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Jardins Urbanos em Canoas

Com a expansão e crescimento das cidades, acabam surgindo espaços aparentemente residuais, que, no esquecimento das autoridades, mas no cuidados dos seus usuários, tornam-se áreas potenciais para impulsionar projetos de transformação social e urbana de uma região da cidade.

Canoas tem um grande potencial para desenvolvimento de projeto de criação de Jardins Urbanos e pegando de exemplo cidades na Alemanha deste do século XIX, desenvolve uma historia em relação aos Jardins quando o estado e a municipalidade ajudam em ceder espaços e terrenos e grupos sé propõem em fazer este trabalho.

A palavra “Schrebergarten” alude a estas pequenas porções de terra para realizar jardinagem dentro de áreas urbanas. Este tipo de pratica de iniciativa coletiva no espaço publica, reforçam o intercambio entre bairros e o desenvolvimento das comunidades.

Sobre as vantagens de utilizar espaços residuais para implementar jardins urbanos, determinando novas maneiras de fazer cidade. Muito deste são aparentemente negligenciado, porem configuram uma maior relação entre o cidadão e o entorno natural, como simples fato de ter a ciência sobre quais os produtos da temporada.

Estas iniciativas rompem com o paradigma de que para obter áreas verdes urbanas devem-se conservar terrenos verdes intactos dentro de cidades. Parques e praças podem e devem existir a partir da participação ativa da cidadania que dita bastante da passividade da reserva, onde sua sobrevivência depende do impulso e manutenção de quem está constantemente envolvido.

Walter Kuhne Junior - Ambientalista

 

O mistério do Arroio perdido

Era uma tarde de quarta feira no Bairro Fatima o dia estava lindo e ensolarado. Passei e as maquinas e as maquinas estavam trabalhando na vala do Eduardo Gomes. Como assim vala do Eduardo Gomes?

Eu como sou muito curioso procurei me informar sobre o tal córrego, ou melhor, arroio sem nome. E assim eu fui atrás deste mistério.

E descobri que a tal vala e um arroio que nasce no bairro Niterói e cruza a federal e desemboca no arroio araçá isso mesmo o que você esta lendo no “arroio araçá” ou desembocava e agora cai na vala da Irineu de Carvalho Braga.

Este arroio sem nome e um dos afluentes do nosso Rio Guri de Canoas. Hoje praticamente 80% do córrego ou do arroio estão debaixo de ruas e asfalto e tubulações e uma pequena parte ainda estão abertas no Bairro Fatima. Mas por questões de drenagem foi alinhado e perdendo sua característica de arroio sinuoso para melhor fazer a condução das águas.

Porque naquela área localizava o aeródromo de Canoas é agora e o nosso Parcão de Canoas. Em volta do arroio ainda resiste uma pequena fauna e flora que tem Aroeiras, Araçás, Pitangueiras e Açoita-cavalo e alguns pequenos animais como Sabias, João de Barros e Pica-paus.

E ai fica aquela velha máxima uma cidade que não preserva seu patrimônio ambiental e suas áreas de manancial vão ficar sé lamentando no futuro sobre á qualidade das suas águas por não serem, potáveis para consumo humano.

E um dos maiores problemas das grandes cidades Brasileiras e o lixo que é jogado dentro dos rios e arroios que acabam acumulando e dando transtorno nas chuvaradas. E claro um pequeno exemplo dos nossos problemas ambientais nas grandes cidades e no mundo.

Walter Kuhne Junior - Ambientalista

 

Emilio Schenk

Veio da Alemanha em 1895 e fixou-se em Curitiba, Apicultor, filho e filho de apicultores, dedicou-se a difundir por todos os meios, a moderna técnica de criar abelhas. Fundou a “Brasilianische Bienenflege”, revista técnica, cujo o primeiro numero data de 1897.

De Curitiba feio para o Rio Grande do Sul, fixando em Canoas. Foi na nossa cidade que ele começou a escrever o seu livro o Brasilianischer Bienenzuchter o (Apicultor Brasileiro) que alcançou 8 edições em alemão e português. A primeira edição, traz a data de 1990 e a ultima, 1946.

Desenvolvendo uma serie de pesquisas na cidade de Canoas e aprimoramentos ele vai para Taquari aonde constrói um grande apiário modelo 1903.

Em 1910, a terceira edição do seu livro foi adquirida pelo governo do Estado para distribuição gratuita, por ordens expressa do Dr. Carlos Barbosa, governador do Estado do Rio Grande do Sul.

Em 1920 organizou a Primeira Exposição de Apicultura , inaugurada pelo governador do Estado Augusto Borges de Medeiros. Em 1922 por ocasião das comemorações do centenário da independência do Brasil organizou-se um colmeal modelo, no Rio de Janeiro.

Apesar dos relevantes serviços para a apicultura Nacional Emilio Schenck, só em 1939 era nomeado oficialmente inspetor de agricultura e apicultura do Rio Grande do Sul. Em 1941, ao atingir a idade de 68 anos, foi aposentado compulsoriamente. Faleceu em Taquari, junto a suas abelhas 4 anos após.

Walter Kuhne Junior - Ambientalista

 

Nossas áreas verdes

A importância dos espaços verdes na cidade de Canoas. Hoje o debate é a  sustentabilidade no Brasil e no mundo mais os nossos problemas, também são importantes na nossa aldeia chamada Canoas. O debate que quero trazer aqui para este artigo e sobre a preservação dos nossos espaços verdes que Canoas ainda tem como área de várzeas perto da BR-488 que e um escape natural para os nossos rios e arroios nas épocas de cheia.

As áreas de mata nativas que existem no Bairro cinco Colônias e no Bairro Mato Grande que ainda preservam as características da mata nativa da região guando os primeiros pioneiros chegaram a Canoas.

Mas Canoas também se destaca por seus espaços verdes como praças e parques e alguns sendo referencia como o Getúlio Vargas o Capão do Corvo e o Eduardo Gomes e nosso Parque da Figueira que movimenta centenas de pessoas todos os fins de semana querendo buscar uma área de lazer aonde não conseguem em seus lares o contato com a natureza.

Canoas atualmente e a segunda cidade do Rio Grande do Sul com mais espaços verdes só perdendo para Porto Alegre a Capital.

Ter praças e Parques  numa grande cidade como a nossa e uma questão de qualidade de vida e de sustentabilidade neste locais ainda se preserva um pouco da nossa biodiversidade da nossa cidade e um refugio para animais da nossa fauna aves e mamíferos.

Criar politicas de preservação ambiental é muito importante mais aplica-las se torna um trabalho de suma importância. Criar o projeto de Patrimônio Ambiental como forma de cuidar de nossos espaços verdes e símbolos da cidade como o nosso Arroio Araçá como exemplo.

Esta demostrando uma maturidade e consciência ambiental que nos eleva como uma cidade modelo para outras da região e um exemplo a ser seguido.

Walter Kuhne Junior - Ambientalista

 

O Papel da Mulher em Séries e Novelas de Televisão

Em janeiro deste ano, morreu Mary Tyler Moore e, sobre ela a jornalista Cláudia Laitano, disse em texto recente, que a série estrelada por ela entre 1970 e 1977,      viria mudar a forma como as mulheres eram retratadas na televisão e, como consequência,  o modo como as mulheres se viam a si mesmas. Mary tornou-se um símbolo de uma nova era.

Aqui no Brasil tivemos a série Malu Mulher, criada e dirigida por Daniel Filho. Mostrava a condição da mulher brasileira no final dos anos 1970 através do cotidiano de Malu, uma socióloga paulista, divorciada e mãe de uma menina de 12 anos. Abordava o processo de separação de Malu e as dificuldades dela na tentativa de conseguir se sustentar, manter a casa nova, e também a filha.Finalmente consegue um trabalho fixo, num instituto de pesquisa. Tem incío então, uma nova fase na sua vida. Vivíamos em plena ditadura militar e muitos capítulos foram censurados.

Da década de 1970 até hoje, muita coisa mudou. Em resposta aos cursos etiqueta e técnicas domésticas para as meninas, surgiram as “escolas de desprincesamento”. A oficina pioneira no Chile, já teve edições em São Paulo e, em janeiro passado, no Rio Grande do Sul.. A ideia do curso é “promover a igualdade de gêneros e o empoderamento infantojuvenil”.

Apesar dos avanços, as estatísticas comprovam que o feminicídio é um dos grandes problemas do Brasil.A Lei 13.104/2015 considera o feminicídio –assassinada pelo simples fato de ser mulher- como crime hediondo, mesmo assim, a cada hora e meia uma mulher é vítima deste crime.

Como se percebe, há realidades muito diferentes nas diversas regiões do Brasil e entre os diversos países do mundo, por isso,além da luta que vem sendo feita por organizações que lutam pelos direitos das mulheres, é preciso que se compreenda que a  educação tem um papel muito importante, para que as mulheres parem de ser mortas ou de sofrer violência doméstica.

É preciso promover reflexões profundas sobre as normas culturais e sociais que têm orientado a maneira como as mulheres e os homens são criados. A promoção da igualdade de gêneros e o combate à violência beneficia a sociedade como um todo, incluindo os homens.

Marina Lima Leal - Professora, colaboradora

 

Direito e o mundo das bruxarias

Decorridos mais de quatro décadas de exercício da advocacia, concluo que nosso patrono não é Santo Ivo, mas Harry Potter, os Mugger (trouxas), humanoides não mágicos, um garoto que usa óculos e tem cabelos pretos, Gandalf e o Senhor dos Anéis e o Mágico de Oz.

As leis são ficções, que auxiliam o homem a viver e aplacam a consciência de advogados, promotores e juízes desembarcados no mundo das bruxarias. Tomo o Brasil como exemplo, mas o fenômeno, mais ou menos próximo dos quiosques negros das florestas frias, com a fumaça oriunda da preparação de suas poções a sair de suas chaminés, é universal.

Vejamos o mundo imagístico. Não dizemos que não é útil à nossa sobrevivência. Ver o real profundo cega tanto quanto olhar fixamente para os raios solares. Ou para a morte.

Primeiro, os princípios clássicos do direito. "Honeste Vivere". A maioria dos "mugger" brasileiros não o conseguem. Sobrevivem, com o auxílio de muitos momentos de desonestidade necessária. "Sum cuique tribuere", quando a floresta só entrega as frutas mais doces a quem primeiro apanhá-las. "Alterum non laedere", são incomuns os que conseguiram sobreviver sem, pelo menos uma vez na vida, lesar outrem.

Começada a ópera, a O Estado Democrático de Direito. Democracia que nos espinha a partir dos primeiros raios da manhã. Nos ônibus superlotados. Nos cárceres indomados. Nos pãezinhos fofos. Em alguns e raros, vistosos componentes do café da manhã, amanhã letais. Na reiterada propaganda enganosa. Nas calçadas públicas voltadas a torcer nossos tornozelos. Nas correrias abomináveis para reverenciar o Deus da Modernidade - o relógio de ponto. No trânsito física e psiquicamente traumático.

A Constituição, de 1988. Com seu pomposo preâmbulo e anéis coloridos.  Não poderia deixar de começar com um vitupério: "nós, representantes do povo brasileiro" ("sic"). Vimos aqui para "assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias,... sob a proteção de Deus". Verborrágica floresta encantada, à qual, por si só, os "mugger" não podem adentrar por ação judicial, a ser julgada em longo, longo tempo, salvo se apoiada em outro preceito ou princípio, um  dispositivo esplendoroso e notável , visível mais à frente, segundo recente decisão da Corte Suprema.  E Deus, coitado, nada tem a ver com esse conjunto de mentiras.

Segue-se na lei maior: dignidade da pessoa humana, cidadania, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, todo poder emanado do povo, ou não (se considerarmos a vontade dos milhões em sua praça em tempos recentes), sociedade livre, justa e solidária, desenvolvimento da nação, erradicação da pobreza e das desigualdades, promoção do bem comum sem discriminações. Seguem-se o conhecido art. 5º, que trata das liberdades e garantias, e do art. 7º, dos direitos positivos dos trabalhadores, sempre chantageados por desvalores que mais alto se alevantam. Não precisamos comprovar a negação de tudo isso, se é notório.

O ponto nodal está em que não temos direito processual e jurisdição para implementar esses bons desejos, no deserto de nossas miragens. Ações judiciais corriqueiras já são decenais. Juízes descomprometidos com seu povo, de bem com a vida, enquanto "la nave vá". E outros abnegados, estressados, preocupados com o fracasso dos processos, como o advogado autor destas linhas. Nós últimos integramos, também, a leva dos "mugger".

Talvez o viver na crença de um mundo fantástico tenha sua valia. Principalmente, um povo sempre embalado pela fé. Somos "trouxas", porém esperançosos da realização das promessas. Talvez um dia as bruxas se transformem em fadas. Se pararmos de nos iludir com governos, de qualquer espécie.  Enquanto isso, ganhamos forças imaginando-nos senhores dos anéis.

Amadeu Roberto Garrido de Paula - Advogado e membro da Academia Latino-Americana de Ciências Humanas

 
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