Jornal Correio de Notícias

Página Inicial | Fala Leitor

Fala Leitor

O Legado dos Jogos Olímpicos

Muitas foram as previsões de riscos na realização das Olimpíadas em nosso País, desde a preocupação com a organização, a violência, os assaltos, a poluição da Baía de Guanabara, até a picada do mosquito causador da chikungunia e do zika vírus.

Ao final da Olimpíada, podemos afirmar que ela foi um sucesso. É claro que problemas aconteceram, mas num evento onde circulam milhares de pessoas, seria impossível não acontecerem.

Jornais de todo o mundo falam da hospitalidade e alegria dos brasileiros e de nossa capacidade de bem receber.

Começou com a cerimônia de abertura, que foi de uma beleza incomparável e, a medida que os dias foram passando, as previsões mais pessimistas foram desaparecendo – o jogo virou. Os nossos atletas foram conquistando algumas medalhas, éramos os maiores anfitriões do mundo, elogiados por Bolts e Phelps e ídolos de todos os cantos do mundo.

Todos viramos patriotas e nos orgulhamos muito de nossos feitos ao sediar, pela primeira vez, os Jogos Olímpicos. Eles foram lindos. Todos saíram convencidos de que o Brasil é um país incrível e este me parece ter sido o maior legado dos Jogos.

A Olimpíada terminou e está na hora de nós brasileiros maximizarmos os pontos positivos de nosso país, como os outros países o fazem. Temos que deixar de maximizar os negativos, como sempre temos feito. Nossa mídia divulga quase só o que é negativo. São assaltos, assassinatos, roubos, corrupção, chikungunya, zika vírus e por aí vai. O brasileiro vai assimilando todas estas coisas e se convencendo de que o Brasil não tem jeito. Somada a tudo isto, temos a atual situação política de nosso país, que nos envergonha diante das outras nações.

Esperamos que este entusiasmo pela Pátria continue após este grande feito e que tenhamos outros motivos para nos alegrar. Começa com o voto consciente, que possamos dar nas próximas eleições, pois as boas escolhas políticas, com certeza colaborarão, para termos mais coisas a comemorar além das medalhas.

Marina Lima Leal - Professora

 

Como o pequeno lojista deve investir na internet?

Em outros tempos, andar pelas ruas e entrar naquela pequena lojinha da esquina era algo habitual. Hoje em dia, esses mesmos comerciantes precisaram se adaptar para sobreviver com a internet, que oferece promoções relâmpagos, em tempo real, entrega em casa, etc. Ainda assim, o pequeno lojista não aprendeu, de fato, a conviver com a internet e tirar dela os benefícios para si. Isso é preocupante, ainda mais em se tratando de um período econômico extremamente conturbado, onde muitas lojas estão sucumbindo à falência.

Para o pequeno lojista sobreviver aos tempos modernos e deve começar não pelo computador, mas sim se livrando de antigos hábitos. Se você é daqueles que aprendeu a esconder seus preços do concorrente e até mesmo dos seus clientes, esqueça! Hoje isso é uma grande ingenuidade, pois a base da internet é o acesso à informação a qualquer pessoa. Portanto, se você não quer ser “extinto”, trate de mudar seus hábitos - tirar proveito de saber informações simples não lhe renderá mais nada. Tudo agora se resume a entender seu cliente e lhe entregar o desejado. Isso é a base para começar a usar as ferramentas e dados da internet.

Antes de proibir seus funcionários de utilizarem o youtube, por exemplo, tente estimulá-los a verem vídeos de treinamento de vendas, coaching, entre muitos outros que estão disponíveis gratuitamente e que podem enriquecer o seu conhecimento. Mas lembre-se, se não houver liderança e sua participação, eles com certeza irão fazer mau uso. Por incrível que pareça, muitas vezes as atitudes dos funcionários dependem mais do líder do que do liderado, até mesmo porque quem tem o poder de substituí-los em último caso é o líder.

Pesquise sobre o comportamento dos consumidores, identifique quando eles desejam preço ou conveniência, determine o seu grupo de clientes (segmento), crianças, adultos, jovens, casados, solteiros, tecnológicos, colecionadores, etc. Identifique seu raio de operação, município, cidade, estado, pais, mundo. Responda qual o seu diferencial: preço baixo, boa localização, atendimento?

A partir disso, estude as ferramentas disponíveis na internet para divulgação da sua loja, muitas delas, se bem utilizadas, podem gerar grandes resultados com baixo custo, a exemplo de sites como buscadores de preço – que permitem o seu cadastro gratuitamente e é a forma mais eficiente de concorrer com as grandes redes -, Google ADWords, YouTube e tantas outras.

Leonídio de Oliveira Filho - empresário e criador do site Dica de Preço

 

Ponto chave para ações criminosas, estacionamento de condomínios necessitam de atenção

A atenção que é dada a portaria de condomínios é essencial, mas muitas vezes os próprios moradores acabam “esquecendo” da entrada de veículos. Atualmente, muitas ações de criminosos se iniciam por alguma falha de segurança na portaria do estacionamento – alguns condomínios nem mesmo possuem um porteiro de plantão, o que facilita ainda mais a entrada de bandidos. Qualquer coisa como uma placa de veículo ou o controle da garagem, que forem clonados, podem gerar problemas.

Essa fragilidade dos portões da garagem devem ser evitadas com medidas simples, a começar pelo próprio controle remoto do portão que deve ser anticlonagem e com sistema de acionamento de pânico que possa notificar o porteiro caso ocorra algum incidente. O sistema de controle é importante porque quando o portão for acionado ajuda a identificar se é realmente o morador ou não, mas mesmo assim é fundamental conferir os dados do veículo e realizar uma identificação visual minuciosa para verificar se é mesmo o condômino em questão. O que pode facilitar muito também são as regras internas de identificação das pessoas realizada na maioria das vezes pelos próprios condôminos.

É de extrema importância que os porteiros, ao abrir os portões de entrada, não identifiquem somente através de placas ou reconhecimento dos carros; é necessário também verificar de fato quem está dentro do veículo. Além disso, são as próprias atitudes preventivas dos condôminos que podem auxiliar, e muito, o trabalho do porteiro para liberar o portão de entrada.

Visto isso, investir em profissionais de portaria qualificados e treinados é vantajoso, pois evita riscos à segurança e qualquer prejuízo aos condôminos. Não se deve contratar qualquer pessoa para esta função e é aconselhável a contratação realizada através de uma empresa terceirizada que ofereça apenas profissionais preparados e capacitados, pois o colaborador para a função certamente precisa ser uma pessoa de confiança. Além de estar sempre em alerta, o porteiro precisa saber ler, ter facilidade de memorização e concentração. Estas qualificações são fundamentais ao recrutar e selecionar pessoas, porque o ideal é escolher sempre perfis de profissionais capazes e adequados para cada trabalho. Investimento e pessoal qualificado, então, estão fortemente relacionados a um bom resultado quanto à segurança.

É por isso que de nada adianta ter pressa para liberar a entrada de automóveis no condomínio se isto pode proporcionar brechas de vulnerabilidade e resultar na invasão de ‘espertalhões’ no domicílio.

Amilton Saraiva -  especialista em condomínios da GS Terceirização

 

Nossa história depois das Olimpíadas

O Brasil tem de extrair não só honrarias, mas ganhos reais, das Olimpíadas. A Vila Olímpica não deve ser, simplesmente, desmoronada, depois do encerramento dos jogos. Um país e uma cidade carente têm de valer-se desses episódios históricos para obter melhoramentos em favor de seu povo. Não é, tal proposição, avessa ao denominado "espírito olímpico".

 

Entretanto, muitos poderão pensar e propor em sentido contrário. Afinal, grande parte dos custos das Olimpíadas foi suportado pela iniciativa privada, que, no Brasil, não imagina filantropias e, sim, compensações, sempre. É hora de mudar esse sentido de patrimonialismo privado que deixa ao Estado deveres que deveriam ser compartilhados. Depois criticam o Estado pesado e os impostos cobrados, o que é procedente, mas não podemos criticar algo quando não somos exemplares.

 

A Vila Olímpica, mantida com seus principais equipamentos, será de alta importância para nossos jovens, a redução da violência e complemento de nossa educação formal. Além disso, espaços poderão ser ocupados para a educação estrita e necessária, sem a qual dizimam-se nossas esperanças de um grande país futuro.

 

Evidentemente, essas medidas deverão ser resultado de negociações e não de imposições ou expropriações injurídicas, que poderão ser questionadas, como sempre, em nosso Judiciário. O espaço ficará e a iniciativa privada deverá continuar emprestando suas forças e seu apoio para termos no Rio de Janeiro e no Brasil grandes e preparados espaços educacionais, em conjunto com o esteio dos recursos humanos.  Os meninos e os pais dos meninos dos morros agradecerão imensamente; os brasileiros conscientes de que a solidariedade, e não o egocentrismo, que caracteriza boa parte de nossa elite econômica, idem.

 

É hora de o 1% de nossa sociedade, composto dos privilegiados, mudem sua mentalidade. Não se propõe socialismo ou esquerdismo estereotipado, mas sentido de solidariedade que ultrapassa os estreitos limites de uma sociedade de classes com inclinação para perpetuar-se como uma sociedade de castas. Não se trata de romper o capitalismo, mas de administrá-lo com inteligência, pois somente os regimes do bem-estar social sobreviverão no mundo.  Os demais serão implacavelmente corroídos pelo tráfego de drogas, pelo crime organizado, pelos ataques selvagens, inclusive ao patrimônio público e, mais ainda, pela perda do norte na bússola de nossa juventude. E pela periclitação de nossa vida e saúde em nossas portas, em nossas ruas, praças e sinaleiros, em ordem tal que nossa existência se tornou insuportável, hoje, no Brasil. Pobres daqueles que nutrem a mentalidade de, simplesmente, deixar de lado suas raízes e emigrar.

 

Deveríamos inserir em nossos currículos escolares, como matéria obrigatória, desde os primórdios até o fim dos cursos universitários, uma disciplina denominada "Justiça". Algo muito mais profundo que cidadania e análise de problemas brasileiros, que fazem parte do drama da justiça. E que não deve se confundir com a instituição judiciária, mas com o aprendizado do sentimento e da percepção filosófica da justiça, que nos enreda a todos, que nos põe em sociedade numa síntese superior à simples soma das partes, que esteja a todo momento inserida no cérebro dos homens, tanto para exigir como para abdicar, sob o signo superior do equilíbrio de um grupo humano sobrevivente em um dado planeta.

 

Já se conta com o desapontamento, a desmontagem desse momento mágico, a tristeza que sucederá ao grande momento olímpico brasileiro. Discordamos profundamente. Além do aproveitamento material do que nos legaram os jogos, é necessária a expansão da educação criativa em todo o território nacional. E, para tanto, a imprescindível colaboração entre a iniciativa privada e o Estado, cujo tamanho está insuportável e deve ficar circunscrito ao que realmente interessa a nosso povo, livre da corrupção, que começa com propinas e termina com o costume crônico de inchá-lo cada vez mais para gastar em quinquilharias nada importantes para nosso crescimento social e humano.

 

Um dos principais expedientes de nossos regimes ditatorias consistiu em tornar cada vez mais intelectualmente esquálida nossa gente. As disciplinas críticas, incluindo-se a história da filosofia universal, foi simplesmente erradicada de nossos currículos médios pela última ditadura castrense, que abriu os primeiros buracos por onde começamos a descer até hoje, sem que a democracia, que se seguiu ao regime militar,  tomasse consciência, desde logo, dos rompimentos que precisávamos fazer,  em relação a  um projeto de poder perverso de dominação de um grande povo, reduzido a um rebanho que amanhece todos os dias no mesmo diapasão, o de sobreviver para morrer, talvez com alguns mirrados reais de aposentadoria.

 

A educação formal, a educação crítica e a educação esportiva deveriam emergir, de pronto, desse grande momento histórico em que passamos ao mundo muito de nossos problemas, mas, também, muitas virtudes desse povo eclético, originário de todas as partes do orbe, capaz de transformar-se e de manter a alegria que tomou conta de seus corações nos jogos olímpicos como nossa rotina diária, qualificada e construtiva no processo evolutivo da humanidade.

Amadeu Roberto Garrido de Paula - advogado subscritor da respectiva petição inicial e poeta. Autor do livro Universo Invisível, membro da Academia Latino-Americana de Ciências Humanas.

 

Janela de oportunidades

Uma agenda positiva, quando bem elaborada e eficaz, faz a diferença. É o caso da abertura do mercado de carne do Brasil para os Estados Unidos cujo acordo de comércio bilateral foi assinado recentemente em Brasília. Para o Rio Grande, trata-se de uma grande notícia em função de suas potencialidades. A simples reativação do fluxo de comércio com os Estados Unidos confere à carne gaúcha, in natura, um passaporte para outros mercados.

É bem provável que com esta janela de oportunidades que se abre para nossos produtores, o Rio Grande ganhe, enfim,  um novo e promissor impulso que vai permitir sair da contração econômica, para um novo patamar, ainda que setorial, mas que tem efeito multiplicador na cadeia de produção.

O acordo chega para incrementar o círculo virtuoso dos melhoramentos da genética. Este detalhe, por si só, embute uma grande chance para inovar, investir, crescer e reforçar a produtividade.

Nosso Estado vive o momento angustiante dos ajustes. Não se pode prosseguir sem que estes sejam efetuados. Decisões como a da carne, que derrubou as cotas de ingresso no mercado norte-americano, é um movimento de avanço nos negócios de nossos produtores e de nossa balança comercial.

Por esta razão, a decisão bilateral entre os dois países merece um registro pelas suas potencialidades já que muitas outras portas poderão ser abertas para a nossa carne. Com essa vitória, o Brasil tem que pensar grande e vislumbrar mercados gigantes e muito disputados.

Aos nossos produtores fica uma reflexão: para conquistar o mercado de carnes mais nobres, já produzida no Estado, não basta a carta verde conquistada agora, mas a determinação de ser cada vez mais competitivo e com ganhos de eficiência e de produtividade.

A Expointer está próxima. Vamos observar, na vitrine do agronegócio, a real potencialidade ainda não explorada. Esta novidade que nos chega com o visto de entrada para a carne no mercado dos Estados Unidos é o começo de uma mudança que vem sendo notada nos indicadores de confiança, tanto nos setores empresariais quanto de consumidores.

José Paulo Cairoli - Vice-governador do Rio Grande do Sul

 

A OLIMPÍADA BRASILEIRA

A cerimônia de abertura da 31ª Olimpíada, a Olimpíada Brasileira, foi realmente emocionante e acredito ter encantado o mundo inteiro, o Hino Nacional, cantado por Paulinho da Viola, a narração de nossa história, do descobrimento, à chegada dos portugueses e o choque cultural com primitivos habitantes, os africanos, que infelizmente como os escravos, contribuíram decisivamente para nosso desenvolvimento como nação e demais povos que foram chegando. Todas estas etapas foram entrando em campo de uma maneira bonita e compreensível para os estrangeiros. Gisele Bündchen desfilando na condição de Garota de Ipanema, tendo, como fundo musical, ao piano, Daniel Jobim, neto de Tom, o criador da obra prima. Não faltou nem a réplica do 14 Bis voando sobre o estádio. O primeiro time dos refugiados deu seu recado contra o preconceito.

O Maracanã virou um verdadeiro coral, quando a música “Aquele Abraço”, de Gilberto Gil, foi executada e, quando Jorge Benjor cantou “País Tropical”, o Maracanã virou salão de danças, os brasileiros puxaram e os estrangeiros tentaram imitar.

Elza Soares, com o “Canto de Ossanha”  de Baden e Vinicius constituiu-se, para bons entendedores, no grande momento político da cerimônia planetária de abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro. Sentada intrépida, rodeada por três jovens mulheres  negras  e cabelos black power, Elza não fez nada mais, nada menos que ressuscitar o “Canto de Ossanha” de 1966, ano dois da ditadura civil-militar de 1964. Elza devolveu a fala à voz feminina que foi suprimida da grande festa.

Foi um recado explícito, cortante e  feminino a Michel Temer, a grande estrela negativa da noite universal. “Coitado do homem que cai no canto de Ossanha, traidor”, cantou Elza. Este recado foi completado com a sonora vaia que o presidente interino recebeu e que foi abafada por uma música. Não era ele que deveria estar ali!

A entrada da delegação brasileira, ao som de Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, foi uma verdadeira apoteose, além é claro, de toda a preocupação com a questão ambiental, que foi o tema central e permeou toda a cerimônia. O Brasil fez bonito para o mundo inteiro. Teve esta chance de sediar a Olimpíada e soube aproveitá-la.

Lamentamos que aqueles que batalharam para que o Brasil sediasse este congraçamento entre os povos, não tivessem sido lembrados neste momento tão bonito e significativo para nosso país.

Marina Lima Leal - professora

 
Página 10 de 29

Publicidade

Publicidade

Blogs

Enquete

Você é favor da convocação de Eleições Gerais no Brasil
 

Twitter CN

    Newsletter

    Expediente

    EXPEDIENTE
    Rua Santos Ferreira, 50
    Canoas - RS
    CEP 92020-000
    Fone: (51) 3032-3190
    e-mail: redacao@jornal
    correiodenoticias.com.br

    Banner
    Banner
    Banner

    TurcoDesign - Agencia de Publicidade Digital