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Governo propõe salário mínimo de R$ 946 para o próximo ano

Brasília - O salário mínimo no próximo ano deve chegar a R$ 946, valor que consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, enviado hoje, 15 de abril, pelo governo ao Congresso Nacional. Pela proposta, o salário mínimo terá aumento de 7,5% a partir de 1º de janeiro.

Desde 2011, o salário mínimo é reajustado pela inflação do ano anterior, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) de dois anos antes. A fórmula valerá até 2019.

Pela proposta, o salário mínimo passará para R$ 1.002,70 em 2018 e R$ 1.067,40 em 2019. Os reajustes também seguem a fórmula estabelecida em lei.

 

Exportações no trimestre caem 9,2% no Rio Grande do Sul

Porto Alegre - As exportações do Rio Grande do Sul fecharam com queda acentuada no primeiro trimestre de 2016, na comparação com o mesmo período do ano passado: somaram US$ 2,81 bilhões, o que representa uma retração de 9,2%. “Essa queda ocorre sobre uma base de comparação bastante deprimida, é preciso lembrar que no mesmo período do ano passado houve uma redução de 4,8%. Um dos fatores que contribuiu para o desempenho desse trimestre foi a diminuição nas vendas externas de farelo e óleo de soja, que influenciaram negativamente o setor de Alimentos gaúcho (-17,5%)”, avalia o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Heitor José Müller, ao divulgar o resultado da balança comercial gaúcha, nesta quinta-feira (14).
O industrial observa, ainda, que outros setores de grande contribuição para as exportações do RS também foram afetados. Os países que demandaram máquinas e equipamentos, bem como veículos automotores fabricados no Estado, por exemplo, reduziram seus pedidos em 25,5% e 28,2%, respectivamente. “Isso denota que as mercadorias perderam competitividade”, afirma o presidente da FIERGS.
Se for considerada apenas a indústria de transformação, ao vender um total de US$ 2,51 bilhões, a perda se reduz, mas mesmo assim é 5,3% menor em relação ao verificado no Estado de janeiro a março de 2015. Foi o pior resultado nos três primeiros meses desde 2009. De um total de 23 segmentos da indústria que registraram alguma operação de exportação, 13  caíram e dez cresceram. Se Produtos Alimentícios, Veículos Automotores e Máquinas e Equipamentos exerceram as maiores influências negativas, Celulose e Papel (448,5%) e Produtos Químicos (9,6%) tiveram desempenho positivo. As commodities sofreram retração de 31,9% (somando US$ 277 milhões), influenciadas pelas perdas referentes ao trigo (-66,1%).
Ainda sobre o trimestre, as importações totais recuaram 30,7%, somando US$ 1,77 bilhão, o valor mais baixo desde 2006 (US$ 1,57 bilhão).

MARÇO – Ao levar em conta somente março, ante o mesmo mês de 2015, a queda nas exportações alcançou 9% (em um total vendido de
US$ 1,14 bilhão). Na indústria de transformação, a diminuição chegou a 6% (US$ 979 milhões).

 

Seis em cada dez brasileiros não sabem quanto devem, mostra SPC Brasil

São Paulo - Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) identificou quais são as principais dívidas e o comportamento frente ao processo de recuperação de crédito dos atuais inadimplentes e de quem esteve nessa situação há no máximo doze meses. Os dados indicam uma situação crítica no orçamento dos brasileiros: : seis em cada dez consumidores (58,9%) não sabem quanto estão devendo e 36,0% não sabe também a quantidade de empresas para que devem. Entre os que têm conhecimento, o valor médio das dívidas chega a R$ 3.422,29.

O estudo mostra que este descontrole também é expressivo em relação ao desconhecimento do número de parcelas realizadas no momento da compra e que das que não foram pagas. No caso do financiamento de um carro ou moto são 47,6 parcelas contratadas, em média, sendo que destas 9,6 não foram pagas. Também é significativa a média de parcelas não pagas para os empréstimos (9,6 de 26 parcelas contratadas).

De acordo com a pesquisa o cartão de crédito é o maior vilão entre as contas que levaram os brasileiros a ficarem com o nome sujo, para 43,4% dos entrevistados, seguido pelos empréstimos (23,5%) e cartão de lojas varejistas (19,3%). Na média, os brasileiros têm ou tinham contas em atraso com 2,1 empresas, percentual que cresce de forma significativa entre as mulheres e as pessoas pertencentes às classes C, D e E.

As principais justificativas para a falta de pagamento dessas contas foram o desemprego (29,2%) e a redução da renda (14,6%). De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os dois fatores conjugados pioram ainda mais a situação do orçamento dos brasileiros. “A atual conjuntura econômica está causando uma alta no número de desempregados e minando o poder de compra dos brasileiros devido à inflação elevada e as altas taxas de juros”, explica.

Com a inadimplência batendo à porta dos brasileiros, os setores que mais sofreram cortes para o pagamento das contas em atraso são o de lazer (41,2%), roupas e calçados (38,6%) e alimentação fora de casa (27,5%). A prioridade de pagamento das dívidas atrasadas é das que possuem a maior taxa de juros (37,2%), seguidas pelas que possibilitam a manutenção do consumo por serem utilizadas para o parcelamento de novas compras, ou seja, o cartão de crédito, os cartões de loja e o crediário (22,9%).

O estudo do SPC Brasil mostra que a consequência mais vivenciada por quase metade dos inadimplentes e ex-inadimplentes entrevistados é a restrição do pagamento parcelado ao fazer novas compras (45,5%), sendo possível somente fazer compras com pagamento à vista.


Mais da metade procura o credor para negociar as dívidas

De acordo com os dados, a estratégia mais adotada pelos entrevistados para quitar suas dívidas foi a tentativa de um acordo com o credor, para 57,1%, tendo sido feitos em média 2,5 contatos. No entanto, quando investigadas as maiores dificuldades enfrentadas para limpar o nome, o acordo com o credor também está em primeiro lugar, (36,3%) o que demonstra a dificuldade dos devedores no processo de negociação para o pagamento da dívida.

Segundo a economista, as propostas feitas pelas empresas credoras às vezes são incompatíveis com as possibilidades de pagamento dos entrevistados. “Ainda que os descontos negociados sejam consideráveis, podem ser insuficientes e os consumidores podem acabar em um ciclo vicioso de contrair novas dívidas e empréstimos para quitá-las”, diz Kawauti. “As altas taxas de juros do mercado merecem atenção dos brasileiros, que devem ponderar os valores de cada crédito contratado e sua capacidade de honrar os pagamentos.”

Na percepção dos entrevistados, a situação de inadimplência é resolvida, na média, em 16 meses e a intenção de pagamento é motivada principalmente por essa ser considerada uma atitude correta (65,0%). Porém, apenas 51,5% dos entrevistados acreditam que ter o nome limpo é importante, independente de qualquer situação ou contexto.


Oito em cada dez fazem contraproposta ao credor

A pesquisa mostra que oito em cada dez brasileiros (78,8%) inadimplentes ou ex-inadimplentes fizeram uma contraproposta ao credor e 41,4% se prepararam para poder debater as condições para quitação da dívida, sendo o telefone o meio mais utilizado para entrar em contato com a empresa credora. Entre os que não fizeram uma contraproposta, a justificativa mais comum é que a proposta feita pela empresa credora foi considerada interessante pelos entrevistados. Além da negociação, as empresas ainda ofereceram um desconto médio de 24% para o pagamento da dívida à vista, sendo esta a principal forma de pagamento (56,4%) seguida pelas parcelas no carnê ou crediário (21,7%).

O principal motivo para aceitar a proposta de negociação foi o valor acessível da prestação, independente do valor final da dívida e considerando os juros. Para viabilizar o pagamento da renegociação, os entrevistados pretendem economizar ou cortar gastos. Mudar os hábitos e economizar também foi a principal atitude dos entrevistados (30,9%) quando descobriram que estavam com o nome sujo.

O educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz​, José Vignoli, afirma que esse, de fato, é o melhor caminho a ser seguido por quem está com o nome sujo. “Quem está endividado deve cortar ao máximo os gastos e concentrar esforços para a negociação das contas em atraso”, afirma. “É preciso pagar primeiro as dívidas com juros mais altos e, se necessário, até mesmo fazer a portabilidade da dívida para outro banco ou modalidade que tenha taxas menores. Agora, o mais importante é ter em mente que neste momento não se deve assumir novas pendências, comprar coisas desnecessárias.”

Entre os entrevistados que não estão mais inadimplentes, 67,4% pagaram todas as prestações ou estão com as prestações em dia e 32,6% estão devendo ao menos uma parcela. Após a quitação das dívidas, 78,3% dos ex-inadimplentes verificaram se de fato o nome foi retirado dos cadastros de proteção ao crédito.


51% desconhecem sites e aplicativos de negociação de dívidas

O estudo do SPC Brasil e CNDL identificou o desconhecimento sobre sites e aplicativos de celular de negociações de dívidas. Cerca de metade dos entrevistados (51,0%) afirmaram não conhecer essas plataformas, principalmente as pessoas com 55 anos ou mais (63,4%).

A falta de confiança se o nome será de fato limpo (24,5%) e de conhecimento sobre como utilizar o site (18,2%) ainda representam barreiras a serem vencidas por este tipo de serviço online.

Última atualização ( Sex, 08 de Abril de 2016 11:09 )
 

Mercado financeiro projeta queda da economia em 3,73% este ano

Brasília - A projeção de instituições financeiras para a queda da economia este ano passou pelo 11º ajuste consecutivo. Agora, a estimativa para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi alterada de 3,66% para 3,73%.

Para 2017, a expectativa de crescimento foi reduzida de 0,35% para 0,30% no terceiro ajuste seguido. As estimativas fazem parte do boletim Focus, publicação divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com base em projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

As instituições financeiras alteraram a projeção para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 7,31% para 7,28%, no quarto ajuste seguido. Para 2017, a estimativa segue em 6% há oito semanas consecutivas. As projeções ultrapassam o centro da meta que é 4,5%. O teto da meta é 6,5% este ano, e de 6% em 2017.

Taxa de juros

Em um cenário de retração da economia, as instituições financeiras esperam que o BC reduza a taxa básica de juros, a Selic. A expectativa para a taxa ao final de 2016 passou dos atuais 14,25% para 13,75% ao ano. Para 2017, a mediana das expectativas (desconsiderando os extremos nas projeções) é que a Selic encerre o período em 12,50% ao ano.

Essa projeção de redução da Selic é feita mesmo com a afirmação do BC de que não trabalha com a possibilidade de flexibilização de política monetária. Em entrevista coletiva de apresentação do Relatório de Inflação, na última quinta-feira (31), o diretor de Política Econômica do BC, Altamir Lopes, reforçou que não deve haver redução da Selic. “O mercado que se ajuste”, disse.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Comitê de Política Monetária (Copom) barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), que foi ajustada de 7,43% para 7,41% este ano. Para o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 7,68% para 7,67%, em 2016.

A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) segue em 7% em 2016. A projeção para os preços administrados foi alterada de 7,30% para 7,40% este ano e mantida em 5,50% em 2017.

E o cálculo para a cotação do dólar passou de R$ 4,15 para R$ 4, no fim de 2016, e de R$ 4,20 para R$ 4,10, ao final do próximo ano.

Última atualização ( Seg, 04 de Abril de 2016 11:52 )
 

Balança: superávit de US$ 4,4 bilhões é o melhor para março desde 1989

Brasília - A balança comercial brasileira teve superávit (exportações maiores que importações) de US$ 4,435 bilhões em março. É o melhor resultado para meses de março desde o início da série histórica da balança, em 1989. Os dados foram divulgados hoje (1°) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O saldo positivo resultou de US$ 15,994 bilhões em exportações e US$ 11,559 bilhões em importações. As vendas externas caíram 5,8% sobre março de 2015 e subiram 3,5% em relação a fevereiro de 2016 segundo o critério da média diária, que mede o valor negociado por dia útil.

Do lado das compras do Brasil no exterior, houve queda de 30% no volume diário negociado na comparação com março de 2015, e de 3,1% na comparação com fevereiro de 2016.

Última atualização ( Sex, 01 de Abril de 2016 16:42 )
 

Cresce a inadimplência das empresas brasileiras

Porto Alegre - Pesquisa realizada pelo SPC, em fevereiro, apontou o crescimento do número de empresas inadimplentes no Brasil. Os dados apontam que a região Nordeste teve um aumento de 16,59% na comparação com o mesmo mês de 2015, ficando atrás as regiões Centro-Oeste (15,81%), Norte (11,29%) e Sul (10,89%).
Para a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul - FCDL-RS, gestora do SPC, o indicador mais preocupante do levantamento diz respeito ao fato dos setores credores que concentram a maior parte das dívidas de pessoas jurídicas, ou seja, para quem as empresas estão devendo, serem o de Serviços e o Comércio. Na região Sul, por exemplo, 72,40% dos débitos não quitados são com o setor de Serviços.
- Vemos um fenômeno complicado neste processo, pois representa o crescimento da taxa de inadimplência entre empresas. Isso reflete a piora do cenário econômico, retratando o período de recessão pelo qual estamos passamos - aponta o presidente da FCDL-RS, Vitor Augusto Koch.
Para ele, o decréscimo do consumo das famílias está afetando o faturamento das empresas e sua capacidade de honrar com seus compromissos.
- Mais importante se faz que empresários, trabalhadores e a sociedade em geral reajam diante da situação atual do país, que desagrada a todos. Por meio da campanha de mobilização intitulada "Salve o Brasil", a FCDL-RS está fortemente empenhada em defender bandeiras que evitem esse tipo de situação, lutando por menos impostos, mais investimentos em saúde, educação e segurança, além da promoção da livre iniciativa. Só assim poderemos ver o quadro recessivo atual, que afeta os cidadãos e as empresas, ser revertido - salienta Vitor Koch.
A região Nordeste brasileira também lidera o crescimento no número de dívidas de pessoas jurídicas, com um aumento de 20,45% na comparação com fevereiro de 2015. Na região Sul, a elevação foi de 14,88%.

 
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