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Vendas de imóveis novos seguem em queda, revelam os Indicadores ABRAINC-Fipe

São Paulo – Os Indicadores ABRAINC-Fipe referentes a março revelam o total de 10.804 unidades vendidas, com queda de 14,8% frente às vendas de março de 2015. Nos primeiros três meses deste ano, as vendas somaram 23.460 unidades, o equivalente a um recuo de 16% frente ao volume observado no mesmo período do ano anterior. Nos últimos 12 meses, o setor vendeu 105.020 unidades, queda de 15,8% frente ao período anterior.

Em março de 2016 foram lançadas 9.534 unidades, o que mostra uma elevação de 22,1% face ao mesmo mês de 2015. Já no acumulado de 2016 (jan-mar), os lançamentos totalizaram 14.172 unidades, volume 18,2% superior ao observado no mesmo período do ano anterior. Considerando os últimos 12 meses, o total lançado (65.740 unidades) ainda repercute queda de 6,0% face ao período precedente.

O vice-presidente executivo da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), Renato Ventura, avalia que a alta nos lançamentos no mês de março ainda não pode ser caracterizada como tendência, pois falta confiança do setor em retomar o crescimento diante do cenário econômico atual. “Ainda há dificuldade no cenário, com impacto no crédito e na confiança do comprador”, ressalta ele.

O levantamento mostra ainda que, em março de 2016, foram entregues 12.734 unidades, o que representa aumento de 14% em comparação ao número de entregas realizadas em março de 2015. As entregas totalizaram 29.505 unidades no acumulado de 2016, volume 4,2% inferior ao observado na mesma base de 2015. Nos últimos 12 meses, as entregas somaram 124.561 unidades, o que representa queda de 21,4% face ao período anterior.

Em sua oferta final, o mercado imobiliário disponibilizou 113.022 unidades para compra ao final de março, No mesmo período, foi vendido o equivalente a 8,9% da oferta do mês, percentual que representa uma queda de 2,1 pontos percentuais face ao Venda sobre Oferta (VSO) estimado em março de 2015 (11%). Com isso, estima-se que a oferta atual seja suficiente para garantir o abastecimento do mercado durante 11,2 meses, se o ritmo de vendas de março de 2016 for mantido.

Distratos

Nos três primeiros meses de 2016, o total de distratos foi de 11.524 unidades, patamar 4,7% superior ao observado no primeiro trimestre de 2015. Já no mês de março, os distratos somaram 4.438 unidades, o que representa um aumento de 14% frente ao número absoluto de distratos observados em março de 2015. Nos últimos 12 meses foram 50.166 unidades distratadas, o que equivale a uma elevação de 6,6% face ao período anterior.

Renato Ventura explica que a forma mais consistente de acompanhar o número este tema é realizando o cálculo por safra, com isso pode se ter um retrato mais preciso da ocorrência dos distratos no setor.

Luiz Fernando Moura, diretor da ABRAINC, ressalta que o perfil dos compradores tem mudado, acompanhando o novo ritmo do setor. “Estão ficando no mercado mais pessoas que compram para morar ou que investem com expectativa de retorno a médio e longo prazos”, conclui.

Região Sul

Em março, a participação da região Sul no setor foi de 861 em unidades lançadas, o que representa 9% no total nacional. As vendas de novos imóveis somaram 778, 7,2% do total vendido no Brasil pelas associadas ABRAINC.

Os empreendimentos da região entregaram 976 de novos imóveis, 7,7% da participação nacional. Já em relação à oferta final, a Região Sul contou com 10.200 unidades disponíveis para a venda, 9% do total nacional.

Metodologia mensal

Completados dois anos de estudo, os Indicadores ABRAINC-Fipe passam a ser divulgados no formato mensal por haver informações mais detalhadas e maior histórico do setor. Até o mês passado, os dados eram divulgados por trimestre móvel. O objetivo da mudança é facilitar o entendimento dos dados do setor imobiliário, alinhados com os outros indicadores da economia nacional, que também são calculados mensalmente.

Os Indicadores ABRAINC-Fipe são elaborados pela Fipe com informações de 19 das 26 associadas da ABRAINC que atuam em todo o país. O estudo, lançado em agosto de 2015, vem sendo construído pela Fipe desde janeiro de 2014, é o primeiro conjunto de indicadores do setor imobiliário obtidos nacionalmente.

Para a composição dos Indicadores são consideradas informações sobre lançamentos, vendas, entregas, oferta final e distratos do mercado primário de imóveis residenciais e comerciais. Divulgados mensalmente, os números são referentes ao mês de março de 2016.

Os dados que compõem os Indicadores são fornecidos à Fipe mensalmente pelas empresas associadas à Abrainc. Após compilar os dados, é feita cuidadosa verificação para garantir a consistência das informações e, se for o caso, as empresas são contatadas para eventuais ajustes ou validação. Em seguida, com os dados validados, os Indicadores Abrainc-Fipe são calculados e, posteriormente, disponibilizados.

Sobre a ABRAINC

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) foi constituída em 2013 com o objetivo de levar mais eficiência à gestão, qualificar e aprimorar o processo da incorporação imobiliária. Atualmente a ABRAINC reúne 26 companhias de capital aberto e/ou com presença nacional. Seu objetivo é representar essas empresas, fortalecendo o setor e contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país e de suas cidades. A associação atua em defesa da responsabilidade socioambiental, da ética, da integridade e das conformidades técnica, fiscal e urbanística.

Entre os principais temas em debate atualmente na associação estão as questões referentes aos processos de incorporação, ao impacto dos empreendimentos nas cidades, à burocracia nas diversas fases do negócio, à produtividade do setor e à ampliação do crédito e do financiamento.

 

Dias das Mães e Dia dos Namorados trazem boas perspectivas ao emprego no varejo gaúcho

Porto Alegre - A proximidade da celebração do Dia das Mães, em 8 de maio, traz a possibilidade de um reaquecimento dos níveis de empregabilidade no varejo gaúcho. A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul - FCDL-RS, acredita que a impulsão das vendas pela comemoração desta data especial, e, ainda, do Dia dos Namorados, em 12 de junho, poderá levar os lojistas a contratar novos colaboradores, ainda que as vagas sejam temporárias.
O presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, destaca que a entidade projeta, para abril, um saldo positivo de 2.600 empregos no varejo gaúcho, muito em função das datas comemorativas de maio e junho.
- São duas celebrações de grande valor sentimental. O Dia das Mães e o Dia dos Namorados sempre trazem bons índices de vendas. Mesmo que o ticket médio dos presentes sofra uma redução na comparação com anos anteriores, em função do encolhimento do orçamento das pessoas, entendemos que o volume de protudos comercializados será significativo - ressalta Vitor Koch.
O levantamento realizado pela FCDL-RS prevê que os 2.600 novos empregos que deverão surgir em abril sejam distribuídos da seguinte maneira pelas regiões do Rio Grande do Sul: Noroeste, 456; Nordeste, 298; Centro-Ocidental, 164; Centro-Oriental, 239; Metropolitana de Porto Alegre, 1.201; Sudoeste, 150; Sudeste, 138.
Em relação aos ramos lojistas, a maior quantidade de oportunidades para quem procura emprego estará centrada nas lojas de vestuário, com cerca de 400 vagas; calçados e artigos de viagem, 180 vagas; farmácias, 200 vagas; móveis, colchões e iluminação, 110 vagas; hiper e supermercados, 400 vagas.
Para maio, a perspectiva é de ainda se registrar um saldo positivo de 900 vagas no emprego varejista gaúcho, e, em junho, expansão em torno de 200 vagas, de acordo com o que vem acontecendo nos últimos anos no RS.
Como fatores que possam impulsionar as vendas no Dia das Mães e no Dia dos Namorados, a FCDL-RS indica para os lojistas gaúchos utilizar a criatividade em campanhas e promoções, com foco principal na maxinização da relação custo-benefício dos produtos à venda, para atrair os consumidores.

 

Quase 20 milhões já entregaram declaração do Imposto de Renda

Brasília - A Receita Federal recebeu até às 11 horas de hoje, 27 de abril,  mais de 19,56 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física 2016. Ainda faltam 8,94 milhões e o prazo de entrega termina na próxima sexta-feira, 29 de abril.

Os contribuintes que perceberem alguma inconsistência devem enviar uma declaração retificadora, que substituirá o documento originalmente enviado à Receita Federal. Algumas pessoas já podem consultar o extrato da declaração, segundo o coordenador do Programa do Imposto de Renda, Joaquim Adir.

Ele disse também que a Receita espera liberar todos os extratos para consulta até o dia 10 de maio, caso não haja imprevistos. Joaquim Adir reafirmou que não foram detectados problemas no recebimento das declarações.

Os contribuintes que perderem o prazo estarão sujeitos ao pagamento de multa mínima de R$ 165,74 e máxima de 20% do imposto devido.

Aplicativo

programa gerador da declaração para ser usado no computador pode ser baixado no site da Receita Federal. O aplicativo do Imposto de Renda para dispositivos móveis (tablets e smartphones) está disponível nos sistemas Android e iOS, da Apple. Os aplicativos podem ser baixados nas lojas virtuais de cada sistema.

O órgão liberou um perguntão elaborado para esclarecer dúvidas quanto à declaração e umvídeo de animação.

 

Comércio gaúcho sente o impacto do aumento do ICMS

Porto Alegre - O impacto do aumento de ICMS no Rio Grande do Sul pode ser considerado um dos fatores principais para o mau desempenho do varejo no início do ano. A constatação é da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul - FCDL-RS. Segundo o departamento de pesquisa da entidade, houve um aprofundamento recessivo no consumo do estado no primeiro mês do ano, com base em dados do IBGE. As vendas do comércio gaúcho, em janeiro, registraram queda de 16,22% se distanciando negativamente do desempenho médio nacional.

Com esse índice, o RS completa 16 meses de retração consecutiva do indicador e 7 meses de redução com dois dígitos. O resultado, segundo o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch, foi impulsionado pelo desempenho do ramo de veículos, mas também do setor de móveis e eletrodomésticos, que possuem influência direta do início da vigência do aumento do ICMS. O único segmento que segue com índices positivos de venda é de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos. Outro setor que apresenta queda significativa é o de Combustíveis e lubrificantes que teve redução de 18,21%

 

Governo propõe salário mínimo de R$ 946 para o próximo ano

Brasília - O salário mínimo no próximo ano deve chegar a R$ 946, valor que consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, enviado hoje, 15 de abril, pelo governo ao Congresso Nacional. Pela proposta, o salário mínimo terá aumento de 7,5% a partir de 1º de janeiro.

Desde 2011, o salário mínimo é reajustado pela inflação do ano anterior, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) de dois anos antes. A fórmula valerá até 2019.

Pela proposta, o salário mínimo passará para R$ 1.002,70 em 2018 e R$ 1.067,40 em 2019. Os reajustes também seguem a fórmula estabelecida em lei.

 

Exportações no trimestre caem 9,2% no Rio Grande do Sul

Porto Alegre - As exportações do Rio Grande do Sul fecharam com queda acentuada no primeiro trimestre de 2016, na comparação com o mesmo período do ano passado: somaram US$ 2,81 bilhões, o que representa uma retração de 9,2%. “Essa queda ocorre sobre uma base de comparação bastante deprimida, é preciso lembrar que no mesmo período do ano passado houve uma redução de 4,8%. Um dos fatores que contribuiu para o desempenho desse trimestre foi a diminuição nas vendas externas de farelo e óleo de soja, que influenciaram negativamente o setor de Alimentos gaúcho (-17,5%)”, avalia o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, ao divulgar o resultado da balança comercial gaúcha, nesta quinta-feira (14).
O industrial observa, ainda, que outros setores de grande contribuição para as exportações do RS também foram afetados. Os países que demandaram máquinas e equipamentos, bem como veículos automotores fabricados no Estado, por exemplo, reduziram seus pedidos em 25,5% e 28,2%, respectivamente. “Isso denota que as mercadorias perderam competitividade”, afirma o presidente da FIERGS.
Se for considerada apenas a indústria de transformação, ao vender um total de US$ 2,51 bilhões, a perda se reduz, mas mesmo assim é 5,3% menor em relação ao verificado no Estado de janeiro a março de 2015. Foi o pior resultado nos três primeiros meses desde 2009. De um total de 23 segmentos da indústria que registraram alguma operação de exportação, 13  caíram e dez cresceram. Se Produtos Alimentícios, Veículos Automotores e Máquinas e Equipamentos exerceram as maiores influências negativas, Celulose e Papel (448,5%) e Produtos Químicos (9,6%) tiveram desempenho positivo. As commodities sofreram retração de 31,9% (somando US$ 277 milhões), influenciadas pelas perdas referentes ao trigo (-66,1%).
Ainda sobre o trimestre, as importações totais recuaram 30,7%, somando US$ 1,77 bilhão, o valor mais baixo desde 2006 (US$ 1,57 bilhão).

MARÇO – Ao levar em conta somente março, ante o mesmo mês de 2015, a queda nas exportações alcançou 9% (em um total vendido de
US$ 1,14 bilhão). Na indústria de transformação, a diminuição chegou a 6% (US$ 979 milhões).

 
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