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Fala Leitor

Por que expurgaram o Social da Previdência que está na Fazenda?

E uma pergunta que todo o país que trabalha, pensa, contribui, sonha, faz sobre o seu futuro, à sombra da incerteza e do pesadelo.

O Brasil está cansando de assistir, ao vivo e a cores, o mais novo especialista em Previdência, ministro chefe da Casa Civil sobre a reforma da Previdência, muito popular nos setores de portos e transportes que, quando solta um “palpite infeliz” diz que fala em seu nome pessoal. Quando lhes sopram um palpite mais ou menos feliz ele põe na boca do Presidente Temer. Convenhamos que é temerário. Como ocorreu quando disse que o Presidente queria um regime único de previdência para civis e militares, trabalhadores privados e servidores públicos. Antes de 24 horas, desmentiu afirmando que haveria previdência de militares. Realmente não tem como.

Hoje, nem o militar contribui para previdência nem o governo paga o que seria sua cota.

Como se sabe sua excelência se diz especialista em tudo e como tantos outros que está dando entrevistas e vociferando com ares de quem sabe alguma coisa sobre Previdência.

Lamentavelmente a cada dia se tem algo a dizer. Já afirmou que as despesas com a previdência estão em ritmo explosivo e que em 2017 o déficit do INSS, apenas da previdência de quem trabalhou no setor privado, que foi de R$ 80 bilhões há dois anos, pulou para R$ 145 bilhões, será de R$ 200 bilhões. E olhando para as estrelas, fulminou: “não há possibilidade de não ser feita a reforma da previdência”

Repetiram com a força e a coragem de fiscalista, graduado em “relação de PIB/receita e PIB/despesa”, que apregoa nas feiras livres que a Previdência vai quebrar.

Se propõem uma idade mínima de 65 anos, para homens e 62 anos para mulheres e professores, com regras de transição. E recorre ao centro de dados do IBGE: A população de zero a 14 anos soma hoje 47 milhões de pessoas e, em 2060, cairá para 28 milhões — quase a metade. Já o número de idosos pulará dos atuais 16 milhões para 52 milhões no mesmo período.

Fala-se muito sobre Previdência, menos o que deveria ser falado.

Não ouvimos ainda se fazer um único e mísero comentário sobre a reforma da Previdência no lado do financiamento, que onde prioritariamente deveria ser feita a reforma. Só se sabe fazer ameaça de que o Governo não vai pagar benefício, sem reforma! Digo que, com a reforma, o governo enfrentará graves problemas.

Só a sonegação contributiva é de 30% da Receita Previdência. Se é de R$ 400 bilhões a receita, a sonegação é de 120 bilhões, que cobriria o déficit que a Fazenda diz existir e recebe aplausos do mercado.

Aliás, peço licença aos especialistas para lhes informar que de 1999 a 2002, na era FHC, a sonegação na Previdência chegou aos R$ 71.507 bilhões, a preços nominais. Na era Lula/Dilma, de 2003 a 2015, superou os R$ 688,5 bilhões. Se não houvesse sonegação, não precisaríamos de reforma estrutural, só gerencial.

Insisto que a reforma deve ser feita no financiamento?

O rombo da Previdência mora dentro do Ministério da Fazenda, desde que a Receita Federal incorporou a Receita Previdenciária, de quase R$400 bilhões e dívida ativa da Previdência de mais de R$ 350 bilhões.

Mais: a contribuição previdência não é imposto, se o fosse teria que ser repartido com os Estados e Municípios. É uma contribuição definida, de fins específicos, que não pode ser usada para outros fins como faz a Fazenda.

Mais:  a Fazenda só arrecada imposto ou contribuição, que é de fonte. Quando não arrecada vira divida administrativa e ativa (que é declaratório) difícil de cobrar.

Mais: a Fazenda não combate sonegação, evasão, elisão, brechas legais, não fiscaliza e não cobra a dívida administrativa e a dívida ativa que está do outro lado da rua, na Procuradoria da Fazenda.  O rombo está na utilização dos recursos da Previdência como instrumento de política fiscal, nas renuncias, desonerações, parcelamentos e reparcelamentos, credito consignado dos velhinhos, nos planos de previdência com R$ 700 bilhões de ativos e nos fundos de pensão, com outros R$ 700 bilhões de ativos, e na Desvinculação de Recursos da União que sega 30% dos recursos previdenciários para uso como instrumento de política fiscal!

Como não adiantou implantar o fator previdenciário para supostamente reduzir o déficit, como pouco adiantaram as reformas de FHC e Lula, todas feitas em cima de benefícios e que transformaram em pó as conquistas sociais e direitos constitucionais dos trabalhadores e servidores!

O mais imoral nos desmandos ocorridos no financiamento, além dos já mencionados, está o alongamento do prazo para os caloteiros públicos (Estados e Prefeituras) e privados. Eles têm desprezo pela Previdência ganharam 30 anos (quase duas gerações) para fingir que pagam e não pagar o que devem.

Vou continuar ouvindo os despautérios sobre. Sei que clamo no deserto das ideias. Não me omito nem temo os poderosos de plantão.

Reafirmo que é por causa de má gestão, desmandos e desmantelos no financiamento, que a Previdência está no fundo do poço. O debate imposto pelos Padilhas “não resolverá o problema de caixa da Previdência.

Ninguém propõe sustentabilidade do RGPS, esperança, futuro, segurança, tranquilidade aos futuros aposentados.  Só incertezas, maldades, malandragens, espertezas e iniquidades.

Não temo a reforma. Será mais uma. Tivemos três que não resolveram, mas sacrificaram servidores públicos e trabalhadores privados.

Temo isto sim os técnicos, que representam bancos e seguradoras, temo os caloteiros que se beneficiam das benesses fazendárias, temo os que querem privatizar a Previdência, projeto que até o Chile jogou no mar. Há suspeição nos seus planos, não muito claros: fim do Social na Previdência, extinção do Ministério, criar um Conselho de Previdência (sem o Social) na Fazenda, Levar o Conselho de Recursos para o CARF (atolado em escândalos), fundir  a DATAPREV (saudável) com o SERPRO (falido), transferir aos bancos a concessão de benefícios, implodindo o INSS, mandar a Perícia Médica ao Trabalho, usar de forma discricionária os R$ 2,8 trilhões do patrimônio do trabalhador  como instrumento de política fiscal. Isto eu temo.

Busco explicações e justificativas dos que estão transformando o sonho em pesadelo.

Tem solução! Tem.

1. Cobrar as coletivas/devedores/sonegadores

2. Acabar comas Pilantrópicas

3. Acabar com os benefícios criados sem custeio (passar para área social)

4. Criar Mecanismo de custeio para o rural.

Paulo César Regis de Souza - Vice-Presidente Executivo da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social - ANASPS

 

A FALÁCIA DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL CONTINUADA DO CONSELHO DE CONTABILIDADE

A educação profissional continuada instituída pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) seria saudada pelos profissionais contábeis se tivesse realmente como objetivos suprir as lacunas deixadas pelas instituições de ensino e capacitar os profissionais para as demandas provocadas com a introdução das novas normas legais, com as novas exigências impostas pelo governo e as inovações tecnológicas que modificam a forma de coletar, guardar e compartilhar as informações extraídas pelos registros dos atos de gestão das pessoas jurídicas.

Os profissionais aplaudiriam a criação de uma “escola de aprimoramento técnico-cultural” do Conselho de Contabilidade, desenvolvida, de forma gratuita, para todos os profissionais que desejassem aprimorar os seus conhecimentos, mas de participação espontânea; e não obrigatória. Entretanto, não é isto que temos observado. Em nome da educação profissional continuada, o Conselho vem afrontando cada vez mais os direitos individuais dos profissionais, tornando-os dependentes da entidade de fiscalização para tudo. O profissional contábil vem sendo desrespeitado, aviltado, naquilo que possui de mais sagrado: sua dignidade profissional.

Em vez de auxiliar o profissional a superar as suas dificuldades, a trabalhar com mais respeito e dignidade, o Conselho acaba por dificultar o trabalho dos profissionais contábeis, a ponto de firmar acordos com a CVM, o Banco Central, a Receita Federal, o COAF e etc., para poder ampliar o seu leque de controle.

Não bastasse a ilegalidade de cobrar do profissional o cumprimento de resoluções que contrariam a Lei, agora demanda também determinada “pontuação” em cursinhos para que o profissional possa trabalhar como auditor, como contador de grandes companhias, e até para trabalhar como perito, ficando obrigado a continuamente cumprir com o seu programa de educação profissional continuada. Imagine o que será de um renomado profissional da perícia, que terá que anualmente participar de “cursinhos” para continuar trabalhando. Consideramos esta obrigatoriedade um despropósito e uma agressão aos direitos individuais do profissional: ser obrigado, para seguir trabalhando naquilo em que sempre trabalhou, a participar de “cursinhos”, e isto em caráter permanente.

O Conselho Federal de Contabilidade não está pensando no aprimoramento técnico e intelectual de seus filiados, mas em mais uma forma de subordinação profissional. Ou o profissional faz o que o Conselho quer ou não poderá mais trabalhar como contador... Para o Conselho, a qualificação só existe se for através dos seus cursos. A pesquisa, o estudo independente, os cursos de especialização acadêmica, nada disto tem validade. Somente os pontos da educação continuada, dos cursos desenvolvidos pelas entidades credenciadas por ele. Acreditamos que o objetivo aqui não é a qualificação, mas arrecadar dinheiro.

Precisamos urgentemente promover mudanças no comando do Conselho Federal. O Conselho precisa pensar mais no profissional, em sua dignidade e autoestima, na valorização da classe, e não servir a grupos que têm por objetivo a exploração econômica por entidades credenciadas e acordadas com este grupo que está no poder.

Salézio Dagostim - contador; pesquisador contábil; professor da Escola Brasileira de Contabilidade (EBRACON); autor de livros de Contabilidade; presidente da Associação de Proteção aos Profissionais Contábeis do Rio Grande do Sul - APROCON CONTÁBIL-RS; presidente da Confederação dos Profissionais Contábeis do Brasil - APROCON BRASIL

 

Previdência deixa governo interino de saia justa

O déficit previdenciário vem aumentando gradualmente nos últimos anos. O descontrole das últimas décadas gerado no sistema, que engloba as previdências rural (FUNRURAL) e  urbana, e as manobras fraudulentas efetuadas por contribuintes e estelionatários para receber o benefício geraram volumosos pagamentos indevidos e de difícil comprovação. Isso colaborou significativamente para a arrecadação não ser suficiente para cobertura dos gastos, além da necessidade de se manter uma previsibilidade matemática para continuar efetuando os pagamentos futuros das pessoas que já se aposentaram.

A cada recadastramento, novas surpresas surgem. Novas fraudes são descobertas, num sistema de difícil fiscalização, pois muitos recebem os proventos por meio de procurações ou documentos efetivamente adulterados.

Alguns casos que a previdência já vem ajustando são os das viúvas jovens de homens com mais idade. Como a perspectiva de vida do marido falecido eram menor e seu falecimento dava o direito a pensão vitalícia, desequilibrava-se o sistema. Essa correção foi efetuada, limitando o tempo de aposentadoria.

No momento em que nos encontramos, outra característica vem apontando para uma situação muito preocupante e que certamente afetará milhares de trabalhadores próximos de se aposentarem: o aumento da idade mínima de aposentadoria, já que a manobra do governo afastado de 90/100 adiava, mas não resolvia o problema temporariamente, pois simplesmente jogava para frente uma situação grave, para manter no presente um aparente equilíbrio. Era a chamada bomba de efeito retardado.

Com a redução do faturamento das empresas em geral, ocasionado pela crise econômica, o emprego começou a ficar mais escasso e isso vem colaborando para a redução significativa da Receita Previdenciária, tanto pela arrecadação dos contribuintes (trabalhadores), assim como das empresas. Os gastos previdenciários atingiram 19,5% do PIB em 2015 e deverão continuar crescendo, já que a situação econômica do País não apresentou melhoras. Para se ter uma ideia, em 1997 a participação dos gastos previdenciários no PIB era de 4,9%. Ou seja, em quase duas décadas houve um aumento expressivo dos gastos, em parte justificado pela redução do PIB e aumento dos pagamentos previdenciários, que atingiram R$ 234,5 bilhões, até junho deste ano.

Existem diversas formas de o governo conseguir aprovar propostas para minimizar os gastos ou buscar fontes de receita para minimizar o elevado déficit. Porém, qualquer medida tomada será impopular e os sindicatos certamente fariam criticas contundentes. Por isso, todos os governos preferem fazer ajustes menos radicais para não ficar expostos perante a sociedade, mas algo precisa ser efetuado de modo a não haver a quebra literal da previdência dentro das próximas décadas.

Algumas propostas estão sendo avaliadas, dentre elas a ideia de acabar com o fator previdenciário, tão criticado, mas que ainda deverá perdurar um tempo significativo. Tempo mínimo para aposentadoria, alteração na forma de correção dos benefícios e desvinculação do salário mínimo são outras sugestões. É possível que qualquer ajuste venha em doses homeopáticas. Não é possível agir com radicalismo, já que muitas pessoas estão próximas de se aposentar. Por isso, deverá haver o estudo de vários cenários, considerando as pessoas em fase de se aposentar e as já aposentadas. Direitos feridos podem ter múltiplas interpretações, gerando-se uma grande demanda jurídica, de demorada conclusão.

A garantia dos direitos mínimos dos aposentados é um compromisso do governo e isso não poderá afetar a sua renda e também a sua condição mínima e digna de vida. Dificilmente o governo conseguirá equacionar os problemas da previdência sem qualquer reflexo de cunho social. Afinal, qualquer ajuste visando ao equilíbrio visará reduzir vantagens e ampliar exigências. Portanto, ou o governo administra e ajusta a previdência com medidas impopulares ou se cala e leva o problema com a barriga, deixando a bomba para seu sucessor. O que se espera é que, com a nova gestão federal, haja mais transparência, com ética e responsabilidade, na busca de alternativas para esse grande imbróglio nacional.

Reginaldo Gonçalves - coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina (FASM)

 

Para alcançar a satisfação pessoal é preciso ter coragem

Durante a Olimpíada do Rio os brasileiros se emocionaram, riram, choraram e esbravejaram. A energia, o entusiasmo, a dedicação, o foco, a superação dos atletas e daqueles que contribuíram para esse evento tão único deixará, além de um legado, muitas saudades. Depois de dezessete dias a vida voltou ao normal, com suas mazelas políticas e alguma esperança. O foco se volta para as entranhas de um país em luta para sair de uma de suas maiores crises.

Para aqueles que vibraram com os jogos sem deixar de lado seus projetos pessoais, ou quem participou efetivamente como artistas desse grande evento, o sentimento deve ter sido de satisfação e a sensação de dever cumprido. No entanto, muitas pessoas fizeram da TV a sua meta. Para essas, o término da Olimpíada não é só saudades, é ressaca e vazio. Não tem mais álibi pra deixar a vida acontecer depois.

Quando passamos horas em frente à TV ou das redes sociais, temos a falsa ilusão de que esses momentos de passividade nos quais nos encontramos descompromissados são os melhores momentos. No entanto são ilusórios, porque nessas horas estamos diante de algo pronto, algo dado, com pouca capacidade para a real expansão do “Eu”. Pesquisas dizem que os momentos que lembramos como memoráveis são aqueles em que colocamos o corpo, a mente ou ambos em ação e superamos desafios. O ponto de experiência máxima é quando agimos, quando realizamos algo a despeito de qualquer adversidade.

Ao encontrarmos coragem para seguir em frente, o sentimento passa a ser de poder e de controle, mesmo que no ato da atuação a atividade não tenha parecido agradável. A superação traz algo além do prazer que é a satisfação. Ponto de referência de como a vida deveria ser. Encontramos prazer ao contemplarmos nossas necessidades biológicas como: comer, dormir, sexo, etc. Porém o prazer por si só é fugidio. Ele não gera aprendizado e crescimento.

Para que aja qualidade de vida autêntica é preciso que aprendamos a gerar mais satisfação em nossa vida. Quanto menos uma pessoa se sente satisfeita, maior é sua necessidade de prazer, seja por comida, bebida e atividades passivas como passar horas diante de uma televisão ou redes sociais. É possível afirmar também que os vícios surgem como um preenchimento de um vazio de contentamento.

Em contra partida quanto mais uma pessoa conseguir se sentir plena, menor será sua necessidade de prazer imediato e fulgás. Nesse sentido é de fundamental importância encontrarmos tarefas que nos desafiem a sair do lugar comum. Ajustarmos nossos corpos e mentes para fluírem em harmonia em direção a um propósito maior. No contexto intelectual, ter permissão para sair do papel de quem sabe tudo e buscar aprender coisas novas. No trabalho, encontrar metas claras, estímulos e tarefas desafiadoras, lembrando que objetivos pequenos demais geram tédio e grandes em demasia ansiedade. Em relação ao físico, buscar atividades que proporcione fluência corporal: tocar um instrumento, praticar esportes, dançar, etc. Por fim, no equilíbrio de um corpo que age e flui e de uma mente criativa que produz, encontrarmos a justa medida do tempo descompromissado e passivo do sofá. Tóquio que nos aguarde.

Hilda Medeiros – Transformando Realidades. Coach e Terapeuta, realiza atendimento presencial e online. Ministra Palestras, Workshops e Treinamentos em todo Brasil

Durante a Olimpíada do Rio os brasileiros se emocionaram, riram, choraram e esbravejaram. A energia, o entusiasmo, a dedicação, o foco, a superação dos atletas e daqueles que contribuíram para esse evento tão único deixará, além de um legado, muitas saudades. Depois de dezessete dias a vida voltou ao normal, com suas mazelas políticas e alguma esperança. O foco se volta para as entranhas de um país em luta para sair de uma de suas maiores crises.

Para aqueles que vibraram com os jogos sem deixar de lado seus projetos pessoais, ou quem participou efetivamente como artistas desse grande evento, o sentimento deve ter sido de satisfação e a sensação de dever cumprido. No entanto, muitas pessoas fizeram da TV a sua meta. Para essas, o término da Olimpíada não é só saudades, é ressaca e vazio. Não tem mais álibi pra deixar a vida acontecer depois.

Quando passamos horas em frente à TV ou das redes sociais, temos a falsa ilusão de que esses momentos de passividade nos quais nos encontramos descompromissados são os melhores momentos. No entanto são ilusórios, porque nessas horas estamos diante de algo pronto, algo dado, com pouca capacidade para a real expansão do “Eu”. Pesquisas dizem que os momentos que lembramos como memoráveis são aqueles em que colocamos o corpo, a mente ou ambos em ação e superamos desafios. O ponto de experiência máxima é quando agimos, quando realizamos algo a despeito de qualquer adversidade.

Ao encontrarmos coragem para seguir em frente, o sentimento passa a ser de poder e de controle, mesmo que no ato da atuação a atividade não tenha parecido agradável. A superação traz algo além do prazer que é a satisfação. Ponto de referência de como a vida deveria ser. Encontramos prazer ao contemplarmos nossas necessidades biológicas como: comer, dormir, sexo, etc. Porém o prazer por si só é fugidio. Ele não gera aprendizado e crescimento.

Para que aja qualidade de vida autêntica é preciso que aprendamos a gerar mais satisfação em nossa vida. Quanto menos uma pessoa se sente satisfeita, maior é sua necessidade de prazer, seja por comida, bebida e atividades passivas como passar horas diante de uma televisão ou redes sociais. É possível afirmar também que os vícios surgem como um preenchimento de um vazio de contentamento.

Em contra partida quanto mais uma pessoa conseguir se sentir plena, menor será sua necessidade de prazer imediato e fulgás. Nesse sentido é de fundamental importância encontrarmos tarefas que nos desafiem a sair do lugar comum. Ajustarmos nossos corpos e mentes para fluírem em harmonia em direção a um propósito maior. No contexto intelectual, ter permissão para sair do papel de quem sabe tudo e buscar aprender coisas novas. No trabalho, encontrar metas claras, estímulos e tarefas desafiadoras, lembrando que objetivos pequenos demais geram tédio e grandes em demasia ansiedade. Em relação ao físico, buscar atividades que proporcione fluência corporal: tocar um instrumento, praticar esportes, dançar, etc. Por fim, no equilíbrio de um corpo que age e flui e de uma mente criativa que produz, encontrarmos a justa medida do tempo descompromissado e passivo do sofá. Tóquio que nos aguarde.

Artigo de:

Hilda Medeiros – Transformando Realidades. Coach e Terapeuta, realiza atendimento presencial e online. Ministra Palestras, Workshops e Treinamentos em todo Brasil

 

Carta a Chico Buarque de Holanda

Chico, chamá-lo assim é permitido, porque é o chamado do povo brasileiro. Quando tudo está perdido, é hora de clamar aos poetas. O Brasil "democrático" quis ter voz ativa, em seu destino mandar, mas eis que chegou a roda viva... Desculpe, sabe-se que não é seu sentimento, mas seus primeiros poemas tocaram a sensibilidade de milhões de brasileiros amordaçados. Você foi o Walt Whitman de nossa geração. O poeta de todos e por todos.

O teatro da Roda Viva foi empastelado por bisões; ainda há alguns deles rondando por aí, de cara fascista e revólver engatilhado. Deploram a ferrugem a que foram submetidos seus gatilhos. O importante é que são poucos os saudosistas do regime infame. Mais preocupante é a juventude, em vários pontos do orbe, inclusive em nosso País, que valorizam Carlile (democracia é uma ditadura com urnas), Rosemberg, o jurista Carl Shimitt, Baeumier, Heidegger e outros. A destruição, pela arte dos poemas, dessas figuras infernais, é mais importante à população que controverter o impeachment de nossa Presidente.

O povo que foi às ruas propor a impeachment certamente não leu uma linha desses facínoras. Foi buscar um País melhor, cujo caminho o último governo sequer apontou. Pequenos e médios empresários, profissionais liberais, empregados, religiosos, jovens ludibriados por "universidades" despreparadas e que despreparam, perdidos no labirinto em que não se encontra a saída para um mercado de trabalho modesto. Claro que sempre os ideólogos tomam carona nesses movimentos. Tanto direitistas como esquerdistas, que nada fizeram pelo mundo, salvo usar a "res publica" como estupefaciente de suas agonias psíquicas insuperáveis.

Suas primeiras poesias, acima lembradas, nada ficaram a dever a De Quincey, Stevenson, Sheakespeare, Machado no Sul e Borges no Sur, apenas para lembrar alguns, como você, poetas, os únicos capazes de salvar o mundo, em certos momentos, como aquele que enfrentamos.

Você sabe que não há paradigmas entre políticos, administradores, intelectuais de todo o gênero, para encontrar a saída deste beco. Somente mágicos como Vladimir Maiokovsky e Chico Buarque de Holanda, na liderança do rol que logra tocar a sensibilidade majoritária e justa, para a reconstrução de um país.

Eles não podem cair num maniqueísmo manipulado pelos que se aproveitam das manifestações populares, para que fluam seus interesses pessoais. São divindades da alvorada. Seu símbolo, Chico, já marca da história do Brasil. Estás cravado em nossa memória. Por isso, se me permite uma opinião, não podes aceitar os cravos de ameaças partidárias. Não se lhe podem cobrar congruências. Você e toda sua obra que penetrou nas fímbrias da linguagem criativa pairam acima de todas essas mediocridades. A vontade de um povo feliz acontece em cada pulsação de seu sangue.

Os grandes poetas são orvalho na relva do paraíso. A maioria dos brasileiros está solitária como um espelho em casa abandonada. Os poetas se vão e suas obras são imorredouras. Elas valem por todas as Constituições, inclusive pelas dezenas de Aristóteles torradas no incêndio da Biblioteca de Alexandria. Deixe-nos outras, em seu segundo e decisivo momento na história do Brasil. Todos anseiam por novas músicas salvadoras, livres de compromissos com aqueles que, de uma falsa postura de esquerda, produziram o mais terrível estelionato na história dos povos.

Amadeu Roberto Garrido de Paula - advogado e poeta. Autor do livro Universo Invisível e membro da Academia Latino-Americana de Ciências Humanas

 

Arrogância e Solidão.

Numa pequena comunidade viviam em harmonia duas amigas; a “MaisBella” e a “MaisLinda”. Além de serem as mulheres mais bonitas, eram amigas inseparáveis e cortejadas por todos os homens. Diariamente trocavam confidências e conversavam sobre todas as cantadas que recebiam. Os homens se apaixonavam e se declaravam. Porém por mais apaixonados que estivessem seus sentimentos apenas roçavam os corações das duas belas. Por sua vez elas os olhavam com firmeza e os capturavam na fragilidade de suas paixões. Por anos esse desprezo pelos pretendentes se manteve, no entanto no final de uma tarde ensolarada tudo isso mudou.

Por entre os raios de sol que batiam na porta da sorveteria, entrou o “MaisGato”, lançou seu olhar por todas, mas não se deteve em ninguém. Puxou uma cadeira, sentou e esperou. “Maisbella e “MaisLinda” sentiram pela primeira vez desconforto. Como que o homem mais lindo que chegou na sua cidade não as olhou e as desejou? Logo esse desconforto se tornou curiosidade e por sua vez passou a interesse.

Nesse dia não trocaram confidências, nem tão pouco transpareceram emoção. E por uma semana o interesse alimentou seus pensamentos e desejos. Quando se encontraram, não esconderam que estavam afim do mesmo homem. A harmonia foi abalada pela raiva e inveja. Se viram como rivais até perceberem que “MaisGato” estava apaixonado pela “MaisLegal”. Imediatamente questionaram: “como assim? A “MaisLegal” até que não é feia, mas não é tão bonita como nós.”

Nesse momento abriu espaço para refletirem sobre seus valores e consequências para seus respectivos futuros. Mas ambas optaram pelo caminho mais fácil: manter suas personalidades banhadas na arrogância e desprezaram “MaisGato”, considerando-o como mais um. Dessa forma escolheram continuar na solidão de mil cantadas sem o amor de um coração.

Psicólogo Flávio Melo Ribeiro -CRP12/00449

 
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