudes a serem tomadas na opinião dos empresários são a redução dos impostos (42,7%), o combate à corrupção (42,7%) e o controle da inflação (39,1%).
O levantamento do SPC Brasil e da CNDL mostrou que o maior temor dos empresários é que o país não saia da crise em 2016. Porém, o percentual caiu em relação ao levantamento de abril, de 41,1% para 33,5%.
Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, se os ajustes propostos pela equipe econômica do governo não forem aprovados ou postos em prática, a situação ainda pode se agravar. “As projeções dos economistas apontam para uma queda do PIB superior a 3,0% em 2016, com resultado levemente positivo em 2017. Diante disso, é importante para os empresários buscarem opções de crédito mais baratas e estreitar o relacionamento com os clientes como forma de sustentar as vendas do negócio e sobreviver à turbulência”, diz Kawauti. “O PIB pode até voltar a crescer no próximo ano, mas ainda teremos que tratar a questão tributária, a excessiva burocracia e a infraestrutura deficiente”, conclui.


Metodologia

A pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) foi realizada com 822 empresários de todos os portes dos segmentos de comércio e serviços nas 27 capitais e no interior.

Última atualização ( Ter, 06 de Setembro de 2016 14:35 )
 

Como evitar fraudes em investimentos

Após a condenação de Bernie Madoff, é possível que muitos investidores já tenham se esquecido da questão da fraude na área de investimentos. Madoff é um dos fraudadores mais notórios da história moderna e deverá ficar atrás das grades até 2139.

Fraude financeira é a principal preocupaçãos apontada pela Pesquisa de Mercado Global do CFA Institute: 41% dos entrevisados em América Latina disseram que temem pela falta de ética dos gestores de investimentos.

Por isso, é importante manter-se atento a uma possível fraude. Sempre que há dinheiro envolvido existe a possiblidade de que pessoas sem escrúpulos tentem tirar proveito. O CFA Institute oferece algumas ferramentas para educar os investidores sobre como tomar decisões de investimento bem embasadas. A adoção de medidas para evitar a fraude é parte de uma boa estratégia de investimento.

Veja abaixo cinco dicas para reduzir as chances de se tornar vítima de uma fraude financeira:

1. Entenda a estratégia do investimento

O gestor de carteira Peter Lynch aconselha que as pessoas invistam apenas no que elas entendam. Os investidores devem estar atentos ao fato de que o jargão complexo utilizado nesta área pode esconder inconsistências suspeitas. Algumas oportunidades de investimento parecem sedutoras simplesmente por serem descritas utilizando termos complexos e impactantes. Como investidores, queremos parecer inteligentes e sorrimos e concordamos com algo que não entendemos. As estratégias de investimento e produtos financeiros devem ser claras e compreensíveis, e os consultores que você contratar devem assegurar que você se sinta confortável antes mergulhar de cabeça.

2. Cuidado com garantias, retornos rápidos e acesso especial

Os profissionais de investimento legítimos não prometem garantias. Isso não existe. Impostores fazem com que a combinação de segurança e altos retornos pareça plausível, oferecendo um "acesso especial" com base em seu relacionamento com algum conhecido ou parceria com um grupo específico. É preciso certificar-se de avaliar os investimentos apenas por seus benefícios e fazer um esforço para evitar a pressão social que pode levar os investidores à miséria.

3. Observe se o investimento está sujeito à regulamentação

As regulamentações podem variar de acordo com o país e o tipo de investimento. Consultores estrangeiros, por exemplo, podem estar sujeitos a uma supervisão menos rigorosa em alguns países. Antes de tomar uma decisão sobre investimento, o investidor deve se certificar de estar ciente da regulamentação, avaliando os benefícios do investimento.

4. Confie, mas verifique

A empresa escolhida para gerir os investimentos será responsável pela supervisão dos bens por muitos anos. Por isso é importante construir uma relação de confiança. Uma das melhores maneiras de obter este nível de relacionamento é adotando o raciocínio "confie, mas verifique". Busque profissionais que apresentem uma posição distinta em sua carreira, como a certificação profissional do Chartered Financial Analyst (CFA), e profissionais que sigam um Código de Ética que os obrigue a colocar os interesses dos clientes à frente dos seus. Confiança se constrói com consistência, portanto pesquisar sobre o passado profissional deles pode revelar muito sobre seu histórico de investimentos, referências, registro com o regulador.

5. Não se esqueça da diversificação

Mesmo que a diversificação seja fundamental, muitos investidores se esquecem disso. Esta medida pode ajudar a limitar uma possível catástrofe associada a fraudes, além de estar propensa a oferecer maior retorno médio com menor risco. Em todos os casos, as decisões de investimento devem estar alinhadas aos objetivos financeiros de longo prazo do investidor.

Sobre o CFA Society Brazil

A CFA Society Brazil é parte de uma rede de 148 CFA Societies localizadas em 70 países. No Brasil são mais de 750 membros, em nove estados (RS, SC, PR, SP, RJ, MG, GO, DF, PE e PB), que atuam em diferentes segmentos do mercado financeiro, tais como bancos de investimento, private banking, corretoras, gestoras de recursos, boutiques de M&A, firmas de private equity, family offices, agências de classificação de risco, provedores de informações financeiras e outras empresas do setor.

Após a condenação de Bernie Madoff, é possível que muitos investidores já tenham se esquecido da questão da fraude na área de investimentos. Madoff é um dos fraudadores mais notórios da história moderna e deverá ficar atrás das grades até 2139.

Fraude financeira é a principal preocupaçãos apontada pela Pesquisa de Mercado Global do CFA Institute: 41% dos entrevisados em América Latina disseram que temem pela falta de ética dos gestores de investimentos.

Por isso, é importante manter-se atento a uma possível fraude. Sempre que há dinheiro envolvido existe a possiblidade de que pessoas sem escrúpulos tentem tirar proveito. O CFA Institute oferece algumas ferramentas para educar os investidores sobre como tomar decisões de investimento bem embasadas. A adoção de medidas para evitar a fraude é parte de uma boa estratégia de investimento.

Veja abaixo cinco dicas para reduzir as chances de se tornar vítima de uma fraude financeira:

1. Entenda a estratégia do investimento

O gestor de carteira Peter Lynch aconselha que as pessoas invistam apenas no que elas entendam. Os investidores devem estar atentos ao fato de que o jargão complexo utilizado nesta área pode esconder inconsistências suspeitas. Algumas oportunidades de investimento parecem sedutoras simplesmente por serem descritas utilizando termos complexos e impactantes. Como investidores, queremos parecer inteligentes e sorrimos e concordamos com algo que não entendemos. As estratégias de investimento e produtos financeiros devem ser claras e compreensíveis, e os consultores que você contratar devem assegurar que você se sinta confortável antes mergulhar de cabeça.

2. Cuidado com garantias, retornos rápidos e acesso especial


Os profissionais de investimento legítimos não prometem garantias. Isso não existe. Impostores fazem com que a combinação de segurança e altos retornos pareça plausível, oferecendo um "acesso especial" com base em seu relacionamento com algum conhecido ou parceria com um grupo específico. É preciso certificar-se de avaliar os investimentos apenas por seus benefícios e fazer um esforço para evitar a pressão social que pode levar os investidores à miséria.

3. Observe se o investimento está sujeito à regulamentação

As regulamentações podem variar de acordo com o país e o tipo de investimento. Consultores estrangeiros, por exemplo, podem estar sujeitos a uma supervisão menos rigorosa em alguns países. Antes de tomar uma decisão sobre investimento, o investidor deve se certificar de estar ciente da regulamentação, avaliando os benefícios do investimento.

4. Confie, mas verifique

A empresa escolhida para gerir os investimentos será responsável pela supervisão dos bens por muitos anos. Por isso é importante construir uma relação de confiança. Uma das melhores maneiras de obter este nível de relacionamento é adotando o raciocínio "confie, mas verifique". Busque profissionais que apresentem uma posição distinta em sua carreira, como a certificação profissional do Chartered Financial Analyst (CFA), e profissionais que sigam um Código de Ética que os obrigue a colocar os interesses dos clientes à frente dos seus. Confiança se constrói com consistência, portanto pesquisar sobre o passado profissional deles pode revelar muito sobre seu histórico de investimentos, referências, registro com o regulador.

5. Não se esqueça da diversificação

Mesmo que a diversificação seja fundamental, muitos investidores se esquecem disso. Esta medida pode ajudar a limitar uma possível catástrofe associada a fraudes, além de estar propensa a oferecer maior retorno médio com menor risco. Em todos os casos, as decisões de investimento devem estar alinhadas aos objetivos financeiros de longo prazo do investidor.

Sobre o CFA Society Brazil
A CFA Society Brazil é parte de uma rede de 148 CFA Societies localizadas em 70 países. No Brasil são mais de 750 membros, em nove estados (RS, SC, PR, SP, RJ, MG, GO, DF, PE e PB), que atuam em diferentes segmentos do mercado financeiro, tais como bancos de investimento, private banking, corretoras, gestoras de recursos, boutiques de M&A, firmas de private equity, family offices, agências de classificação de risco, provedores de informações financeiras e outras empresas do setor.

 

Inadimplência das empresas cresce 12% em julho, mas desacelera pelo quarto mês consecutivo, mostra indicador do SPC Brasil

Inadimplência das empresas cresce 12% em julho, mas desacelera pelo quarto mês consecutivo, mostra indicador do SPC Brasil
Entre as quatro regiões analisadas, Nordeste teve a maior alta anual no número de empresas devedoras. Sudeste não foi considerado devido à lei que dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas em São Paulo
O número de empresas devedoras ainda é alto, mas pelo quarto mês seguido houve uma desaceleração no crescimento da inadimplência. Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que o total de pessoas jurídicas com pendências atrasadas cresceu 11,61% em julho na comparação com o mesmo mês do ano anterior, percentual referente a quatro regiões pesquisadas - Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sul. A região Sudeste não foi considerada devido à Lei Estadual nº 15.659 que vigora no estado de São Paulo e dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas no estado.
Entre as quatro regiões analisadas, o Nordeste foi a que apresentou a maior variação no número de empresas com o CNPJ registrado nas listas de negativados: um avanço anual de 14,22%. No Norte, a inadimplência de pessoas jurídicas também registrou forte avanço, crescendo 11,56% na comparação entre julho e o mesmo mês do ano anterior. As regiões Sul e Centro-Oeste apresentaram variações menores do número de devedores mas, ainda assim, os números são expressivos: 9,69% e 9,66%, respectivamente.
“A inadimplência das empresas cresceu significativamente ao longo de 2015, e desde o início de 2016 vem mostrando certa acomodação. O resultado de julho representa a quarta desaceleração consecutiva do indicador, ainda que este continue crescendo de forma bastante significativa em relação à série histórica como um todo, o que reflete as dificuldades econômicas enfrentadas no país”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. “O aumento do desemprego, a inflação em patamares elevados e a baixa confiança dos consumidores e empresários afetam a capacidade de pagamento tanto das empresas quanto da população”, analisa.
Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, o crescimento da taxa de inadimplência demonstra o quanto o aprofundamento da recessão, que somente agora parece começar a ceder, afetou as empresas. “A alta da inadimplência observada entre as empresas é um duro reflexo do cenário que limita o crédito e engessa o crescimento das pessoas jurídicas”, afirma. “A economia brasileira deteriorou-se rapidamente, o que impactou a renda das famílias e o faturamento das empresas.”
Setor de Serviços concentra maior parte das dívidas pendentes
O setor credor de Serviços, que engloba os bancos e financeiras, lidera a participação no total de dívidas em atraso das empresas em todas as regiões pesquisadas, ou seja, para quem as empresas e pessoas estão devendo. Em todas as quatro regiões analisadas, o setor concentra mais da metade das dívidas. O segundo maior credor em todas as regiões é o setor de Comércio.
Considerando o total de dívidas em atraso pendentes das empresas, englobando os segmentos de serviços, indústria, comércio, agricultura e outros setores, o destaque também fica no Nordeste: um aumento de 17,69% na comparação entre julho de 2016 e o mesmo mês do ano anterior. Na região Norte, o crescimento do número de dívidas de pessoas jurídicas também foi alto, de 14,80% e, com variação menor, aparecem o Sul (12,70%) e o Centro-Oeste (11,81%).

Entre as quatro regiões analisadas, Nordeste teve a maior alta anual no número de empresas devedoras. Sudeste não foi considerado devido à lei que dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas em São Paulo

O número de empresas devedoras ainda é alto, mas pelo quarto mês seguido houve uma desaceleração no crescimento da inadimplência. Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que o total de pessoas jurídicas com pendências atrasadas cresceu 11,61% em julho na comparação com o mesmo mês do ano anterior, percentual referente a quatro regiões pesquisadas - Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sul. A região Sudeste não foi considerada devido à Lei Estadual nº 15.659 que vigora no estado de São Paulo e dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas no estado.

Entre as quatro regiões analisadas, o Nordeste foi a que apresentou a maior variação no número de empresas com o CNPJ registrado nas listas de negativados: um avanço anual de 14,22%. No Norte, a inadimplência de pessoas jurídicas também registrou forte avanço, crescendo 11,56% na comparação entre julho e o mesmo mês do ano anterior. As regiões Sul e Centro-Oeste apresentaram variações menores do número de devedores mas, ainda assim, os números são expressivos: 9,69% e 9,66%, respectivamente.

“A inadimplência das empresas cresceu significativamente ao longo de 2015, e desde o início de 2016 vem mostrando certa acomodação. O resultado de julho representa a quarta desaceleração consecutiva do indicador, ainda que este continue crescendo de forma bastante significativa em relação à série histórica como um todo, o que reflete as dificuldades econômicas enfrentadas no país”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. “O aumento do desemprego, a inflação em patamares elevados e a baixa confiança dos consumidores e empresários afetam a capacidade de pagamento tanto das empresas quanto da população”, analisa.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, o crescimento da taxa de inadimplência demonstra o quanto o aprofundamento da recessão, que somente agora parece começar a ceder, afetou as empresas. “A alta da inadimplência observada entre as empresas é um duro reflexo do cenário que limita o crédito e engessa o crescimento das pessoas jurídicas”, afirma. “A economia brasileira deteriorou-se rapidamente, o que impactou a renda das famílias e o faturamento das empresas.”

Setor de Serviços concentra maior parte das dívidas pendentes

O setor credor de Serviços, que engloba os bancos e financeiras, lidera a participação no total de dívidas em atraso das empresas em todas as regiões pesquisadas, ou seja, para quem as empresas e pessoas estão devendo. Em todas as quatro regiões analisadas, o setor concentra mais da metade das dívidas. O segundo maior credor em todas as regiões é o setor de Comércio.

Considerando o total de dívidas em atraso pendentes das empresas, englobando os segmentos de serviços, indústria, comércio, agricultura e outros setores, o destaque também fica no Nordeste: um aumento de 17,69% na comparação entre julho de 2016 e o mesmo mês do ano anterior. Na região Norte, o crescimento do número de dívidas de pessoas jurídicas também foi alto, de 14,80% e, com variação menor, aparecem o Sul (12,70%) e o Centro-Oeste (11,81%).

 

Varejo online fatura R$ 27,04 bilhões no primeiro semestre de 2016

As vendas B2C (Business to Consumer) no varejo online nas categorias bens de consumo, turismo e auto movimentaram cerca de R$ 27,4 bilhões no primeiro semestre de 2016, o que representa 41,9% dos R$ 64,4 bilhões previstos para o segmento faturar neste ano. O levantamento conduzido pela consultoria E-Consulting aponta queda de 2,35% nos primeiros seis meses.
Segundo o estudo, bens de consumo continua a liderar o índice, arrecadando R$ 14,89 bilhões de janeiro a julho de 2016. Era previsto para esta categoria, que mensura as vendas de eletro, eletrônicos, informática, vestuários e produtos de beleza, atingir neste período 43% do montante previsto para o ano, que é de R$ 32,3, porém o setor alcançou 46,1%, observando um incremento de 3,1%
“Apesar dos primeiros seis meses do ano haver diversos fatores não convergentes com o aquecimento das vendas no e-commerce, porque é um momento em que tem que pagar matrícula na escola, IPTU, IPVA e outros tributos que impactam diretamente no poder de compra, bens de consumo superou as expectativas do período”, explica Daniel Domeneghetti, CEO da E-Consulting.
Outro nicho que faz parte da somatória está relacionado ao turismo. As viagens vendidas via web fecharam o ciclo com uma arrecadação de R$ 7,17 bilhões, ficando, praticamente, na meta prevista que era chegar aos 42,8% do volume previsto para 2016, que soma R$ 16,9 milhões.
Já em relação ao VOL Auto, a queda foi maior, retraindo 12% da previsão. O número registrado no primeiro semestre de 2016 foi de R$ 4,98 bilhões. O previsto da E-Consulting para as vendas de auto no período era chegar aos 42,8% da metade do ano, que é R$ 13,2 bilhões, porém atingiu apenas R$ 37,7%.
Medido há 14 anos, o cálculo do índice do VOL inclui em sua soma a potencialização do e-commerce B2C nas modalidades tradicional, mobile commerce, social commerce e compras coletivas, além do C2C (Consumer to Consumer).
Sobre a DOM Strategy Partners
A DOM Strategy Partners é a primeira consultoria focada em estratégia corporativa, 100% nacional. Pertencente à Holding ECC, também proprietária da E-Consulting Corp., a empresa oferta em seu portfólio de serviços profissionais práticas e metodologias como planejamento estratégico corporativo, gestão de ativos intangíveis, gestão do conhecimento e da inovação, inteligência competitiva e estratégia de marketing. A DOM desenvolve seus projetos e soluções a partir de metodologias proprietárias, criadas em seus três centros de pesquisas e estudos (SRC – Estratégia e Negócios, TechLab – Tecnologia e Processos, XPLab – Comunicação e Marketing), associadas a metodologias golden standard de mercado. Com cerca de 20 consultores com vasta experiência em empresas de consultoria internacional e bancos de investimento, a DOM trabalha somente com clientes preferenciais e atendimento personalizado, garantindo assim perfomance superior e foco centrado em resultados comprovados.

As vendas B2C (Business to Consumer) no varejo online nas categorias bens de consumo, turismo e auto movimentaram cerca de R$ 27,4 bilhões no primeiro semestre de 2016, o que representa 41,9% dos R$ 64,4 bilhões previstos para o segmento faturar neste ano. O levantamento conduzido pela consultoria E-Consulting aponta queda de 2,35% nos primeiros seis meses.

Segundo o estudo, bens de consumo continua a liderar o índice, arrecadando R$ 14,89 bilhões de janeiro a julho de 2016. Era previsto para esta categoria, que mensura as vendas de eletro, eletrônicos, informática, vestuários e produtos de beleza, atingir neste período 43% do montante previsto para o ano, que é de R$ 32,3, porém o setor alcançou 46,1%, observando um incremento de 3,1%

“Apesar dos primeiros seis meses do ano haver diversos fatores não convergentes com o aquecimento das vendas no e-commerce, porque é um momento em que tem que pagar matrícula na escola, IPTU, IPVA e outros tributos que impactam diretamente no poder de compra, bens de consumo superou as expectativas do período”, explica Daniel Domeneghetti, CEO da E-Consulting.

Outro nicho que faz parte da somatória está relacionado ao turismo. As viagens vendidas via web fecharam o ciclo com uma arrecadação de R$ 7,17 bilhões, ficando, praticamente, na meta prevista que era chegar aos 42,8% do volume previsto para 2016, que soma R$ 16,9 milhões.

Já em relação ao VOL Auto, a queda foi maior, retraindo 12% da previsão. O número registrado no primeiro semestre de 2016 foi de R$ 4,98 bilhões. O previsto da E-Consulting para as vendas de auto no período era chegar aos 42,8% da metade do ano, que é R$ 13,2 bilhões, porém atingiu apenas R$ 37,7%.

Medido há 14 anos, o cálculo do índice do VOL inclui em sua soma a potencialização do e-commerce B2C nas modalidades tradicional, mobile commerce, social commerce e compras coletivas, além do C2C (Consumer to Consumer).


Sobre a DOM Strategy Partners


A DOM Strategy Partners é a primeira consultoria focada em estratégia corporativa, 100% nacional. Pertencente à Holding ECC, também proprietária da E-Consulting Corp., a empresa oferta em seu portfólio de serviços profissionais práticas e metodologias como planejamento estratégico corporativo, gestão de ativos intangíveis, gestão do conhecimento e da inovação, inteligência competitiva e estratégia de marketing. A DOM desenvolve seus projetos e soluções a partir de metodologias proprietárias, criadas em seus três centros de pesquisas e estudos (SRC – Estratégia e Negócios, TechLab – Tecnologia e Processos, XPLab – Comunicação e Marketing), associadas a metodologias golden standard de mercado. Com cerca de 20 consultores com vasta experiência em empresas de consultoria internacional e bancos de investimento, a DOM trabalha somente com clientes preferenciais e atendimento personalizado, garantindo assim perfomance superior e foco centrado em resultados comprovados.

 

 

Demanda por investimento da micro e pequena empresa volta a crescer em julho e atinge 24,20 pontos

 

Dados do Indicador de Propensão a Investir MPE do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que a intenção de fazer investimentos por parte dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços subiu de 21,37 pontos em junho para 24,20 pontos em julho, uma alta de 13,2%. Apesar da alta mensal, o resultado ficou abaixo do observado em maio (25,22 pontos) e do pico da série histórica (32,06 em maio de 2015). Na comparação com julho do ano anterior, houve uma discreta melhora, quando o indicador marcou 22,54 pontos. Quanto mais próximo de 100, maior a propensão de investir; quanto mais próximo de zero, menor a propensão.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o resultado mostra que os empresários ainda estão receosos e, ainda que a confiança tenha tido uma melhora, isso não encorajou o investimento nos negócios. “Alguns indicadores macroeconômicos já dão mostras de que a pior fase da crise pode ter ficado para trás, mas a plena recuperação das condições econômicas e sociais ainda será lenta e gradual”, analisa. “Já vemos melhoras, mas os empresários ainda vão demorar a se sentir confiantes o suficiente para tomar crédito, fazer investimentos e comprometer o orçamento da sua empresa com dívidas de longo prazo à espera de um retorno no futuro”.

Em termos percentuais, 72,5% dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços não pretendem investir nos próximos três meses, sendo a principal razão a falta de confiança diante da crise (51,3%). Outros 29,0% dizem não ver necessidade de investir e 12,3% afirmam ter feito investimentos recentes. “Além do impacto da crise econômica, o aumento do custo do capital torna os empresários mais cautelosos diante da possibilidade de expandir seus negócios com investimentos”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

Entre a parcela minoritária que pretende investir nos próximos 90 dias (20,9%), os investimentos prioritários serão a reforma ou ampliação da empresa (26,9%) a ampliação de estoque (25,7%) e investimentos em comunicação e propaganda (23,4%). Entre esses empresários, 72,5% relatam que o objetivo dos investimentos é aumentar as vendas e outros 8,4% dizem que é a adaptação à tecnologia. A principal fonte de recursos para esses empresários será o capital próprio, retirado da poupança e de investimentos financeiros (75,4%).


88% não pretendem tomar crédito nos próximos 90 dias

Outro reflexo da atual conjuntura econômica é a baixa procura por crédito dos micro e pequenos empresários. Em julho, o Indicador de Demanda por Crédito MPE de Varejo e Serviços registrou um pequeno avanço na comparação com o mês anterior, passando de 9,51 para 10,78 pontos. Na comparação com julho de 2015, quando marcara 10,75 pontos, o indicador ficou praticamente estável.

De acordo com o levantamento, apenas 5,6% dos MPEs possuem a intenção de contrair crédito para seus negócios no horizonte de 90 dias. Em sentido inverso, 88,1% declararam não ter essa intenção. Quando indagados sobre a negativa, 48,5% disseram que conseguem manter suas empresas com recursos próprios, sendo desnecessário buscar outras fontes: 31,9% dizem que não pretendem contratar recursos de terceiros agora. As altas taxas de juros são outro fator de impedimento, mencionadas por 11,2% dos que não pretendem tomar crédito.

Para os que avaliam estar difícil tomar crédito no mercado (33,3%), as taxas consideradas elevadas são o fator mais citado (43,2%). Em seguida, aparece o excesso de burocracia (30,1%) e a exigência de um faturamento mínimo acima do que a empresa realmente fatura (12,0%). Já para os que consideram ser fácil contratar crédito (20,9%), o bom relacionamento com o banco é a principal razão, citado por 44,9%. Estar com a documentação em dia (21,6%), ter um bom tempo de existência da empresa (9,6%) e estar com as contas em dia (9,0%) também são fatores que ajudam.

“Burocracia e juros altos são um obstáculo à contratação de crédito e consequentemente para o investimento, o que acaba por impactar o crescimento econômico do país”, afirma Pellizzaro. Para mais de um terço dos entrevistados (31,9%), a modalidade de crédito mais difícil de ser contratada é o empréstimo em instituições financeiras. Os financiamentos nessas instituições são citados por 15,1% e o crédito junto a fornecedores foi citado por 10,9%.


Metodologia

Os Indicadores de Demanda por Crédito e de Propensão para investimentos do Micro e Pequeno Empresário calculados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) levam em consideração 800 empreendimentos com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. As micro e pequenas empresas representam 39% e 35% do universo de empresas brasileiras nos segmentos de comércio e serviços, respectivamente.

 

Última atualização ( Seg, 22 de Agosto de 2016 15:15 )
 

Vendas de imóveis novos registram queda de 13,9% no primeiro semestre de 2016

Os Indicadores ABRAINC-Fipe do primeiro semestre de 2016 revelam que as vendas de novos imóveis somaram 49.797 unidades e tiveram queda de 13,9% se comparados com o volume observado no mesmo período de 2015. Nos últimos 12 meses, as vendas alcançaram 104.158 unidades vendidas, volume 15% inferior ao total de vendas no período precedente. No mês de junho, dados das empresas indicam que foram vendidas 10.325 unidades, o que representa um recuo de 10,8% frente às vendas do mesmo mês do ano anterior.

Em relação aos lançamentos, os primeiros seis meses do ano mostraram volume 10,4% superior ao observado no mesmo período de 2015, com o total de 31.360 unidades lançadas. Considerando os últimos 12 meses, o total lançado foi de 67.013 unidades, o que representa queda de 1,5% face ao observado no período precedente. Já em junho de 2016, foram lançadas 10.224 unidades, indicando uma queda de 10,9% no volume lançado no mesmo mês de 2015.

As entregas de imóveis representaram o montante de 67.280 unidades no acumulado de 2016, volume 3,5% superior ao observado na mesma base de 2015. Nos últimos 12 meses, as entregas somaram 128.748 unidades, número 20,6% inferior ao total entregue no período precedente. Em junho deste ano, foram entregues 17.732 unidades, o correspondente a uma alta de 39,3% frente ao número de unidades entregues em junho de 2015.

O vice-presidente executivo da Abrainc, Renato Ventura, destaca que o setor imobiliário é bastante impactado pela confiança dos compradores e das empresas. “Esta confiança está começando a voltar, mas ainda é baixa”, afirma o executivo, reforçando que o setor é historicamente cíclico, e, portanto, há momentos de baixa na atividade e em seguida recuperação”.

O estudo revela ainda que, ao final de junho de 2016, as empresas disponibilizavam 117.565 unidades para compra. No mesmo período, foi vendido o equivalente a 8,3% da oferta do mês, percentual que representa uma queda de 1,4 ponto percentual em comparação a junho de 2015 (9,7%). Dessa forma, estima-se que a oferta final de junho seja suficiente para garantir o abastecimento do mercado durante 12,1 meses, se o ritmo de vendas do mês (10,3 mil unidades/mês) for mantido.

Segundo o diretor da Abrainc, Luiz Fernando Moura, o momento ainda é oportuno para quem deseja comprar imóvel. “A perspectiva é que com o encaminhamento das reformas que possibilitem a retomada do crescimento da economia, haja um aumento da confiança, provocando maior demanda por imóveis. A oferta para o atendimento a esta demanda, nem sempre acontece na mesma velocidade”, esclarece ele.

Distratos

O indicador de distratos revela que, no primeiro semestre de 2016, houve redução de 2,6% em relação ao mesmo período de 2015, atingindo 22.228 unidades distratadas.  Quando comparados nos últimos 12 meses, os distratos tiveram alta de 3,2%, atingindo 47.018 de devolução de imóveis. Em junho de 2016, foram distratadas 3.828 unidades, o que representa um aumento de 0,4% frente ao número absoluto de distratos observados em junho de 2015.


Se considerados os distratos como proporção das vendas por safra de lançamento, as unidades vendidas no primeiro trimestre de 2014 apresentam a taxa de distratos mais elevada da série histórica (19,2%).

Ventura explica que os distratos ocorrem, principalmente, por dois motivos. Um dele é quando o comprador não consegue financiamento bancário que imagina conseguir quando a compra na planta foi realizada. E há também casos de investidores que não veem a valorização que imaginavam, e assim solicitam o distrato. “São casos distintos, que devem ser tratados diferentemente, em benefício do sistema e do conjunto de compradores”, diz o vice-presidente executivo da Abrainc.

Região Sul

A região Sul teve 1.192 unidades lançadas em junho, tendo a sua participação em 11,7% no total nacional. Foram 1.250 unidades vendidas, alcançando 12,1% do número vendido no Brasil pelas associadas ABRAINC.

Em junho, foram entregues 1.622 unidades empreendidas no Sul, com 9,1% do total de entregas no Brasil. Os dados mostram também que, em junho, a região tinha 9,9 mil unidades disponíveis para compra, alcançando a fatia de 8,4% do número nacional.

Metodologia do estudo

Os Indicadores ABRAINC-Fipe são elaborados pela Fipe com informações de 20 das 34 associadas da ABRAINC que atuam em todo o país. Dessas 34 empresas, nove ingressaram à entidade em junho deste ano. Com isso, no decorrer dos próximos meses, o estudo deve ganhar a participação dessas associadas para a compilação dos dados.

O estudo, lançado em agosto de 2015, vem sendo construído pela Fipe desde janeiro de 2014, é o primeiro conjunto de indicadores do setor imobiliário obtidos nacionalmente.

Para a composição dos Indicadores são consideradas informações sobre lançamentos, vendas, entregas, oferta final e distratos do mercado primário de imóveis residenciais e comerciais. Divulgados mensalmente, os números são referentes ao mês de junho de 2016.

Os dados que compõem os Indicadores são fornecidos à Fipe mensalmente pelas empresas associadas à Abrainc. Após compilar os dados, é feita cuidadosa verificação para garantir a consistência das informações e, se for o caso, as empresas são contatadas para eventuais ajustes ou validação. Em seguida, com os dados validados, os Indicadores Abrainc-Fipe são calculados e, posteriormente, disponibilizados.

Sobre a ABRAINC

Última atualização ( Sex, 19 de Agosto de 2016 10:07 )
 
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