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ENEM: Neurologista dá dicas para conseguir uma boa nota no exame

Falta menos de uma semana para a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), porta de entrada para muitos jovens em universidades públicas e privadas. Toda uma vida escolar será avaliada em duas tardes, sob a pressão do tempo, das cobranças internas e externas e de muita ansiedade.

“O rendimento cerebral no dia de uma prova como o Enem é exigido de forma complexa e abrangente. Controle emocional, foco, capacidade de evocação (de memorização), estratégia, raciocínio lógico, criatividade e rapidez são as modalidades cognitivas mais importantes nessa hora”, explica o médico neurologista Leandro Teles em seu livro “Antes que eu me esqueça”, lançado pela editora Alaúde. Para o médico, essa missão é uma verdadeira maratona mental: “Não basta estar preparado; é fundamental conseguir acessar a informação com segurança, velocidade e não oscilar no transcorrer da prova”, afirma.

Para ajudar os estudantes neste momento tão importante, o doutor Leandro listou algumas dicas em seu livro com o intuito de auxiliá-los no processo de memorização e garantir uma boa performance no dia da prova.

Confira:

Controle emocional: “A adrenalina e o medo do fracasso ajudam o cérebro na motivação e no foco. O problema é a dose! Excesso de tensão e ansiedade elevam o risco de cometer erros bobos, dificultam a percepção de detalhes e provocam os temidos brancos”, explica o médico. Para ele, na hora H, o estudante precisa apenas responder com tranquilidade, e não ficar martelando que é o evento mais importante da sua vida e que você não pode falhar. “Isso não ajuda a encontrar a resposta correta de nenhuma questão”.

Estratégia de prova: Toda missão exige uma estratégia! A prova não seria diferente. “Conheça bem as regras do jogo, o tempo total, o número de matérias e questões por matérias. Atribua tempos específicos para cada uma, de acordo com o grau de dificuldade individual. Além disso, não se esqueça de chegar com antecedência, com a documentação em mãos. Gerencie a dinâmica da prova e preencha o gabarito com tranquilidade”, indica o doutor.

Facilite a evocação: De acordo com Teles, o cérebro precisa encontrar as gavetas mentais certas para evocar o conhecimento. Ele explica que cada parte da prova versa sobre um universo peculiar. “Uma dica é evitar ficar pulando de uma matéria para outra sem necessidade; procure entrar em determinado tema e encerrar as questões desse tópico antes de passar para o próximo. Outra sugestão é mentalizar, por alguns segundos, coisas relacionadas ao tema que você irá adentrar – o rosto dos professores dessa matéria, a capa da apostila ou dos livros, o tema básico, entre outros pensamentos sugestivos”, explica. Trata-se de um exercício mental de poucos segundos que leva o cérebro para o contexto correto e ajuda na evocação do conteúdo específico.

Valorize o insight e sua intuição: Em seu livro, o médico explica que nem tudo é lembrança consciente ou raciocínio lógico. Nosso cérebro trabalha com impressões por vezes dissociadas de linguagem e de rastro de lembrança. Chamamos isso de intuição ou insight, uma impressão subjetiva e desancorada de que algo está correto ou não, que vai ocorrer ou não. “Na prova, na ausência de capacidade cognitiva de resolver conscientemente um teste, chute e arrisque baseado na impressão subjetiva e intuitiva inicial, pois a chance de acerto será maior. É muito comum trocar o chute por tentar racionalizá-lo e se arrepender depois”, sugere o especialista.

Grau de cansaço: O doutor reitera que um cérebro descansado é sempre mais confiável. “Procure dormir bem na semana que antecede a prova e reduza a carga de estudos. Priorize revisões leves e temas que você tem mais facilidade e domínio. Dê preferência para exercícios aeróbicos leves, alongamentos e atividades ao ar livre. Isso ajuda a suportar a tensão muscular durante a prova e controla o sono e a ansiedade”, afirma.

Confiança: Segundo Teles, é muito importante entrar confiante e manter essa confiança durante a prova. “Evite estudar temas novos ou muito complexos nos dias que antecedem a prova. Valorize o que você estudou durante o ano e não fique pensando naquilo que você não estudou ou não aprendeu. Trabalhe sua autoestima. Inicie a prova com assuntos que você domina, pois isso traz segurança, motivação e ajuda no controle de tempo. Não fique fragilizado com questões que você não sabe a resposta e não permita que isso tire sua estabilidade. Se não sabe a resposta, siga com tranquilidade e volte nas complicadas apenas no final. Isso evita desgaste e perda excessiva de tempo”, explica o doutor.

Alimentação: Nada de passar fome ou sede. O doutor indica que o jovem se alimente adequadamente nos dias que antecedem o exame e principalmente durante a prova. “Evite os excessos alimentares, pois isso deixa o processo mental mais lento e causa sonolência. Durante a prova, tenha em mãos algum alimento rápido, como barra de cereais e água. Lembre-se de manter-se hidratado, mas não beba água em excesso, para não precisar ir ao banheiro várias vezes durante a prova”, conclui.

 

DIA 29 DE OUTUBRO - DIA MUNDIAL DO AVC (ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL)

A cada ano, 17 milhões de pessoas tem um AVC no mundo, 6,5 milhões morrem e 26 milhões vivem com incapacidade permanente. No Brasil, trata-se da segunda maior causa de morte e da primeira causa de incapacidade física definitiva.

O AVC é um déficit neurológico provocado por algum problema circulatório no cérebro. Há dois tipos: o isquêmico (AVCI), onde há obstrução de uma artéria, impedindo a chegada de oxigênio nos neurônios, e o hemorrágico (AVCH), quando ocorre extravasamento de sangue no interior do cérebro ou das meninges.

Podemos suspeitar que alguém está tendo um AVC quando subitamente ocorre:

  • paralisia do braço (pedimos para a pessoa estender os braços e ela tem dificuldade com um deles);
  • paralisia da face (assimetria da face quando a pessoa sorri);
  • alteração na forma de falar, fala enrolada ou não consegue falar;
  • alterações súbitas na visão, formigamentos em metade do corpo, alteração súbita de equilíbrio e coordenação.

O paciente com suspeita de AVC deve ser imediatamente levado a um serviço de emergência capacitado a atender este tipo de situação. Até 4 horas e meia depois da instalação do AVCI é possível usar uma medicação que desobstrui o vaso, aumentando as chances de recuperação.

Além do tratamento é fundamental saber que mais de 90% dos casos podem ser prevenidos. O AVC pode ser prevenido através de:

  • fazendo exercícios físicos regulares;
  • alimentação balanceada, com pouco sal, açúcar e gordura, e rica em vegetais;
  • controle da pressão arterial;
  • controle adequado do diabetes;
  • controle rigoroso dos níveis de colesterol;
  • não fumando;
  • evitando o consumo excessivo de bebidas alcoólicas;
  • pessoas que já tiveram AVC ou com alto risco, podem necessitar de medicamentos ou mesmo cirurgia, quando há obstrução das carótidas.
Fontes:
 

10 dicas para manter sua coluna em dia

A coluna vertebral é responsável pela sustentação do nosso corpo e, por isso, precisa de cuidados e atenção especial para se manter forte e saudável.  Algumas dicas simples e fáceis de colocar em prática podem ajudar a prevenir uma série de complicações e suas consequentes dores. 

Como bem lembra o neurocirurgião especialista em coluna vertebral pela UNIFESP, Dr. Alexandre Elias, se realizadas regularmente, é um investimento para uma vida melhor e com mais qualidade. Vamos a elas?

1- Atenção à postura - Assim como um alicerce, nossa coluna suporta não apenas o nosso peso, mas também da sobrecarga que geramos sobre ela ao nos movimentarmos, carregarmos peso e até mesmo ao sentar e deitar. Este alicerce terá mais ou menos resistência quanto mais cuidados tivermos com a sua estrutura. Por isso, além de manter a postura reta, é preciso saber onde aplicar a força sobre membros e músculos ao fazer movimentos, evitando sobrecarregar a coluna. Uma dica simples é contrair o abdômen ao realizar movimentos de agachamento e levantamento de peso, mantendo os ombros sempre alinhados.

2- Atividades domésticas – Diversas funções em casa podem prejudicar a nossa coluna e para elas, indico diversas medidas preventivas:
- Ao lavar louça e passar a roupa: Vícios de posições erradas podem contribuir para dores e cansaço da coluna e braços. Para evitar estes incômodos, a pia da cozinha, assim como a tábua de passar roupa, devem ficar na altura do umbigo. Caso não seja possível, é necessário recorrer a um suporte para apoiar os pés. Atenção aos ombros e a posições de pernas que devem ser alternadas de tempo em tempo para ajudar na circulação.
- Ao varrer a casa: Tomar cuidado para não inclinar demais a coluna, alternar os braços e ter atenção a posições de agachamento, priorizando a mobilidade da coluna, mas com atenção à postura.

3- Atividade física - O mais importante a fazer, antes de partir para a prática de uma atividade física, é ter uma análise das condições da coluna para saber se ela apresenta alguma disfunção que possa ser ainda mais afetada durante o exercício.
- Na academia, embora a musculação seja indicada para o fortalecimento da coluna vertebral, é preciso saber que ela também apresenta restrições para algumas pessoas e tipos de exercícios, como os de agachamento e leg press, usualmente indicados para o fortalecimento e ganho de massa muscular de pernas e glúteos. Por requisitar bastante da estrutura da coluna, podem gerar dor lombar, especialmente se realizado de forma incorreta.
- Ao realizar atividades de corrida, prestar atenção com o tênis e o solo, que podem afetar condições de impacto e sobrecarga de estruturas. Escolha um tênis que possui sistemas de absorção de impacto, principalmente no calcanhar. Também é preciso ficar atento à posição da coluna ao correr, sempre com leve inclinação para frente.

4- Salto Alto - O uso excessivo de sapatos com o salto muito alto pode encurtar os músculos e tendões da perna – especialmente da panturrilha, comprometendo outras funções em efeito cascata. Além disso, por conta de o calcanhar ficar elevado, o peso do corpo é impulsionado para frente, prejudicando a postura e alinhamento da coluna vertebral. Dica: Se você não consegue ficar sem salto, procure ao menos usar um sapato com no máximo 5 cm de altura e do tipo retangular ou quadrado, que dão mais firmeza ao equilíbrio. Ao final de um dia, sem o salto alto, faça movimentos circulares com os pés para movimentar o tornozelo e faça alongamentos das pernas.

5- Alongamento - a atividade é muito importante para o aumento da flexibilidade muscular e bom funcionamento do corpo, podendo ser realizada em qualquer lugar. Uma dica, inserir na rotina ao acordar, pelo menos 10 minutos de alongamento, esticando braços, pernas, costas, pescoço, cintura, em movimentos suaves, longos e repetidos em série de 20 segundos para cada região/membro. 

6- Escritório - Para quem trabalha muito tempo sentado, é importante dar preferência para cadeiras de encosto reto (não reclinável), de forma que a coluna fique confortavelmente apoiada. O teclado deve estar na mesma altura dos cotovelos, e os braços permanecerem apoiados na mesa. Os joelhos devem estar em 90° e os pés apoiados no chão. Quanto ao monitor, este deve estar em torno de 10 cm abaixo do ângulo de visão, ou seja, evitando flexão da coluna cervical (pescoço). Importante também dar uma pausa de alguns minutinhos a cada hora

7- Sacolas e mochilas - Ao carregar a malas, bolsas ou sacolas, divida o peso nas duas mãos, ombros, evitando sobrecarga em apenas um lado do corpo. O peso que carrega não pode ser maior que 10% do seu peso. Se o peso da mala for maior, opte por uma de rodinha, com alça longa que permita manter as costas eretas enquanto anda.

8- Celular - Ao conversar ao celular ou ao telefone, não o apoie no pescoço e sim segure o aparelho com a mão, evitando esforço da cervical.

9- Posição para dormir - a posição ideal para deitar-se pode ser a lateral, com as pernas flexionadas e com um travesseiro entre os joelhos, ou de barriga para cima com um travesseiro neutro para não flexionar a coluna cervical (pescoço) e um travesseiro abaixo do joelho. Evite dormir de barriga para cima e é importante ter um colchão de boa qualidade e com densidade adequada ao biotipo de cada pessoa. Ele não deve ser muito macio nem muito firme, e sua densidade da espuma deve variar com o peso da pessoa. Quanto ao travesseiro, é preciso que a altura esteja alinhada com a cabeça, sem ter de cobrar o pescoço para cima ou para baixo.
10- Atenção aos sintomas - Por último, e não menos importante, Dr. Alexandre lembra que é
importante saber que a qualquer sintoma incomum de dor insistente nas costas, consulte um especialista que trata de doenças ou alterações na coluna.

Videocast - Escoliose: um desvio anormal da coluna
Videocast Tudo o que você precisa saber sobre hérnia de disco

 

FECIPUC acontece neste dia 28 de outubro

A FECIPUC - Feira de Conhecimentos Integrados do Ipuc,  é um evento institucional que envolve alunos da educação básica, visando a integrar conhecimentos múltiplos com criatividade, por meio da pesquisa. Cada edição recebe um tema diferente, e o resultado deste estudo é apresentado em forma de uma grande exposição que recebe a comunidade escolar e visitantes de diferentes instituições do município, assim como órgãos da mídia local.

Em sua décima edição, a proposta é a pesquisa de tema livre. Cada turma escolheu o projeto a ser realizado, considerando suas principais áreas de interesse e acrescentando inovações e criatividade. É indispensável uma relação concreta com a área de conhecimento indicada, porém, não dispensando as disciplinas que serão avaliadas.

Neste ano, o evento ocorrerá no dia 28/10, a partir das 17h.

 

CTE – Centro de Tecnologia de Edificações

CTE – Centro de Tecnologia de Edificações
Em julho de 2013, entrou em vigor a norma NBR 15.575 - que estabelece padrões de desempenho e durabilidade para alguns sistemas que compõem as edificações residenciais. A maior preocupação para quem trabalha no setor, e esclarecer o que as pessoas precisam levar em conta quando procuram empreendimentos para morar. Às vezes, a ânsia de encontrar a casa dos sonhos, pode não se dar conta do que se precisa avaliar antes de assinar a escritura.
Pensando nisso,  Márcia Menezes, diretora de Inovação&Tecnologia do CTE (Centro de Tecnologia de Edificações) explica que “muitas vezes as discussões entre construtores e clientes são baseadas em percepções pessoais de cada um. Com a publicação da norma de desempenho, os critérios ficaram explícitos tanto para orientar nas definições de projetos e soluções construtivas, como para verificar a edificação pronta”.  Márcia lembra  que a norma tem aplicação obrigatória para projetos a partir de 2013. Assim as pessoas precisam se atentar para a data do empreendimento. A diretora elaborou outras dúvidas que podem aparecer na hora de comprar o imóvel:
1. Como saber se estou comprando um imóvel com os padrões mínimos definidos pela norma 15.575?  - Não é permitido entregar qualquer imóvel sem atender aos requisitos mínimos estabelecidos. Além disso, em alguns aspectos, a norma determina critérios em mais dois níveis - intermediário e superior. Assim, o consumidor poderá ter parâmetros de comparação para verificar as diferenças entre os diversos produtos imobiliários no momento da compra.
2. O que devo esperar da construtora? Tenho que contratar um perito para verificar se a edificação foi construída conforme a norma quando for fazer a vistoria? - A verificação de recebimento da unidade habitacional não muda. Não existe qualquer certificação ou atestado que a construtora deverá entregar ao cliente quando da entrega das chaves. Consiste em obrigação da Construtora entregar um produto que atenda à norma.
3.A norma se aplica para salas comerciais? - Não. A norma é voltada a exclusivamente para as edificações habitacionais. Apesar do conceito ser aplicável a outros tipos de usos, os critérios previstos podem não ser aplicáveis a outras funções.
4. Qual o papel do usuário no desempenho da edificação? - O usuário tem um papel importante no desempenho da edificação ao longo do tempo. Para manter as condições previstas durante a vida útil, as atividades de manutenção devem ser realizadas nas periodicidades planejadas e o uso e operação devem ser realizados considerando as premissas iniciais. Afinal, não existe construção eterna. Há um desgaste decorrente do uso e da ação das condições ambientais. Muitas pessoas não têm o hábito de ler os manuais de instrução de equipamentos, mas com certeza é muito importante que o Manual de uso e operação da edificação seja lido a aplicado.
5.Como pensar em reformas seguindo a NBR 15575 - A realização de reformas na unidade habitacional pode alterar o desempenho previsto e prejudicar as condições de conforto e habitabilidade. Assim, é fundamental a contratação de um profissional habilitado para elaborar o projeto e também uma empresa especializada para a execução da obra.

Em julho de 2013, entrou em vigor a norma NBR 15.575 - que estabelece padrões de desempenho e durabilidade para alguns sistemas que compõem as edificações residenciais. A maior preocupação para quem trabalha no setor, e esclarecer o que as pessoas precisam levar em conta quando procuram empreendimentos para morar. Às vezes, a ânsia de encontrar a casa dos sonhos, pode não se dar conta do que se precisa avaliar antes de assinar a escritura.

Pensando nisso,  Márcia Menezes, diretora de Inovação&Tecnologia do CTE (Centro de Tecnologia de Edificações) explica que “muitas vezes as discussões entre construtores e clientes são baseadas em percepções pessoais de cada um. Com a publicação da norma de desempenho, os critérios ficaram explícitos tanto para orientar nas definições de projetos e soluções construtivas, como para verificar a edificação pronta”.  Márcia lembra  que a norma tem aplicação obrigatória para projetos a partir de 2013. Assim as pessoas precisam se atentar para a data do empreendimento. A diretora elaborou outras dúvidas que podem aparecer na hora de comprar o imóvel:

1. Como saber se estou comprando um imóvel com os padrões mínimos definidos pela norma 15.575?  - Não é permitido entregar qualquer imóvel sem atender aos requisitos mínimos estabelecidos. Além disso, em alguns aspectos, a norma determina critérios em mais dois níveis - intermediário e superior. Assim, o consumidor poderá ter parâmetros de comparação para verificar as diferenças entre os diversos produtos imobiliários no momento da compra.

2. O que devo esperar da construtora? Tenho que contratar um perito para verificar se a edificação foi construída conforme a norma quando for fazer a vistoria? - A verificação de recebimento da unidade habitacional não muda. Não existe qualquer certificação ou atestado que a construtora deverá entregar ao cliente quando da entrega das chaves. Consiste em obrigação da Construtora entregar um produto que atenda à norma.

3.A norma se aplica para salas comerciais? - Não. A norma é voltada a exclusivamente para as edificações habitacionais. Apesar do conceito ser aplicável a outros tipos de usos, os critérios previstos podem não ser aplicáveis a outras funções.

4. Qual o papel do usuário no desempenho da edificação? - O usuário tem um papel importante no desempenho da edificação ao longo do tempo. Para manter as condições previstas durante a vida útil, as atividades de manutenção devem ser realizadas nas periodicidades planejadas e o uso e operação devem ser realizados considerando as premissas iniciais. Afinal, não existe construção eterna. Há um desgaste decorrente do uso e da ação das condições ambientais. Muitas pessoas não têm o hábito de ler os manuais de instrução de equipamentos, mas com certeza é muito importante que o Manual de uso e operação da edificação seja lido a aplicado.

5.Como pensar em reformas seguindo a NBR 15575 - A realização de reformas na unidade habitacional pode alterar o desempenho previsto e prejudicar as condições de conforto e habitabilidade. Assim, é fundamental a contratação de um profissional habilitado para elaborar o projeto e também uma empresa especializada para a execução da obra.

 

Para sobreviver no mercado empresas recorrem a justiça

O número de pedidos de recuperação judicial bateu um recorde histórico este ano, cerca de 62% a mais do que o mesmo período de 2015. Tudo isso é decorrente de uma grave crise econômica que o Brasil enfrente, e são os pequenos e médios investidores que sofrem com a maior parte das consequências. Combinada com diversos outros fatores, o longo processo de recessão tem feito as empresas entrarem na justiça com pedidos de recuperação judicial como uma forma de ainda sobreviverem no mercado. Mas como funciona esse processo? Qualquer um pode pedir? Quais as consequências disso para os negócios? A advogada Carolina Di Lullo, do escritório da Giugliani Advogados, responde às principais dúvidas.

Por que muitas empresas estão pedindo recuperação judicial na atualidade?

O Brasil enfrenta uma crise que vem se prolongando e afetando diversos setores do mercado, o que prejudica o fluxo de caixa dos empresários, bem como diminui o crédito disponível no mercado – seja o crédito propriamente dito (empréstimos) quanto aquele proveniente das relações comerciais (possibilidade de parcelamento de pagamentos junto a stakeholders primários como fornecedores). Estas condições, atreladas a queda nas vendas e/ou serviços, necessidade de adimplemento de obrigações já contraídas e, o risco da negativação ou protesto de seu nome, levaram muitos empresários a acreditar que a recuperação judicial seria um mecanismo que permitiria a manutenção de sua atividade, ou seja, a sobrevivência.

A partir de que momento a empresa pode pedir recuperação judicial?

Entendemos que a recuperação judicial deverá ser a última alternativa tomada pelo empresário. Indicamos em primeiro lugar uma recuperação “branca”, ou seja, uma espécie de recuperação extrajudicial, que ocorre fora do poder judiciário, através da análise de alguns fatores que são indicadores do insucesso econômico que os empresários estão passando e elaboração de estratégias específicas para gestão destes fatores, de modo a equilibrar a atividade empresarial e criar prioridades para resolução. Os fatores mencionados acima são facilmente identificáveis em todas as empresas que passam por dificuldades financeiras e são eles:

1. Endividamento tributário – Impossibilidade de pagamento dos tributos incidentes sobre a operação e criação de passivo tributário. As medidas que costumamos tomar para auxiliar nossos clientes neste quesito são: verificação do regime tributário da empresa (se é o mais apropriado à atividade); análise dos tributos incidentes sobre a atividade; verificação de oportunidades tributárias para diminuição da carga incidente ou ainda compensação de pagamentos realizados a maior pelo contribuinte de tributos gerando fluxo de caixa imediato (por exemplo, a recuperação dos 20% pagos ao INSS sobre a folha de salário que não deverá incidir sobre as verbas de cunho indenizatório pagas aos empresários); análise do passivo existente.

2. Endividamento bancário – Impossibilidade de pagamento dos contratos bancários existentes e criação de passivo bancário. Neste caso, costumamos proceder com a análise e recalculo dos contratos bancários com a finalidade própria de renegociá-los junto às instituições bancárias, levando em consideração as possibilidades e condições que a empresa conseguirá arcar. Identificamos nestes casos também algumas taxas e encargos cobrados de modo irregular pelas instituições financeiras de modo a requerer a compensação dos mesmos com os pagamentos em atraso ou ainda o reembolso – o que será analisado caso a caso.

3. Endividamento com stakeholders - fornecedores -  Impossibilidade de pagamento dos fornecedores nas datas apresadas ou ainda de parcelamento de pagamentos em vista de possível negativação em mercado. Buscamos neste caso a renegociação de todas os passivos envolvendo fornecedores ou ainda renegociação de contratos, a fim de viabilizar a atividade empresarial, prezando sempre pela transparência e bom relacionamento para com os fornecedores. Analisamos também os negócios jurídicos firmados para verificar se há alguma onerosidade excessiva que inviabilize sua manutenção pelo cliente, bem como renegociação com os fornecedores.

Caso após a realização destes serviços seja verificado que a gestão da empresa se encontra muito debilitada e que o endividamento existente é muito superior do que a capacidade de recuperação da empresa, será indicada a recuperação judicial.

O que ela deve apresentar à justiça para isso? O que deve constar em seus documentos, etc?

A empresa que pretender ingressar com pedido de recuperação judicial deverá apresentar ao poder judiciário uma petição inicial com a exposição das causas concretas da situação patrimonial do devedor e das razões da crise econômico-financeira. Além disto, deverá seguir o artigo 51 da Lei de Recuperações Judiciais [Lei nº 11.101/2005] que traz o rol da documentação necessária para ingresso com pedido, como por exemplo: as demonstrações contábeis relativas aos três últimos exercícios sociais; balanço patrimonial; relatório gerencial de fluxo de caixa e de sua projeção; a relação nominal completa dos credores; a relação integral dos empregados entre outros. Após o deferimento pelo juízo do processamento da recuperação judicial, o devedor deverá apresentar, no prazo de 60 dias um plano de recuperação judicial que, em suma, representa como este pretende sair de sua situação atual e quitar suas pendências junto aos seus credores.

Qualquer empresa pode pedir recuperação judicial? Existe alguma diferença das empresas de grande porte para as de pequeno porte?

Qualquer empresário ou sociedade empresária poderá requerer recuperação judicial, com exceção: empresa pública e sociedade de economia mista; instituição financeira pública ou privada, cooperativa de crédito, consórcio, entidade de previdência complementar, sociedade operadora de plano de assistência à saúde, sociedade seguradora, sociedade de capitalização e outras entidades legalmente equiparadas às anteriores. O porte da empresa não influencia no pedido de recuperação judicial, mas tão somente na repercussão que este pedido terá do mercado.

Quando é encerrado um processo de recuperação judicial?

O processo de recuperação judicial apenas será encerrado com sucesso quando a empresa cumprir com o seu plano de recuperação aprovado pelo judiciário. Caso o devedor não consiga cumprir com o plano de recuperação, esta poderá ser convertida em falência, o que culminará na paralisação da atividade econômica empresarial.

Este tipo de ação mancha a imagem de uma empresa, caso ela tenha, por exemplo, ações na Bolsa de Valores?

Sim, uma vez que uma de suas consequências será a suspensão de negociação de suas ações na Bolsa de Valores.

E se o pedido for negado? Por que foi negado e quais consequências para a empresa?

O pedido poderá ser negado caso os requisitos processuais não sejam cumpridos, como a falta de alguma documentação essencial. Também poderá ser negado caso a empresa pretenda obter, por via transversa, os efeitos decorrentes do processamento da recuperação judicial – ou seja, se utilize indevidamente do pedido de recuperação judicial para obter outro fim que não sua recuperação financeira. Por exemplo, conseguir um empréstimo bancário que antes não havia sido concedido devido às negativações que possui em seu nome.

As empresas conseguem, normalmente, ganhar a ação na justiça?

Infelizmente não. No Brasil, apenas 1% das empresas que solicitam recuperação judicial conseguem, efetivamente, sair dela com sucesso. Com a crise, setembro teve recorde de pedidos de recuperação judicial – foram registradas 244 solicitações neste sentido. Por derradeiro de janeiro a setembro deste ano os pedidos tiveram alta de 62% se comparado com o mesmo período do ano de 2015. Esta situação é preocupante, haja vista que o Poder Judiciário está sendo “atolado” de pedidos de recuperação judicial, tornando-o a análise individual de cada pedido mais morosa, prologando a discussão sobre os rumos da empresa por anos, situação esta totalmente desfavorável ao empresário que busca com o referido pedido exatamente uma solução rápida e eficaz para manutenção de suas atividades.

Recentemente, muitas empresas envolvidas em escândalos de corrupção pediram recuperação judicial. Por lei, o fato de ter ocorrido alguma ação criminosa, pode impedir a recuperação judicial?

A Lei 11.101/2005 prevê em seu artigo 48, IV que poderá pleitear a recuperação judicial o empresário ou sociedade empresária desde que não teria sido condenada ou não tenha, como administrador ou sócio controlador, pessoa condenada por crime como, por exemplo, fraude contra credores.

Última atualização ( Sex, 21 de Outubro de 2016 08:49 )
 
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