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Fala Leitor

O Jacatirão Floresce; É Natal

A primavera está quase no fim, o verão vai chegando, mostrando a sua cara. O calor está aumentando, as chuvas também, e as flores do jacatirão nativo já explodiram em cores. Fui, depois de mais de dois meses, para o norte do Estado e vi as matas à beira das rodovias em Joinville, São Francisco, Joinville, Corupá, Jaraguá do Sul, Guaramirim, ponteadas por várias ilhas de vermelho. São os pés de jacatirão nativo, que começaram a florescer no início de novembro (talvez final de outubro) e vão até janeiro, espalhando vermelho e lilaz por todos os caminhos, por encostas e montanhas.
É a natureza anunciando o verão, enfeitando nossos dias mais quentes e avisando que o Natal e o Ano Novo estão próximos. Que a festa maior da cristandade está chegando, que um Menino mágico vai nascer para nós mais uma vez e, por isso ela, a natureza, começa a festejar bem cedo, para que não esqueçamos de festejar também. De dar as boas vindas ao Menino que vem para o renascimento de todos nós. A simplicidade e singeleza do jacatirão, que traduz toda a natureza que nos cerca, não lhe tiram a beleza e a importância de ser ele o arauto do Menino de Belém, que nos dá o supremo privilégio de nascer em nossos corações em mais este Natal.
Algumas pessoas, cegas de coração, olham mas não veem o jacatirão florido, a sua espetacular florescência. E é preciso olhar e ver. Ele está aí todos os anos, chega no meio da primavera, para enfeitar nosso fim de ano e nosso ano novo e fica até fevereiro, quando vai florescer nos estados mais para cima, como Paraná, São Paulo e outros.Essa flor, o jacatirão, simples e despretensiosa, chamada até de ordinária pelo Aurélio, tem várias funções, como já pudemos perceber: chega logo depois da  primavera para mesclar o verde com matizes de vermelho, enche de luz e cor nossas matas e nossos caminhos, anuncia o verão e nos lembra da chegada do Menino que nasce todo ano para nós. É a flor do Natal.As majestosas e generosas árvores, em grande número, graças a Deus, se enchem de botões que abrem brancos, vão mudando de cor, para rosa, até chegarem ao lilás. É a personificação da natureza, dizendo-nos: estou aqui para que vejam que ainda tenho esperança no ser humano.

Luiz Carlos Amorim – Escritor

Última atualização ( Sex, 17 de Dezembro de 2010 13:54 )
 

Felicidade, o eixo da vida

 Um assunto fundamental e extremamente complexo.
O que é a felicidade, como alcançá-la, e, principalmente, conservá-la?
 Disse Leon Tolstoi: “A alegria de fazer o bem é a única felicidade verdadeira”.
 Para Carlos Drummond de Andrade: “Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.”
 Mahatma Gandhi ensinava que “não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho”.
 Não podemos esquecer William Shakespeare: “A alegria evita mil males e prolonga a vida”.
 E Masaharu Taniguchi, sempre em busca de ensinamentos?
“Não há satisfação maior do que aquela que sentimos quando proporcionamos alegria aos outros”.
 Ah, Mario Quintana: “Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade”.
 Que tal Erico Verissimo: “Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente”.
 Onde arrumei essas frases?
Não procurei, ganhei de presente!
 Por que razão? Simplesmente por não ter respondido a pergunta de um amigo.
 Quer saber se é uma nova onda, na qual quem trata mal os amigos ganha presentes?
Não, não é. É que eu não tinha a resposta.
 Pergunta difícil? Não, muito simples. A resposta é que era impossível.
 Você está curioso? E eu pensativo. Gostaria, realmente, de tê-lo ajudado, mas...
 Sei não se deixa “amigos na mão”. Você também acredita que amigo que é amigo não aparta briga, chega dando voadora?  Foi o que ele me disse quando não respondi.
 Ta bom, vou deixar a pergunta com você para que possa ajudá-lo. Ele vai gostar de conhecê-lo.
 O chefe lhe perguntou: Você está feliz na empresa?
 E ai, tem a resposta? Vamos lá, não se nega ajuda aos amigos!
 Meu silêncio o fazia pensar alto: - Se digo que sim, não receberei aumento tão cedo, mas se digo que não, gero uma crise.
 Resolvi devolver a pergunta:- Você está feliz?
Ele: - Sinceramente?
 Irritante não é, essa pergunta?
Por que eu esperaria uma resposta que não fosse sincera?
 Pensou, pensou, e disparou: - Não sei!
 Ia me esquecendo, o que é mesmo que você ia dizer a ele, ajudando-o a responder a pergunta do chefe?
Fala alto, não estou ouvindo. Calma!
 Note que perguntei se ele estava feliz, e não se era feliz. Afinal, “ser” já está em outro estágio!
 Pois é, foi refletindo que ele saiu em busca de argumentos e apanhou as frases. Gostei, então disse: - Passa pra cá.
 Ele descrevia seu sentimento de felicidade: Parece um plano inclinado que se movimenta. No centro há um eixo, e eu estou amarrado nele por uma corda.
Giro em volta do eixo, enquanto o plano oscila.
Conseguiu entender?
 Eu não sei  e ainda mexe com minha labirintite!
 O fato, tratado de forma simples e direta, é que a felicidade, realmente, é o eixo da vida.
 Há, ainda, a questão do dinheiro. Afinal, ele está preocupado com o aumento do salário, lembra?
 A frase no parachoque diria: “Dinheiro não traz felicidade”.
No boteco: “Dinheiro não traz felicidade, manda buscar”
 O pobre: “Dinheiro não traz felicidade, mas diminui muito a infelicidade”.
E, Groucho Marx: “Há tantas coisas na vida mais importantes que o dinheiro! Mas, custam tanto!
E assim, vamos girando em torno do eixo, enquanto meu amigo pensa o que vai responder!
 
 
Ivan Postigo
Diretor de Gestão Empresarial
 

As PPPs e o futuro

O Rio Grande está diante de uma encruzilhada. Qual o caminho a seguir para construir o futuro, já que precisa de investimentos em áreas estratégicas. A lei de Parceria Público-Privada (PPP), criada durante o primeiro governo do presidente Lula, inspirada em experiências de vários países, é um instrumento inovador para garantir financiamento oriundo do setor privado. Ao invés de realizarem empréstimos junto ao setor financeiro, na PPP os governos buscam parceiros privados para construir e operar estradas, saneamento básico, complexos prisionais ou turísticos. Investimentos que depois de 30 ou 35 anos serão públicos, ou seja, de toda a sociedade. Nossa tradição belicosa nos leva muitas vezes a, antes mesmo de conhecer a fundo uma alternativa, nos posicionarmos contra, mais em função de quem a formula do que pelo seu conteúdo. É nosso dever, no entanto, proporcionar um debate racional sobre o tema. Há pessoas que são contra as PPPs. Essas devem dizer claramente de onde o Estado irá buscar dinheiro para os empreendimentos: R$ 1 bilhão para RS-010 ou R$ 200 milhões para o complexo prisional. O novo governo deveria tirar dinheiro do caixa para realizar estas obras, reduzindo os parcos investimentos na saúde, na educação e na segurança, para realizar o que poderia ser viabilizado com recursos da iniciativa privada? Aqueles que são favoráveis às PPPs devem olhar com rigor técnico os editais e apontar eventuais ajustes. Caso existam falhas, cabe à equipe do governador eleito sugerir e a da atual governadora buscar as correções. Estes são temas de Estado, que transcendem querelas partidárias. Alguns setores criticam os editais pela própria essência das PPPs. Há quem questione, por exemplo, a existência de pedágio na RS- 010. A estrada de 42 km, que custará quase R$ 1 bilhão, é vital para a região, viabilizando o anel viário metropolitano. Não podemos esquecer que teremos também duas vias públicas, como as BRs 116 e 448. O pedágio, entretanto, precisa ser acessível. Por isso, o retorno do investimento exige do governo estadual um pagamento complementar a cada ano, valor que deve ser discutido. A própria licitação apontará o vencedor que exigir o menor valor do Estado. Não podemos jogar a água suja da bacia e com ela a criança. Não devemos nos comportar como neoluddistas, que no século XIX, eram contra o capitalismo e entravam nas fábricas para quebrar as máquinas. O governador eleito Tarso Genro é um gestor público inovador e talentoso. Ele foi o responsável pelo debate sobre as PPPs no Conselhão, a pedido do presidente Lula, e será o condutor do Rio Grande para esta inovação. Acreditamos que o futuro do nosso Estado depende da ousadia de nossos líderes e do amadurecimento da sociedade. 

Jairo Jorge da Silva
Prefeito de Canoas

Última atualização ( Sex, 26 de Novembro de 2010 14:03 )
 
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