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Trem parado, locomotivas travadas em 2017

Difundiu-se a ideia de que, superada a crise política, a economia voltaria a crescer, devido à melhora no nível de confiança dos agentes econômicos. Esperava-se que a fada da confiança atuasse. Contudo, o trem da economia continua parado ou em marcha à ré. O motor das locomotivas permanece desligado e o freio-de-mão, puxado. Não há fada que mova o trem!

Já são seis trimestres em recessão e o terceiro e o quarto trimestre de 2016 também serão negativos, carregando muitos problemas para o ano que vem.

Quais são as locomotivas da economia? Para o empresariado produzir e investir, aumentando e melhorando a capacidade de produção, é necessário haver demanda, quer dizer, certeza de que o produto ou serviço encontrará comprador. A demanda tira a fada do mundo fantástico e a torna real e objetiva.

Quem garante a demanda? O mercado interno e/ou as exportações, ou seja, o mercado interno de outros países. E o mercado interno é formado pela capacidade de compra das famílias, em grande parte determinada pelo emprego, pelos salários e crédito. Há dois anos são destruídos em média 100 mil empregos por mês no Brasil e os salários vêm sendo arrochados. Já são mais de 12 milhões de desempregados ou quase 20 milhões, se incluído o desemprego pelo trabalho precário. O medo do desemprego reduz o consumo de quem ainda tem salário, os desempregados sofrem com o endividamento e os juros extorsivos. Ao travar o consumo das famílias, bloqueiam-se quase dois terços da demanda interna.

As empresas reduzem a produção e consomem menos insumos. Também deixam de investir para ampliar a capacidade de produção, não demandando novas máquinas, construção ou novas contratações. Sem giro dinâmico nas vendas, o lucro cai, os resultados se tornam negativos e a capacidade de sustentar os empregos e pagar empréstimos diminui. As empresas atrasam pagamentos, demitem e deixam de pagar os impostos e, como as famílias, são estorcidas pelos juros bancários.

Com queda da atividade econômica, geram-se menos impostos e quem deve não tem capacidade de pagá-los. A capacidade fiscal do Estado é comprometida. Os cortes de gastos e salários agravam a queda da demanda, pois o governo reduz o consumo, a renda dos servidores públicos e das famílias, além de diminuir a demanda para as empresas.

O mercado externo era o alento. A desvalorização cambial havia aberto a porta da exportação de manufaturados e dado melhores condições competitivas para as empresas nacionais concorrerem no país com os produtos importados. Vários setores industriais estavam lentamente ganhando tração. De maneira equivocada, a política macroeconômica novamente deixa o câmbio valorizar, fechando a pequena porta que se abria. Além disso, sobram vendedores em todos os países, à procura do mercado interno de outros, inclusive do nosso. Há poucos compradores.

Em 2016, o PIB deve cair em torno de -3,5%. Se em 2017 o crescimento for nulo, já será um resultado razoável. Desemprego aumentando em menor intensidade, salário em queda, empresas fechando e redução da receita fiscal. Nada que indique retomada da demanda interna, com a porta externa fechada.

A solução indicada pelo governo será: (a) colocar o país à venda - empresas privadas e públicas, ativos naturais e serviços públicos -, especialmente para o capital internacional, disposto a encontrar ativos baratos e com boa perspectiva de rentabilidade futura e; (b) fazer um brutal ajuste do tamanho do Estado.

Essa solução destruirá a capacidade do país de sustentar o desenvolvimento econômico soberano, condição para uma integração internacional virtuosa.

Tempos dificílimos nos esperam para 2017! Tempo ruim. Trem travado.

Clemente Ganz Lúcio -  Sociólogo, diretor técnico do DIEESE, membro do CDES – Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e do Grupo Reindustrialização

 

Acorde o Ano Novo que está dentro de você!

A chegada do Ano Novo é uma oportunidade para fazer um balanço pessoal do que passou e refletir sobre as renovações que queremos em nossas vidas. Para muitos, o ânimo pelo encerramento de mais um ciclo vem acompanhado de vários receios. O já popular texto “Receita de Ano Novo”, do célebre poeta e escritor Carlos Drummond de Andrade, nos traz preciosas mensagens de motivação.

Drummond dizia que “para ganhar o belíssimo Ano Novo, a cor do arco-íris ou da sua paz, não pode compará-lo com outros tempos já vividos (melhores ou piores). Não apenas pintado ou remendado às carreiras, o novo deve estar nas sementinhas do vir-a-ser. Não é preciso fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta (...) nem acreditar que, por decreto de esperança, a partir de janeiro as coisas mudem (...). Para ganhar um Ano Novo tem que merecê-lo, fazê-lo novo. Não é fácil, mas tente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre”.

Então, vamos acordar o seu Ano Novo? O primeiro passo é estabelecer metas reais e tangíveis. O segundo é fazer planos de ações realistas e efetivamente colocá-los eles em prática para que consiga, de fato, atingir suas metas. E, claro, manter-se atento e motivado.

Quando as metas são atingidas, além da sensação de dever cumprido, aumentamos nossa e conhecimento.

Um dos grandes benefícios deste comportamento é ter mais tempo. Sim, tempo livre. Um bem valioso a ser gasto com a família, amigos, atividade esportiva, hobbies... Com tudo o que te faz feliz.

Você é uma pessoa preciosa e a sua vida também. Merece ser feliz, não importa onde tenha parado ou como tem escolhido os seus caminhos. Se não está satisfeito, recomece agora! Se pensar que pode conquistar tudo o que deseja, conseguirá dar o primeiro passo mais facilmente, basta acreditar.

Como já afirmava Chico Chavier: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”.

E, caso sinta dificuldade em dar o primeiro passo sozinho, procure alguém sábio que poderá ajudá-lo a atingir suas metas. Temos sempre aquela pessoa que torce por nós e está ao nosso lado em todas as situações. Conte com ela. Vamos lá! O Ano Novo está aí dentro de você!

Silvia Bez é palestrante motivacional - especialista em vendas e marketing pessoal, além de Master Coach

 

Fidel Castro

Para alguns, arquétipo do herói, como Alexandre da Macedônia. Para outros, do tirano implacável, como Sadam Hussein.

O fato é que ninguém exerce poder político por 49 anos sem ser uma figura arquetípica. Advogado, no início protagonizou episódios ante os quais a esquerda mundial se encantou e encheu-se de esperanças. Encarado como o promotor do socialismo mundial, preconizado por Marx - "proletários do mundo inteiro, uni-vos". Os adversários recolheram-se em Miami.

Em verdade, arquétipo do homem carismático e paradoxal. Sob a corrupta ditadura de Baptista, a ilha vista dos Estados Unidos tornou-se um cassino. Sem lideranças e instituições fortes, caiu como um castelo de cartas. Os guerrilheiros de Sierra Maestra, sem embargo dos combates e de sacrificados na luta pela democracia, foram os únicos que, em todo o mundo, conquistaram seus objetivos. Uma sociedade e um governo, voltados a um hedonismo barato e irresponsável, caíram nas mãos do Robin Hood do Caribe da década de 1950.

O carisma desde lodo se evidenciou, por meio das comemorações da vitória. Vitória sem comemoração é um ato a que falta o símbolo, importante, porém vazia ao firmar o fato no inconsciente coletivo. Seus adeptos, ao invés do apoio incandescente e esperançoso, podem cair na letargia do mesmo. E se completou pela fluidez da linguagem. Poucos políticos souberam usar da expressão verbal como Fidel. Seus discursos eram de horas ante um povo extático. No ponto se forjaram as primeiras virtudes de mais de quatro décadas de poder efetivo e inquestionado.

Sentiu, contudo, sua inevitável fraqueza, ante o gigante do norte. Assim, à propositura inicial de uma democracia ética e iluminista sobreveio a guinada de 180 graus, ao aderir à poderosa ditadura stalinista, fundada em burocracia sólida, genocídios e nacionalismo, este antípoda dos sonhos universais de Castro e da esquerda. Inúmeros apoiadores importantes do movimento democrático de Fidel o abandonaram. E o esperado apoio da União Soviética à revolução universal foi uma decepção.  Embora tenha propiciado fundamentos básicos à mantença econômica de Cuba, o empenho soviético não passou daí. Tinham de consolidar seu próprio terreno, consequente à segunda guerra mundial.

Certamente o bloqueio econômico gerou a miséria de Cuba. Entretanto, não se pode esperar de uma grande nação capitalista, gerida pelos respectivos interesses, outra conduta; quando o histórico Presidente Barack Obama logrou engendrar um diálogo com Raul Castro, o venerando líder não deixou de manifestar sua crônica oposição. O enterro dessa tentativa evolucionista ficará consumado como uma das deletérias consequências da vitória de Donald Trump.

Ernesto Guevara teve precisa conta da direção dos ventos e rompeu com a subserviência a outro patronato. Seus ideais do socialismo universal eram mais fortes. Demitiu-se do mais importante cargo governamental de Cuba para morrer indefeso na Bolívia. A primeira demonstração de que a guerra guerrilheira não consegue derruir Estados minimamente ordenados, seja sob governos democráticos, sejam ditaduras.

A guinada de Castro inspirou a ideia demagógica de que se veria empreender lutas sob o mantra da democracia liberal, pregada ostensivamente, somente como um meio, um caminho para atingir-se a figura da "ditadura do proletariado", necessário, no pensamento marxista-leninista, para a instauração do socialismo.  O imaginário utópico do século XX e ainda pendente em veneráveis cabeças do século XXI. Essa elucubração imagística somente seria descartada de parte do pensamento esquerdista em meados da década de 1980 pelo Partido Comunista Italiano e seu líder Enrico Berlinguer, que firmou como propósito de sua "praxis" a "democracia como fim universal", o que gerou efeitos, inclusive, no Partido Comunista Brasileiro, com sua cisão entre dois grupos básicos: os seguidores do "Velho", combatente Luís Carlos Prestes, dissidência, e os que remanesceram no Partido sob a direção de alguém desprovido de "vis attractiva", tal qual Raul Castro, Giocondo Dias.

Dissolvida a guerra fria, a agora Rússia logo retirou o amparo crônico à Ilha, o que gerou reações furibundas e inúteis de Fidel. A miséria tornou-se extrema, somente administrada por heranças do período ancorado, especialmente por meio da educação universalizada e, do mesmo modo, dos serviços de saúde. No ponto, são necessárias observações imperiosas. A educação do estilo soviético sempre foi marcada pela unilateridade de objetivos políticos. O pensamento aberto, criativo e crítico, fundamento da filosofia e de todas as ciências, exatas e humanas, foi soterrado. Restou a miopia e a pobreza do "conhecimento" único de seus próprios espelhos. A visão enciclopédica, responsável e cautelosa das ciências e das artes, ao expor seus resultados, foi simplesmente abandonada. Um físico comprometido com o partido não precisaria de muitos testes para anunciar suas investigações. Do mesmo modo, os literatos e filósofos, a exemplo de Vladimir Mayakovskiy, Alexandre Soljenitsin e Boris Pasternak. Tanto a saúde como a educação cubana foram promovidas à luz de valores quantitativos e não qualitativos e críticos, o mesmo que, há pouco, se adotou no Brasil.

Ao finalizar, o pior de tudo: não há boas ditaduras. Os "paredóns" e os presos políticos e os exilados foram denúncias jamais contestadas pela ditadura castrista. Verdades incontestáveis.

Esse menosprezo à vida, que, quando se vai, é como uma ilha que se desprende de seu promontório, são considerados nefandos crimes de lesa humanidade. Para alguns saudosistas, o preceito é relativizado quando essas ignomínias visam à "salvação social de toda a humanidade". Ao leitor cabe valorar esse relativismo.

Talvez ninguém, neste século, nesta vida que se desenvolve sob condições absolutamente distintas dos meados do século passado, e nos futuros, verá mais um homem como Fidel Castro, carismático, resistente, dono da linguagem, e, ao mesmo tempo, equivocado, intransparente e ditador, como todos os tiranos, inominável.

Amadeu Roberto Garrido de Paula - advogado e membro da Academia Latino-Americana de Ciências Humanas

 

O nascimento existencial

Os estudos longitudinais da personalidade, os que acompanham as crianças do nascimento por vários anos, apontam às seguintes características: para entende-las com facilidade vamos seguir o exemplo de gêmeos.

Esses estudos perceberam diferenças de comportamento entre as crianças. Às vezes uma é alegre e vive sorrindo; a outra é séria e pouco se relaciona. Essas características são constitutivas da própria criança e influencia o próximo passo.

Os adultos se relacionam com essas duas crianças e reforçam esses comportamentos. Por anos essas crianças escutarão “Sempre foi alegre, desde pequena já sorria.” ou “Você sempre foi muito sério”. Também escutam críticas, “Assim alegre! Tem que tomar cuidado, pois pessoas maldosas irão se aproveitar”. E escutam orientação de mudança: “Você não precisa ser tão sério, procure ser simpático”.

Existe o contexto regional; este vai além da família. São os discursos que as crianças escutarão na escola, dos vizinhos, e das demais pessoas onde foram criados: “Quem nasce nessa cidade é uma pessoa de tal característica.” ou “Aqui é região de pessoas com determinada ação”. De maneira pouco percebida esse contexto é constante e presente na formação da personalidade.

Os pais que passam seus valores de origem, suas expectativas e planos. O carinho, o amor e as orientações. Bem como o desprezo, a raiva e as desaprovações no decorrer do convívio familiar.

Mas é a própria criança o principal elemento nessa história. O protagonista da sua vida. Pois é ela, alienada ou não que escolhe o que fazer de si própria a partir da educação que lhe deram. Apesar de apresentar características constitutivas da personalidade, é ela que escolhe seu uso. Bem como dos valores, discursos e orientação que escutaram. Isso se chama nascimento existencial. Pois somos nós que escolhemos ser o que queremos. O mundo influencia, mas somos os responsáveis pelo que escolhemos.

Psicólogo Flávio Melo Ribeiro -CRP12/00449

 

Última atualização ( Sex, 25 de Novembro de 2016 10:14 )
 

A Justiça a serviço do crime

O título põe a nu o paradoxo e escandaliza conservadores. Trata-se do título de um livro do Magistrado Arruda Campos, conhecido como "Matias Arrudão", publicado há mais de meio século.

Custou-lhe a exclusão da magistratura. A ementa do acórdão do Conselho Superior da Magistratura do Tribunal de Justiça de São Paulo é exemplar dos tempos obscuros que toldavam a sociedade brasileira. Iniciava-se assim: "Magistrado Comunista. Inadmissibilidade".

Alguém evidentemente punido por suas opiniões. Em verdade, Arruda Campos não era comunista; era um democrata radical. Para entender-se o que seja um democrata radical, é o cidadão pensador em levar ao extremo as liberdades, as garantias e direitos individuais, coisas antigas, da França de 1789, que desde logo foram introduzidas em nossa Constituição Cidadã, em seu art. 5º.

Inobstante a Carta, esses direitos de "primeira geração" são pisoteados cotidianamente. Os abusos de autoridade são praticados reiteradamente no território nacional, especialmente pelas polícias militar e civil. E também pelo Ministério Público e pelo Judiciário. A inutilidade desse método ofensivo aos preceitos da democracia é óbvia, com o crescimento incessante da criminalidade. Notícia dos últimos dias nos dá conta de que a tranquila Porto Alegre acaba de superar em oito pontos os índices de criminalidade da longamente sofrida Pauliceia.

O Congresso Nacional discute o tema, posto no PL 4.850/2016, bom de ser acompanhado por toda a sociedade. Dele o Relator, submetido a pressões, legítimas na democracia, de membros do Ministério Público Federal, retirou o dispositivo que instituía crime de responsabilidade para magistrados e membros do Ministério Público. Não entendemos por que não se destina a policiais. Considerada a inteligência empírica que temos do Estado de São Paulo, muito pouco teriam a temer magistrados e membros do Ministério Público ante essa legislação, porquanto sua imensa maioria é proba, culta e consciente dos valores da democracia, conquistada com enormes sacrifícios depois de duas décadas de céus sombrios.

Lamentavelmente, o mesmo não podemos dizer da Polícia Civil e da Polícia Militar. Seus integrantes creem piamente que, ao recorrer a brutalidades extremas contra cidadãos suspeitos e contra a lei, recebem aplausos da sociedade. Com aparente razão. A sociedade, cansada de ser agredida, admite o fuzilamento de condenados na Praça da Sé, sob as vistas gerais. O general da Idade Média, que repousa no inconsciente de todos nós e, por vezes, vêm ao limiar da consciência, responde à criminalidade intensa e banalizada.

A lei penal, ao criar a "prisão temporária", por cinco dias, praticou um erro. É um meio de a polícia "arrancar a verdade" de suspeitos. Grande parte confessa a prática do crime, sob forte coação física e psicológica. Por vezes num único ato: um tapa no rosto. Não há como um juiz equilibrado, como em geral o são, ainda que não seja exemplo do "bom juiz Magneau", dar valor a essas confissões, que encerram o trabalho policial.

A boa atividade de investigação policial não precisa ser violenta. Precisa ser paciente, trabalhosa e inteligente. Tudo o que não desejam funcionários públicos concursados, estáveis, mal remunerados e sem incentivos. Sua pobreza material e intelectual é despejada sob suspeitos situados em condições sociais ainda mais precárias; a violência dos celerados, inclusive de menores, ao invés de diminuir, recrudesce e se amplia. O ciclo vicioso se completa e cada vez mais nos chafurdamos na lama de um país à beira de não poder ser mais habitado.

Propostas para sairmos desse estado de coisas inaceitável não faltam, mas o governo federal, de curto fôlego, provavelmente não abrirá espaço para o combate racional à violência no Brasil, uma das maiores da América Latina, provavelmente somente atrás do México e da Nicarágua, considerado o número de homicídios. E são muito concretas, apresentadas por instituições privadas que se debruçam sobre o assunto: unificação das polícias militares e civis, mudanças radicais na educação básica e no ensino médio, criação de oportunidades para os jovens, eliminação dos preconceitos contra os negros, remuneração humana para os policiais e seu aperfeiçoamento mediante cursos de formação científica e humanista, reforma carcerária para que as prisões sejam efetivos centros de reabilitação e reinserção social, finalidade última da pena reclusiva, aperfeiçoamento das penas não privativas da liberdade, muitas delas mais eficazes que a segregação. Temos absoluta certeza de que, ao final e ao cabo de um plano nacional de segurança pública, assim como se deu em outros países, teremos positivos resultados, senão para erradicar completamente a violência e os crimes, pelo menos para amenizá-los significativamente. Enquanto não tivermos uma sociedade justa, precisamos de medidas para evitar que ela seja completamente desconstruída e levada a um ponto de irreversibilidade.

Editorial do jornal "O Estado de S. Paulo" de 22 de novembro pontua que o caminho da erradicação da corrupção e da moralização dos costumes e da política brasileira não passa por arranhaduras à democracia. Consequentemente, apoia o dispositivo que cria a figura de crimes de responsabilidade para as referidas autoridades. Não há porque o Presidente da República estar sujeito a ser responsabilizado e um juiz de direito não.

É o "necessário equilíbrio", mostrado a todos pelo símbolo da Justiça. Como concluiu seu opúsculo o saudoso Matias Arrudão, "fora da democracia não há salvação".

Amadeu Roberto Garrido de Paula - é advogado e membro da Academia Latino-Americana de Ciências Humanas.

 

Quer recriar sua própria história no novo ano?

A virada do ano significa para muitos a oportunidade de recriar sua própria história de vida. É como se tivéssemos a chance de começar do zero e desenhar um novo futuro. Verdade ou não, a questão é que nessa época do ano, realmente é o momento certo de fazermos um grande balanço, não só das contas, das despesas, mas de nós mesmos. O que podemos fazer para parar por aqui e recomeçar? Do que você tem que se libertar, como guardar aquilo que não foi bom como ensinamento e partir agora para novas oportunidades?

Talvez você tenha feito planos pessoais e profissionais e ao fazer um balanço do que passou, você se critique por não ter atingido o que gostaria e acaba invalidando, não reconhecendo os passos que deu. Se você parar e prestar atenção no que está fazendo consigo mesmo verá o tanto que já fez. Repare onde você estava há um ano atrás e olha onde está agora, quantas coisas foram feitas, resolvidas. Ao contrário de nos punir e cobrar, podemos dizer para nós mesmos, que bom, olha o quanto você já fez. Comemora! Celebra! Aí sim, desse estado interior, mais reconhecido, mais honrado, mais visto por você mesmo, o mundo lá fora começa a te apoiar para que você possa dar continuidade aos seus planos e ter força para recomeçar.

Além disso, é importante lembrar que a solução para muitos de nossos problemas pode não estar em nós e não tem a ver com a nossa vida. Após muitos anos de trabalho terapêutico por meio da Constelação Familiar, posso lhe garantir que nós carregamos histórias e destinos de outros membros familiares e inconscientemente reproduzimos suas dores e dificuldades em nosso dia a dia. Isso acontece com todos nós, independente de acreditarmos nisso ou não! Ou seja, as histórias que aconteceram com seus pais, tios, avós, bisavós têm um peso enorme na sua felicidade. A saída para transformar este peso em força e liberdade é reconhecer esses fatos, termos consciência e controle para curar essas dores e tomar as rédeas da nossa vida nas próprias mãos.

Lembre-se, sempre o começo está dentro. E aquilo que eu falo para mim, aquilo que eu vivencio, eu produzo e reproduzo, tenho a resposta fora, na minha vida, nos meus relacionamentos, nas minhas conquistas. Então meu convite para o ano que se inicia é para você olhar para dentro e se perguntar. Eu estou reconhecendo os meus progressos? Eu estou de verdade dizendo parabéns, você fez muito?! Essa dor, essa dúvida que eu carrego é realmente minha? Depois, a partir desse lugar reconhecido, traçar mais planos. Eu já disse e repito, você é tão bom quanto o seu estado interior. Se você estiver feliz com suas conquistas será muito mais fácil traçar novos planos!!!

Nathalie Favaron – terapeuta, coach e autora do recém-lançado O Reencontro

 
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