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Demanda por investimento dos MPEs cresce pelo segundo mês seguido em agosto e atinge 28,08 pontos

Demanda por investimento dos MPEs cresce pelo segundo mês seguido em agosto e atinge 28,08 pontos
Dados do Indicador de Propensão a Investir do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que a intenção de fazer investimentos por parte dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços subiu pelo segundo mês consecutivo, passando de 24,20 pontos em julho para 28,08 pontos em agosto. Apesar da alta mensal de 3,88 pontos, o resultado ainda está abaixo do pico da série histórica (32,06 em maio de 2015). Quanto mais próximo de 100, maior a propensão de investir; quanto mais próximo de zero, menor a propensão.
Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a retomada da economia poderá aumentar o apetite dos micro e pequenos empresários por investimento, mas o cenário ainda é de receio. “Por ora, o quadro é de arrefecimento da piora das condições econômicas”, alerta Pinheiro. “Alguns indicadores macroeconômicos já dão mostras de que a pior fase da crise pode ter ficado para trás, mas a plena recuperação das condições ainda será lenta e gradual”, analisa.
Em termos percentuais, 69,9% dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços não pretendem investir nos próximos três meses, sendo a principal razão a falta de confiança diante da crise (43,1%). Outros 38,1% dizem não ver necessidade de investir e 14,1% afirmam ter feito investimentos recentes. “Além do impacto da crise econômica, o aumento do custo do capital torna os empresários mais cautelosos para expandir seus negócios com investimentos”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.
Entre a parcela minoritária que pretende investir nos próximos 90 dias (21,7%), os investimentos prioritários serão a compra de equipamentos, maquinário e computadores (32,2%), o investimento em mídia e propaganda (28,2%), a ampliação de estoques (27,6%) e a reforma da empresa (24,7%). Entre esses empresários, 58,6% relatam que o objetivo dos investimentos é aumentar as vendas e, para 53,4% a principal fonte de recursos será o capital próprio, retirado da poupança e de investimentos financeiros e/ou da venda de algum bem (20,7%).
Principal justificativa para não contratar crédito é conseguir se manter com recursos próprios
O SPC Brasil e a CNDL também investigaram a baixa procura por crédito dos micro e pequenos empresários. Em agosto, o Indicador de Demanda por Crédito MPE de Varejo e Serviços registrou um pequeno avanço na comparação com o mês anterior, passando de 10,78 para 15,47 pontos. Na comparação com agosto de 2015, quando marcara 13,85 pontos, o indicador ficou praticamente estável.
De acordo com o levantamento, apenas 7,6% dos MPEs possuem a intenção de contrair crédito para seus negócios no horizonte de 90 dias. Em sentido inverso, 82,2% declararam não ter essa intenção. Quando indagados sobre a negativa, 36,2% desses empresários disseram que conseguem manter suas empresas com recursos próprios, sendo desnecessário buscar outras fontes e 32,1% alegaram que não pretendem contratar recursos de terceiros agora por estarem inseguros com as condições econômicas do país.
“A busca por crédito ainda não é tão presente no contexto do pequeno empresário quanto no do grande empresário, prova disso é o fato de que a maior parte dos micro e pequenos empresários que não pretendem contratar crédito diz que se mantém sem recursos de terceiros. Nesse sentido, a criação de linhas de crédito específicas, com custo mais baixo, poderá contribuir para uma gestão financeira mais eficiente e para a expansão do negócio”, afirma Pellizzaro.
Para os que avaliam estar difícil tomar crédito no mercado (35,5%), o excesso de burocracia é a razão mais citada para a dificuldade (44,7%), seguida pelas taxas de juros consideradas elevadas (29,6%). Já para os que consideram ser fácil contratar crédito (20,0%), o bom relacionamento com o banco é a principal razão, citada por 30,6%. Estar com a documentação em dia (18,1%) também é um fator que ajuda.
Para mais de um terço dos entrevistados (30,8%), a modalidade de crédito mais difícil de ser contratada é o empréstimo em instituições financeiras. Os financiamentos nessas instituições são citados por 17,0% e o crédito junto a fornecedores foi citado por 13,4%.
Metodologia
Os Indicadores de Demanda por Crédito e de Propensão para investimentos do Micro e Pequeno Empresário calculados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) levam em consideração 800 empreendimentos com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. As micro e pequenas empresas representam 39% e 35% do universo de empresas brasileiras nos segmentos de comércio e serviços, respectivamente.

Dados do Indicador de Propensão a Investir do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que a intenção de fazer investimentos por parte dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços subiu pelo segundo mês consecutivo, passando de 24,20 pontos em julho para 28,08 pontos em agosto. Apesar da alta mensal de 3,88 pontos, o resultado ainda está abaixo do pico da série histórica (32,06 em maio de 2015). Quanto mais próximo de 100, maior a propensão de investir; quanto mais próximo de zero, menor a propensão.

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a retomada da economia poderá aumentar o apetite dos micro e pequenos empresários por investimento, mas o cenário ainda é de receio. “Por ora, o quadro é de arrefecimento da piora das condições econômicas”, alerta Pinheiro. “Alguns indicadores macroeconômicos já dão mostras de que a pior fase da crise pode ter ficado para trás, mas a plena recuperação das condições ainda será lenta e gradual”, analisa.

Em termos percentuais, 69,9% dos micro e pequenos empresários de varejo e serviços não pretendem investir nos próximos três meses, sendo a principal razão a falta de confiança diante da crise (43,1%). Outros 38,1% dizem não ver necessidade de investir e 14,1% afirmam ter feito investimentos recentes. “Além do impacto da crise econômica, o aumento do custo do capital torna os empresários mais cautelosos para expandir seus negócios com investimentos”, explica o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

Entre a parcela minoritária que pretende investir nos próximos 90 dias (21,7%), os investimentos prioritários serão a compra de equipamentos, maquinário e computadores (32,2%), o investimento em mídia e propaganda (28,2%), a ampliação de estoques (27,6%) e a reforma da empresa (24,7%). Entre esses empresários, 58,6% relatam que o objetivo dos investimentos é aumentar as vendas e, para 53,4% a principal fonte de recursos será o capital próprio, retirado da poupança e de investimentos financeiros e/ou da venda de algum bem (20,7%).

Principal justificativa para não contratar crédito é conseguir se manter com recursos próprios

O SPC Brasil e a CNDL também investigaram a baixa procura por crédito dos micro e pequenos empresários. Em agosto, o Indicador de Demanda por Crédito MPE de Varejo e Serviços registrou um pequeno avanço na comparação com o mês anterior, passando de 10,78 para 15,47 pontos. Na comparação com agosto de 2015, quando marcara 13,85 pontos, o indicador ficou praticamente estável.

De acordo com o levantamento, apenas 7,6% dos MPEs possuem a intenção de contrair crédito para seus negócios no horizonte de 90 dias. Em sentido inverso, 82,2% declararam não ter essa intenção. Quando indagados sobre a negativa, 36,2% desses empresários disseram que conseguem manter suas empresas com recursos próprios, sendo desnecessário buscar outras fontes e 32,1% alegaram que não pretendem contratar recursos de terceiros agora por estarem inseguros com as condições econômicas do país.

“A busca por crédito ainda não é tão presente no contexto do pequeno empresário quanto no do grande empresário, prova disso é o fato de que a maior parte dos micro e pequenos empresários que não pretendem contratar crédito diz que se mantém sem recursos de terceiros. Nesse sentido, a criação de linhas de crédito específicas, com custo mais baixo, poderá contribuir para uma gestão financeira mais eficiente e para a expansão do negócio”, afirma Pellizzaro.

Para os que avaliam estar difícil tomar crédito no mercado (35,5%), o excesso de burocracia é a razão mais citada para a dificuldade (44,7%), seguida pelas taxas de juros consideradas elevadas (29,6%). Já para os que consideram ser fácil contratar crédito (20,0%), o bom relacionamento com o banco é a principal razão, citada por 30,6%. Estar com a documentação em dia (18,1%) também é um fator que ajuda.

Para mais de um terço dos entrevistados (30,8%), a modalidade de crédito mais difícil de ser contratada é o empréstimo em instituições financeiras. Os financiamentos nessas instituições são citados por 17,0% e o crédito junto a fornecedores foi citado por 13,4%.

Metodologia

Os Indicadores de Demanda por Crédito e de Propensão para investimentos do Micro e Pequeno Empresário calculados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) levam em consideração 800 empreendimentos com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. As micro e pequenas empresas representam 39% e 35% do universo de empresas brasileiras nos segmentos de comércio e serviços, respectivamente.

 

42% dos inadimplentes não sabem ao certo o número de parcelas que têm a pagar

A falta de atenção em relação a educação financeira e o desconhecimento a respeito das próprias contas são algumas das razões que comumente dificultam o pagamento das dívidas atrasadas e a organização do orçamento familiar. Segundo uma pesquisa nacional realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 42,2% dos inadimplentes não têm muito conhecimento sobre o número de parcelas das compras a crédito que serão pagas no próximo mês, três em cada dez (33,9%) não sabem ao certo o valor das contas básicas e 40,3% desconhecem até mesmo sua renda total.

De acordo com o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, estar a par do orçamento é essencial para uma vida financeira livre dos riscos da inadimplência. “O baixo conhecimento das contas, das parcelas a pagar e dos produtos e serviços adquiridos por meio do crédito indica que o consumidor perdeu o controle da situação. Nesse cenário, é extremamente difícil sair da inadimplência, pois a pessoa se torna incapaz de negociar melhor as dívidas e até mesmo de identificar as áreas em que é preciso realizar ajustes e cortes de gastos”, afirma Vignoli.

A pesquisa mostra que quatro em cada dez brasileiros inadimplentes não tem conhecimento sobre os valores dos produtos e serviços comprados a crédito que serão pagos no próximo mês (43,5%) e nem quais são eles (43,5%). “Seja qual for o motivo que levou o consumidor a tornar-se inadimplente, uma coisa é certa: deixar de acompanhar atentamente as próprias finanças e contas só piora as coisas, pois só assim é possível viver dentro do padrão de vida adequado à sua realidade”, aconselha o educador financeiro. Prova disso é que 23,5% dos inadimplentes nunca ou na minoria das vezes conseguem fechar o mês com todas as contas pagas.

Quando perguntados sobre quais são as prioridades financeiras, as mais citadas foram a compra de alimentos, produtos de higiene e limpeza (43,9%), seguido pelo pagamento no prazo das contas mensais, como luz e telefone (30,6%) e o pagamento das dívidas em atraso para limpar o nome (11%).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, com a recessão econômica, o desemprego e os efeitos da inflação, o poder de compra e de pagamento de contas das pessoas foi enfraquecido. “Além da dificuldade dos consumidores em arcar com suas dívidas, as empresas que prestam serviços básicos, como de água, luz e plano de saúde, mostram cada vez mais disposição em negativar os inadimplentes, como forma de acelerar o recebimento dos compromissos em atraso”, explica Kawauti.



Maioria dos inadimplentes reduziu o consumo de lazer e supérfluos

A inadimplência, o acesso mais restrito ao crédito e a maior dificuldade no pagamento de dívidas fizeram com que parcelas significativas de brasileiros inadimplentes mudassem alguns hábitos de consumo:

  • 79,7% fizeram cortes e ajustes no orçamento;
  • 77,7% abriram mão de coisas que consumiam antes;
  • 75,9% deixaram de fazer compras parceladas;
  • 71,4% agora evitam comprar roupas e calçados;
  • 64,0% deixaram de sair com amigos e familiares para bares e restaurantes;
  • 56,6% cortaram alimentos supérfluos.


Segundo Vignoli, os resultados da pesquisa revelam que os problemas com dívidas em atraso impõem restrições consideráveis ao consumo, obrigando os consumidores a rever o orçamento e se adaptarem à nova condição.“

Caso não haja a possibilidade de adotar medidas para aumentar a renda, os inadimplentes se veem obrigados a abandonar hábitos de compra, trocar marcas tradicionais por outras mais acessíveis e deixar de adquirir determinados itens em favor de outros que são prioritários. São mudanças impactantes no padrão de vida, mas é fundamental para que as pessoas consigam obter sobras financeiras no orçamento e possam pagar as dívidas pendentes”, conclui o educador financeiro.

 

Número de brasileiros negativados cai pelo terceiro mês seguido e atinge 58,8 milhões

De acordo com a estimativa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o número de brasileiros negativados caiu pelo terceiro mês consecutivo e atingiu 58,8 milhões em agosto. Em maio, a estimativa apontava 59,3 milhões de inadimplentes e, desde então, passou para 59,1 milhões em junho, 58,9 milhões em julho. Apesar da queda nos últimos meses, esse número é considerado elevado pelos especialistas por representar 39,46% da população adulta no país.
“Apesar da queda no número de inadimplentes, ainda é cedo para considerar que a tendência de retração da inadimplência se manterá ao longo dos próximos meses”, afirma o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. “O país enfrenta dois movimentos distintos na economia e que impactam a inadimplência em direções opostas. Por um lado, há o aumento do desemprego, queda na renda e inflação elevada que restringem o poder de compra da população, afetando negativamente sua capacidade de pagamento. O outro movimento é a maior restrição ao crédito, dada a elevada taxa de juros e a maior incerteza por parte dos tomadores e concedentes de crédito”, explica Pinheiro.
Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, ambos os fatores do cenário econômico afetam mais os indicadores de inadimplência do que a capacidade de pagamento dos consumidores: “Esse movimento de desaceleração não necessariamente está ligado a uma melhoria na capacidade de pagar as dívidas pendentes. Com a retomada do ambiente econômico acontecendo de forma lenta, ainda demorará para termos um aumento expressivo do número de empregos e renda, fatores que podem impactar positivamente no pagamento de pendências.”

Nordeste é a região com maior número de inadimplentes

A estimativa por região do país mostra que o Nordeste concentra o maior número absoluto de negativados, somando 15,38 milhões de consumidores nesta situação, o que representa 38,99% da população adulta da região. Em seguida, aparece o Sul, com 8,32 milhões de inadimplentes (37,65% da população adulta). Destaca-se a região Norte que, com 5,41 milhões de devedores, possui 46,97% de sua população adulta incluída nas listas de negativados - o maior percentual entre as regiões pesquisadas. O Centro-Oeste, por sua vez, aparece com um total de 4,89 milhões de inadimplentes, ou 43,25% da população.
Quando consideramos o total das quatro regiões, o número de inadimplentes cresceu 0,31% em agosto. A região Nordeste foi a única que teve crescimento no número de devedores: alta de 2,04% na comparação com agosto de 2015. Em seguida, a região Norte, com retração de 0,75%, Centro-Oeste com recuo de -1,25% e a região Sul, também com retração, de -1,39%. O indicador não considera a região Sudeste devido à Lei Estadual nº 15.659, que dificulta a negativação de consumidores em São Paulo.

Quantidade de dívidas atrasadas diminui pela primeira vez desde 2010

O indicador do SPC Brasil e da CNDL também verificou o primeiro recuo na quantidade de dívidas atrasadas desde o início da série histórica, em 2010. Ainda, que seja um recuo modesto, na comparação entre agosto de 2016 e o mesmo mês do ano passado houve retração de 0,76%, considerando as quatro regiões pesquisadas. O Nordeste novamente se destaca: a alta do indicador em agosto foi de 1,37% - única região a apresentar crescimento. Em seguida aparecem o Norte, com variação negativa de 0,17%, o Centro-Oeste com recuo de -2,72% e a região Sul com a maior retração, de -3,46%.
A abertura do indicador de dívidas em atraso por setor da economia mostra que o brasileiro ainda enfrenta dificuldades para realizar o pagamento de contas básicas. O maior avanço no número de dívidas foi com as empresas concessionárias de serviços como água e luz, cuja alta atingiu 2,34% na comparação anual. “Além da maior dificuldade do consumidor em arcar até mesmo com suas contas básicas, em meio à crise econômica, as empresas desses serviços mostram mais disposição em negativar os consumidores inadimplentes como forma de acelerar o recebimento dos compromissos em atraso. Tem se tornado mais comum que essas empresas negativem o CPF do residente antes de realizar o corte no fornecimento”, afirma a economista-chefe Marcela Kawauti.
Já as dívidas com os bancos caíram -0,54% e as de comércio cresceram 0,55%, ambos na base anual de comparação. A maior retração foi no setor de comunicação, que engloba TV por assinatura, internet e telefonia, com recuo de -6,80%. Para os especialistas do SPC Brasil, esta queda ainda não pode ser configurada como tendência para o segmento, mas sim uma acomodação, já que o setor foi o destaque negativo da inadimplência ao longo de vários meses em 2015, apresentando as maiores altas do indicador.
Ainda que o crescimento das dívidas no setor de contas de água e luz seja o principal destaque do mês de julho, as dívidas com os bancos são as que concentram, proporcionalmente, o maior número de pendências, com participação de 42,32% no total de dívidas em atraso das quatro regiões, seguido do comércio, com 24,62% e do setor de comunicação, com 12,51%. O setor de água e luz concentra 8,89% do total de pendências.

Metodologia

O indicador de inadimplência do consumidor sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), com exceção da região Sudeste, uma vez que a chamada “Lei do AR” impõe dificuldades para negativação no estado de São Paulo. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

 

48% dos comerciantes e prestadores de serviços acreditam que o segundo semestre será melhor para a economia

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com varejistas e prestadores de serviços das 27 capitais e do interior do Brasil mostra que, em geral, o ânimo dos empresários para os próximos meses melhorou na comparação com o começo do ano. O levantamento revela que caiu de 60,2% em abril para 39,5% em agosto o percentual dos empresários que consideram a crise econômica muito grave. Para 47,9%, o segundo semestre será melhor do que o primeiro, enquanto apenas 6,8% acreditam que será pior, bem abaixo 39,5% que pensavam o mesmo no primeiro semestre.
Em meio à crise, algumas medidas foram estão sendo tomadas pelos empresários para se manterem no mercado. A principal delas é a contenção de despesas, adotada por 38,0% - percentual menor que o verificado em abril, quando era de 45,1%. Em segundo e terceiro lugar aparecem a redução dos preços (17,3%) e a demissão de funcionários (10,1%). Já o investimento em propaganda e marketing e a mudança de foco no perfil do cliente aumentaram entre abril e agosto de 2016, respectivamente de 4,8% para 7,7% e de 2,3% para 6,1%.
“É importante ter em vista que a melhora do padrão de gastos pode ser um legado positivo da crise”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. “Mesmo em períodos de bonança, o empresário deve buscar fazer o máximo com o mínimo de recursos, sem que isso prejudique a qualidade daquilo que oferta”.
“Os dados da pesquisa são consistentes com a discreta melhora dos indicadores de confiança tanto por parte dos consumidores como por parte dos empresários e as expectativas de que a economia inicie a retomada no próximo ano”, afirma. Para Pinheiro, a melhor notícia é que, tendo em vista o cenário de crise na economia, a larga maioria dos entrevistados não pretende demitir funcionários atualmente: 84,1% afastam a possibilidade de reduzir o quadro, contra 8,6% que consideram esta atitude. “A decisão de demitir em razão da crise é algo que o empresário tende a postergar, pois a recontratação posterior é custosa”.
No entanto, pela sua gravidade, a crise teve fortes impactos nas empresas. De acordo com a pesquisa, 62,9% dos entrevistados tiveram que demitir funcionários no primeiro semestre. Ainda como reflexo das dificuldades econômicas, metade dos entrevistados dizem estar com seu negócio estagnado; 12,9% dizem estar em crise e outros 13,1% no vermelho. Cerca de 20% afirmam estar em crescimento.
Na percepção dos empresários que se dizem afetados pela crise (87,3%), o maior impacto sobre os seus negócios foi a diminuição das vendas (70,0%), com percentual menor que a sondagem para o primeiro semestre (82,7%). Os demais motivos mais citados também tiveram queda na comparação: aumento do pagamento de impostos (33,8% ante 51,0%), e a inadimplência dos clientes (31,8% ante 32,8%).

Combate à corrupção, aumento dos impostos e inflação

Na percepção dos empresários, o maior impacto da crise política sobre a economia foi o aumento do desemprego (65,8%), seguido do aumento dos impostos (50,5%), e a redução das vendas (45,7%). A proporção dos que mencionaram esses dois últimos impactos caiu na comparação entre abril, quando eram de 63,6% e 59,2% respectivamente.
Para que o Brasil volte a crescer, as principais atitudes a serem tomadas na opinião dos empresários são a redução dos impostos (42,7%), o combate à corrupção (42,7%) e o controle da inflação (39,1%).
O levantamento do SPC Brasil e da CNDL mostrou que o maior temor dos empresários é que o país não saia da crise em 2016. Porém, o percentual caiu em relação ao levantamento de abril, de 41,1% para 33,5%.
Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, se os ajustes propostos pela equipe econômica do governo não forem aprovados ou postos em prática, a situação ainda pode se agravar. “As projeções dos economistas apontam para uma queda do PIB superior a 3,0% em 2016, com resultado levemente positivo em 2017. Diante disso, é importante para os empresários buscarem opções de crédito mais baratas e estreitar o relacionamento com os clientes como forma de sustentar as vendas do negócio e sobreviver à turbulência”, diz Kawauti. “O PIB pode até voltar a crescer no próximo ano, mas ainda teremos que tratar a questão tributária, a excessiva burocracia e a infraestrutura deficiente”, conclui.


Metodologia

A pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) foi realizada com 822 empresários de todos os portes dos segmentos de comércio e serviços nas 27 capitais e no interior.

Última atualização ( Ter, 06 de Setembro de 2016 14:35 )
 

Como evitar fraudes em investimentos

Após a condenação de Bernie Madoff, é possível que muitos investidores já tenham se esquecido da questão da fraude na área de investimentos. Madoff é um dos fraudadores mais notórios da história moderna e deverá ficar atrás das grades até 2139.

Fraude financeira é a principal preocupaçãos apontada pela Pesquisa de Mercado Global do CFA Institute: 41% dos entrevisados em América Latina disseram que temem pela falta de ética dos gestores de investimentos.

Por isso, é importante manter-se atento a uma possível fraude. Sempre que há dinheiro envolvido existe a possiblidade de que pessoas sem escrúpulos tentem tirar proveito. O CFA Institute oferece algumas ferramentas para educar os investidores sobre como tomar decisões de investimento bem embasadas. A adoção de medidas para evitar a fraude é parte de uma boa estratégia de investimento.

Veja abaixo cinco dicas para reduzir as chances de se tornar vítima de uma fraude financeira:

1. Entenda a estratégia do investimento

O gestor de carteira Peter Lynch aconselha que as pessoas invistam apenas no que elas entendam. Os investidores devem estar atentos ao fato de que o jargão complexo utilizado nesta área pode esconder inconsistências suspeitas. Algumas oportunidades de investimento parecem sedutoras simplesmente por serem descritas utilizando termos complexos e impactantes. Como investidores, queremos parecer inteligentes e sorrimos e concordamos com algo que não entendemos. As estratégias de investimento e produtos financeiros devem ser claras e compreensíveis, e os consultores que você contratar devem assegurar que você se sinta confortável antes mergulhar de cabeça.

2. Cuidado com garantias, retornos rápidos e acesso especial

Os profissionais de investimento legítimos não prometem garantias. Isso não existe. Impostores fazem com que a combinação de segurança e altos retornos pareça plausível, oferecendo um "acesso especial" com base em seu relacionamento com algum conhecido ou parceria com um grupo específico. É preciso certificar-se de avaliar os investimentos apenas por seus benefícios e fazer um esforço para evitar a pressão social que pode levar os investidores à miséria.

3. Observe se o investimento está sujeito à regulamentação

As regulamentações podem variar de acordo com o país e o tipo de investimento. Consultores estrangeiros, por exemplo, podem estar sujeitos a uma supervisão menos rigorosa em alguns países. Antes de tomar uma decisão sobre investimento, o investidor deve se certificar de estar ciente da regulamentação, avaliando os benefícios do investimento.

4. Confie, mas verifique

A empresa escolhida para gerir os investimentos será responsável pela supervisão dos bens por muitos anos. Por isso é importante construir uma relação de confiança. Uma das melhores maneiras de obter este nível de relacionamento é adotando o raciocínio "confie, mas verifique". Busque profissionais que apresentem uma posição distinta em sua carreira, como a certificação profissional do Chartered Financial Analyst (CFA), e profissionais que sigam um Código de Ética que os obrigue a colocar os interesses dos clientes à frente dos seus. Confiança se constrói com consistência, portanto pesquisar sobre o passado profissional deles pode revelar muito sobre seu histórico de investimentos, referências, registro com o regulador.

5. Não se esqueça da diversificação

Mesmo que a diversificação seja fundamental, muitos investidores se esquecem disso. Esta medida pode ajudar a limitar uma possível catástrofe associada a fraudes, além de estar propensa a oferecer maior retorno médio com menor risco. Em todos os casos, as decisões de investimento devem estar alinhadas aos objetivos financeiros de longo prazo do investidor.

Sobre o CFA Society Brazil

A CFA Society Brazil é parte de uma rede de 148 CFA Societies localizadas em 70 países. No Brasil são mais de 750 membros, em nove estados (RS, SC, PR, SP, RJ, MG, GO, DF, PE e PB), que atuam em diferentes segmentos do mercado financeiro, tais como bancos de investimento, private banking, corretoras, gestoras de recursos, boutiques de M&A, firmas de private equity, family offices, agências de classificação de risco, provedores de informações financeiras e outras empresas do setor.

Após a condenação de Bernie Madoff, é possível que muitos investidores já tenham se esquecido da questão da fraude na área de investimentos. Madoff é um dos fraudadores mais notórios da história moderna e deverá ficar atrás das grades até 2139.

Fraude financeira é a principal preocupaçãos apontada pela Pesquisa de Mercado Global do CFA Institute: 41% dos entrevisados em América Latina disseram que temem pela falta de ética dos gestores de investimentos.

Por isso, é importante manter-se atento a uma possível fraude. Sempre que há dinheiro envolvido existe a possiblidade de que pessoas sem escrúpulos tentem tirar proveito. O CFA Institute oferece algumas ferramentas para educar os investidores sobre como tomar decisões de investimento bem embasadas. A adoção de medidas para evitar a fraude é parte de uma boa estratégia de investimento.

Veja abaixo cinco dicas para reduzir as chances de se tornar vítima de uma fraude financeira:

1. Entenda a estratégia do investimento

O gestor de carteira Peter Lynch aconselha que as pessoas invistam apenas no que elas entendam. Os investidores devem estar atentos ao fato de que o jargão complexo utilizado nesta área pode esconder inconsistências suspeitas. Algumas oportunidades de investimento parecem sedutoras simplesmente por serem descritas utilizando termos complexos e impactantes. Como investidores, queremos parecer inteligentes e sorrimos e concordamos com algo que não entendemos. As estratégias de investimento e produtos financeiros devem ser claras e compreensíveis, e os consultores que você contratar devem assegurar que você se sinta confortável antes mergulhar de cabeça.

2. Cuidado com garantias, retornos rápidos e acesso especial


Os profissionais de investimento legítimos não prometem garantias. Isso não existe. Impostores fazem com que a combinação de segurança e altos retornos pareça plausível, oferecendo um "acesso especial" com base em seu relacionamento com algum conhecido ou parceria com um grupo específico. É preciso certificar-se de avaliar os investimentos apenas por seus benefícios e fazer um esforço para evitar a pressão social que pode levar os investidores à miséria.

3. Observe se o investimento está sujeito à regulamentação

As regulamentações podem variar de acordo com o país e o tipo de investimento. Consultores estrangeiros, por exemplo, podem estar sujeitos a uma supervisão menos rigorosa em alguns países. Antes de tomar uma decisão sobre investimento, o investidor deve se certificar de estar ciente da regulamentação, avaliando os benefícios do investimento.

4. Confie, mas verifique

A empresa escolhida para gerir os investimentos será responsável pela supervisão dos bens por muitos anos. Por isso é importante construir uma relação de confiança. Uma das melhores maneiras de obter este nível de relacionamento é adotando o raciocínio "confie, mas verifique". Busque profissionais que apresentem uma posição distinta em sua carreira, como a certificação profissional do Chartered Financial Analyst (CFA), e profissionais que sigam um Código de Ética que os obrigue a colocar os interesses dos clientes à frente dos seus. Confiança se constrói com consistência, portanto pesquisar sobre o passado profissional deles pode revelar muito sobre seu histórico de investimentos, referências, registro com o regulador.

5. Não se esqueça da diversificação

Mesmo que a diversificação seja fundamental, muitos investidores se esquecem disso. Esta medida pode ajudar a limitar uma possível catástrofe associada a fraudes, além de estar propensa a oferecer maior retorno médio com menor risco. Em todos os casos, as decisões de investimento devem estar alinhadas aos objetivos financeiros de longo prazo do investidor.

Sobre o CFA Society Brazil
A CFA Society Brazil é parte de uma rede de 148 CFA Societies localizadas em 70 países. No Brasil são mais de 750 membros, em nove estados (RS, SC, PR, SP, RJ, MG, GO, DF, PE e PB), que atuam em diferentes segmentos do mercado financeiro, tais como bancos de investimento, private banking, corretoras, gestoras de recursos, boutiques de M&A, firmas de private equity, family offices, agências de classificação de risco, provedores de informações financeiras e outras empresas do setor.

 

Inadimplência das empresas cresce 12% em julho, mas desacelera pelo quarto mês consecutivo, mostra indicador do SPC Brasil

Inadimplência das empresas cresce 12% em julho, mas desacelera pelo quarto mês consecutivo, mostra indicador do SPC Brasil
Entre as quatro regiões analisadas, Nordeste teve a maior alta anual no número de empresas devedoras. Sudeste não foi considerado devido à lei que dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas em São Paulo
O número de empresas devedoras ainda é alto, mas pelo quarto mês seguido houve uma desaceleração no crescimento da inadimplência. Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que o total de pessoas jurídicas com pendências atrasadas cresceu 11,61% em julho na comparação com o mesmo mês do ano anterior, percentual referente a quatro regiões pesquisadas - Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sul. A região Sudeste não foi considerada devido à Lei Estadual nº 15.659 que vigora no estado de São Paulo e dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas no estado.
Entre as quatro regiões analisadas, o Nordeste foi a que apresentou a maior variação no número de empresas com o CNPJ registrado nas listas de negativados: um avanço anual de 14,22%. No Norte, a inadimplência de pessoas jurídicas também registrou forte avanço, crescendo 11,56% na comparação entre julho e o mesmo mês do ano anterior. As regiões Sul e Centro-Oeste apresentaram variações menores do número de devedores mas, ainda assim, os números são expressivos: 9,69% e 9,66%, respectivamente.
“A inadimplência das empresas cresceu significativamente ao longo de 2015, e desde o início de 2016 vem mostrando certa acomodação. O resultado de julho representa a quarta desaceleração consecutiva do indicador, ainda que este continue crescendo de forma bastante significativa em relação à série histórica como um todo, o que reflete as dificuldades econômicas enfrentadas no país”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. “O aumento do desemprego, a inflação em patamares elevados e a baixa confiança dos consumidores e empresários afetam a capacidade de pagamento tanto das empresas quanto da população”, analisa.
Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, o crescimento da taxa de inadimplência demonstra o quanto o aprofundamento da recessão, que somente agora parece começar a ceder, afetou as empresas. “A alta da inadimplência observada entre as empresas é um duro reflexo do cenário que limita o crédito e engessa o crescimento das pessoas jurídicas”, afirma. “A economia brasileira deteriorou-se rapidamente, o que impactou a renda das famílias e o faturamento das empresas.”
Setor de Serviços concentra maior parte das dívidas pendentes
O setor credor de Serviços, que engloba os bancos e financeiras, lidera a participação no total de dívidas em atraso das empresas em todas as regiões pesquisadas, ou seja, para quem as empresas e pessoas estão devendo. Em todas as quatro regiões analisadas, o setor concentra mais da metade das dívidas. O segundo maior credor em todas as regiões é o setor de Comércio.
Considerando o total de dívidas em atraso pendentes das empresas, englobando os segmentos de serviços, indústria, comércio, agricultura e outros setores, o destaque também fica no Nordeste: um aumento de 17,69% na comparação entre julho de 2016 e o mesmo mês do ano anterior. Na região Norte, o crescimento do número de dívidas de pessoas jurídicas também foi alto, de 14,80% e, com variação menor, aparecem o Sul (12,70%) e o Centro-Oeste (11,81%).

Entre as quatro regiões analisadas, Nordeste teve a maior alta anual no número de empresas devedoras. Sudeste não foi considerado devido à lei que dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas em São Paulo

O número de empresas devedoras ainda é alto, mas pelo quarto mês seguido houve uma desaceleração no crescimento da inadimplência. Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostram que o total de pessoas jurídicas com pendências atrasadas cresceu 11,61% em julho na comparação com o mesmo mês do ano anterior, percentual referente a quatro regiões pesquisadas - Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sul. A região Sudeste não foi considerada devido à Lei Estadual nº 15.659 que vigora no estado de São Paulo e dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas no estado.

Entre as quatro regiões analisadas, o Nordeste foi a que apresentou a maior variação no número de empresas com o CNPJ registrado nas listas de negativados: um avanço anual de 14,22%. No Norte, a inadimplência de pessoas jurídicas também registrou forte avanço, crescendo 11,56% na comparação entre julho e o mesmo mês do ano anterior. As regiões Sul e Centro-Oeste apresentaram variações menores do número de devedores mas, ainda assim, os números são expressivos: 9,69% e 9,66%, respectivamente.

“A inadimplência das empresas cresceu significativamente ao longo de 2015, e desde o início de 2016 vem mostrando certa acomodação. O resultado de julho representa a quarta desaceleração consecutiva do indicador, ainda que este continue crescendo de forma bastante significativa em relação à série histórica como um todo, o que reflete as dificuldades econômicas enfrentadas no país”, explica o presidente da CNDL, Honório Pinheiro. “O aumento do desemprego, a inflação em patamares elevados e a baixa confiança dos consumidores e empresários afetam a capacidade de pagamento tanto das empresas quanto da população”, analisa.

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, o crescimento da taxa de inadimplência demonstra o quanto o aprofundamento da recessão, que somente agora parece começar a ceder, afetou as empresas. “A alta da inadimplência observada entre as empresas é um duro reflexo do cenário que limita o crédito e engessa o crescimento das pessoas jurídicas”, afirma. “A economia brasileira deteriorou-se rapidamente, o que impactou a renda das famílias e o faturamento das empresas.”

Setor de Serviços concentra maior parte das dívidas pendentes

O setor credor de Serviços, que engloba os bancos e financeiras, lidera a participação no total de dívidas em atraso das empresas em todas as regiões pesquisadas, ou seja, para quem as empresas e pessoas estão devendo. Em todas as quatro regiões analisadas, o setor concentra mais da metade das dívidas. O segundo maior credor em todas as regiões é o setor de Comércio.

Considerando o total de dívidas em atraso pendentes das empresas, englobando os segmentos de serviços, indústria, comércio, agricultura e outros setores, o destaque também fica no Nordeste: um aumento de 17,69% na comparação entre julho de 2016 e o mesmo mês do ano anterior. Na região Norte, o crescimento do número de dívidas de pessoas jurídicas também foi alto, de 14,80% e, com variação menor, aparecem o Sul (12,70%) e o Centro-Oeste (11,81%).

 
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