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Economia

Inadimplência das empresas desacelera em outubro e cresce 7,27%

O crescimento do número de empresas inadimplentes desacelerou em outubro deste ano em relação ao mês anterior, porém segue apresentando taxas expressivas. De acordo com o indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a alta foi de 7,27% na comparação com outubro do ano passado - em setembro a variação anual havia sido de 9,61%. Além do aumento no número de empresas inadimplentes, houve também um crescimento da quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas: 7,49% maior em outubro frente ao mesmo mês de 2015.

Os dados levam em consideração todas as regiões brasileiras, incluindo o Sudeste. A região estava com os dados suspensos em virtude da Lei Estadual nº 15.659, que dificulta a negativação de devedores em São Paulo. Como a nova legislação completou um ano, os dados interanuais passam a ser comparáveis. Segundo o indicador, a região em que mais aumentou o número de empresas inadimplentes no último mês foi o Nordeste, com avanço de 10,24% na comparação com igual período de 2015. Em seguida aparece o Norte, que registrou avanço de 9,62%, o Sul (6,80%), o Centro-Oeste (6,70%) e o Sudeste (5,65%).

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, ainda que o ambiente de maior restrição do crédito faça com que a inadimplência cresça com menos força, a recessão econômica afeta diretamente a capacidade das empresas de honrarem seus compromissos, efeito que se soma aos juros elevados que encarecem o custo do capital. “Depois de acelerar no segundo semestre de 2015, a inadimplência de pessoas jurídicas voltou a desacelerar a partir março de 2016. Admitindo-se que a recuperação da economia se inicie no próximo ano e que o mercado de crédito ainda levará algum tempo até mostrar expansão novamente, a inadimplência das empresas, mesmo que continue crescendo, deverá manter a tendência de desaceleração em 2017”, explica Pinheiro.

De acordo com o indicador do SPC Brasil, no mês de outubro o principal crescimento do número de empresas inadimplentes foi no setor de serviços, com variação de 10,40%. Em seguida, aparecem a indústria (7,38%), o comércio (6,30%) e a agricultura (-9,73%).

Com relação ao crescimento de dívidas de pessoas jurídicas pelo setor credor, ou seja, para quem as empresas estão devendo, o comércio aparece com a maior alta (12,86%), seguido pela indústria (9,85%). Completam o ranking de setor credor o segmento de serviços, que engloba bancos e financeiras (6,31%) e de agricultura (0,12%).

Metodologia

O indicador de inadimplência das empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

 

Dívidas com compras de Natal do ano passado deixaram dois em cada dez brasileiros inadimplentes

Se os consumidores não ficarem atentos com os gastos, a compra de presentes para o Natal pode se tornar uma grande dor de cabeça. Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) identificou que dois em cada dez brasileiros (19,4%) ficaram com o nome sujo por causa das dívidas feitas com a comprade presentes de Natal e festas de fim de ano em 2015.

Quase quatro em cada dez consumidores (36,4%) interessados em comprar presentes para o Natal deste ano possuem contas com o pagamento em atraso e, além disso, parte dos entrevistados deixará de pagar alguma conta, seja para comprar presentes (4,2%), em razão das festas de Natal (3,9%) ou para fazer as comemorações de ano novo (4,4%). Outros 39% dos que pretendem comprar presentes este ano estão com o nome sujo no momento, independente da compra.

No geral, considerando apenas quem ficou com o nome sujo devido as compras do Natal de 2015, 54%, ainda estão nessa situação. Dentre os que sabem dizer o valor das dívidas geradas com as festas e os presentes de Natal em 2015 e que acabaram levando à negativação (40,6%), o valor total chega a R$ 921,57, em média.

Segundo o educador financeiro do SPC Brasil e do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, o maior risco é se deixar levar pelas emoções que tomam conta das pessoas nesta época. “É normal querer agradar os amigos e familiares e participar das comemorações, mas não se pode desconsiderar a própria realidade financeira. Na hora de ir às compras, o ideal é planejar bem as despesas e saber exatamente o quanto a pessoa pode gastar com presentes e festas”, explica Vignoli. “Além disso, é preciso evitar as aquisições feitas por impulso, que frequentemente levam ao desequilíbrio financeiro. O melhor presente é sempre aquele que cabe no bolso do consumidor”, alerta.


58% irão parcelar as compras de Natal de 2016

A pesquisa mostra que 16,4% dos entrevistados admitem que costumam gastar mais do que podem na compra de presentes de Natal. O educador financeiro alerta para o que pode ser um aliado na hora das compras, mas também um grande impulsionador desse descontrole financeiro: o parcelamento.

Mais da metade dos consumidores (58,2%) que irão presentear neste Natal afirmam que irão parcelar as compras, percentual acima do identificado em 2015 (52,4%), principalmente os homens (63,9%) e pertencentes às classes A e B (66,3%). A razão mais citada para justificar essa forma de pagamento é o fato de conseguir ter condições de comprar os presentes para todas as pessoas que consideram importantes (30,6%).

Outros 20,8% garantem que mesmo tendo condições de pagar à vista, preferem parcelar em diversas prestações para garantir sobras de dinheiro nas finanças. Ainda assim, é relevante o percentual de pessoas que afirmam só comprar presentes de Natal que puderem pagar à vista, sem fazer dívidas (41,8% - abaixo dos 47,6% no ano passado).


Metodologia

As entrevistas se dividiram em duas partes. Inicialmente ouviu-se 1.632 consumidores nas 27 capitais para identificar o percentual de quem pretendia ir às compras no Natal e, depois, a partir de 600 entrevistas, investigou-se em detalhes o comportamento de consumo no Natal. A margem de erro é de no máximo 2,4 e 4,0 pontos percentuais, respectivamente. A uma margem de confiança de 95%

 

Para 77% dos empresários, reforma da previdência é necessária

Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com empresários de todos os portes revela que três em cada quatro (76,9%) entrevistados consideram a reforma da previdência necessária para o país. Somente 15,2% dos empresários dos segmentos do varejo e serviços disseram que as regras devem ser mantidas como estão. Apesar da maioria dos empresários consultados considerar a reforma necessária, nem todos avaliam que as propostas apresentadas até o momento são as melhores: 39,4% defendem mudanças na legislação com regras diferentes das que estão em discussão atualmente.

A pesquisa demonstra que a discussão sobre a reforma da previdência é de conhecimento de boa parte dos empresários brasileiros. Três em cada quatro (76,3%) empresários disseram estar acompanhando ou pelo menos já ouviram falar no assunto. “A economia brasileira vive uma das maiores recessões de sua história com uma situação fiscal bastante desfavorável. Entre tantos ajustes necessários para reestabelecer o crescimento sustentável, um dos mais importantes é a reforma da previdência, que poderá equilibrar o orçamento público garantindo um futuro de prosperidade para todos os brasileiros”, diz o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Quase a metade (48,7%) dos empresários acredita que a reforma da previdência deve ser urgente. Dentre os motivos para que as alterações sejam feitas de maneira rápida, o mais citado é o alto déficit na previdência (44,8%), seguido daqueles que acreditam que o sistema é injusto e deve ser resolvido o quanto antes (37,0%). Considerando os 37,8% de entrevistados que defendem o adiamento de uma decisão, o motivo mais mencionado é a necessidade de se pensar a reforma de maneira mais profunda (76,5%).

Em linhas gerais, a proposta em discussão pública fixa uma idade mínima de 65 anos para aposentadoria a valer para homens e mulheres, tanto da iniciativa privada quanto do setor público. Trabalhadores com idade acima de 50 anos seriam submetidos a um regime de transição. A proposta ainda não foi formalizada pelo governo e poderá sofrer alterações até que passe pelo crivo do Congresso. As principais justificativas para a alteração da regra é o déficit da previdência e a evolução demográfica do país.  “No ano passado, o déficit do INSS foi de R$ 86 bilhões, quadro que se agrava quando se põe na conta as projeções do IBGE que indicam que a população acima de 60 anos, hoje estimada em 12% da população total, poderá representar 30% dos brasileiros em 2030. No ritmo atual, essa conta ficará insustentável no futuro, sem garantia de que os benefícios poderão ser pagos integralmente”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Para 34,3% dos empresários consultados, as novas regras da previdência devem valer para todos, incluindo quem já contribui ou não para o sistema. Os 65,7% restantes, dividem-se entre quem defende a ideia de que as regras devem ser alteradas somente para quem ainda não contribui (35,3%) e os que preferem aumento de impostos, mantendo as regras atuais (9,5%). Há ainda 17,3% que preferiram não responder e 3,6% que apresentaram outras alternativas.

Reforma da previdência tem apoio de 46% dos empresários

Segundo o levantamento, 46,4% dos empresários brasileiros aprovam a reforma da previdência. A principal justificativa é o fato de que as mudanças nas regras da aposentadoria tornarão a previdência mais sustentável (27,0%). Outras razões ainda mencionadas são tornar o sistema mais justo, eliminando diferenças entre funcionários da iniciativa privada e pública (20,5%), o envelhecimento da população (17,1%) e evitar o aumento da carga tributária, que provavelmente seria uma alternativa para financiar a previdência (11,5%).

Quatro em cada dez (37,5%) empresários consultados pelo SPC Brasil disseram que a reforma da previdência melhoraria a sustentabilidade financeira do país, uma vez que a população se manteria por mais tempo no mercado de trabalho e, consequentemente, geraria mais renda (17,6%) e adiaria o pagamento de benefícios por parte do Estado (14,7%).

Já entre os 37,5% de empresários que desaprovam a reforma da previdência, a razão mais citada é o reconhecimento de que pessoas que já contribuíram por muito tempo merecem se aposentar cedo (35,4%). Além disso, 21,0% desses entrevistados alegam que a reforma vai acabar com o fator previdenciário, prejudicando quem trabalhou mais do que 30 ou 35 anos.

77% apoiam regulamentação de jogos de azar para bancar reforma

Dentre os temas que estão sendo discutidos, os que mais têm a concordância dos empresários sondados são a equiparação das regras entre funcionários públicos e privados (81,6%) e a possibilidade de regulamentar jogos de azar, cuja renda seria destinada ao custeio da previdência (77,4%).

Outras alterações citadas como alternativas positivas a serem consideradas são definir uma avaliação diferenciada para a aposentadoria de determinadas categorias profissionais que trabalham a noite, em situação de risco ou que sofrem mais desgastes (74,7%), estabelecer uma transição da mudança da lei para quem já está contribuindo, evitando injustiças com quem está próximo de se aposentar (71,8%) e determinar que a reforma só atinja pessoas que entrarem no mercado de trabalho após a promulgação da emenda, respeitando os direitos adquiridos, sem afetar os atuais contribuintes (69,5%).

A pesquisa mostrou ainda que 75,3% dos empresários consultados acreditam que a aposentadoria por invalidez e o auxílio doença também devem ser revisados, principalmente para impedir que algumas pessoas burlem o sistema (57,8%).

“A reforma da previdência é um tema polêmico, mas que não pode ser tratado como tabu. Quanto mais o país demorar a enfrentar a realidade, mais difícil será cobrir o fosso que se abre entre a despesa e a arrecadação, pois à medida que a população envelhece, haverá menos pessoas ativas contribuindo para o sistema previdenciário. A evolução da situação demográfica brasileira e o orçamento deficitário público agravado nos últimos anos já influenciam a opinião pública de que o Brasil terá de fazer mudanças profundas, duras e necessárias. Ainda que os empresários discordem de alguns pontos, a maioria vê a reforma da previdência como algo inevitável”, diz Pinheiro.

Metodologia

A pesquisa ouviu 822 empresários dos ramos do comércio e de serviços nas 27 capitais e no interior do Brasil. A margem de erro é de no máximo 3,4 pontos percentuais e a margem de confiança de 95%

 

Estudo revela as 20 cidades com maior renda média do Brasil; veja ranking

A cidade com maior renda média domiciliar do País não é uma capital, mas fica perto. Santana de Parnaíba, na região metropolitana de São Paulo, lidera o ranking das 20 cidades brasileiras com maior renda média domiciliar do Brasil, seguida por São Caetano do Sul (SP) e Niterói (RJ). Destes 20 municípios, 14 estão na região Sudeste. O levantamento foi realizado pela Geofusion, empresa especializada em inteligência geográfica de mercado, e está disponível em http://blog.geofusion.com.br/estudo-20-cidades-maior-renda-brasil. Em quarto lugar, ficou Nova Lima (MG) e, em seguida, está Vitória (ES), a primeira capital da lista.

As 20 cidades brasileiras com maior renda

Posição

Região

Município

UF

Renda Média 2015 (R$)

Sudeste

Santana de Parnaíba

SP

10.225,53

Sudeste

São Caetano do Sul

SP

9.796,21

Sudeste

Niterói

RJ

9.494,79

Sudeste

Nova Lima

MG

9.052,53

Sudeste

Vitória

ES

8.179,40

Centro-oeste

Brasília

DF

7.917,93

Sudeste

Valinhos

SP

7.650,65

Sudeste

Santos

SP

7.486,78

Sudeste

Vinhedo

SP

7.458,77

10º

Sudeste

São Paulo

SP

7.355,29

11º

Sul

Rio Fortuna

SC

7.309,96

12º

Sudeste

Rio de Janeiro

RJ

7.210,82

13º

Sul

Florianópolis

SC

7.179,68

14º

Sudeste

Belo Horizonte

MG

7.138,89

15º

Sudeste

Jundiaí

SP

6.853,17

16º

Sul

Porto Alegre

RS

6.721,99

17º

Sul

Curitiba

PR

6.696,30

18º

Sudeste

Holambra

SP

6.691,21

19º

Sudeste

Santo André

SP

6.476,55

20º

Sul

Guabiju

RS

6.340,90

Os rankings de renda de cada região, bem como o das capitais brasileiras, estão no blog da Geofusion.

A região Sudeste também se destaca por receber 48,76% da população turística de negócios, tendo 247 cidades com potencial para este tipo de turismo. Outro dado interessante é que das 20 cidades do ranking, nove estão no estado de São Paulo - o mais populoso do Brasil, com aproximadamente 44,4 milhões de habitantes, concentrando 21,7% da população total do País, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estátística (IBGE). A economia de suas representantes neste ranking é baseada principalmente nos setores de comércio e serviços, como é o caso da primeira colocada, Santana de Parnaíba.

A segunda região que mais se destaca entre as cidades com maior renda média é a Sul – com cinco municípios. Um ponto interessante são que Rio Fortuna (SC), em 11° lugar, e Guabiju (RS), na 20ª posição, possuem menos de 5 mil habitantes, 4.582 e 1.612, respectivamente; e a economia é baseada principalmente na agropecuária familiar. São considerados excelentes locais para se viver, pois apresentam um elevado Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), segundo o IBGE. Rio Fortuna tem IDH de 0,806 e Guabiju de 0,758.

Brasília, no Distrito Federal, é a única representante da região Centro-Oeste e se encontra na 6ª posição, a frente de capitais como São Paulo - SP (10ª), Rio de Janeiro - RJ (12ª), Florianópolis - SC (13ª), Belo Horizonte - MG (14ª), Porto Alegre - RS (16ª) e Curitiba - PR (17ª). A capital do Brasil, que hoje está à beira de atingir os 3 milhões de habitantes, foi projetada para que não ultrapassasse os 500 mil - esse número foi superado entre as décadas de 70 e 90, mas, como pode-se notar, conseguiu evoluir sem afetar a média de seu nível de renda. Além de ser um centro político, a cidade também se apresenta como um importante eixo financeiro. Por ser extremamente plana, a construção civil é um dos fortes setores de sua economia, assim como a agricultura. Cidades das regiões Norte e Nordeste não apareceram entre as 20 com maior renda.

O estudo foi baseado nas Projeções Sociodemográficas 2015 da Geofusion, que estimam dados sobre o perfil da população de todo o Brasil. A metodologia leva em conta diversas pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como o Censo, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e Estimativas e Contagens da População.

Sobre a Geofusion

A Geofusion é uma empresa de inteligência geográfica de mercado com 20 anos de história e mais de 300 clientes. O foco da companhia é ajudar profissionais a descobrir onde vender mais, reduzir custos e alcançar melhores resultados.

Para cumprir essa missão, a Geofusion desenvolveu o OnMaps, um software na nuvem que ajuda seus clientes a dominarem o mercado. O OnMaps proporciona tecnologia, conteúdo e inteligência para análises que geram decisões seguras e de alto impacto.

www.geofusion.com.br

 

Cresce desemprego pelo segundo mês consecutivo na RMPA

O desemprego aumentou pelo segundo mês consecutivo na Região Metropolitana de Porto Alegre. “A razão é o aumento na População Economicamente Ativa (PEA), ou seja, aumento do ingresso de pessoas no mercado de trabalho. A ocupação até cresceu, mas foi insuficiente para absorver o crescimento do número de pessoas que procuram uma vaga”, explicou a economista da FEE, Iracema Castelo Branco, durante coletiva de apresentação dos dados da PED-RMPA, nesta quarta-feira, 26.

Os dados da pesquisa realizada por FEE, DIEESE e FGTAS revelaram que a taxa de desemprego total passou de 10,7% em agosto para 11,0% em setembro. A taxa de desemprego aberto teve aumento leve, ao passar de 9,6% para 9,9% da PEA. O número total de desempregados foi estimado em 211 mil pessoas, mais 7 mil em relação ao mês anterior. Conforme destaca Iracema, esse resultado deveu-se ao fato de que a oferta de novas vagas (mais 7 mil, 0,4%) é menor que o número de pessoas que passaram a procurar um emprego (mais 14 mil, 0,7%). Em setembro, o contingente foi estimado em 1.705 mil ocupados.

Iracema avalia que o aumento da PEA está ocorrendo nos últimos dois meses, revertendo uma tendência anterior. “Desde setembro de 2015, a taxa de desemprego estava estável ao redor de 10% e essa estabilidade se dava em função da redução da PEA. No entanto, esse cenário alterou nos últimos dois meses, quando passou a se registrar um aumento da PEA”, pontua. A pesquisadora explica que isso vem pressionando a taxa de desemprego porque a ocupação não cresce o suficiente para absorver a quantidade de pessoas que ingressam no mercado de trabalho.

Setores e posição na ocupação

Os setores que registraram aumento de empregos foram o Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas (mais 12 mil ocupados, ou 3,8%), a indústria de transformação (mais 4 mil ocupados, ou 1,3%) e a construção (mais 3 mil ocupados, ou 2,5%). Já o setor de serviços teve redução de 12 mil ocupados ou taxa de -1,3%.

O aumento de 23 mil vagas (2,4%) no setor privado foi responsável pela elevação de 1% do contingente de assalariados (mais 12 mil), já que o setor público registrou redução de 11 mil vagas (-5,5%). Ainda no âmbito do setor privado houve 12,8% de crescimento do emprego sem carteira assinada (mais 11 mil), enquanto o emprego com carteira aumentou 1,3% (mais 12 mil). Segundo o informe, em relação aos demais contingentes, constatou-se aumento no emprego doméstico (mails 8 mil, ou 8,9%) e redução para os trabalhadores autônomos (menos 2 mil, ou -0,8%) e para o agregado demais posições, que inclui empregadores, donos de negócio familiar, trabalhadores familiares sem remuneração, profissionais liberais, etc. (menos 11 mil, ou -6,1%).

Menos renda

Entre julho e agosto de 2016, o rendimento médio real apresentou redução de 5,9% para o total de ocupados, -5,7 para os assalariados e -7,8 % para os trabalhadores autônomos, correspondendo a R$ 1.846, R$ 1.880 e R$ 1.522 respectivamente.

 

Inadimplência das empresas volta a acelerar em setembro e cresce 12,20%

Região Nordeste lidera a alta dos atrasos em nome de pessoas jurídicas. Maior parte das empresas devedoras é do ramo do comércio
O número de empresas inadimplentes voltou a acelerar em setembro deste ano, após desacelerar por dois meses seguidos. De acordo com o indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a alta foi de 12,20% na comparação com setembro do ano passado. Apesar do patamar ainda elevado, o crescimento da inadimplência em setembro é o terceiro menos intenso observado nos últimos nove meses da série histórica. Além do aumento no número de empresas inadimplentes, houve também um crescimento na variação da quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas: 14,55% a mais em setembro frente a igual mês de 2015. Já na passagem de agosto de 2016 para o último mês de setembro, sem ajuste sazonal, a alta foi de 1,26% na quantidade de empresas inadimplentes e de 1,09% no volume de dívidas.
Os dados levam em consideração todas as regiões brasileiras com exceção do Sudeste, onde vigora no estado de São Paulo a Lei Estadual nº 15.659 que dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas. Segundo o indicador, a região em que mais aumentou o número de empresas negativadas no último mês foi o Nordeste, com avanço de 14,62% na comparação com igual período de 2015. Em seguida aparece o Norte, que registrou avanço de 12,69% na mesma base de comparação, o Centro-Oeste (11,22) e o Sul (9,78%).
Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a recessão econômica afeta a capacidade das empresas de honrarem seus compromissos, principalmente por conta dos juros elevados, que encarecem o custo do capital. “A atividade econômica ainda enfraquecida prejudica o faturamento das empresas e, consequentemente a sua capacidade de pagamento. Se o cenário de recuperação econômica se confirmar, o que ainda não parece tão claro, podemos esperar uma desaceleração mais intensa no ritmo ainda alto do crescimento da inadimplência”, explica Pinheiro.
O setor que concentra o maior número de empresas negativadas é o de comércio. Mais da metade (50,29%) das empresas inadimplentes são estabelecimentos comerciais. O ramo de serviços aparece  com a segunda maior participação, concentrando 34,53% do total de pessoas jurídicas negativadas. No mês de setembro, o principal crescimento de empresas inadimplentes foi no setor de serviços, com variação de 15,22%. Em seguida, aparecem o comércio (11,67%), a indústria (11,51%) e a agricultura (7,33%).
De acordo com o indicador do SPC Brasil, o setor credor que apresentou o maior crescimento das dívidas de pessoas jurídicas - ou seja, para quem as empresas estão devendo - são o comércio (17,95%), seguidas das indústrias (17,14%). Completam o ranking de setor credor o segmento de serviços, que engloba bancos e financeiras (13,92%) e de agricultura (0,25%).
Metodologia
O indicador de inadimplência das empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), com exceção da região Sudeste, uma vez que a chamada “Lei do AR” impõe dificuldades para negativação no estado de São Paulo. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

Região Nordeste lidera a alta dos atrasos em nome de pessoas jurídicas. Maior parte das empresas devedoras é do ramo do comércio

O número de empresas inadimplentes voltou a acelerar em setembro deste ano, após desacelerar por dois meses seguidos. De acordo com o indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a alta foi de 12,20% na comparação com setembro do ano passado. Apesar do patamar ainda elevado, o crescimento da inadimplência em setembro é o terceiro menos intenso observado nos últimos nove meses da série histórica. Além do aumento no número de empresas inadimplentes, houve também um crescimento na variação da quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas: 14,55% a mais em setembro frente a igual mês de 2015. Já na passagem de agosto de 2016 para o último mês de setembro, sem ajuste sazonal, a alta foi de 1,26% na quantidade de empresas inadimplentes e de 1,09% no volume de dívidas.

Os dados levam em consideração todas as regiões brasileiras com exceção do Sudeste, onde vigora no estado de São Paulo a Lei Estadual nº 15.659 que dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas. Segundo o indicador, a região em que mais aumentou o número de empresas negativadas no último mês foi o Nordeste, com avanço de 14,62% na comparação com igual período de 2015. Em seguida aparece o Norte, que registrou avanço de 12,69% na mesma base de comparação, o Centro-Oeste (11,22) e o Sul (9,78%).

Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a recessão econômica afeta a capacidade das empresas de honrarem seus compromissos, principalmente por conta dos juros elevados, que encarecem o custo do capital. “A atividade econômica ainda enfraquecida prejudica o faturamento das empresas e, consequentemente a sua capacidade de pagamento. Se o cenário de recuperação econômica se confirmar, o que ainda não parece tão claro, podemos esperar uma desaceleração mais intensa no ritmo ainda alto do crescimento da inadimplência”, explica Pinheiro.

O setor que concentra o maior número de empresas negativadas é o de comércio. Mais da metade (50,29%) das empresas inadimplentes são estabelecimentos comerciais. O ramo de serviços aparece  com a segunda maior participação, concentrando 34,53% do total de pessoas jurídicas negativadas. No mês de setembro, o principal crescimento de empresas inadimplentes foi no setor de serviços, com variação de 15,22%. Em seguida, aparecem o comércio (11,67%), a indústria (11,51%) e a agricultura (7,33%).

De acordo com o indicador do SPC Brasil, o setor credor que apresentou o maior crescimento das dívidas de pessoas jurídicas - ou seja, para quem as empresas estão devendo - são o comércio (17,95%), seguidas das indústrias (17,14%). Completam o ranking de setor credor o segmento de serviços, que engloba bancos e financeiras (13,92%) e de agricultura (0,25%).

Metodologia

O indicador de inadimplência das empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), com exceção da região Sudeste, uma vez que a chamada “Lei do AR” impõe dificuldades para negativação no estado de São Paulo. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

 
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