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Três em cada dez idosos sentem falta de produtos voltados para a terceira idade

Quando a terceira idade chega, o que usualmente os brasileiros mais esperam é finalmente conseguirem aproveitar melhor o tempo livre e, em alguns casos, ir às compras acaba se tornando a atividade de lazer preferida dos idosos. Será que o mercado está preparado para atender às necessidades desse público? Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todo o país mostra que 67% dos idosos são os únicos decisores sobre as compras que fazem, mas três em cada dez (34%) afirmam sentir falta de produtos para a terceira idade.
Entre estes produtos e serviços, os mais citados pelos entrevistados são o celular com teclado e telas maiores (13%), locais para diversão (12%) e roupas (11%). Com relação às roupas, 17% concordam que é difícil comprar, uma vez que encontram peças ou para pessoas muito idosas ou muito jovens. E não são somente os produtos que os idosos têm reclamações. Sobre as empresas e pontos de venda, também há melhorias que precisam ser feitas para 70% dos entrevistados, sendo um bom atendimento (37%), rótulos mais fáceis de serem lidos (34%), ter bancos para descanso (29%) e sinalizações com letras maiores (27%) as mais mencionadas.“
Embora a maioria dos idosos garanta ter autonomia para decidir como gastar o próprio dinheiro, boa parte se ressente da falta de produtos pensados especificamente para atender às suas necessidades. O levantamento mostra que definitivamente ainda há muito espaço no mercado para o segmento da terceira idade. A empresa do varejo que identificar as necessidades e desejos desse público-alvo, certamente ganhará novos clientes e verá suas vendas aumentarem”, explica Honório Pinheiro, presidente da CNDL.
“Nas próximas quatro décadas a população da terceira idade deve triplicar, chegando a mais de 66 milhões de pessoas, quase 30% da população. O mercado, portanto, deve se preparar e conhecer cada vez melhor as especificidades deste consumidor a fim ampliar sua participação no mercado e sua lucratividade”, afirma Pinheiro. “Os dados sobre o consumo na terceira idade sugerem que há um grande contingente de brasileiros com demandas bastante específicas e que muitas vezes ainda não são adequadamente atendidas. Os idosos querem comprar produtos desenvolvidos especialmente para eles, mas também desejam diversidade e qualidade. O momento é de oportunidade de grande potencial em segmentos como os de lazer, serviços, logística e saúde.”
Principais desejos de consumo: roupas e viagens
A pesquisa da CNDL e do SPC Brasil mapeou os desejos de consumo da terceira idade. Até o fim do ano, desconsiderando compras de produtos básicos para a residência, os entrevistados pretendem comprar roupas (29%), viagens (20%) e calçados (19%). Mais da metade dos entrevistados (53%) pretendem comprar produtos e/ou serviços que demandam uma quantia financeira maior nos próximos 12 meses: viagens (19%), eletrodomésticos (13%) e tratamentos dentários estéticos (12%).
Com relação aos últimos 12 meses, 55% e 10% dos entrevistados fizeram viagens nacionais e internacionais, respectivamente, geralmente pagas à vista (45%) ou parceladas no cartão de crédito (36%).
A escolha de um estabelecimento para fazer suas compras é feita levando em consideração principalmente o preço (69%), a qualidade (54%) e o atendimento (48%), e os principais locais de compra são as farmácias/drogarias (49%), lojas de rua/bairro (41%) e lojas de shoppings (25%). No caso de serviços oferecidos em domicílio, os mais relevantes para entrevistados são a entrega de medicamentos (63%), de compras feitas em supermercados (50%) e de lanches ou comida (32%).
Os meios de comunicação mais consumidos pela terceira idade são a TV aberta (80%), rádio (50%), TV por assinatura (45%) e internet (43%). Novelas (54%), filmes (40%) e saúde (28%) são os tipos de conteúdo que os entrevistados possuem mais interesse.
33% dos idosos deixam de comprar por falta de crédito
Diretamente ligado ao consumo como meio de viabilizar as compras, o acesso ao crédito também foi pesquisado pela CNDL e SPC Brasil. A conta corrente (69%) e o cartão de crédito (58%) são os serviços financeiros mais utilizados pelo público da terceira idade. Em seguida, aparecem cartão de loja (37%), cheque especial (19%), empréstimo consignado (18%), crediário/carnê (13%) e empréstimo pessoal (12%). De uma forma geral, percebe-se que as pessoas com idade entre 60 e 70 anos, e das classes A e B são as que mais têm acesso aos itens investigados e 41% dos que têm serviços financeiros não analisaram as tarifas ou juros cobrados ao contratar estes serviços.
Entre os produtos mais comprados no crédito estão o vestuário e calçados (39%), eletrodomésticos (33%) e eletroeletrônicos (26%). Considerando o último mês anterior à pesquisa, 19% dos entrevistados da terceira idade compraram algo sem necessidade estimulados pelo crédito fácil.
A falta de crédito é outro fator importante na vida dos idosos: três em cada dez (33%) não compram algo que têm vontade por esse motivo, principalmente carro ou moto (10%), viagens (5%) e eletrodomésticos (5%). Além disso, 15% dos entrevistados já passaram pela situação de ter o crédito negado, principalmente em bancos (5%), lojas de eletroeletrônicos (4%) e financeiras (4%).“
Ainda há bastante espaço para o desenvolvimento de políticas de crédito voltadas para o público da terceira idade, o que beneficia tanto o público quanto o mercado. Ao mesmo tempo, com todo o acesso e influências do mercado de consumo, é fundamental orientar os idosos para utilizar bem os instrumentos financeiros, para que não sejam levados ao desequilíbrio nas finanças e endividamento”, alerta o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.
Para o especialista, um dos vilões do equilíbrio das finanças dos idosos é o empréstimo de nome. De acordo com a pesquisa, dois em cada dez idosos (19%) já fizeram empréstimo pessoal ou consignado para uso de terceiros (filhos, cônjuge, outros familiares), sendo as principais finalidades o pagamento de dívidas (39%) e a compra de carro/moto (15%) - 16% não souberam dizer o destino do dinheiro.
Vignoli ressalta que o idoso não pode se deixar levar apenas pelos laços emocionais: “Quem pede o empréstimo do nome geralmente precisa pagar compromissos pendentes, o que nunca é um bom sinal. Pode trazer desequilíbrio no orçamento e graves problemas financeiros para quem ofereceu ajuda. É fundamental orientar os idosos para utilizar bem os instrumentos financeiros, para que não sejam levados ao desequilíbrio nas finanças e endividamento”, conclui o educador.
Metodologia
Foram entrevistados 619 consumidores com idade acima de 60 anos de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais brasileiras. A margem de erro é de no máximo 3,9 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.

Quando a terceira idade chega, o que usualmente os brasileiros mais esperam é finalmente conseguirem aproveitar melhor o tempo livre e, em alguns casos, ir às compras acaba se tornando a atividade de lazer preferida dos idosos. Será que o mercado está preparado para atender às necessidades desse público? Uma pesquisa realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todo o país mostra que 67% dos idosos são os únicos decisores sobre as compras que fazem, mas três em cada dez (34%) afirmam sentir falta de produtos para a terceira idade.

Entre estes produtos e serviços, os mais citados pelos entrevistados são o celular com teclado e telas maiores (13%), locais para diversão (12%) e roupas (11%). Com relação às roupas, 17% concordam que é difícil comprar, uma vez que encontram peças ou para pessoas muito idosas ou muito jovens. E não são somente os produtos que os idosos têm reclamações. Sobre as empresas e pontos de venda, também há melhorias que precisam ser feitas para 70% dos entrevistados, sendo um bom atendimento (37%), rótulos mais fáceis de serem lidos (34%), ter bancos para descanso (29%) e sinalizações com letras maiores (27%) as mais mencionadas.“

Embora a maioria dos idosos garanta ter autonomia para decidir como gastar o próprio dinheiro, boa parte se ressente da falta de produtos pensados especificamente para atender às suas necessidades. O levantamento mostra que definitivamente ainda há muito espaço no mercado para o segmento da terceira idade. A empresa do varejo que identificar as necessidades e desejos desse público-alvo, certamente ganhará novos clientes e verá suas vendas aumentarem”, explica Honório Pinheiro, presidente da CNDL.

“Nas próximas quatro décadas a população da terceira idade deve triplicar, chegando a mais de 66 milhões de pessoas, quase 30% da população. O mercado, portanto, deve se preparar e conhecer cada vez melhor as especificidades deste consumidor a fim ampliar sua participação no mercado e sua lucratividade”, afirma Pinheiro. “Os dados sobre o consumo na terceira idade sugerem que há um grande contingente de brasileiros com demandas bastante específicas e que muitas vezes ainda não são adequadamente atendidas. Os idosos querem comprar produtos desenvolvidos especialmente para eles, mas também desejam diversidade e qualidade. O momento é de oportunidade de grande potencial em segmentos como os de lazer, serviços, logística e saúde.”

Principais desejos de consumo: roupas e viagens

A pesquisa da CNDL e do SPC Brasil mapeou os desejos de consumo da terceira idade. Até o fim do ano, desconsiderando compras de produtos básicos para a residência, os entrevistados pretendem comprar roupas (29%), viagens (20%) e calçados (19%). Mais da metade dos entrevistados (53%) pretendem comprar produtos e/ou serviços que demandam uma quantia financeira maior nos próximos 12 meses: viagens (19%), eletrodomésticos (13%) e tratamentos dentários estéticos (12%).

Com relação aos últimos 12 meses, 55% e 10% dos entrevistados fizeram viagens nacionais e internacionais, respectivamente, geralmente pagas à vista (45%) ou parceladas no cartão de crédito (36%).

A escolha de um estabelecimento para fazer suas compras é feita levando em consideração principalmente o preço (69%), a qualidade (54%) e o atendimento (48%), e os principais locais de compra são as farmácias/drogarias (49%), lojas de rua/bairro (41%) e lojas de shoppings (25%). No caso de serviços oferecidos em domicílio, os mais relevantes para entrevistados são a entrega de medicamentos (63%), de compras feitas em supermercados (50%) e de lanches ou comida (32%).

Os meios de comunicação mais consumidos pela terceira idade são a TV aberta (80%), rádio (50%), TV por assinatura (45%) e internet (43%). Novelas (54%), filmes (40%) e saúde (28%) são os tipos de conteúdo que os entrevistados possuem mais interesse.

33% dos idosos deixam de comprar por falta de crédito

Diretamente ligado ao consumo como meio de viabilizar as compras, o acesso ao crédito também foi pesquisado pela CNDL e SPC Brasil. A conta corrente (69%) e o cartão de crédito (58%) são os serviços financeiros mais utilizados pelo público da terceira idade. Em seguida, aparecem cartão de loja (37%), cheque especial (19%), empréstimo consignado (18%), crediário/carnê (13%) e empréstimo pessoal (12%). De uma forma geral, percebe-se que as pessoas com idade entre 60 e 70 anos, e das classes A e B são as que mais têm acesso aos itens investigados e 41% dos que têm serviços financeiros não analisaram as tarifas ou juros cobrados ao contratar estes serviços.

Entre os produtos mais comprados no crédito estão o vestuário e calçados (39%), eletrodomésticos (33%) e eletroeletrônicos (26%). Considerando o último mês anterior à pesquisa, 19% dos entrevistados da terceira idade compraram algo sem necessidade estimulados pelo crédito fácil.

A falta de crédito é outro fator importante na vida dos idosos: três em cada dez (33%) não compram algo que têm vontade por esse motivo, principalmente carro ou moto (10%), viagens (5%) e eletrodomésticos (5%). Além disso, 15% dos entrevistados já passaram pela situação de ter o crédito negado, principalmente em bancos (5%), lojas de eletroeletrônicos (4%) e financeiras (4%).“

Ainda há bastante espaço para o desenvolvimento de políticas de crédito voltadas para o público da terceira idade, o que beneficia tanto o público quanto o mercado. Ao mesmo tempo, com todo o acesso e influências do mercado de consumo, é fundamental orientar os idosos para utilizar bem os instrumentos financeiros, para que não sejam levados ao desequilíbrio nas finanças e endividamento”, alerta o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.

Para o especialista, um dos vilões do equilíbrio das finanças dos idosos é o empréstimo de nome. De acordo com a pesquisa, dois em cada dez idosos (19%) já fizeram empréstimo pessoal ou consignado para uso de terceiros (filhos, cônjuge, outros familiares), sendo as principais finalidades o pagamento de dívidas (39%) e a compra de carro/moto (15%) - 16% não souberam dizer o destino do dinheiro.

Vignoli ressalta que o idoso não pode se deixar levar apenas pelos laços emocionais: “Quem pede o empréstimo do nome geralmente precisa pagar compromissos pendentes, o que nunca é um bom sinal. Pode trazer desequilíbrio no orçamento e graves problemas financeiros para quem ofereceu ajuda. É fundamental orientar os idosos para utilizar bem os instrumentos financeiros, para que não sejam levados ao desequilíbrio nas finanças e endividamento”, conclui o educador.

Metodologia

Foram entrevistados 619 consumidores com idade acima de 60 anos de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais brasileiras. A margem de erro é de no máximo 3,9 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.

 

 

A tecnologia e a educação

Estamos cada dia mais conectados. Tablets, computadores e smartphones fazem parte do dia a dia de adultos e crianças. Quando tratamos de vida escolar, torna-se necessária a integração das instituições de ensino e dos professores com esse meio. “A tecnologia quando usada de forma adequada é sim uma ferramenta de apoio ao docente em suas práticas pedagógicas”, comenta Ana Regina Caminha Braga, psicopedagoga e especialista em educação especial e em gestão escolar.

Segundo a profissional, é necessária a capacitação desses profissionais, para que eles possam conhecer essas ferramentas, e assim decidir a melhor maneira de utilização em sala com os alunos. Ana Regina lembra ainda, que tais ferramentas tecnológicas são apenas apoio, não devem ser colocadas em primeiro lugar. “Com o uso da tecnologia em sala o docente tem novas opções, novas ferramentas de apoio, que complementam sua jornada na transmissão do conhecimento, a tecnologia não deve se sobrepor a isso”, explica.

Aqui no Brasil, algumas escolas já aderiram a essas novas ferramentas, para ajudar no processo educacional. Um exemplo disso são as chamadas “lousas digitais”, que dão novas opções ao professor como realizar jogos educativos, projetos e exercícios especiais com os alunos. “As lousas digitais, assim como as demais tecnologias educacionais, podem ser utilizadas em sala de aula para motivar o processo de ensino nas escolas e dar ainda mais vida a prática docente e ao processo de aprendizagem das crianças”, comenta.

Para finalizar, Ana Regina lembra que alguns cuidados devem ser tomados pelas escolas e professores, evitando assim a possibilidade de lacunas no processo do conhecimento. “Aderir às novas tecnologias pode ser algo muito positivo, desde que elas sejam adaptadas a cada ambiente educativo”, completa.

 

ENEM: Neurologista dá dicas para conseguir uma boa nota no exame

Falta menos de uma semana para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), porta de entrada para muitos jovens em universidades públicas e privadas. Toda uma vida escolar será avaliada em duas tardes, sob a pressão do tempo, das cobranças internas e externas e de muita ansiedade.

“O rendimento cerebral no dia de uma prova como o Enem é exigido de forma complexa e abrangente. Controle emocional, foco, capacidade de evocação (de memorização), estratégia, raciocínio lógico, criatividade e rapidez são as modalidades cognitivas mais importantes nessa hora”, explica o médico neurologista Leandro Teles em seu livro “Antes que eu me esqueça”, lançado pela editora Alaúde. Para o médico, essa missão é uma verdadeira maratona mental: “Não basta estar preparado; é fundamental conseguir acessar a informação com segurança, velocidade e não oscilar no transcorrer da prova”, afirma.

Para ajudar os estudantes neste momento tão importante, o doutor Leandro listou algumas dicas em seu livro com o intuito de auxiliá-los no processo de memorização e garantir uma boa performance no dia da prova.

Confira:

Controle emocional: “A adrenalina e o medo do fracasso ajudam o cérebro na motivação e no foco. O problema é a dose! Excesso de tensão e ansiedade elevam o risco de cometer erros bobos, dificultam a percepção de detalhes e provocam os temidos brancos”, explica o médico. Para ele, na hora H, o estudante precisa apenas responder com tranquilidade, e não ficar martelando que é o evento mais importante da sua vida e que você não pode falhar. “Isso não ajuda a encontrar a resposta correta de nenhuma questão”.

Estratégia de prova: Toda missão exige uma estratégia! A prova não seria diferente. “Conheça bem as regras do jogo, o tempo total, o número de matérias e questões por matérias. Atribua tempos específicos para cada uma, de acordo com o grau de dificuldade individual. Além disso, não se esqueça de chegar com antecedência, com a documentação em mãos. Gerencie a dinâmica da prova e preencha o gabarito com tranquilidade”, indica o doutor.

Facilite a evocação: De acordo com Teles, o cérebro precisa encontrar as gavetas mentais certas para evocar o conhecimento. Ele explica que cada parte da prova versa sobre um universo peculiar. “Uma dica é evitar ficar pulando de uma matéria para outra sem necessidade; procure entrar em determinado tema e encerrar as questões desse tópico antes de passar para o próximo. Outra sugestão é mentalizar, por alguns segundos, coisas relacionadas ao tema que você irá adentrar – o rosto dos professores dessa matéria, a capa da apostila ou dos livros, o tema básico, entre outros pensamentos sugestivos”, explica. Trata-se de um exercício mental de poucos segundos que leva o cérebro para o contexto correto e ajuda na evocação do conteúdo específico.

Valorize o insight e sua intuição: Em seu livro, o médico explica que nem tudo é lembrança consciente ou raciocínio lógico. Nosso cérebro trabalha com impressões por vezes dissociadas de linguagem e de rastro de lembrança. Chamamos isso de intuição ou insight, uma impressão subjetiva e desancorada de que algo está correto ou não, que vai ocorrer ou não. “Na prova, na ausência de capacidade cognitiva de resolver conscientemente um teste, chute e arrisque baseado na impressão subjetiva e intuitiva inicial, pois a chance de acerto será maior. É muito comum trocar o chute por tentar racionalizá-lo e se arrepender depois”, sugere o especialista.

Grau de cansaço: O doutor reitera que um cérebro descansado é sempre mais confiável. “Procure dormir bem na semana que antecede a prova e reduza a carga de estudos. Priorize revisões leves e temas que você tem mais facilidade e domínio. Dê preferência para exercícios aeróbicos leves, alongamentos e atividades ao ar livre. Isso ajuda a suportar a tensão muscular durante a prova e controla o sono e a ansiedade”, afirma.

Confiança: Segundo Teles, é muito importante entrar confiante e manter essa confiança durante a prova. “Evite estudar temas novos ou muito complexos nos dias que antecedem a prova. Valorize o que você estudou durante o ano e não fique pensando naquilo que você não estudou ou não aprendeu. Trabalhe sua autoestima. Inicie a prova com assuntos que você domina, pois isso traz segurança, motivação e ajuda no controle de tempo. Não fique fragilizado com questões que você não sabe a resposta e não permita que isso tire sua estabilidade. Se não sabe a resposta, siga com tranquilidade e volte nas complicadas apenas no final. Isso evita desgaste e perda excessiva de tempo”, explica o doutor.

Alimentação: Nada de passar fome ou sede. O doutor indica que o jovem se alimente adequadamente nos dias que antecedem o exame e principalmente durante a prova. “Evite os excessos alimentares, pois isso deixa o processo mental mais lento e causa sonolência. Durante a prova, tenha em mãos algum alimento rápido, como barra de cereais e água. Lembre-se de manter-se hidratado, mas não beba água em excesso, para não precisar ir ao banheiro várias vezes durante a prova”, conclui.

 

DIA 29 DE OUTUBRO - DIA MUNDIAL DO AVC (ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL)

A cada ano, 17 milhões de pessoas tem um AVC no mundo, 6,5 milhões morrem e 26 milhões vivem com incapacidade permanente. No Brasil, trata-se da segunda maior causa de morte e da primeira causa de incapacidade física definitiva.

O AVC é um déficit neurológico provocado por algum problema circulatório no cérebro. Há dois tipos: o isquêmico (AVCI), onde há obstrução de uma artéria, impedindo a chegada de oxigênio nos neurônios, e o hemorrágico (AVCH), quando ocorre extravasamento de sangue no interior do cérebro ou das meninges.

Podemos suspeitar que alguém está tendo um AVC quando subitamente ocorre:

  • paralisia do braço (pedimos para a pessoa estender os braços e ela tem dificuldade com um deles);
  • paralisia da face (assimetria da face quando a pessoa sorri);
  • alteração na forma de falar, fala enrolada ou não consegue falar;
  • alterações súbitas na visão, formigamentos em metade do corpo, alteração súbita de equilíbrio e coordenação.

O paciente com suspeita de AVC deve ser imediatamente levado a um serviço de emergência capacitado a atender este tipo de situação. Até 4 horas e meia depois da instalação do AVCI é possível usar uma medicação que desobstrui o vaso, aumentando as chances de recuperação.

Além do tratamento é fundamental saber que mais de 90% dos casos podem ser prevenidos. O AVC pode ser prevenido através de:

  • fazendo exercícios físicos regulares;
  • alimentação balanceada, com pouco sal, açúcar e gordura, e rica em vegetais;
  • controle da pressão arterial;
  • controle adequado do diabetes;
  • controle rigoroso dos níveis de colesterol;
  • não fumando;
  • evitando o consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • pessoas que já tiveram AVC ou com alto risco, podem necessitar de medicamentos ou mesmo cirurgia, quando há obstrução das carótidas.
Fontes:
 

10 dicas para manter sua coluna em dia

A coluna vertebral é responsável pela sustentação do nosso corpo e, por isso, precisa de cuidados e atenção especial para se manter forte e saudável.  Algumas dicas simples e fáceis de colocar em prática podem ajudar a prevenir uma série de complicações e suas consequentes dores. 

Como bem lembra o neurocirurgião especialista em coluna vertebral pela UNIFESP, Dr. Alexandre Elias, se realizadas regularmente, é um investimento para uma vida melhor e com mais qualidade. Vamos a elas?

1- Atenção à postura - Assim como um alicerce, nossa coluna suporta não apenas o nosso peso, mas também da sobrecarga que geramos sobre ela ao nos movimentarmos, carregarmos peso e até mesmo ao sentar e deitar. Este alicerce terá mais ou menos resistência quanto mais cuidados tivermos com a sua estrutura. Por isso, além de manter a postura reta, é preciso saber onde aplicar a força sobre membros e músculos ao fazer movimentos, evitando sobrecarregar a coluna. Uma dica simples é contrair o abdômen ao realizar movimentos de agachamento e levantamento de peso, mantendo os ombros sempre alinhados.

2- Atividades domésticas – Diversas funções em casa podem prejudicar a nossa coluna e para elas, indico diversas medidas preventivas:
- Ao lavar louça e passar a roupa: Vícios de posições erradas podem contribuir para dores e cansaço da coluna e braços. Para evitar estes incômodos, a pia da cozinha, assim como a tábua de passar roupa, devem ficar na altura do umbigo. Caso não seja possível, é necessário recorrer a um suporte para apoiar os pés. Atenção aos ombros e a posições de pernas que devem ser alternadas de tempo em tempo para ajudar na circulação.
- Ao varrer a casa: Tomar cuidado para não inclinar demais a coluna, alternar os braços e ter atenção a posições de agachamento, priorizando a mobilidade da coluna, mas com atenção à postura.

3- Atividade física - O mais importante a fazer, antes de partir para a prática de uma atividade física, é ter uma análise das condições da coluna para saber se ela apresenta alguma disfunção que possa ser ainda mais afetada durante o exercício.
- Na academia, embora a musculação seja indicada para o fortalecimento da coluna vertebral, é preciso saber que ela também apresenta restrições para algumas pessoas e tipos de exercícios, como os de agachamento e leg press, usualmente indicados para o fortalecimento e ganho de massa muscular de pernas e glúteos. Por requisitar bastante da estrutura da coluna, podem gerar dor lombar, especialmente se realizado de forma incorreta.
- Ao realizar atividades de corrida, prestar atenção com o tênis e o solo, que podem afetar condições de impacto e sobrecarga de estruturas. Escolha um tênis que possui sistemas de absorção de impacto, principalmente no calcanhar. Também é preciso ficar atento à posição da coluna ao correr, sempre com leve inclinação para frente.

4- Salto Alto - O uso excessivo de sapatos com o salto muito alto pode encurtar os músculos e tendões da perna – especialmente da panturrilha, comprometendo outras funções em efeito cascata. Além disso, por conta de o calcanhar ficar elevado, o peso do corpo é impulsionado para frente, prejudicando a postura e alinhamento da coluna vertebral. Dica: Se você não consegue ficar sem salto, procure ao menos usar um sapato com no máximo 5 cm de altura e do tipo retangular ou quadrado, que dão mais firmeza ao equilíbrio. Ao final de um dia, sem o salto alto, faça movimentos circulares com os pés para movimentar o tornozelo e faça alongamentos das pernas.

5- Alongamento - a atividade é muito importante para o aumento da flexibilidade muscular e bom funcionamento do corpo, podendo ser realizada em qualquer lugar. Uma dica, inserir na rotina ao acordar, pelo menos 10 minutos de alongamento, esticando braços, pernas, costas, pescoço, cintura, em movimentos suaves, longos e repetidos em série de 20 segundos para cada região/membro. 

6- Escritório - Para quem trabalha muito tempo sentado, é importante dar preferência para cadeiras de encosto reto (não reclinável), de forma que a coluna fique confortavelmente apoiada. O teclado deve estar na mesma altura dos cotovelos, e os braços permanecerem apoiados na mesa. Os joelhos devem estar em 90° e os pés apoiados no chão. Quanto ao monitor, este deve estar em torno de 10 cm abaixo do ângulo de visão, ou seja, evitando flexão da coluna cervical (pescoço). Importante também dar uma pausa de alguns minutinhos a cada hora

7- Sacolas e mochilas - Ao carregar a malas, bolsas ou sacolas, divida o peso nas duas mãos, ombros, evitando sobrecarga em apenas um lado do corpo. O peso que carrega não pode ser maior que 10% do seu peso. Se o peso da mala for maior, opte por uma de rodinha, com alça longa que permita manter as costas eretas enquanto anda.

8- Celular - Ao conversar ao celular ou ao telefone, não o apoie no pescoço e sim segure o aparelho com a mão, evitando esforço da cervical.

9- Posição para dormir - a posição ideal para deitar-se pode ser a lateral, com as pernas flexionadas e com um travesseiro entre os joelhos, ou de barriga para cima com um travesseiro neutro para não flexionar a coluna cervical (pescoço) e um travesseiro abaixo do joelho. Evite dormir de barriga para cima e é importante ter um colchão de boa qualidade e com densidade adequada ao biotipo de cada pessoa. Ele não deve ser muito macio nem muito firme, e sua densidade da espuma deve variar com o peso da pessoa. Quanto ao travesseiro, é preciso que a altura esteja alinhada com a cabeça, sem ter de cobrar o pescoço para cima ou para baixo.
10- Atenção aos sintomas - Por último, e não menos importante, Dr. Alexandre lembra que é
importante saber que a qualquer sintoma incomum de dor insistente nas costas, consulte um especialista que trata de doenças ou alterações na coluna.

Videocast - Escoliose: um desvio anormal da coluna
Videocast Tudo o que você precisa saber sobre hérnia de disco

 

FECIPUC acontece neste dia 28 de outubro

A FECIPUC - Feira de Conhecimentos Integrados do Ipuc,  é um evento institucional que envolve alunos da educação básica, visando a integrar conhecimentos múltiplos com criatividade, por meio da pesquisa. Cada edição recebe um tema diferente, e o resultado deste estudo é apresentado em forma de uma grande exposição que recebe a comunidade escolar e visitantes de diferentes instituições do município, assim como órgãos da mídia local.

Em sua décima edição, a proposta é a pesquisa de tema livre. Cada turma escolheu o projeto a ser realizado, considerando suas principais áreas de interesse e acrescentando inovações e criatividade. É indispensável uma relação concreta com a área de conhecimento indicada, porém, não dispensando as disciplinas que serão avaliadas.

Neste ano, o evento ocorrerá no dia 28/10, a partir das 17h.

 
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