A 4ª Vara Federal de Natal anulou o processo administrativo disciplinar que havia responsabilizado o advogado Pablo Tatim por supostas irregularidades em uma licitação no Ministério do Trabalho. Na época Tatim era chefe de Gabinete do então ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira (2016-2018). A decisão foi da juíza federal Gisele Leite, no processo n.º 0807984-06.2024.4.05.8400.
Essa é a segunda absolvição de Tatim em pouco mais de um ano.
Em março de 2025 a Controladoria – Geral da União já o tinha absolvido das acusações de assédio moral contra servidores e outras irregularidades, investigadas no processo administrativo disciplinar n.º 00190.102392/2022-74. As acusações referiam-se ao período em que Tatim exerceu o cargo de Superintende Estadual da Fundação Nacional de Saúde no Rio Grande do Norte. Lá, Tatim promoveu um choque de gestão no órgão, levando-o a sair do 17º lugar para se tornar a Superintendência líder nacional em execução e eficiência.

O Ministério Público Federal concordou com as conclusões da CGU e arquivou um inquérito civil n.º 1.28.000.002056/2020-14, que investigava as mesmas acusações. Em 2021, o MPF já tinha arquivado o inquérito civil n.º 1.28.000.000097/2021-57, com as mesmas falsas denúncias de uso irregular de veículo oficial e assédio moral.
Além disso, em 2020, em meio ao processo disciplinar n.º 00190.114250/2018-73, a CGU também tinha absolvido Tatim das acusações infundadas de não comparecer ao trabalho, de atuar como administrador do seu escritório de advocacia simultaneamente ao exercício do cargo de comissão e de uma suposta nomeação casada com a esposa de um desembargado federal.
