Jornal Correio de Notícias

Página Inicial | Fala Serio

Fala Serio

Os aspectos para atuação do professor em sala de aula

Precisamos levar em consideração que o professor, quando está em sala de aula, tem consigo um cenário histórico, certas perspectivas que constituem o ser humano.  E, por isso, ele precisa considerar que o aluno/aprendiz não é apenas cognição, levando em conta também esses critérios, a afetividade e o meio em que cada um vive, para que assim, ele possa conhecê-lo melhor e acompanha-lo de maneira adequada desde o seu planejamento até sua atuação em sala.

Se em sala de aula o professor tem 30 alunos e nenhum apresenta alguma peculiaridade, como o docente deve atuar? Por outro lado, como funciona sua atuação mediante a presença de um aluno com dificuldade de aprendizagem ou deficiência? Vale lembrar aqui, da metodologia de ensino usada por anos, antes de começarmos a mudar esse olhar sobre quem aprende. Antigamente, o professor estava em sala de aula, apenas voltado e preocupado em colocar o conteúdo no quadro, para que os alunos pudessem copiá-lo e assim estudar para as atividades e provas.

Ou seja, dentro dessa análise não havia um espaço e momento dedicado ao diálogo do professor com os alunos e vice-versa para que fossem apontadas as dificuldades ou até mesmo as novas aprendizagens e ideias que pudessem surgir. Atualmente, as escolas tem aprimorado a visão e aumentado à atenção a essa questão, considerando as demandas dela e da comunidade como um todo.

Precisamos analisar desde as questões cognitivas, afetivas até as sociais, as quais demandam um tempo de aprofundamento teórico, estudo, formação e consciência de todas as etapas a serem cumpridas até o momento do aprender do aluno.

Por isso, é tão importante levar em consideração as especificidades existentes em sala de aula com o objetivo não somente da escola, mas principalmente do professor compreender os diferentes estilos de aprendizagem, ritmo e tempo dos alunos presentes na sua turma, o que vai impactar no planejamento das aulas, da realização e condução das atividades para atingirem os objetivos traçados.

Ana Regina Caminha Braga - escritora, psicopedagoga e especialista em educação especial e em gestão escolar.

 

5 condutas assertivas do vendedor contemporâneo

“Se você não cuidar do seu cliente, o seu concorrente irá.” (Bob Hooey)

O Dia do Vendedor é celebrado no Brasil em 1º de outubro. Por sinal, a profissão de vendas é uma das mais antigas da humanidade e acredite, ainda há vendedores que agem como se estivessem na antiguidade.

Trabalhei com centenas de vendedores, ensinei e aprendi muito com eles, e afirmo que qualquer pessoa que tenha força de vontade, coragem, persistência e algumas técnicas pode se dar bem no mundo das vendas. Certa vez, atuei com um vendedor espetacular, ele até ganhou prêmio de melhor vendedor na empresa. Me lembro que, na entrevista de admissão, ele disse que sua única experiência profissional era como motorista na marinha.

Reparei que os vendedores que se destacam pela alta performance possuem alguns pontos em comum e que normalmente precisam:

1- Gostar, gostar e gostar de pessoas - É imprescindível gostar de gente, de ajudar e inspirar as pessoas, de se relacionar levando soluções e ideias que melhorem a vida dos clientes. É preciso gostar do produto que vende e conhecer bem o que vai oferecer, afinal, ninguém ama aquilo que não conhece.

2- Perguntar, perguntar e perguntar - Saber perguntar para entender e só depois atender a real necessidade do cliente é a forma mais efetiva de proceder.

Alguns vendedores não se sentem à vontade para fazer perguntas e alegam que os clientes não apreciam esta prática. De fato, algumas pessoas não gostam de ser questionadas, mas duas dicas podem resolver isso: a) pergunte em tom de bate-papo e não de interrogatório; b) justifique as perguntas, ou seja, avise o cliente que fará algumas questões para conseguir entender melhor a necessidade dele e, de acordo com as respostas, você poderá buscar a melhor opção e condição monetária. Pronto! Sabendo disso, muitos clientes sentirão que serão beneficiados e responderão bem mais motivados.

3- Escutar, escutar e escutar - Escutar mais e falar menos. Com o passar do tempo, o profissional de vendas que atua com excelência evoluiu e aprendeu que não adiantar mais falar, falar, falar e vencer o cliente pelo cansaço ou com alguma mentira. Ele precisa dizer a verdade e escutar para descobrir a melhor sugestão para apresentar.

O mercado no passado valorizava o vendedor que falava bastante, mas hoje isso mudou. Diversas empresas preferem o vendedor introvertido, aquele que fala menos, mas escuta atentamente e responde de forma assertiva. O falastrão que engana os clientes para vender a qualquer custo está fadado ao fracasso, pois o peixe morre pela boca.

4- Treinar, treinar e treinar - Treinar continuamente. Antigamente, um vendedor fazia meia dúzia de cursos e, com algum tempo de trabalho, já se apresentava como um expert das vendas.

Segundo a ABTD (Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento) as organizações brasileiras vêm investindo cada vez mais na qualificação dos colaboradores, mas para se ter uma ideia do quanto precisa melhorar, o estudo ainda revela que o Brasil treina por ano 16,6 horas/colaborador, enquanto os Estados Unidos treina 31,5 horas/colaborador, quase o dobro.

O treinamento já é o terceiro fator mais valorizado na hora de reter talentos nas organizações, é o que revela pesquisa da Panorama RH 2016, da Mercer.

Hoje, quando realizo palestras motivacionais e treinamentos de vendas em diversas empresas e entidades por todo o Brasil, percebo que o nível de interesse por parte do funcionário com a capacitação aumentou consideravelmente, afinal, quem acha que sabe tudo na verdade não sabe nada.

5- Superar, superar e superar - Superar as metas, pois elas existem para serem ultrapassadas. Walt Disney disse certa vez: “A diferença entre ganhar e perder é muitas vezes...não desistir”. Mas você já reparou como as pessoas desistem facilmente das metas quando elas começam a ficar difíceis? Meta fácil qualquer um bate, mas para metas difíceis chame um campeão, pois ele é incansável, corajoso, persistente e só sossega quando atinge seu objetivo. O ser humano tende a ficar na zona de conforto, mas os grandes vitoriosos fogem desta cilada mortal e buscam sempre novos desafios.

Quer distinguir um vencedor de um perdedor? É fácil, pergunte o motivo do seu insucesso. Os medíocres fogem da responsabilidade e atrelam seu insucesso a algum fator externo, já os verdadeiros campeões olham para dentro de si e buscam internamente uma forma de aprimorar e vencer. E, assim, encaram suas dificuldades com persistência e resiliência, superam suas adversidades com disciplina e foco, conquistam suas metas e, não por acaso, chegam merecidamente ao topo.

Parabéns vendedor!

Erik Penna é palestrante motivacional, especialista em vendas com qualificação internacional, consultor e autor dos livros “A Divertida Arte de Vender”, “Motivação Nota 10” e “21 soluções para potencializar seu negócio”

 

Desenvolver a empatia ajuda nos relacionamentos e na carreira

empatia é uma das habilidades mais comentadas ultimamente. Na vida pessoal, saber se colocar no lugar do outro ajuda a manter a saúde dos relacionamentos. No trabalho, essa característica é cada vez mais valiosa, já que é fundamental para o trabalho em equipe.

Na teoria, parece ser simples, mas a empatia vai além da preocupação e conscientização da necessidade de se identificar com o outro. Ela está relacionada com a comunicação assertiva e as motivações alheias.

A pessoa empática está conectada com quem se comunica. Ela capta informações que ultrapassam o que se é falado e identifica emoções e expressões faciais de seu interlocutor. Para praticar essa habilidade, é preciso, antes de tudo, saber ouvir e observar.

Entretanto, cuidado: não confunda esse conceito com “simpatia”, que surge de maneira natural e espontânea. A empatia exige treino. É preciso desenvolver a capacidade de se colocar no lugar da outra pessoa com a finalidade de compreendê-la.

Para ser mais específica, vou exemplificar. Ao ser agressivo, mesmo com razão, você provocará na outra pessoa uma reação de defesa. Mas, se experimentar adotar uma postura mais humilde e compreensiva, possivelmente notará um comportamento mais tolerante por parte do interlocutor. Isso evita conflitos e mantém a manutenção do bom ambiente coletivo.

Veja outras situações nas quais é importante praticar a empatia:

• Na comunicação assertiva com pessoas de seu convívio;
• Em entrevistas de emprego;
• Na liderança – assumindo o comando, delegando tarefas e conquistando o respeito de todos da sua equipe.

A arte da empatia conquista e preserva amizades e laços familiares. Também é um fator que pode aumentar o sucesso profissional. Com esta capacidade bem desenvolvida, você poderá descobrir o que incomoda e o que agrada aos seus clientes. Assim, conseguirá atendê-los melhor, pois entenderá as necessidades deles, o que pode gerar mais resultados em seu negócio.

Silvia Bez - palestrante motivacional, especialista em vendas e marketing pessoal, além de Master Coach. Em seu trabalho, sempre foca o lado humanista. Formada pela Sociedade Latino Americana de Coaching e pela IAC (International Association of Coaching), é autora dos livros “Paixão em Vender – 5 Segredos do Vencedor”, “7 passos para se apaixonar pelo que faz” e “5 Passos para fortalecer sua Memória”. Site: www.silviabez.com.br

 

Gestão de riscos no varejo eletrônico: muito além da proteção do ambiente virtual

Gestão de riscos no varejo eletrônico: muito além da proteção do ambiente virtual
*Por Rodrigo Castro
Quando se fala em fraudes no e-commerce, que é a maior causa de fechamento de lojas que atuam nessa modalidade de venda, o ambiente virtual é o tema comum, com destaque à invasão das lojas de comércio eletrônico para roubo de dados, ataques para indisponibilidade do site, sequestro de banco de dados e fraudes nos meios de pagamento - com foco no cartão de crédito.
Porém, para a proteção das operações de comércio virtual, é importante estar atento aos processos que vão além do ambiente de TI. Otimização e controles nos procedimentos de troca, proteção física dos estoques e gerenciamento dos riscos de transporte são fatores fundamentais para minimizar perdas no e-commerce.
A gestão de vulnerabilidades no ambiente de TI é, sem dúvidas, importante. Contudo, eventos recentes divulgados na mídia, como prejuízos da ordem de mais de R$ 500 milhões em resultados de empresas sólidas, tiveram uma parcela relevante atrelada a movimentações físicas das mercadorias. Em outras palavras, fragilidades do mundo real podem causar danos severos nos custos de operação do comércio eletrônico, mas em muitos casos não estão entre os riscos prioritários na agenda dos executivos.
Este tipo de prejuízo pode ter sido ocasionado por falha na logística reversa (ou devolução de mercadorias), processo secundário na operação de vendas de lojas físicas, mas quesito extremamente relevante para o comércio eletrônico. Relevante, porém negligenciado na operação logística da maioria dos e-commerces.
De acordo com um estudo, publicado pela empresa americana Shorr, especializada em embalagens, 30% das mercadorias compradas online são devolvidas pelos clientes. O índice de devolução apenas expõe o risco potencial de perdas da empresa, vez que, estando os processos da logística reversa bem controlados, as perdas se restringem aos custos de coleta. Caso contrário, as perdas se estendem ao item comercializado.
Além da logística reversa, a falta de mecanismos de proteção patrimonial dos estoques pode expor o comércio eletrônico a fraudes e perdas. Nas lojas virtuais que comercializam produtos de alto valor agregado e alta atratividade, a preocupação com a segurança patrimonial dos centros de distribuição deve ser foco prioritário.
Um caso emblemático ocorreu em 2015 com um grande varejista nacional, cujo centro de distribuição, localizado no interior de São Paulo e que concentrava grande parte das entregas do comércio eletrônico, foi invadido por uma quadrilha especializada em roubo de cargas. A quadrilha entrou no depósito fortemente armada, subtraindo aparelhos celulares e outros equipamentos eletrônicos. Embora os valores relativos aos produtos roubados não tenham sido divulgados ou confirmados pela Polícia, estima-se que ultrapassou a casa das dezenas de milhões de Reais. O episódio mostrou que o volume de estoques nos centros de distribuição pode ser altamente atrativo para roubos.
Como medida para elevar a proteção patrimonial, é preciso realizar um diagnóstico dos círculos de segurança da operação logística. Perímetro, controle de acesso de pedestres e veículos, distribuição de equipe de vigilância, treinamento da equipe de segurança, interface com órgãos de segurança, sistema de monitoramento e vigilância e confinamento de itens de alto valor agregado são aspectos a serem considerados na análise e no reforço da proteção dos ativos.
Se a elevação da proteção patrimonial é importante para o comércio eletrônico, o gerenciamento de riscos de transporte é item relevante para grande parte das lojas virtuais. Neste caso, a abordagem deve ser muito mais profunda e sistêmica, partindo-se de um mapeamento da mancha criminal, estabelecimento de parcerias com órgãos públicos de segurança e rastreamento dos grandes receptadores. É importante também a elaboração de um Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR) com equipes de pronta resposta, dentre outras ações. Com uma abordagem sistêmica para prevenção ao roubo de carga, é possível reduzir as perdas em até 70%.
Por último, mas não menos importante, o controle dos processos de separação, expedição e entrega da mercadoria deve estar no escopo de ações para redução de fraudes e desvios de mercadoria no comércio eletrônico. Em projetos de diagnóstico de riscos na operação logística, é possível constatar brechas simples que expõem o negócio a riscos relevantes. Processos logísticos bem controlados devem trabalhar com índices de erro abaixo de 0,1% em relação ao total expedido.
O comércio eletrônico salta aos olhos dos executivos por ser um canal eficiente para conquista de mercado e aumento das receitas, com baixos custos de imobilização de ativos e de operação. Entretanto, se os riscos de fraude não forem gerenciados, os desvios de mercadorias podem minar silenciosamente os resultados da empresa.
Rodrigo Castro é líder da Prática de Prevenção de Perdas da Protiviti, consultoria especializada em auditoria interna, serviços em gestão de riscos e compliance

Quando se fala em fraudes no e-commerce, que é a maior causa de fechamento de lojas que atuam nessa modalidade de venda, o ambiente virtual é o tema comum, com destaque à invasão das lojas de comércio eletrônico para roubo de dados, ataques para indisponibilidade do site, sequestro de banco de dados e fraudes nos meios de pagamento - com foco no cartão de crédito.

Porém, para a proteção das operações de comércio virtual, é importante estar atento aos processos que vão além do ambiente de TI. Otimização e controles nos procedimentos de troca, proteção física dos estoques e gerenciamento dos riscos de transporte são fatores fundamentais para minimizar perdas no e-commerce.

A gestão de vulnerabilidades no ambiente de TI é, sem dúvidas, importante. Contudo, eventos recentes divulgados na mídia, como prejuízos da ordem de mais de R$ 500 milhões em resultados de empresas sólidas, tiveram uma parcela relevante atrelada a movimentações físicas das mercadorias. Em outras palavras, fragilidades do mundo real podem causar danos severos nos custos de operação do comércio eletrônico, mas em muitos casos não estão entre os riscos prioritários na agenda dos executivos.

Este tipo de prejuízo pode ter sido ocasionado por falha na logística reversa (ou devolução de mercadorias), processo secundário na operação de vendas de lojas físicas, mas quesito extremamente relevante para o comércio eletrônico. Relevante, porém negligenciado na operação logística da maioria dos e-commerces.

De acordo com um estudo, publicado pela empresa americana Shorr, especializada em embalagens, 30% das mercadorias compradas online são devolvidas pelos clientes. O índice de devolução apenas expõe o risco potencial de perdas da empresa, vez que, estando os processos da logística reversa bem controlados, as perdas se restringem aos custos de coleta. Caso contrário, as perdas se estendem ao item comercializado.

Além da logística reversa, a falta de mecanismos de proteção patrimonial dos estoques pode expor o comércio eletrônico a fraudes e perdas. Nas lojas virtuais que comercializam produtos de alto valor agregado e alta atratividade, a preocupação com a segurança patrimonial dos centros de distribuição deve ser foco prioritário.

Um caso emblemático ocorreu em 2015 com um grande varejista nacional, cujo centro de distribuição, localizado no interior de São Paulo e que concentrava grande parte das entregas do comércio eletrônico, foi invadido por uma quadrilha especializada em roubo de cargas. A quadrilha entrou no depósito fortemente armada, subtraindo aparelhos celulares e outros equipamentos eletrônicos. Embora os valores relativos aos produtos roubados não tenham sido divulgados ou confirmados pela Polícia, estima-se que ultrapassou a casa das dezenas de milhões de Reais. O episódio mostrou que o volume de estoques nos centros de distribuição pode ser altamente atrativo para roubos.

Como medida para elevar a proteção patrimonial, é preciso realizar um diagnóstico dos círculos de segurança da operação logística. Perímetro, controle de acesso de pedestres e veículos, distribuição de equipe de vigilância, treinamento da equipe de segurança, interface com órgãos de segurança, sistema de monitoramento e vigilância e confinamento de itens de alto valor agregado são aspectos a serem considerados na análise e no reforço da proteção dos ativos.

Se a elevação da proteção patrimonial é importante para o comércio eletrônico, o gerenciamento de riscos de transporte é item relevante para grande parte das lojas virtuais. Neste caso, a abordagem deve ser muito mais profunda e sistêmica, partindo-se de um mapeamento da mancha criminal, estabelecimento de parcerias com órgãos públicos de segurança e rastreamento dos grandes receptadores. É importante também a elaboração de um Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR) com equipes de pronta resposta, dentre outras ações. Com uma abordagem sistêmica para prevenção ao roubo de carga, é possível reduzir as perdas em até 70%.

Por último, mas não menos importante, o controle dos processos de separação, expedição e entrega da mercadoria deve estar no escopo de ações para redução de fraudes e desvios de mercadoria no comércio eletrônico. Em projetos de diagnóstico de riscos na operação logística, é possível constatar brechas simples que expõem o negócio a riscos relevantes. Processos logísticos bem controlados devem trabalhar com índices de erro abaixo de 0,1% em relação ao total expedido.

O comércio eletrônico salta aos olhos dos executivos por ser um canal eficiente para conquista de mercado e aumento das receitas, com baixos custos de imobilização de ativos e de operação. Entretanto, se os riscos de fraude não forem gerenciados, os desvios de mercadorias podem minar silenciosamente os resultados da empresa.

Rodrigo Castro - líder da Prática de Prevenção de Perdas da Protiviti, consultoria especializada em auditoria interna, serviços em gestão de riscos e compliance

 

A importância dos limites na educação

Lendo um texto sobre como desvirtuar a educação de uma criança, dois pontos me chamaram bastante atenção. O primeiro “comece na infância a dar ao seu filho tudo o que ele quiser. Assim, quando crescer, ele acreditará que o mundo tem a obrigação de lhe dar tudo o que deseja.” O apelo comercial dos dias de hoje, fazem com que os pais sem firmeza e esclarecimento cedam aos desejos dos filhos, passem a comprar tudo, mesmo que para isso se sacrifiquem. O fazem para agradar, para evitar birra, ou mesmo para não escutá-lo chorar, sem darem-se conta do futuro do filho e da armadilha que estão montando para si próprios. Muitos entendem que os filhos assim agem porque são crianças e com o simples passar do tempo se tornarão adolescentes maduros e compreenderão os pais. Ledo engano, ninguém amadurece sem limites, sem compreender a conseqüência dos seus atos, sem vivenciar que o mundo não gira ao seu redor.

Segundo ponto, “apanhe tudo o que ele deixar jogado: livros, sapatos, roupas. Faça tudo para ele, para que aprenda a jogar aos outros toda a responsabilidade.” Me chamou atenção, não o comportamento dos pais, mas a antecipação que fiz ao procurar visualizar quem seria esse adolescente e passei a reconhecer diversos clientes, conhecidos, filhos de amigos e companheiros de esportes. Todos lidam muito bem quando todo o ambiente está equilibrado, mas na primeira dificuldade, vejo o quanto é fácil acharem culpados. A ênfase com que fazem as críticas aos demais e a facilidade de salvarem a própria imagem é algo visível, despercebido apenas a quem o faz. Muitos pais acham bonita a bagunça que os filhos fazem porque avaliam a esperteza da criança, esquecendo-se de ensinar que a bagunça também pode ser arrumada e é responsabilidade de quem fez. Porém esses mesmos pais ficam horrorizados quando aos 18 anos o filho continua fazendo bagunça e não cuidando dos bens familiares.

Nos dias de hoje há pais que ainda seguem teorias sem consistência que afirmava absurdo como a necessidade de um “jardim do Éden” a todas as crianças, como se cada um tivesse o seu próprio mundo. Mas na realidade vivemos todos num único mundo, porém de forma diferente, com significados diferentes para as mesmas situações, pois temos histórias e educações diferentes. Isto contribui para ocorrer às adversidades e atritos entre as pessoas e a falta de limite vai dificultar ainda mais a resolução dos mesmos, pois a primeira reação é a mágoa, a raiva, o embate; raramente a compreensão, a conquista de espaço levando em consideração as conseqüências de seus atos e a ética.

Psicólogo Flávio Melo Ribeiro - CRP12/00449

 

 

Como o tempo influencia nas suas decisões e vice-versa?

Quem tem tempo hoje em dia? Praticamente, ninguém. Estamos sempre correndo, executando. Afinal, “atitude” é a palavra do momento. Contudo, parar um pouco, respirar e fazer algumas reflexões básicas é uma atitude extremamente importante que você deve adotar agora mesmo. Você sabe onde quer chegar? Quais são seus objetivos? Quais rumos deseja para sua carreira?

Para tomar decisões acertadas é preciso fazer uma leitura correta tanto do mundo à  sua volta, quanto de você mesmo, pois no mercado não há lugar para profissionais medianos. É preciso ousar e ter conteúdo, mas esses valores só são possíveis se buscados com propósito e dedicação. Por isso, é tão importante amar o que se faz.

Quando vivemos na correria, as coisas vão acontecendo e, muitas vezes, não paramos para pensar sobre nossas decisões. Isso, talvez, porque temos a falsa sensação de que, agindo assim, não nos sentiremos responsáveis caso algo dê errado. Com a reflexão, o peso fica maior, a responsabilidade aumenta. Afinal, foi uma escolha e, portanto, existe uma relação direta de responsabilidade.

As decisões podem ser tomadas por você ou pelos outros. Você que decide qual risco quer assumir. Se a decisão for sua, experimente separar um tempo, ainda que pouco, para refletir sobre sua carreira. Muitos investem anos em uma faculdade, sem talvez, ter pensado pelo menos algumas horas, se é aquilo mesmo que queriam. A boa notícia é que, por incrível que pareça, sempre há tempo para reavaliarmos.

Como você já sabe, o tempo é relativo. Portanto, tudo depende do referencial que você adotar. Estamos falando do tempo que teremos para viver e não do que já vivemos. Não interessa quando nascemos, mas sim quando concluiremos nossa missão aqui na Terra, o que felizmente, não sabemos. Portanto, há tempo!

Imagine, por exemplo, um profissional de 40 anos. Insatisfeito com suas atividades e seus resultados, ele decide mudar o rumo de sua carreira. Escolhe fazer um novo curso superior, uma decisão acertada e madura. Estuda cinco anos e, graças a qualidade da sua escolha, passa a trabalhar mais motivado. Passam 24 anos e ele ainda tem 70 e muito mais para viver ainda.

Com a atual dinâmica do mercado de trabalho e o aumento da expectativa de vida, esse personagem só comprova uma tendência cada vez mais forte, a de trocar de carreira ao longo da vida. Você mesmo pode ser prova disso, visto que é bem provável que você tenha mais de uma profissão ao longo da sua vida. Bem vindo ao mercado de trabalho!

Luciano Zorzal - palestrante, consultor, diretor de expansão da Zorzal Franquias e sócio-fundador da Zorzal Consultores & Auditores Associado

 
Página 5 de 14

Publicidade

Publicidade

Blogs

Enquete

Você é favor da convocação de Eleições Gerais no Brasil
 

Twitter CN

    Newsletter

    Expediente

    EXPEDIENTE
    Rua Santos Ferreira, 50
    Canoas - RS
    CEP 92020-000
    Fone: (51) 3032-3190
    e-mail: redacao@jornal
    correiodenoticias.com.br

    Banner
    Banner

    TurcoDesign - Agencia de Publicidade Digital