Jornal Correio de Notícias

Página Inicial | Fala Leitor

Fala Leitor

Pena de morte 2015

O brasileiro Rodrigo Muxfeldt Gularte foi executado na Indonésia.
Os apelos de clemência, partidos do mundo inteiro, não sensibilizaram os algozes. A Presidente Dilma Roussef, em nome do Brasil, pediu que Rodrigo fosse poupado com a substituição da pena mortal por pena menos dramática. O governo de Jacarta foi surdo ao nosso apelo e o ato brutal e desumano foi praticado.
A execução fere tão profundamente a consciência humana que das doze armas utilizadas no assassinato a sangue frio, três foram carregadas com balas de verdade e nove com balas de festim. Em razão desse estratagema, cada um dos carrascos carregou, dentro do espírito, a esperança de que sua arma não matou o semelhante.
Depois do protesto formal de nossa Presidente, ainda não se sabe o que fará o Governo Brasileiro. A Austrália, cuja localização geográfica fica próxima da Indonésia, retirou seu embaixador do país assassino, em protesto contra a barbaridade.
O Brasil poderá prosseguir mantendo relações com o governo indonésio. O laço diplomático formal talvez seja acertado porque a ruptura pode ser contraproducente e acirrar o ódio que sempre alimenta o fuzilamento, a forca e a cadeira elétrica. Entretanto, relações mais profundas não serão possíveis, por absoluta falta de sintonia no conceito do que seja civilização, humanidade, convivência entre os povos, respeito à vida.
O artigo 3 da Declaração Universal dos Direitos Humanos consagra, em favor de toda pessoa, um tríplice direito: à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
O direito à vida deve ser entendido em toda a plenitude e compreende:
a) o direito de nascer e a consequente recusa do aborto;
b) o direito de permanecer vivo;
c) o direito de alcançar uma duração de vida compatível com as possibilidades e potencialidades das ciências e técnicas humanas, num determinado momento histórico;
d) o direito de não ser privado da vida através da  pena de morte.
A Constituição Brasileira determina que
"não haverá pena de morte, de caráter perpétuo, de trabalhos forçados, de banimento e cruéis".
Durante o período pré-constituinte, a pena de morte foi repudiada por Emenda Popular apresentada sob o patrocínio da Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro e de outras entidades.
A Constituinte acolheu essa emenda popular. Ouviu o forte apelo da opinião pública que, sobretudo por motivos religiosos e humanitários, recusa a legitimidade da sanção mortal.
Em razão do repúdio da alma brasileira à pena de morte, outro comportamento não poderia ter a Presidente da República senão o de manifestar desaprovação ao ato e pedir que fosse poupada a vida do nosso concidadão.
João Baptista Herkenhoff é Juiz de Direito aposentado (ES), professor e escritor.

 

Cinco motivos para sua empresa digitalizar documentos

É fato que, no atual cenário econômico que nosso país enfrenta, as empresas estão buscando produzir mais, gastando menos. Na verdade sempre foi assim, mas hoje esta situação se tornou quase que ordem dentro das organizações. A economia é regra em todos os setores. Entre eles está o de armazenamento e digitalização de documentos. Ainda hoje, muitas empresas se apegam ao papel. Porém existem formas simples de se ganhar tempo e não perder dinheiro com esse tipo de serviço.

Por isso dou cinco dicas sobre porque você deve adotar a solução de digitalização de documentos em sua empresa.

1. Mais economia para sua empresa

O armazenamento em papel ocupa um grande volume de espaço que cada vez custa mais caro. Pense, você precisa de espaço pra guardar documentos em papel, e existe toda uma burocracia em resgatar determinado documento. Além de ser menos econômico, também lhe tomará tempo. E como dizem tempo é dinheiro. Com a solução de digitalização você não precisará se preocupar com gente pra ficar responsável por isso em sua empresa. Você mesmo pode acessar o documento. Mais rapidez, mais produtividade.

2. Segurança para seus documentos

Segurança da informação ganha ênfase quando os dados estão em nuvem. Não vou aqui dizer que se você guardar seus documentos na nuvem (clouding computing) eles nunca serão invadidos, até porque a maioria dos acessos indevidos é causada por colaboradores da própria empresa. Porém o que quero salientar aqui é que você pode diminuir os riscos. Se você tem os seus documentos em um depósito qualquer e ele for invadido, você pode perder tudo, sua única cópia. No entanto quando você salva isso na nuvem, na internet, automaticamente são replicadas cópias em outros servidores, além de ser feito um backup toda a noite. A digitalização também previne a perda de documentos ou por causa de enchentes, incêndios ou até um acidente como rasgar um documento durante o manuseio ou derrubar uma xícara de café naquele documento importante que estava sobre a mesa. Como eu disse, é importante diminuir os riscos.

3. Acesse seus documentos de qualquer lugar

Imagine que você esteja em alguma reunião e precise de um documento importante que por algum motivo esqueceu-se de levar. Com a digitalização e armazenamento de documentos em nuvem você pode acessar esse material de qualquer dispositivo como tablets, celulares ou notebooks. Mais uma vez você ganha tempo e economiza dinheiro. Você também pode compartilhar esses documentos com outras pessoas de forma rápida e segura. Se precisar do documento em mãos, basta imprimi-lo através destes dispositivos.

4. Solução profissional

Você pode pensar, “vou comprar já um scanner e colocar uma pessoa lá para começar a digitalizar meus documentos”. Mas calma. Não é assim tão simples. Saliento que a digitalização deve acontecer de forma correta. Se não, pode gerar um custo desnecessário. Uma solução profissional é o melhor caminho e explico o por quê. Quando uma empresa especializada faz esse tipo de serviço, ela faz com indexação, ou seja, com o nome, endereço, telefone, etc. Tudo é organizado para facilitar sua consulta futuramente.

5. Depósito externo

Além de todas essas vantagens, algumas empresas ainda oferecem o serviço de depósito físico de seus documentos. Mais uma alternativa para que seus documentos estejam seguros e bem guardados pelo tempo que você necessitar.

Atualmente, tudo que puder criar agilidade e reduzir custos é oportuno. Qualquer projeto de inovação e TI só é benéfico se trouxer redução de custo e produtividade. Hoje, os processos já são mais automatizados para digitalizar e indexar. Esse tipo de armazenamento na nuvem (clouding computing) só aumenta no país e vai crescer ainda mais. As empresas terão que se adaptar a essa nova realidade.

Por Adão Lopes ( mestre em tecnologia e negócios eletrônicos e CEO da VARITUS BRASIL)

 

Editorial CN - Mobilidade Urbana

Canoas é uma cidade cortada de sul a norte pela BR 116 e pelos trilhos da Trensurb.
A falta de articulação política, principalmente nos anos onde a cidade foi declarada área de segurança pública, com prefeitos nomeados, sem representação nos parlamentos e muita acomodação das lideranças da época, propiciaram que fosse erguido no meio do município duas muralhas,praticamente intransponíveis, com o agravante de na região central, ou especificamente entre as Ruas Guilherme Schell e Victor Barreto fosse assentado os trihos do metrô de superfície metropolitano.
Se por um lado o metrô é motivo de comemorações e solução para o transporte público, por outro, ocasiona entraves na mobilidade urbana da cidade.
Soluções paliativas têm sido tentadas pelas administrações municipais nestes últimos anos e, todas estão fadadas a não criarem melhorias efetivas, inclusive muitas vezes,acabam por serem abandonadas pois o malefícios são maiores que os benefícios.
A Prefeitura prepara a instalação do primeiro corredor de ônibus em Canoas, será um pequeno trecho da Rua Vitor Barreto, entre a Ipiranga e a Muck.
As vozes contrárias já são muitas. Os comerciantes apontam que haverá enormes dificuldades para a chegada de suas mercadorias, pois, já na Rua 15 Janeiro não há espaço para carga e descarga. O tradicional ponto de táxi, na esquina da Victor Barreto com a Tiradentes esta sendo transferido, a duras penas, para a Rua Muck, próximo da Victor Barreto.
A solução encontrada vai gerar mais transtornos nas proximidades do centenário Colégio La Salle/Unilasalle, já tem vozes discordantes junto aos empresários ali instalados, que também perdem seu ponto de carga e descarga.
A solução é o rebaixamento ou mesmo a elevação da linha da trensurb, entre a Av. Inconfidência/Dr. Barcelos e a Rua Mathias Velho, que devolverá a tão necessária mobilidade urbana ao centro de Canoas. Isto, sem contar com a promessa de ainda neste mês de abril ser lançado o edital para a construção do túnel na Rua Domingos Martins sob a BR 116, que desafogará parcialmente as transposições existentes atualmente na Boqueirão e na Av. Inconfidência.
A cidade cresceu, investimentos vultosos são anunciados, a indústria da construção civil descobriu Canoas, neste momento, são centenas os prédios em edificação, um novo e vultoso Shopping Center será erguido e a mobilidade urbana tem sido negligenciada pela administração municipal, que não prioriza soluções definitivas, somente paliativos e enganadoras alternativas.

Última atualização ( Sex, 11 de Abril de 2014 10:53 )
 

SOU BRASILEIRO COM MUITO ORGULHO

SOU BRASILEIRO COM MUITO ORGULHO
 
Com a Copa, temos uma grande oportunidade para mostrar a riqueza cultural brasileira, a criatividade de nossa gente, uma natureza exuberante e o novo Brasil que estamos construindo
Daqui a poucos dias, viveremos as emoções da Copa do Mundo no Brasil. E conquistamos a honra de sermos os anfitriões dessa festa graças ao reconhecimento que o mundo faz de nossos recentes avanços, enquanto uma nação que tem por princípios a defesa da paz e da prosperidade com inclusão social. Por isso, devemos aproveitar esta oportunidade e mostrar, além de um caloroso acolhimento, nosso jeito de fazer, que respeita a diversidade, mas não tolera a violência e o pessimismo.
O Brasil está pulsando forte. Não só pela Copa, mas porque hoje vivemos em uma terra que qualquer cidadão, por mais humilde que seja, é tratado com respeito, com direito à saúde pública, à escola e à universidade, a uma renda mínima, a um emprego, a uma moradia, a uma alimentação saudável. Enfim, nos tornamos um país que conquistou dignidade para milhões de filhos seus que, até bem pouco tempo, estavam relegados a cidadãos de "segunda classe".
O Brasil está dando certo, apesar de uma minoria agourenta e dos pessimistas contumazes. E é justamente nessa hora em que o mundo inteiro olha para nós buscando conhecer esse país que se consolida como uma das maiores democracias do planeta, que esses oportunistas se apresentam. Contra a violência de seus atos ou seus discursos que desqualificam a nossa história, ferem nossa autoestima e que tentam nos confundir com meias informações ou mentiras, precisamos resgatar fatos e levantar a bandeira da verdade.
A verdade é que a Copa do Mundo deixará um precioso legado. E não são apenas os novos estádios nos quais assistiremos as emoções da Copa e onde seguiremos desfrutando, com segurança e conforto, a nossa paixão pelo futebol. O grande legado está na infraestrutura. Bilhões de reais se transformam em melhorias nas telecomunicações e energia, na mobilidade urbana, nos aeroportos e rodovias, na estrutura turística, na segurança pública. Ou seja, nenhum investimento foi inútil, muito menos desviou recursos da saúde e da educação, que contam com verbas próprias.
Mesmo antes de a bola rolar para a Copa, já temos o que comemorar: foram gerados milhares de empregos, qualificados centenas de trabalhadores, atraídos muitos turistas. Em breve, faturaremos mais: retornos provenientes da indústria do turismo, do movimento do comércio (do micro ao grande empreendedor), de investimentos nacionais e estrangeiros.
O mundo quer ver e viver a festa do futebol no Brasil. Temos uma grande oportunidade para mostrar a riqueza cultural brasileira, a criatividade de nossa gente, uma natureza exuberante e o novo Brasil que estamos construindo, com desenvolvimento e inclusão social. Não podemos deixar que o mau humor de poucos contamine a beleza e o significado deste momento. Vamos, sim, fazer a "Copa das Copas", a Copa da diversidade e da paz. Podemos encher o peito e gritar: "Sou brasileiro com muito orgulho no coração"!

Marco Maia
Deputado Federal do PT-RS e ex-presidente da Câmara dos Deputados

Última atualização ( Sex, 21 de Março de 2014 10:28 )
 

Indiferentes ao recado das ruas

Na última semana presenciamos mais um fato lamentável, protagonizado por parte de nossos representantes na Câmara dos Deputados.
Há dois meses o deputado Natan Donadon (ex-PMDB/RO) está preso, condenado em definitivo que foi, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por fazer parte de um esquema que desviou R$ 8,4 milhões dos cofres públicos entre 1995 e 1998, quando era diretor da Assembléia Legislativa de Rondônia.
A Câmara Federal deveria privá-lo de suas funções, mas não foi o que aconteceu. Na sessão de 4ª feira, dia 28 de agosto, a proposta de perda de mandato, que deveria receber no mínimo 257 votos, recebeu 233 a favor da cassação, 131 contra e 41 abstenções. Houve ainda as ausências, dos 31 deputados da bancada gaúcha, 14 não compareceram à sessão, que manteve o mandato de Donadon. Todos alegaram motivos pessoais para justificar seu não comparecimento, porém, numa circunstância  como esta, um representante do povo tem que saber estabelecer  prioridades e ter consciência de sua responsabilidade.Num momento de decisão tão importante, como este, como justificar esta omissão? Com certeza, este fato ficará para sempre no currículo deste deputado, que deverá se sentir de certa forma responsável, por um dos mais lamentáveis momentos da  Câmara dos Deputados.
O voto secreto, sem dúvida, teve um grande peso nesta decisão, porque ele impede, que o eleitor saiba, como votou aquele que ele elegeu e permite acobertar quem não tem coragem de assumir perante seus eleitores, a consequência de seus atos.
O movimento pelo fim do voto secreto cresceu nas redes sociais e está mobilizando diversas entidades. O eleitor tem o direito de saber como vota seu parlamentar, do contrário, como poderá avaliar sua  atuação?
A Constituição brasileira de 1988 estabelece que o voto secreto seja utilizado em algumas situações: processos de perda de mandato, escolha das Mesas Diretoras, análise de veto presidencial, escolha de algumas autoridades e exoneração do Procurador Geral da República. Porém, se tornou regra geral.
Existem três propostas que preveem o fim do voto secreto. A mais antiga é de 2001. A mais recente foi aprovada, em julho último, pela Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) do Senado. O texto é do senador Paulo Paim (PT/RS) e acaba com o voto secreto em todas as votações do Congresso. Deixa fora apenas o voto secreto para eleições de integrantes das Mesas do Senado e da Câmara, cuja extinção é prevista em outro projeto. Está aguardando aprovação no Plenário do Senado, para começar a tramitar na Câmara.
A verdade é que, por experiência histórica, o voto secreto dos parlamentares, como outras tantas distorções legais, só vai acabar com muita pressão da sociedade.Percebe-se que diversos parlamentares já esqueceram ou estão indiferentes a um importante recado dos protestos de junho.

Profa. Marina Lima Leal, 02 de setembro de 2013

 

Uma questão de justiça

No último dia 2 de abril, entrou em vigor a Emenda Constitucional 66/2012, conhecida como PEC das Domésticas, certamente por levar em conta, que 97% dos trabalhadores domésticos, são mulheres.
A Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) ignorou sua existência e também não foram lembrados na Constituição de 1988. Somente agora, anos mais tarde, finalmente os empregados domésticos, conseguiram garantir os direitos assegurados aos demais trabalhadores e já conquistados em países adiantados.
Durante muitos anos, eles trabalharam, nos lares brasileiros, sem direito a terem sequer, a Carteira assinada. Com o passar dos anos conseguiram este e mais alguns direitos, como férias e salário mínimo, muito pouco para quem se encarrega dos cuidados da casa  e especialmente dos filhos, de quem sai para  trabalhar.
Com a entrada da mulher no mercado de trabalho, o papel da empregada doméstica tornou-se imprescindível, especialmente quando as creches e escolas infantis,  eram quase inexistentes.  Os eletrodomésticos, que facilitam o trabalho doméstico, são invenções recentes e, durante um longo período, foram as empregadas domésticas, que permitiram aos pais saírem mais tranquilos para  seu trabalho, substituindo-os em suas tarefas. Nada portanto mais justo, do que serem equiparadas aos demais trabalhadores, em seus direitos.
Apesar da PEC já estar valendo, nem todas as normas devem entrar em vigor imediatamente. Algumas precisam de regulamentação e em outras, existem divergências, que precisam ser solucionadas.
Os direitos que terão aplicação imediata são: Jornada de trabalho de 44 horas semanais, com no máximo 8 horas diárias; pagamento de hora extra em valor pelo menos 50% maior do que a hora normal; garantia de salário, pelo menos igual ao mínimo; reconhecimento dos acordos coletivos de trabalho.
Como toda a mudança, a PEC das Domésticas deve provocar algumas reações e, como consequência, algumas demissões, mas a tendência é o mercado de trabalho se adaptar com o tempo. Apesar disto, a nova Lei  constitui um avanço nas relações de trabalho, uma questão de justiça, que deve ser comemorada.

Abril de 2013                                    Marina Lima Leal

 
Página 27 de 29

Publicidade

Publicidade

Blogs

Enquete

Você é favor da convocação de Eleições Gerais no Brasil
 

Twitter CN

    Newsletter

    Expediente

    EXPEDIENTE
    Rua Santos Ferreira, 50
    Canoas - RS
    CEP 92020-000
    Fone: (51) 3032-3190
    e-mail: redacao@jornal
    correiodenoticias.com.br

    Banner
    Banner
    Banner

    TurcoDesign - Agencia de Publicidade Digital