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Pessoas Negras, Seniores, Homossexuais e Pessoas com Deficiência ainda são minoria no mercado de trabalho

O mercado de trabalho tem se tornado cada vez mais criterioso e exigente na hora de selecionar seus candidatos. A qualificação profissional, experiências anteriores e qualidades são diferenciais na hora da contratação. Porém, muitos candidatos ainda esbarram em “ser diferente dos padrões” e enfrentam o preconceito. Pessoas com deficiência, negras, homossexuais e seniores ainda são minoria no universo corporativo e é tema de discussão em vários setores. “A importância da diversidade e inclusão nas empresas” foi o tema de um evento que aconteceu no mês de julho, em São Paulo, promovido pela Talento Incluir, empresa de recrutamento de profissionais deficientes, que contou com o apoio da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP).

É importante que as empresas se conscientizem que não é a cor, a idade, a deficiência ou a orientação sexual que qualifica um profissional e sim, a sua capacidade, que muitas vezes são contratados apenas para preencher cotas. É o caso, por exemplo, da lei de cotas para profissionais com deficiência, que determina a contratação de 2% a 5% de pessoas com deficiência, a cada 100 funcionários.

Mesmo assim, a contratação desses profissionais ainda é pequena, seja por falta de oportunidade ou por falta de conhecimento das empresas, que não tem a estrutura necessária para recebê-los. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) Nacional, Isocial e Catho, realizada com 2.949 profissionais do setor, apontou que 81% dos recrutadores contratam pessoas com deficiência “para cumprir a lei”. Apenas 4% declararam fazê-lo por "acreditar no potencial" e 12% o fazem "independente de cota”.

Empresas como a Talento Incluir, que atua no segmento de recrutamento e treinamento de colaboradores com deficiência, tem se empenhado em desenvolver programas de inclusão, alinhado à necessidade das empresas, trabalhando a conscientização, inclusão e preparação destes profissionais no mercado de trabalho, além do acompanhamento periódico.

 

Crise atenua e perspectivas de demanda na indústria já se mostram positivas

Porto Alegre - A Sondagem Industrial de junho, divulgada nesta quinta-feira, 28 de julho, pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), revela uma retração no ritmo de queda e aponta a uma perspectiva de demanda que começa a se tornar positiva para os próximos meses. A perda na produção (48 pontos) foi a menos intensa registrada no mês desde 2010 e o emprego (44,7) sugere que a redução de postos de trabalho no setor é semelhante à de maio, mas inferior aos mesmos períodos em dois anos no Estado. “Ainda é cedo para anteciparmos que os resultados denotam que a recuperação econômica do País começa de fato, refletindo diretamente nos resultados no Rio Grande do Sul”, alerta o presidente da FIERGS, Heitor José Müller.
Segundo o industrial, as retomadas da produção e do crescimento ocorrerão, realmente, se o governo federal adotar medidas efetivas, entre elas uma política fiscal mais austera e taxas de juros dentro de uma realidade que permita que se retomem os investimentos que os empresários estão evitando fazer. “Além disso, projetos e declarações que tratem de um novo aumento de impostos em nada contribuem”, diz Müller.
Com um cenário menos negativo, a Sondagem mostrou uma melhora nas expectativas dos empresários em relação ao próximo semestre. Principalmente nas relativas à demanda, cujo índice em 53,6 pontos, o maior desde maio de 2014, passou a projetar expansão depois de 22 meses. Em relação ao emprego (47,6 pontos), as perspectivas preveem um menor ritmo de demissões.
A Sondagem Industrial mostra que a Utilização da Capacidade Instalada (UCI), de 65% no mês, repetiu o percentual de maio. Mas o indicador de UCI em reação à usual reagiu: foi para 36,7 pontos, ante 34,6 em maio. Outro fator que revela a retomada de fôlego na produção é o de estoques de produtos finais, que intensificaram a trajetória de queda em junho (46,9 pontos). Desta forma, o indicador que os mede em relação ao planejado (49,9 pontos) apareceu, pelo terceiro mês consecutivo, em níveis  adequados.

TRIMESTRE – A margem de lucro (35,2 pontos) e a situação financeira (40,7) foram os principais pontos de insatisfação no segundo trimestre de 2016, de acordo com os empresários que participaram da Sondagem Industrial. As dificuldades aumentam na medida em que o acesso ao crédito (28,9 pontos) nunca foi tão difícil e os preços das matérias-primas (66,7 pontos) se elevaram significativamente em relação ao trimestre anterior. Além disso, a demanda interna insuficiente e a elevada carga tributária, assinaladas por 45,4% e 42,7% dos entrevistados, também acabaram apontadas como problemas do setor, juntamente com as taxas de juros elevadas (28,5%) e a inadimplência de clientes (25,8%).
Desenvolvida mensalmente pela FIERGS, a Sondagem Industrial RS varia numa escala de 0 a 100 pontos. Quanto mais os valores estiverem acima de 50 significa maior otimismo. Apenas a variável de estoques em comparação ao planejado é avaliada como negativa acima dos 50 pontos. No caso da intenção de investir, quanto maior o índice, maior a propensão da indústria.

 

Empresas gaúchas aumentam o endividamento

O cenário de crise econômica no Brasil, que torna o crédito mais caro e restrito e, consequentemente, cria grandes entraves para a obtenção de capital de giro, aumentou o endividamento e as dificuldades financeiras das empresas gaúchas. A conclusão está na Sondagem Industrial Especial Financiamento para Capital de Giro, divulgada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), nesta segunda-feira (25).
De acordo com a pesquisa, realizada com 289 empresas - 245 da indústria de transformação e 44 da construção -, a relação entre a evolução da dívida e o lucro operacional aumentou para 39,5% nas companhias destes dois segmentos no primeiro trimestre de 2016. “Com a evolução do endividamento, cresceram as dificuldades financeiras das empresas, determinando a necessidade de financiar a continuidade de suas operações, sobretudo para pagar fornecedores, dívidas anteriores e despesas com funcionários”, explica o presidente da FIERGS, Heitor José Müller. Em vista disso, 54,2% das empresas procuraram crédito para capital de giro, tendo como base o primeiro trimestre de 2016. Destas, 25,4% contrataram nova linha e 47,1% renovaram a já existente.
Uma parte considerável, de 27,5% das empresas pesquisadas que procuraram por linhas de crédito, não conseguiu contratá-las ou renová-las, revela a pesquisa. Ao mesmo tempo, entre as empresas que acessaram, 35,2% não as obtiveram no montante solicitado. Diante do aperto no crédito, 59,9% apontam que pioraram as condições de renovação das linhas de crédito para capital de giro, percentual que chega a 65% no caso das grandes empresas.

DIFICULDADES – Sete em cada dez das empresas pesquisadas e que conseguiram renovar, contratar ou buscar crédito no primeiro trimestre do ano, apontaram a taxa de juros elevada como o maior obstáculo para que isso se concretizasse. A exigência de garantias reais foi o segundo maior problema, obtendo 45% das assinalações e os prazos muito curtos, o terceiro, com 31,7% das respostas.
Na avaliação de 20,3% dos industriais gaúchos ouvidos na pesquisa, a ampliação do prazo de pagamentos de tributos é a melhor alternativa para lidar com o atual problema de crédito. A destinação de parte de compulsórios dos bancos para financiar o capital de giro foi a segunda solução apontada, por 17,1% dos empresários. 

PRINCIPAIS CONCLUSÕES DA PESQUISA
Relação entre dívida e lucro operacional aumentou
Condições de crédito pioraram
A renegociação dos prazos com fornecedores foi a principal consequência pelo não recebimento integral do crédito
Os juros elevados foram a principal dificuldade
Maiores prazos de pagamentos de tributos é a melhor alternativa para lidar com o atual problema de crédito

 

Educação financeira também é assunto de família

O cenário de uma economia desfavorável pode desestimular conversas sobre dinheiro. Entretanto, este é justamente um momento em que se deve falar sobre o assunto. Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mais brasileiros entraram na lista de inadimplentes no mês de maio. O número é alto, sendo que cerca de 50 mil CPFs foram incluídos em cadastros de restrição ao crédito no período, totalizando cerca de 59,2 milhões de consumidores com dívidas em atraso.

De acordo com a estimativa desses órgãos, 39,9% da população brasileira com idade entre 18 e 95 anos não pagaram em dia alguma conta e ficaram com o "nome sujo". Segundo Satoshi Fukuura, CEO da Siscom, um dos principais players de recuperação de crédito do país, para não se deixar atingir em um contexto que afeta a todos, o indicado é que as famílias conversem para que todos tenham dimensão das finanças e possam traçar um objetivo em comum que facilite e contribua para atingir as metas sem que isso desestabilize as contas da casa.

Pensando nisso, a Siscom capacita seus colaboradores - em especial os jovens recém-bancarizados - a fim de incluí-los na cultura do crédito, os ensinando a usá-lo de maneira correta. “Percebemos que este trabalho apoia nossos colaboradores não só na organização da sua própria vida financeira, como também na maneira de negociar muito mais clara e mais próxima de realidade nossos clientes”, afirma Fukuura.

Apenas no banco de dados da Siscom, o número de inadimplentes chegou a mais de um milhão em maio deste ano e, de acordo com o mapeamento realizado no primeiro trimestre, o principal motivo foi o desemprego, atingindo o percentual de aproximadamente 48%. Segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a população que está entrando no mercado de trabalho, de 18 a 24 anos, chegou a 24,1% no primeiro trimestre de 2016.

“A educação financeira deveria ser ministrada desde a infância, visto que nossa juventude começa a ser inserida no mercado de consumo cada vez mais cedo. Mas, infelizmente pouco tem se falado sobre as obrigações e as consequências do uso inadequado de linhas de crédito para essas aquisições”, indica o CEO. Segundo o especialista é preciso anotar todos os seus gastos fixos e comparar com os ganhos, cortar o que for possível e assim equilibrar a balança. Tudo pensando em não acumular dívidas. E o mais importante, estes cálculos devem ser realizados com a participação de toda a família.

Sobre a Siscom

Em 19 anos no mercado e atuando em todo o país, a Siscom é considerada um dos principais players de recuperação de crédito no Brasil. Com segurança, ética, qualidade e eficácia, oferece soluções completas para todo o ciclo de crédito (veículos, imóveis, cartão de crédito consignado de pessoa física e jurídica), gerando resultados de alta performance para seus clientes e restabelecendo o crédito dos devedores. Detentora de avançada metodologia de abordagem de atendimento, softwares de localização constantemente atualizados e tecnologia de ponta com sistema próprio, a empresa, localizada na Grande São Paulo (São Bernardo do Campo/SP), conta cerca de 1.100 colaboradores amplamente capacitados.

 

Maio traz aumento significativo de 218,5% em lançamentos de imóveis

Os Indicadores ABRAINC-Fipe referentes ao mês de maio revelam que foram lançadas 5.654 unidades, o que representa um aumento de 218,5% sobre o volume lançado no mesmo mês de 2015. No acumulado de 2016 (até maio), os lançamentos totalizaram 21.406 unidades, número 24,7% superior ao observado no mesmo período de 2015. Considerando os últimos 12 meses, o total lançado de 68.270 unidades representa alta de 5,5% face ao observado no período precedente.

Já as vendas alcançaram 8.496 unidades, o que representa um recuo de 4,1% em relação ao mês de maio de 2015. No acumulado de 2016, as unidades vendidas somaram 39.472, queda de 14,7% frente ao volume observado no mesmo período do ano anterior. Nos últimos 12 meses, foram vendidas 105.408 unidades, volume 13,6% inferior se comparado ao total de vendas em 2015.

Os dados das empresas também indicam a quantidade de unidades entregues de maio, que somaram 11.529, o correspondente a uma alta de 20% em relação ao número de unidades entregues em maio de 2015. Até maio deste ano, as entregas totalizaram 49.548 unidades, volume 5,2% inferior ao observado na mesma base de 2015. Já em relação aos últimos 12 meses, as entregas totalizaram 123.747 unidades, número 22% inferior ao número entregue no mesmo período anterior.

O vice-presidente executivo da ABRAINC, Renato Ventura, afirma que a alta expressiva nos lançamentos deve ser tratada com cautela e que os dados ainda não refletem uma melhora considerável na economia do País. “O desempenho do setor imobiliário precisa ser analisado por um período maior. Desta forma, os números indicam um aumento pontual”, explica ele.

Em linha, Luiz Fernando Moura, diretor da ABRAINC, também esclarece que quando os números absolutos são baixos, qualquer aumento ou diminuição tem grande impacto proporcional no resultado final. “Em maio, período analisado do estudo, o novo Governo estava ingressando, por essa razão, ainda é cedo para relacionar a melhora dos lançamentos a essa mudança”. De qualquer forma, pontua o executivo, é necessário saber quais medidas governamentais serão definidas, em médio e longo prazos. “O humor já está diferente, pois vemos que a inflação está mais contida e a balança comercial dá sinais positivos”, observa ele.

Os Indicadores ABRAINC-Fipe também mostram que o mercado disponibilizou 114.795 unidades de novos imóveis, ao final de maio de 2016. No mesmo período, foi vendido o equivalente a 7,2% da oferta do mês, percentual que representa uma queda de 0,7 pontos percentuais face ao número estimado para maio de 2015 (7,9%). Dessa forma, estima-se que a oferta final seja suficiente para garantir o abastecimento do mercado durante 14 meses, se o ritmo de vendas do mês (8,5 mil unidades) for mantido.

Distratos

Os Indicadores ABRAINC-Fipe também revelam que o total de unidades distratadas em maio de 2016 chegou a 3.667, representando um aumento de 1,0% frente ao número absoluto de distratos observados no mesmo mês de 2015. No consolidado de 2016, ou seja, até maio, o total de distratos foi de 18.399 unidades, volume 3,1% inferior ao observado até maio de 2015. Nos últimos 12 meses, foram distratadas 47.018 unidades, alta de 4,4% face ao total de distratos observados no período precedente.

Se considerados os distratos como proporção das vendas por safra de lançamento, as unidades vendidas no primeiro trimestre de 2014 apresentam a taxa de distratos mais elevada da série histórica (18,5%).

O vice-presidente executivo da ABRAINC lembra que o pequeno incremento de 1% no total de distratos deve ser contraposto ao aumento de 20% de unidades entregues no período. “Ainda é cedo para interpretar como tendência de diminuição de distratos, mas essa relação pode indicar um sinal positivo”, ressalta ele.

Região Sul

A região Sul teve 1.505 unidades lançadas em maio, tendo a sua participação em 26,6% no total nacional. Foram 1.161 de unidades vendidas, alcançando 13,7% do número vendido no Brasil pelas associadas ABRAINC.

Em maio, foram entregues 382 unidades empreendidas no Sul, com 3,3% do total de entregas no Brasil. Os dados mostram também que, em maio, a região tinha 10,2 mil unidades disponíveis para compra, alcançando a fatia de 8,9% do número nacional.

Estudo compõe dado de mais uma empresa

Os Indicadores ABRAINC-Fipe deste mês tiveram o acréscimo de dados de lançamentos, vendas, entregas, oferta final e distratos de mais uma empresa associada da ABRAINC. Sendo assim, as séries foram revistas desde janeiro de 2014, o que provocou, naturalmente, pequenas diferenças com relação aos números mensais.

Metodologia do estudo

Os Indicadores ABRAINC-Fipe são elaborados pela Fipe com informações de 20 das 34 associadas da ABRAINC que atuam em todo o país. Dessas 34 empresas, oito ingressaram à entidade em junho deste ano. Com isso, no decorrer dos próximos meses, o estudo ganhará a participação dessas associadas para a compilação dos dados.

O estudo, lançado em agosto de 2015, vem sendo construído pela Fipe desde janeiro de 2014, é o primeiro conjunto de indicadores do setor imobiliário obtidos nacionalmente.

Para a composição dos Indicadores são consideradas informações sobre lançamentos, vendas, entregas, oferta final e distratos do mercado primário de imóveis residenciais e comerciais. Divulgados mensalmente, os números são referentes ao mês de maio de 2016.

Os dados que compõem os Indicadores são fornecidos à Fipe mensalmente pelas empresas associadas à Abrainc. Após compilar os dados, é feita cuidadosa verificação para garantir a consistência das informações e, se for o caso, as empresas são contatadas para eventuais ajustes ou validação. Em seguida, com os dados validados, os Indicadores Abrainc-Fipe são calculados e, posteriormente, disponibilizados.

Sobre a ABRAINC

A ABRAINC foi constituída em 2013 com o objetivo de levar mais eficiência à gestão, qualificar e aprimorar o processo da incorporação imobiliária. Atualmente a ABRAINC reúne 34 companhias de capital aberto e/ou com presença nacional/ relevância regional. Seu objetivo é representar essas empresas, fortalecendo o setor e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país e de suas cidades. A associação atua em defesa da responsabilidade socioambiental, da ética, da integridade e das conformidades técnica, fiscal e urbanística.

Entre os principais temas em debate atualmente na associação estão as questões referentes aos processos de incorporação, ao impacto dos empreendimentos nas cidades, à burocracia nas diversas fases do negócio, à produtividade do setor e à ampliação do crédito e do financiamento.

Fazem parte da ABRAINC a Alphaville Urbanismo, Bueno Netto, Brookfield, Canopus, Canopus Maranhão, Cury, Cyrela, Direcional, Econ, Emccamp, Esser, Even, EZtec, Gafisa, Pacaembu, Helbor, HM, JHSF, MRV, Odebrecht Realizações, Namour, Niss,  Patrimar, PDG, Plano & Plano, Rodobens, Rossi, Setin, Stuhlberger, Tecnisa, Tenda, Toledo Ferrari, Trisul e Yuny.

 

Varejo gaúcho apresenta queda no saldo de postos de trabalho em maio de 2016

Uma queda de 1.660 postos de trabalho em maio deste ano, ante retração de 891 vagas no mesmo mês de 2015, no que se refere ao emprego no varejo gaúcho, é o que aponta a análise mensal da conjuntura econômica realizada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas - FCDL-RS.

Para o presidente da entidade associativista, Vitor Augusto Koch, fica claro que a aceleração de dispensas ocorreu em função do final de contratos temporários que tinham como foco principal as vendas para o Dia das Mães.

- De maneira geral, os lojistas gaúchos já realizaram seus ajustes de adequação de pessoal para as novas condições que a economia brasileira está apresentando. Em princípio, os próximos meses deverão apontar que as variações de postos de trabalho serão sazonais. A FCDL-RS acredita que poderemos ter um viés de aumento moderado de empregabilidade a partir do segundo semestre que está começando - enfatiza Vitor Koch.

Na avaliação do dirigente, fatores recorrentes nos últimos meses como a alta de impostos estaduais, a crise econômica e política vivida pelo país, somando-se a queda de poder aquisitivo da população em geral, freiam o consumo e forçam os empresários do varejo a reestruturar seus quadros funcionais, o que, na maioria das vezes, acaba gerando demissões.

No âmbito dos municípios, Porto Alegre apresentou o maior saldo de demissões, com - 478 vagas, vindo logo a seguir Santa Maria, com - 122 e Rio Grande, com - 110. Da mesma forma, as contratações não são tipificadas por região ou vocação municipal, mas distribuídas de forma heterogênea, indicando a conquista de um padrão de normalidade, o que é um indício positivo para o futuro. Na totalização de maio, 283 municípios gaúchos registraram estabilidade ou alta no emprego varejista, diante de 213 com saldo negativo.

Dos 78 gêneros do comércio varejista gaúcho pesquisados pelo estudo da FCDL-RS, 24 registraram aumento ou estabilidade do número de postos de trabalho em maio deste ano, diante de 54 segmentos em queda. Os destaques positivos ficaram para os ramos relacionados ao comércio de produtos farmacêuticos e minimercados, que geraram novas vagas de emprego. Pelo lado oposto, as demissões ficaram centradas nos estabelecimentos de super e hipermercados, veículos novos e usados.

 
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