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Fala Serio

O jogo

Brasil, terra leviana do jogo. Não se trata de não legalizar cassinos. Inúmeros países têm cassinos legalizados e seus povos não são vítimas de tanta podridão.

Entre nós, o azar é inerente à gerência da coisa pública. Sem a natureza aleatória do azar. Somente nos últimos tempos, a polícia e outros órgãos intervieram nos cassinos. A duras penas, a operação continua. Grupos políticos fortíssimos atuam para reabrir o cassino oficial.

Dispensar licitação indispensável é ganhar sem risco. O risco é ser pego. Os jogadores consideravam, e ainda o fazem improvável. Jogo ainda mais lucrativo: dispensar licitação e, depois, aditar contratos. Tudo à margem da lei. Os cassinos legalizados têm obrigações legais, que são cumpridas se não há leniências na fiscalização.

Presidencialismo de compromissos é dizer, de jogos. Brasília é nosso imenso antro de jogatinas. Creiam que, se a Lava Jato acontecesse em Brasília, já teria deixado de acontecer. Tudo se negocia com o Estado. Estado total e metastasiado, nos três níveis de poderes.

Certamente, estamos procurando estancar a jogatina. A partir da República de Curitiba. O desastre é tão grande que um juiz de primeira instância, em sua singeleza, simplesmente no exercício de suas funções, figurou na Forbes.

O maior problema é que as coisas, aqui, quando não são ruins para o povo, tendem a ser transitórias. Passado o pico do stress, tudo volta como antes no quartel de Abrantes.

As melhores ideias para construção de um país digno de viver existem e são apresentadas em profusão, por uma minoria honesta. Todavia, deixa-se passar algum tempo, para que sumam na poeira das estradas. Há propostas decenárias, vintenárias, que ainda são apresentadas, por gerações que não as viram e ainda não se desiludiram.

Nas circunstâncias, por que não ao fim do presidencialismo? Porque o parlamentarismo torna muito mais difícil as trambicagens. A onipotência dos governantes é reduzida. O Primeiro-Ministro tem missão a cumprir e deve explicações - preferencialmente semanais - às casas do povo. Ah, estas são antros de prostituição. Não discordamos. Porém, reforma política que mereça esse nome também envolve sua reformulação. O "recall" é um instituto de emergência na política brasileira. Idem o voto distrital misto, com listas da sociedade e, não, das cúpulas partidárias. A redução dos partidos a um número razoável não é antidemocrática. Democracia não é anarquia. Permitir-se apenas dois mandatos parlamentares não é destruir coisa alguma, salvo a "categoria" ou a "classe" política, que não tem categoria nem classe.

O Presidente da República, no parlamentarismo, tem fortes poderes. Acreditam que não, porque não governa. Mas poderes maiores do que o poder de desativar o gabinete dissolver o Parlamento e convocar eleições gerais?  Temos, também, cultura política capaz de aperfeiçoar o Parlamentarismo, a cujos parâmetros não devemos nenhuma cega obediência doutrinária. No lugar do Presidente ou de um Rei, a escolha de um grupo, talvez não superior a cinco, entre várias listas de nomes submetidas ao voto popular.

Parlamentarismo sem rei, sem Presidente, Parlamentarismo do povo; que, como dito, pode enganar-se, mas não há atividade humana sem risco. E os mandatários sempre têm prazo determinado para exercer suas funções. Já sofremos durante séculos. É razoável esperar que acertemos numa próxima escolha.

Todas essas questões podem ser apresentadas, com a simplicidade que lhes é inerente, em tempo curto, a um plebiscito do povo brasileiro. Incutiu-se na consciência do povo brasileiro que plebiscito e parlamentarismo são coisas ruins. Ora, existem coisas mais ruins que os últimos acontecimento?  Até quando vamos suportar? A "classe política" sente a forte indigestão de todas essas ideias. Podem significar, e significarão seu fim. É uma classe que se locupleta, portanto não há suicidas entre eles. Formaram uma casta, e, como se sabe, casta são como placas cardíacas: calcificam-se, sem retorno. Porém, o domínio das ciências não sofre do mesmo determinismo da biologia. Em princípio, tudo é preciso fazer, embora, em princípio, as mudanças importantes são produtos de embates graves.

O povo brasileiro foi às ruas. E isso, salvo o verniz dos discursos parlamentares, não mudou a cabeça de quem quer conservar poderes e privilégios. Talvez as melhores consciências do povo tenham acabado em campos opostos, em falso debate, considerados nossas necessidades. O impeachment era indispensável, visto que os últimos governos do Partido dos Trabalhadores nos levariam a um poço obscuro e sem volta, se esse partido permanecesse no poder.

O governo provisório só terá méritos se, além de repor, ainda que em parte, a economia política e as finanças públicas no eixo, preparar essas providências de forma de exercício do poder durante o tempo que lhe resta. Começaríamos o novo período governamental sob novas e salutares regras, compatíveis com a vontade popular. Sabemos que tudo farão para não as implementarem, mentirão e divulgarão demagogias. É o destino de um país que não tem patriotas no número que seria necessário; tem puros e simples estelionatários da coisa pública.

Por isso tudo é que percebemos o cinismo desses delinquentes quando se opõem, por exemplo, à legalização dos bingos, porque traria por arrastamento o crime organizado, como se esse, em nossas terras, já não fosse um dos maiores do mundo. Não é primordial legalizar jogos, mas, se assim é, que não tenhamos cassinos de nenhuma espécie, sobretudo em pleno funcionamento nas entranhas de um Estado, pomposamente denominado pela Constituição Federal de Estado Democrático de Direito.

Amadeu Garrido- advogado e poeta. autor do livro Universo Invisível, membro da Academia Latino-Americana de Ciências Humanas.

 

Mantendo a segurança durante as férias de julho

O mês das férias escolares é uma boa oportunidade para a família sair e viajar, curtindo a temporada em hotéis, pousadas, fazendas ou em casas de parentes distantes. Isso quer dizer que a sua casa ou apartamento ficará sozinho por alguns dias e infelizmente esta também é uma boa oportunidade para os criminosos agirem com os menos cuidadosos. Chegar ao seu lar e descobrir que foi roubado ou furtado não será uma boa recordação das férias de julho.

Para pessoas que moram em condomínios (sejam de casas ou apartamentos), a dica é evitar, ao máximo, divulgar o itinerário de sua viagem para os outros. Agir com discrição pode impedir que pessoas mal-intencionadas saibam que o lar está vazio. Se for passar muito tempo fora, é importante deixar avisado o zelador e o porteiro, e também deixar uma autorização com alguém no caso de alguma pessoa ou empregado precisar entrar no seu apartamento durante sua ausência. Recomenda-se também que entregas de jornais, revistas ou encomendas sejam suspensas até o seu retorno.

A portaria conhece a rotina do condomínio e é muito difícil os profissionais desta área não perceberem a ausência de algum morador. Por isso, é recomendável que os porteiros sejam contratados através de uma empresa terceirizada confiável, que ofereça um treinamento especializado de atendimento, discrição e segurança preventiva. A empresa, profissional e especializada, realiza contratações após verificar o histórico profissional e pessoal do porteiro, e também ao investigar possíveis antecedentes criminais, sua conduta e por indicação. Quando contratados diretamente pelo condomínio, geralmente a contratação não dispõe de todos esses recursos, aumentando o risco de maus profissionais adentrarem em um ambiente onde a segurança deveria ser prezada e mantida.

Como em toda e qualquer residência, a atenção deve ser intensificada também quanto ao fechamento correto de portas, grades e janelas, e objetos valiosos precisam ser colocados em um lugar seguro e longe de serem vistos facilmente, caso ocorra alguma invasão. Para prevenir a entrada indesejada de mal-intencionados, pode-se instalar um sistema de segurança 24h, com alarmes e circuito interno de câmeras. E ainda, não é indicado deixar a luz acesa durante o tempo em que estiver fora, porque na verdade pode ser uma evidência de que não há ninguém em casa, além de poder ser um gasto desnecessário de energia. É importante, também, pedir a um vizinho ou uma pessoa de confiança para visitar sua casa sempre que for possível - Isto indica que o lar não está vazio e engana os ladrões.

Os cuidados com a segurança durante as férias não devem ser apenas quanto a ações criminosas; é crucial também se certificar de que registros de água e gás, por exemplo, foram bem fechados, para assim evitar eventuais desperdícios e acidentes. Estes procedimentos de segurança garantem tranquilidade à família que irá curtir a viagem, sem ninguém precisar se preocupar se irá encontrar surpresas desagradáveis ao voltar.

Amilton Saraiva - especialista em condomínios/GS Terceirização

 

Como acabar com as esperanças e os sonhos do bravo povo brasileiro

Em diversos artigos que escrevi, abordei o tema da reforma previdenciária, que se faz necessária ao nosso país.

Confesso que o clima de anomia (ausência de poder político) contaminou as discussões sobre o tema. Os governos da presidente afastada, Dilma, e do presidente interino, Temer, carecem de uma proposta que não se restrinja aos benefícios que tenha respaldo dos contribuintes, segurados e beneficiários da Previdência. Impor uma reforma à ordem dos fiscalistas de plantão é uma temeridade.

Pelo que percebo os autoritários fiscalistas não aceitam qualquer reforma no financiamento. Querem continuar usando e abusando dos recursos da Seguridade Social, da Previdencia inclusive, para fazer ajustes econômico-financeiros que agradem ao governo do turno, ao superávit primário (ainda que distante) e ao mercado.

O enfoque prevalente se volta para o futuro daqui a 30 anos, que tem sua relevância face o fator previdenciário e seu substituto capenga, a fórmula 85/95, a necessidade de fixação de idade mínima para o Regime Geral de Previdencia Social-RGPS (os RPPS já tem) e a inevitável bolha demográfica, que atordoa as previdências de todo o mundo.

Mas não há por parte dos fiscalistas, que lideram e impõem suas ideias monocráticas, olhando a Previdência como instrumento de política fiscal (o que é uma temeridade, enfatizo) e pela relação despesa/PIB, que é elevada, enquanto silenciam se omitem e desconsideram que deva se fazer a reforma do financiamento.

É enfadonho ouvirmos diariamente nas televisões e lermos em jornais e revistas “especialistas e analistas amestrados” dizendo que o país só sai da crise se fizer uma reforma da Previdência.

Este é um dos problemas. Tratá-la como solução todos os males estruturais, de inflação, crescimento, inclusão social, educação, saúde, desemprego, segurança, habitação, transportes, etc. são pressupostos simplistas, dolorosos e inaceitáveis. Que vai nos levar ao nirvana é um sonho e uma fantasia.

Esta gente perde a noção do mundo e nos reduz como nação a tribo em que apenas os caciques falam e impõem suas ideias.

Em todos os países, a Previdência tem dois componentes básicos e fundamentais: receita e despesa. Desde Bismark, fundador da moderna Previdência Social, todo benefício tem que ter obrigatoriamente financiamento para que a Previdencia seja sustentável ao longo do tempo. Quando se fala em “pacto de gerações” isto significa que os contribuintes de hoje financiam os trabalhadores de ontem.

Este fundamento foi esquecido e desrespeitado no Brasil, especialmente quando se criou o Funrural, e a partir dele, novos “funrurais” (supersimples, micro produtor individual, empregado doméstico, segurados especiais, dona de casa rural). Isto porque a contribuição previdenciária foi reduzida, tornando-se insuficiente para custear os benefícios outorgados.

Além disso, os sucessivos governos, assistencialistas, e populistas, foram generosos quando concederam as renúncias das contribuições patronais para instituições filantrópicas e até exportadores rurais e quando impuseram a desoneração contributiva substituindo os 22% da folha por uma alíquota insuficiente sobre o faturamento. As renúncias e as desonerações custaram cerca de R$ 200 bilhões à Previdência, nos últimos sete anos, gravando o déficit.

O nosso sistema é de repartição simples, não é de capitalização. Quando havia superávit e houve muito, de 1940 a 1994, a Previdência financiou o desenvolvimento do país. Os saques consumiram mais de R$ 1 trilhão de reais, nunca foram pagos e estão na dívida histórica e na base do déficit. O sistema foi utilizado para outras finalidades, confessáveis e inconfessáveis, além do que diminuiu a relação entre o nº de contribuintes e o nº de beneficiários, o que é alto risco para a sustentabilidade de sistemas previdenciários.

Tenho consciência que está muito difícil sensibilizar deputados e senadores, neste momento, em que a Previdência tornou-se execrável para o governo interino que foi ao delírio “extremis” de acabar com o Ministério, se apropriar de seus R$ 2,4 trilhões, para fazer política fiscal, inclusive 30% deles através da DRU, e reduzir o INSS, com 60 milhões de contribuintes,  28 milhões de aposentados e pensionistas, 33 mil servidores, a uma repartição secundária do ex-Ministério da Fome, como algo vil e desprezível.

Tenho porem certeza de que se não mexer no financiamento não haverá reforma, só um arremedo. Como tenho certeza de que se não mexer na Previdência da União, dos Estados e Municípios, não haverá reforma. Neste caso, nem arremedo.

Esta gente brinca com a dignidade, a esperança e os sonhos dos brasileiros. Ainda bem que o governo é interino e passageiro, como passam os rios e as correntezas.

Somos os que restaram de várias gerações que deram suas vidas para que o Brasil tivesse uma Previdência respeitável, apesar dos saques e golpes desferidos contra ela, que resistiu aos Colors, aos Lulas, às Dilmas e está tombando nas mãos do Sr.Temer, por alguma razão que gostaríamos de saber. Francamente, o que ele está fazendo conosco é uma estupidez!

Paulo César Régis de Souza – vice-presidente Executivo da Associação Nacional dos Servidores da Previdência e da Seguridade Social - Anasps

 

Os ganhos de produtividade e de eficiência na tarifa de energia elétrica

Os dados financeiros do setor elétrico- tanto os referentes à indústria como um todo, quanto aos de algumas empresas- não devem ser animadores para a sociedade. Sem resultados favoráveis não há estimulo à implantação de tecnologias que tragam eficiência ao setor.
A tarifa atual de energia elétrica procura avaliar os ganhos de produtividade do setor e ainda não trazem estímulos a uma indústria que implante tecnologias eficientes. Sem retornos adequados a modernização do setor não ocorre.
A atualização do setor ocorre com a implantação da Rede Elétrica Inteligente. Ela é o resultado da soma da infraestrutura elétrica tradicional com os elementos da telecomunicação. Significa integrar as tecnologias digitais de telecomunicação à rede elétrica. O objetivo é juntar os consumidores de energia às distribuidoras do serviço de infraestrutura e oferecer serviços que uma planta com grande capilaridade- a rede de distribuição de energia elétrica- pode oferecer à sociedade.
Busca-se oferecer serviços diversos como segurança, melhoria do trafego urbano, serviços associados à mobilidade de ônibus e veículos particulares etc., com grande qualidade, de maneira eficiente à população.
Sem retornos adequados não há atualização do setor elétrico. Sem a modernização da ancestral estrutura elétrica não há modernização. A rede elétrica permanece sem promover maiores benefícios para a sociedade. Não há evolução do mercado para uma estrutura que busque a eficiência.
Agostinho Celso Pascalicchio - professor de economia, economia da energia e engenharia econômica/finanças

 

A importância de um modelo de gestão em tempos incertos

Muitas pessoas acreditam que: recursos financeiros, uma boa estratégia, conhecimento do próprio produto ou serviço e pessoas capacitadas e motivadas garantem o sucesso de uma empresa. Contudo, por mais que esses elementos sejam essenciais, sem um modelo de gestão eficaz e implementado fica muito mais difícil atingir os objetivos propostos.

Em momentos difíceis como o que estamos vivendo, com um alto grau de incerteza em relação à economia e ao futuro do país, as organizações precisam se manter estáveis internamente para conseguirem inovar sem comprometer o que já está dando certo. Não é raro ouvirmos comentários como “é preciso mudar tudo”. Mas, vale lembrar que, por mais que inovar seja fundamental, os empresários não podem abrir mão dos valores que fundamentam o negócio, bem como de um modelo de gestão forte, consolidado, eficaz e adaptável a mudanças.

Por isso, os gestores devem entender como as incertezas e variáveis estão afetando a empresa. A partir dessa análise, poderão identificar o que precisa ser adaptado e melhorado no modelo de gestão, para que seja possível atingir de maneira mais fácil seus objetivos. Cabe ressaltar, que o modelo deve ser melhorado dia a dia, como resposta as mudanças impostas pelo mercado, no sentido mais amplo da palavra. Se a gestão não está estruturada, o desafio será ainda maior.

Uma excelente referência a ser utilizada é a norma ISO 9001. Em sua nova versão, publicada em setembro do ano passado, é possível perceber como o modelo é perfeitamente adaptável a qualquer tipo e porte de empresa. Isso porque não define um mesmo padrão a ser seguido, mas sim uma estrutura focada em ajudar as organizações a atingirem seus objetivos por meio do atendimento a requisitos e ao aumento da satisfação de clientes. Graças à sua última atualização, os gestores podem ainda ter acesso a uma maneira diferente de abordar os desafios que se apresentam através da inclusão do conceito de “mentalidade de risco”.

Assim, para vencerem as demandas adversas provenientes das mudanças cada vez mais rápidas e impactantes dos cenários externos é imprescindível que as lideranças das organizações atuem fortemente na defesa da estabilidade interna e na valorização do seu modelo de gestão, sempre incentivando toda a equipe na realização de melhorias contínuas.

Luciano Zorzal - consultor, auditor líder e sócio-fundador da Zorzal Consultores & Auditores Associados

 

Como ajustar as preferências eróticas no relacionamento a dois?

Muitos casais chegam a diversos impasses para manter a vida sexual. Cada um tem suas preferências, causando muito conflito e discussões. Em seguida, vem a culpa. Por que eu não tenho mais vontade de transar? Eu não desejo mais meu parceiro (a), mas ainda o amo. Desfechos negativos e soluções extremas de afastamento, como a abdicação do sexo no casamento, acabam desencadeando crises longas.

Na clínica terapêutica, escutamos dos pacientes diversos conflitos nos relacionamentos, como gostar ou não de preliminares, diferenças entre frequência sexual desejada, duração do ato, gostar ou não de sexo anal, oral, ménage, aceitar ousar em posições ou lugares. São tantas as particularidades na hora do sexo que muitos casais acabam por se frustrar ou minar a relação a dois.

Em relação as preferências sexuais, é importante o casal ter em mente a construção de um espaço para negociação. É preciso entender que as duas vontades devem ser ouvidas. É necessário compreender as resistências e as necessidades do outro.

A primeira sugestão é que os casais tenham em mente que preferências e necessidades sexuais podem variar conforme a fase que o parceiro (a) está. Interferências externas, como problemas no trabalho, doença, filhos e outros, podem impactar significativamente o pique sexual.

É muito comum escutar das pessoas que tinham que trabalhar, cuidar dos filhos, pagar contas e não tinham tempo para conversar e ficar juntos. Quando viram, o desejo tinha diminuído e o sexo espontâneo foi ficando cada vez mais difícil.

Além dos ajustes das preferências eróticas, é preciso levar em consideração as diferenças de gênero. Normalmente, homens são mais visuais e o desejo pode ser despertado simplesmente pelo estímulo visual. Já a mulher é mais sensitiva, precisando se sentir desejada para ficar estimulada ao sexo.

Antes de qualquer coisa, é importante perguntar-se qual o motivo de suas resistências. Cada pessoa tem seu próprio esquema erótico, que pode ou não se complementar com o parceiro. É preciso entender, mapear e ajustar o que te dá prazer e, em seguida, alinhar suas preferências às do seu parceiro. Fazendo esse exercício será possível se entender e entender melhor o seu parceiro. Juntos, será muito mais fácil chegarem a um ponto de equilíbrio, que satisfaça os desejos dos dois.

Tatiana Leite - terapeuta de casal e família com especialização em Sexualidade Humana.

 
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