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Ponto chave para ações criminosas, estacionamento de condomínios necessitam de atenção

A atenção que é dada a portaria de condomínios é essencial, mas muitas vezes os próprios moradores acabam “esquecendo” da entrada de veículos. Atualmente, muitas ações de criminosos se iniciam por alguma falha de segurança na portaria do estacionamento – alguns condomínios nem mesmo possuem um porteiro de plantão, o que facilita ainda mais a entrada de bandidos. Qualquer coisa como uma placa de veículo ou o controle da garagem, que forem clonados, podem gerar problemas.

Essa fragilidade dos portões da garagem devem ser evitadas com medidas simples, a começar pelo próprio controle remoto do portão que deve ser anticlonagem e com sistema de acionamento de pânico que possa notificar o porteiro caso ocorra algum incidente. O sistema de controle é importante porque quando o portão for acionado ajuda a identificar se é realmente o morador ou não, mas mesmo assim é fundamental conferir os dados do veículo e realizar uma identificação visual minuciosa para verificar se é mesmo o condômino em questão. O que pode facilitar muito também são as regras internas de identificação das pessoas realizada na maioria das vezes pelos próprios condôminos.

É de extrema importância que os porteiros, ao abrir os portões de entrada, não identifiquem somente através de placas ou reconhecimento dos carros; é necessário também verificar de fato quem está dentro do veículo. Além disso, são as próprias atitudes preventivas dos condôminos que podem auxiliar, e muito, o trabalho do porteiro para liberar o portão de entrada.

Visto isso, investir em profissionais de portaria qualificados e treinados é vantajoso, pois evita riscos à segurança e qualquer prejuízo aos condôminos. Não se deve contratar qualquer pessoa para esta função e é aconselhável a contratação realizada através de uma empresa terceirizada que ofereça apenas profissionais preparados e capacitados, pois o colaborador para a função certamente precisa ser uma pessoa de confiança. Além de estar sempre em alerta, o porteiro precisa saber ler, ter facilidade de memorização e concentração. Estas qualificações são fundamentais ao recrutar e selecionar pessoas, porque o ideal é escolher sempre perfis de profissionais capazes e adequados para cada trabalho. Investimento e pessoal qualificado, então, estão fortemente relacionados a um bom resultado quanto à segurança.

É por isso que de nada adianta ter pressa para liberar a entrada de automóveis no condomínio se isto pode proporcionar brechas de vulnerabilidade e resultar na invasão de ‘espertalhões’ no domicílio.

Amilton Saraiva -  especialista em condomínios da GS Terceirização

 

Nossa história depois das Olimpíadas

O Brasil tem de extrair não só honrarias, mas ganhos reais, das Olimpíadas. A Vila Olímpica não deve ser, simplesmente, desmoronada, depois do encerramento dos jogos. Um país e uma cidade carente têm de valer-se desses episódios históricos para obter melhoramentos em favor de seu povo. Não é, tal proposição, avessa ao denominado "espírito olímpico".

 

Entretanto, muitos poderão pensar e propor em sentido contrário. Afinal, grande parte dos custos das Olimpíadas foi suportado pela iniciativa privada, que, no Brasil, não imagina filantropias e, sim, compensações, sempre. É hora de mudar esse sentido de patrimonialismo privado que deixa ao Estado deveres que deveriam ser compartilhados. Depois criticam o Estado pesado e os impostos cobrados, o que é procedente, mas não podemos criticar algo quando não somos exemplares.

 

A Vila Olímpica, mantida com seus principais equipamentos, será de alta importância para nossos jovens, a redução da violência e complemento de nossa educação formal. Além disso, espaços poderão ser ocupados para a educação estrita e necessária, sem a qual dizimam-se nossas esperanças de um grande país futuro.

 

Evidentemente, essas medidas deverão ser resultado de negociações e não de imposições ou expropriações injurídicas, que poderão ser questionadas, como sempre, em nosso Judiciário. O espaço ficará e a iniciativa privada deverá continuar emprestando suas forças e seu apoio para termos no Rio de Janeiro e no Brasil grandes e preparados espaços educacionais, em conjunto com o esteio dos recursos humanos.  Os meninos e os pais dos meninos dos morros agradecerão imensamente; os brasileiros conscientes de que a solidariedade, e não o egocentrismo, que caracteriza boa parte de nossa elite econômica, idem.

 

É hora de o 1% de nossa sociedade, composto dos privilegiados, mudem sua mentalidade. Não se propõe socialismo ou esquerdismo estereotipado, mas sentido de solidariedade que ultrapassa os estreitos limites de uma sociedade de classes com inclinação para perpetuar-se como uma sociedade de castas. Não se trata de romper o capitalismo, mas de administrá-lo com inteligência, pois somente os regimes do bem-estar social sobreviverão no mundo.  Os demais serão implacavelmente corroídos pelo tráfego de drogas, pelo crime organizado, pelos ataques selvagens, inclusive ao patrimônio público e, mais ainda, pela perda do norte na bússola de nossa juventude. E pela periclitação de nossa vida e saúde em nossas portas, em nossas ruas, praças e sinaleiros, em ordem tal que nossa existência se tornou insuportável, hoje, no Brasil. Pobres daqueles que nutrem a mentalidade de, simplesmente, deixar de lado suas raízes e emigrar.

 

Deveríamos inserir em nossos currículos escolares, como matéria obrigatória, desde os primórdios até o fim dos cursos universitários, uma disciplina denominada "Justiça". Algo muito mais profundo que cidadania e análise de problemas brasileiros, que fazem parte do drama da justiça. E que não deve se confundir com a instituição judiciária, mas com o aprendizado do sentimento e da percepção filosófica da justiça, que nos enreda a todos, que nos põe em sociedade numa síntese superior à simples soma das partes, que esteja a todo momento inserida no cérebro dos homens, tanto para exigir como para abdicar, sob o signo superior do equilíbrio de um grupo humano sobrevivente em um dado planeta.

 

Já se conta com o desapontamento, a desmontagem desse momento mágico, a tristeza que sucederá ao grande momento olímpico brasileiro. Discordamos profundamente. Além do aproveitamento material do que nos legaram os jogos, é necessária a expansão da educação criativa em todo o território nacional. E, para tanto, a imprescindível colaboração entre a iniciativa privada e o Estado, cujo tamanho está insuportável e deve ficar circunscrito ao que realmente interessa a nosso povo, livre da corrupção, que começa com propinas e termina com o costume crônico de inchá-lo cada vez mais para gastar em quinquilharias nada importantes para nosso crescimento social e humano.

 

Um dos principais expedientes de nossos regimes ditatorias consistiu em tornar cada vez mais intelectualmente esquálida nossa gente. As disciplinas críticas, incluindo-se a história da filosofia universal, foi simplesmente erradicada de nossos currículos médios pela última ditadura castrense, que abriu os primeiros buracos por onde começamos a descer até hoje, sem que a democracia, que se seguiu ao regime militar,  tomasse consciência, desde logo, dos rompimentos que precisávamos fazer,  em relação a  um projeto de poder perverso de dominação de um grande povo, reduzido a um rebanho que amanhece todos os dias no mesmo diapasão, o de sobreviver para morrer, talvez com alguns mirrados reais de aposentadoria.

 

A educação formal, a educação crítica e a educação esportiva deveriam emergir, de pronto, desse grande momento histórico em que passamos ao mundo muito de nossos problemas, mas, também, muitas virtudes desse povo eclético, originário de todas as partes do orbe, capaz de transformar-se e de manter a alegria que tomou conta de seus corações nos jogos olímpicos como nossa rotina diária, qualificada e construtiva no processo evolutivo da humanidade.

Amadeu Roberto Garrido de Paula - advogado subscritor da respectiva petição inicial e poeta. Autor do livro Universo Invisível, membro da Academia Latino-Americana de Ciências Humanas.

 

Janela de oportunidades

Uma agenda positiva, quando bem elaborada e eficaz, faz a diferença. É o caso da abertura do mercado de carne do Brasil para os Estados Unidos cujo acordo de comércio bilateral foi assinado recentemente em Brasília. Para o Rio Grande, trata-se de uma grande notícia em função de suas potencialidades. A simples reativação do fluxo de comércio com os Estados Unidos confere à carne gaúcha, in natura, um passaporte para outros mercados.

É bem provável que com esta janela de oportunidades que se abre para nossos produtores, o Rio Grande ganhe, enfim,  um novo e promissor impulso que vai permitir sair da contração econômica, para um novo patamar, ainda que setorial, mas que tem efeito multiplicador na cadeia de produção.

O acordo chega para incrementar o círculo virtuoso dos melhoramentos da genética. Este detalhe, por si só, embute uma grande chance para inovar, investir, crescer e reforçar a produtividade.

Nosso Estado vive o momento angustiante dos ajustes. Não se pode prosseguir sem que estes sejam efetuados. Decisões como a da carne, que derrubou as cotas de ingresso no mercado norte-americano, é um movimento de avanço nos negócios de nossos produtores e de nossa balança comercial.

Por esta razão, a decisão bilateral entre os dois países merece um registro pelas suas potencialidades já que muitas outras portas poderão ser abertas para a nossa carne. Com essa vitória, o Brasil tem que pensar grande e vislumbrar mercados gigantes e muito disputados.

Aos nossos produtores fica uma reflexão: para conquistar o mercado de carnes mais nobres, já produzida no Estado, não basta a carta verde conquistada agora, mas a determinação de ser cada vez mais competitivo e com ganhos de eficiência e de produtividade.

A Expointer está próxima. Vamos observar, na vitrine do agronegócio, a real potencialidade ainda não explorada. Esta novidade que nos chega com o visto de entrada para a carne no mercado dos Estados Unidos é o começo de uma mudança que vem sendo notada nos indicadores de confiança, tanto nos setores empresariais quanto de consumidores.

José Paulo Cairoli - Vice-governador do Rio Grande do Sul

 

A OLIMPÍADA BRASILEIRA

A cerimônia de abertura da 31ª Olimpíada, a Olimpíada Brasileira, foi realmente emocionante e acredito ter encantado o mundo inteiro, o Hino Nacional, cantado por Paulinho da Viola, a narração de nossa história, do descobrimento, à chegada dos portugueses e o choque cultural com primitivos habitantes, os africanos, que infelizmente como os escravos, contribuíram decisivamente para nosso desenvolvimento como nação e demais povos que foram chegando. Todas estas etapas foram entrando em campo de uma maneira bonita e compreensível para os estrangeiros. Gisele Bündchen desfilando na condição de Garota de Ipanema, tendo, como fundo musical, ao piano, Daniel Jobim, neto de Tom, o criador da obra prima. Não faltou nem a réplica do 14 Bis voando sobre o estádio. O primeiro time dos refugiados deu seu recado contra o preconceito.

O Maracanã virou um verdadeiro coral, quando a música “Aquele Abraço”, de Gilberto Gil, foi executada e, quando Jorge Benjor cantou “País Tropical”, o Maracanã virou salão de danças, os brasileiros puxaram e os estrangeiros tentaram imitar.

Elza Soares, com o “Canto de Ossanha”  de Baden e Vinicius constituiu-se, para bons entendedores, no grande momento político da cerimônia planetária de abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro. Sentada intrépida, rodeada por três jovens mulheres  negras  e cabelos black power, Elza não fez nada mais, nada menos que ressuscitar o “Canto de Ossanha” de 1966, ano dois da ditadura civil-militar de 1964. Elza devolveu a fala à voz feminina que foi suprimida da grande festa.

Foi um recado explícito, cortante e  feminino a Michel Temer, a grande estrela negativa da noite universal. “Coitado do homem que cai no canto de Ossanha, traidor”, cantou Elza. Este recado foi completado com a sonora vaia que o presidente interino recebeu e que foi abafada por uma música. Não era ele que deveria estar ali!

A entrada da delegação brasileira, ao som de Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, foi uma verdadeira apoteose, além é claro, de toda a preocupação com a questão ambiental, que foi o tema central e permeou toda a cerimônia. O Brasil fez bonito para o mundo inteiro. Teve esta chance de sediar a Olimpíada e soube aproveitá-la.

Lamentamos que aqueles que batalharam para que o Brasil sediasse este congraçamento entre os povos, não tivessem sido lembrados neste momento tão bonito e significativo para nosso país.

Marina Lima Leal - professora

 

Para realizar sonhos é preciso definir a si mesmo

O que faz com que um atleta seja capaz de superar tantos obstáculos até alcançar o pódio Olímpico? São horas de esforço, dedicação, repetições, dor, desgaste físico e emocional, seletivas, rotinas duras de trabalho e ainda assim, a despeito de todas as adversidades, o esportista encontra motivação para ir além de seus limites e estabelecer novos recordes. Ação para ser super - Na junção das letras surge a palavra mágica que está presente minuto a minuto no vocabulário do atleta de ponta: superação.

No universo da física a palavra resiliência é usada para definir a capacidade de um material para voltar ao seu estado normal após sofrer uma grande pressão. É isso que acontece com um competidor de ponta, as derrotas são temporárias. Eles choram, sofrem e em seguida voltam ao seu estado natural de potência. São pessoas de alta resiliência e usam as derrotas temporárias para aprender com os mínimos detalhes que não deram certo. Não existe erro, existe possibilidade de aprendizado continuo. As falhas funcionam como alavancas para progredirem, pois através delas podem perceber os detalhes que precisam ser ajustados para chegarem mais próximo da perfeição.

Quando estamos diante de um ouro olímpico, nós admiramos, respeitamos, são ídolos de nações inteiras. Eles têm qualquer coisa de irreal, super-heróis, são semideuses. Deixamos de lembrar o árduo caminho que percorreram até chegarem nesse degrau do pódio. Se modelarmos as estratégias de um atleta de ponta e incluirmos em nosso dia a dia profissional e pessoal, presenciaremos verdadeiros milagres em nossas vidas. Para que a mágica aconteça será necessário muita disposição, energia, perseverança, empenho, coragem para praticar, agir e superar na área da vida que escolhermos. “Se é possível para um é possível para o outro também” desde que se esteja disposto a agir.

Independente do lugar em que uma pessoa se encontra nesse exato momento de sua vida é preciso se conscientizar que conquistar o que se quer não é uma questão de sorte onde alguns foram escolhidos. A vitória como resultado vem de uma junção de conhecimento com muitas estratégias, numa sequência correta.

Muitas pessoas querem ter mais dinheiro, família perfeita, trabalhar com o que gostam, a casa dos sonhos e um corpo escultural. Mas poucas pessoas sabem o que fazer para conseguir. Se você quer conquistar o pódio Olímpico de sua vida comece ajustando as perguntas que te levarão ao lugar que deseja. A primeira pergunta é: Quem eu preciso me tornar para ter o que quero? Antes do “ter” vem o “ser”, pois é o conjunto de hábitos, crenças e valores diários que constroem uma identidade. Um atleta de ponta acredita que é possível, têm hábitos saudáveis e pratica exaustivamente os exercícios físicos e mentais.

Se o objetivo é ser promovido e ganhar mais dinheiro, quem você precisa se tornar para chegar lá? Quais habilidades e comportamentos serão necessários desenvolver? Se o objetivo é ter um corpo escultural, quem você precisa se tornar para conseguir? O que você está disposto a abrir mão na sua vida diária? O que terá que fazer e deixar de fazer, mesmo que sinta dor e desconforto? A mesma pergunta “quem eu preciso ser para ter o que eu quero?” serve para qualquer coisa que se queria conquistar. Decida quem você quer ser no futuro e aja como se o fosse no presente.

Nem sempre é o atleta mais talentoso que chegará ao lugar mais alto do pódio e sim aquele que estiver mais bem preparado fisicamente e emocionalmente. O momento mágico é quando o corpo e a mente estão em perfeita harmonia, onde o único lugar é o aqui e o agora. É por essa sensação de plenitude, é por esse instante de perfeição que lutam os homens deuses, o ouro vem como celebração dessa conquista.

Hilda Medeiros - Coach e Terapeuta de profissionais liberais, empresários e executivos

 

A figura paterna

Falar em figura paterna em tempos líquidos não é uma tarefa fácil, seja porque vivemos numa época onde a figura do masculino é bombardeada de todos os lados ou simplesmente porque nos falta uma certa glamourização, que sobra na figura materna. Sobre as mães é mais fácil escrever, diante delas os poetas se enchem de inspiração que brota das entranhas e flui com naturalidade, os filhos, por sua vez, são tomados de memórias afetivas que colocam as mães num patamar quase angelical, basta lembrar que quase ninguém briga com o outro porque teve o pai xingado, mas se a mãe é ofendida, a confusão está formada; o mercado, – vilão para uns e herói para outros – por sua vez, parece ter uma capacidade enorme e inesgotável de se reinventar e oferecer um sem número de produtos para elas. Na prática sabemos como é, para as mães com todo merecimento, geladeiras, smartphones, já para os pais, “uma lembrancinha singela”, como um par de meias ou talvez uma camisa. É a vida amigo, acostume-se!

Suspeito, no entanto, que seja desta forma por razões sociais e históricas, pois não é verdadeiro que amamos mais nossas mães do que nossos pais - como se pudéssemos medir o amor devotado por meio de mercadorias -, mas é fato que nós pais ocupamos um lugar diferente na organização familiar se comparados à figura materna. Coube à figura paterna, desde priscas eras,  assumir uma posição de destaque no seio familiar ou como se dizia antigamente, de ser o “cabeça da casa”, e isto, trouxe responsabilidades culturalmente construídas que deixaram o papel dos pais mais difícil de ser executado, afinal, eles tiveram que ser referências dentro do clã, e isto, implicava ser um paradigma de liderança com toda austeridade que a função exigia e ao mesmo tempo exercer o ato de amar sua prole, sem que isso parecesse sentimental demais, pois a figura do macho, do lobo alfa, colou-se imediatamente na figura paterna e, desde então, ambas caminham como irmãs siamesas.

Deduz-se daí que a figura paterna colocou-se numa encruzilhada, onde a autoridade do líder teve que ser exercida de forma quase que inquestionável por um lado, mas por outro, tinha que ocorrer o exercício do cuidado providencial, daquele que amava sua família, mas precisava dosar tal atitude para não perder credibilidade. Claro que num cenário como este a tensão é a marca registrada. Nesta tensão, muitas relações de amor e respeito entre pais e filhos foram construídas, mas claro que também, muitas relações de ódio foram tecidas, pois muitos pais não sabendo lidar com este paradoxo, acabavam abusando de sua autoridade e tornando-se autoritários e anacrônicos no exercício da função paterna. Com isto, a figura paterna foi sendo desmanchada, diluída, foi sendo carcomida nem suas bases. E é claro que isso não é nada bom.

O que precisa ser resgatado imediatamente é o equilíbrio da função paterna, o meio termo entre a autoridade e o cuidado. Inúmeras pesquisas têm demonstrado a tragédia nos lares brasileiros em função da ausência da figura paterna. Segundo levantamento feito pelo Ministério Público de São Paulo, dois em cada três menores infratores não tem a figura paterna dentro de casa. A pesquisa foi feita com 1.500 jovens de 15 a 18 anos, entre 2014-2015 e demonstrou que 42% não vivem com os pais ou não tem contato algum com eles. Quando a figura paterna não está presente no lar para ser uma referência, tal função pode ser assumida por qualquer pessoa, inclusive, pelo traficante da região ou pelo bandido mais renomado do bairro. Pense nisto pai, você não é descartável e nem secundário, você é simplesmente diferente com suas atribuições que foram sendo construídas histórica e socialmente, mas a sua presença pode fazer uma diferença enorme na vida de seus filhos. Feliz dia dos Pais!

Gerson Leite de Moraes - professor de Ética da Universidade Presbiteriana Mackenzie - Campinas

 
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