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Para SPC Brasil, desemprego e economia fraca limitam expansão do crédito

De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 27 de junho, pelo Banco Central, os juros cobrados para pessoas físicas continuam em uma trajetória de alta, ao mesmo tempo em que as concessões de crédito para os consumidores continuam recuando. No acumulado dos últimos 12 meses, as concessões de crédito para pessoas físicas diminuíram 7,9%. Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior, os dados não surpreendem em função do cenário adverso da economia brasileira, apesar de alguns sinais de estabilização observados nas últimas semanas.

“Com a escalada do desemprego, queda no poder de compra dos consumidores e as perspectivas que ainda indicam fraqueza da economia nos curto prazo, os bancos estão cada vez mais seletivos para conceder crédito. Além disso, o risco de inadimplência acaba potencializando o aumento dos juros nas operações de crédito”, explica Pellizzaro.

Mesmo em um cenário de restrição de crédito, que acaba limitando a capacidade de endividamento das famílias, a inadimplência segue em alta. Dados apurados pelo BC mostram que a taxa de inadimplência passou de 3,7% para 3,8% entre abril e maio, ficando acima dos 3,0% verificados em maio do ano passado. No segmento de pessoas físicas, em que a inadimplência se manteve no mesmo nível de abril, em 4,3%, destacam –se os atrasos nas modalidades de crédito mais caras: Cheque especial (14,9%) e cartão de crédito rotativo (37,5%). Além disso, é destaque o alto percentual de inadimplência das renegociações para pessoas físicas: 18,1%.

A inadimplência ainda crescente tem mais uma vez impacto sobre as taxas de juros já elevadas. Neste mês, surpreendeu o avanço de quase 20 p.p. nas taxas de cartão de crédito, que passaram de 452% para 471% ao ano. Em maio do ano passado a taxa era de 360% a.a., o que representa um aumento de quase 100 p.p. em apenas 1 ano. O cheque especial, que também é sempre destaque por conta de taxas de juros elevadas, avançou de 309% a.a. para 311% a.a.

 

Momento econômico exige cuidados com o orçamento familiar

Impostos sobem, produtos essenciais ficam caros, contas regulares - como de luz e água – também estão elevadas. As famílias entram em cortes de despesas que afetam todos os sentidos, desde o passeio no final de semana, até aquele produto ou serviço banal para o consumo. O momento atual acaba tornando-se de muita cautela. Os últimos acontecimentos com a troca do governo, a economia enxuta e passando por dificuldades, entre outros problemas que envolvem o país, acabam “estourando” sobre o orçamento familiar. O desemprego ronda constantemente as empresas, por isso a importância de não criar contas a longo prazo, pela incerteza de paga-las. Com isso, o crédito dado pelas financeiras é menor.

Para o professor de finanças Pedro Salanek, do Instituto Superior de Administração e Economia (ISAE), de Curitiba, o consumidor tem que estar atento as mudanças. “Entendo que precisamos ficar atento as variações de preços dos principais produtos. Pesquisar em diversos locais e avaliar a real necessidade de consumo deve fazer parte desse processo, mesmo se tratando de produtos básicos”, comenta. Um grande vilão para o orçamento familiar é o cartão de crédito, que acaba tornando-se a fuga para estes momentos de aperto. Porém, os juros, que passam de 400% por ano, acabam levando grande parte do dinheiro, até porque apenas prorroga a conta. “Um risco do cartão de crédito são as compras parceladas feitas de forma descontrolada, sem um acompanhamento frequente do saldo da fatura. Recomendo estabelecer um limite máximo do valor da fatura mensal e quando ultrapassar este valor esqueça o seu cartão de crédito em casa. Sua saúde financeira agradece”, sugere o professor.

Colocar suas contas todas na ponta do lápis auxiliam e muito na hora de realizar os pagamentos. Até porque é importante saber para onde o seu dinheiro está indo. Uma forma de economizar dinheiro, é realizando pesquisas dos produtos que precisam ser comprados. Hoje, uma família com três pessoas não gasta menos de R$ 400 reais em um mercado, pois todos os produtos básicos acabaram subindo. Salanek comenta que acompanhar a variação dos preços e procurar outras marcas pode auxiliar o caixa. “É preciso fazer uma avaliação daquilo que é necessário comprar, além de um acompanhamento (pesquisas) da variação dos preços destes produtos. Procurar produtos que possuem maiores ofertas, em certos períodos, é uma boa forma de se estabelecer uma adaptação de consumo”.

Porém, é necessário que as famílias tenham esperança que as coisas irão melhorar. O Brasil já passou por outras crises, que acabaram com o tempo e a economia melhorou. Para Pedro Salanek, o mercado precisa de confiança para se restabelecer, dessa maneira o consumo cresce e faz a economia girar. “Temos que ficar esperançosos e acreditar que em breve teremos uma melhoria. Tanto que, o primeiro passo, para a superação desse momento é a recuperação da confiança, o que é fundamental para que as empresas voltem a investir e assim reverter o quadro atual de queda de consumo e aumento do desemprego”, completa o especialista.

 

Trabalho temporário precisa ser simplificado para gerar mais empregos

Um em cada quatro brasileiros com menos de 25 anos está desempregado. Cerca de 12 milhões de pessoas, somadas todas as faixas etárias, atualmente estão sem trabalho no Brasil. O cenário de instabilidade econômica exige a adoção de medidas emergenciais em prol da empregabilidade. “Se houver incentivo por parte do governo, o trabalho temporário pode contribuir para a redução do desemprego. As recentes Instruções Normativas do Ministério do Trabalho e as Súmulas do Tribunal Superior criaram uma série de contradições e impeditivos à contratação. É preciso facilitar a geração de empregos formais e decentes”, afirma Vander Morales, presidente da Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirização (Fenaserhtt).

O trabalho temporário, regulamentado no Brasil pela Lei 6.019/74 e utilizado no mundo todo, deve ser visto pelas autoridades como um importante aliado no combate ao desemprego. “As empresas se esforçam diariamente para permanecer no mercado e arcar com custos e tributos. Todas precisam de mão de obra e, com tantos desempregados, por que não facilitar a criação de vagas temporárias para situações específicas e emergenciais como a crise pela qual o país está passando?”, questiona Morales.

Grandes economias mundiais fazem uso do trabalho temporário para a empregabilidade em curto e médio prazo, não só pela geração de renda, mas também pela aquisição de habilidades e experiência profissional. Segundo relatório econômico anual divulgado recentemente pela Confederação Internacional das Agências Privadas de Emprego (International Conferation of Private Employment Services), quase 90% dos temporários e efetivados nos EUA relatam mais chances de emprego, com acréscimo de habilidades no currículo após o contrato. Destes, 58% acreditam que o trabalho temporário ajudou na efetivação.

TRABALHO TEMPORÁRIO NO MUNDO (SETORES)

40% Serviços
32% Indústria
10% Construção
8% Administração pública
3% Agricultura
17% Outros

DURAÇÃO DO CONTRATO (MÉDIA MUNDIAL)

29% menos de um mês
27% de um a três meses
49% mais do que três meses

Fonte: Ciett Economic Report 2016

 

Projeto Comprador da Mercopar é importante ferramenta para alavancar negócios

Caxias do Sul - No mundo real dos negócios, a dificuldade das micro e pequenas empresas em conseguir contato com grandes compradores é um entrave para a realização de negócios. O Projeto Comprador, que integra a programação da Mercopar desde a primeira edição da feira, em 1992, tem sido o palco apropriado para facilitar esta tão necessária aproximação entre empresas de todos os portes, significando uma oportunidade concreta para o fornecimento de produtos e serviços.

Na edição de 2015, o Projeto Comprador realizado na Mercopar, através das conhecidas Rodadas de Negócios, contou com cerca de 60 empresas compradoras que receberam mais de 300 pequenas empresas vendedoras. Foram 1.400 reuniões, incluindo até mesmo negociações via Skype com empresas de outros países.

Para a edição deste ano da Mercopar, que será realizada entre os dias 4 e 7 de outubro no Centro de Eventos da Festa da Uva, em Caxias do Sul, os prazos a serem observados para quem pretende participar do Projeto Comprador começaram no início de junho. Até o dia 31/08 as expositoras deverão fazer sua inscrição no Portal de Rodadas de Negócios (www.sebrae-rs.com.br/rodadasdenegocios). Nas duas primeiras semanas de setembro é possível visualizar a relação de compradores, analisando as demandas e selecionando as empresas onde exista o interesse no agendamento de reunião. Depois, os compradores analisam as solicitações e as agendas são elaboradas. As reuniões individuais, com duração de 15 minutos, acontecerão nos dias 5 e 6 de outubro.

Durante as rodadas, a empresa precisa estar preparada para apresentar seu material de divulgação e ter em mãos todas as informações, como capacidade de produção e tabela de preços. "É uma grande oportunidade de contatos e de negócios, especialmente para as micro e pequenas empresas, que devem aproveitar todas as oportunidades que se apresentam, ainda mais na conjuntura atual”, pontua o diretor-superintendente do SEBRAE/RS, Derly Fialho.

A Mercopar – Feira de Subcontratação e Inovação Industrial é realizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul (SEBRAE/RS) e pela Hannover Fairs Sulamerica, empresa do Grupo Deutsche Messe AG. O cadastro para visitação, assim como mais informações, podem ser obtidas pelo site www.mercopar.com.br.

 

Bibi recebe prêmio ADBV em qualidade de exportação

No dia 21 de junho, acontece a premiação “Top de Marketing e Vendas ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil)”, que tem como principal objetivo reconhecer e destacar, anualmente, empresas com atividades exportadoras de produtos e serviços, fabricados e/ou comercializados no Rio Grande do Sul que obtiveram o melhor desempenho, quantitativo ou qualitativo, no segmento exportador no ano anterior (2015).

A Calçados Bibi vai receber o prêmio em uma das categorias qualitativas, a de Destaque Mercadológico, que é para empresas que se destacaram pela sua capacidade mercadológica no mercado externo, seja em termos de consolidação de marca, seja em termos de gestão dos canais de distribuição e comercialização. Atualmente, a marca está presente em mais de 60 países, nos cinco continentes.

O Prêmio Exportação RS é realizado por um Conselho composto pelas principais instituições públicas e privadas ligadas ao mercado exportador. Além de promover as atividades vinculadas ao prêmio, o Conselho identifica, indica e valida as empresas que apresentaram em suas exportações os melhores resultados qualitativos e quantitativos, a partir da análise de dados fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

PRODUTOS ATÓXICOS

A Bibi é pioneira no Brasil na produção de produtos livres de substâncias tóxicas, ou seja, que não são nocivas à saúde dos pequenos. Desde 2014, a empresa trabalha em parceria com o IBTeC (Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçados e Artefatos) para monitorar toda a cadeia de matérias-primas e utilizar somente materiais que estão de acordo com os padrões internacionais quanto a substâncias tóxicas. É uma atitude que assegura o desenvolvimento saudável das crianças e a tranquilidade das mães e dos pais.

SAIBA MAIS SOBRE A CALÇADOS BIBI

Fundada em 1949, a Calçados Bibi é referência no mercado de calçados infantis. Com fábricas em Parobé (RS) e em Cruz das Almas (BA), produz cerca de 2,6 milhões de pares ao ano. Presente em mais de 60 países nos cinco continentes, no Brasil está em mais de 3.500 mil pontos de venda multimarcas, além do e-commerce e de uma rede de franquias com mais de 70 lojas.

A marca de calçados infantis é pioneira e líder em desenvolver produtos a partir de pesquisas e estudos científicos. Conquistou reconhecimento do setor a partir do trabalho que desenvolve com os calçados fisiológicos e no emprego de tecnologia da palmilha Fisioflex Bibi – que proporciona a sensação de andar descalço no seu público-alvo: as crianças. A empresa é ainda certificada pelo Selo Prata de Sustentabilidade, que atesta o compromisso com as iniciativas nos processos industriais, bem como o desenvolvimento de ações em sintonia com os pilares estabelecidos pelo programa Origem Sustentável: Ambiental, Econômico e Social.

Comprometida com o respeito à infância e à sustentabilidade, a Calçados Bibi tem seu próprio Código de Conduta, visando sempre a ética, a transparência, a agilidade e o bom convívio. Desta forma, a empresa leva seus valores não só ao mercado brasileiro mas também aos mercados mais competitivos do mundo, como Estados Unidos e Ásia, incluindo o Japão, construindo assim uma marca global de desejo.

 

Alta das vendas em abril não reverte tendência de queda no ano

Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a alta de 0,5% observada na comparação mensal nos dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) divulgados nesta terça-feira, 14 de junho,  pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra sinais pontuais de melhora nas vendas no varejo, mas ele alerta que ainda é cedo para falar em reversão da tendência de queda nos dados anuais, tendo em vista o cenário de recessão econômica com inflação elevada e baixa confiança dos empresários e dos consumidores. “As vendas no varejo têm sido influenciadas negativamente pelo desaquecimento da economia, aumento do desemprego e seu impacto sobre a renda e a confiança do consumidor. Além disso, a inflação ainda acima da meta oficial continua corroendo o poder de compra da população e a taxa de juros em patamar elevado encarece as parcelas das compras financiadas, desestimulando principalmente o consumo de itens de maior valor”, explica o presidente da instituição.

Para Pellizzaro Junior, o brasileiro ainda está reticente quando o assunto é consumo. “Com a confiança do consumidor em baixa e com os bancos e comércio mais criteriosos na concessão de financiamentos, é mais fraca a evolução do crédito na economia. Além disso, o apetite do consumidor para contrair novas dívidas está em desaceleração, uma vez que há grande incerteza no ambiente econômico”, explica.


Vendas sobem no mensal, mas acumulam queda no ano

Segundo o IBGE, as vendas no varejo restrito subiram 0,5% em abril na comparação com março, mas caíram 6,7% frente ao mesmo mês do ano passado. No acumulado deste ano, a retração é de 6,9%. Os setores que se destacaram positivamente na passagem de março para abril foram supermercados, hipermercados, produtos alimentícios, fumo e bebidas (1,1%), tecidos, vestuários e calçados (3,7%) e artigos de uso pessoal e domésticos (2,8%). Quando considerado o varejo ampliado, que inclui vendas de automóveis e de materiais de construção, a queda foi de 1,4% na variação mensal e de 9,1% na comparação anual.

 
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